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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 04/02/2012 00:00:00

Bombas lá e cá

Um artigo do jornal americano The Wall Street Journal  vem confirmar que não podemos ter muitas esperanças de um ano chinês  do Dragão pacífico, ou melhor, sem mais uma guerra.  As forças aéreas americanas estão equipadas com as chamadas “bombas de destruição de bunkers”, com 6 metros de comprimento e contendo duas toneladas de explosivos,com a peculiaridade de poder penetrar até 60metros no solo onde forem lançadas e explodirem somente depois.  Segundo o jornal essas bombas não seriam, entretanto, capazes de arrasar determinadas instalações de pesquisas nucleares iranianas que se encontram enterradas nas montanhas e em construções super-fortificadas.  Os Estados-Unidos já forneceram também um número não especificado destas bombas para Israel e para nenhum outro aliado.
As tensões geopolíticas entre Washington e Teerã não têm fim. O Presidente Obama em sua mensagem ao Congresso recentemente disse: “Não há dúvida: a América está decidida a evitar que o Irã obtenha armas nucleares e eu não hesitarei em atingir esse fim.” Irã nega que esteja tentando desenvolver armas nucleares, que seu programa é para fins pacíficos.
O Pentágono encomendou à companhia  Boeing para desenvolver uma super-bomba de “destruição de bunkers” ainda mais poderosa e capaz de destruir completamente as instalações militares, tanto do Irã como da Coréia do Norte. Foram gastos 330milhões de dólares na fabricação de vinte super-bombas, com sofisticada tecnologia, que pesam, cada uma, 15 toneladas (15.000 quilos ou o equivalente a 15 automóveis, já que um carro médio pesa cerca de 1.000 quilos).
Mas a história não ficou aí, os militares americanos chegaram à conclusão que essa super-bomba não obteria os resultados desejados e requereram mais 82 milhões de dólares para torná-las ainda mais eficientes.
Felizmente não precisamos em Búzios de super-bombas . Mas até que não seria mal uma bomba pequena, atirada de um helicóptero no monstrengo que está sendo construído na praça da Rua Pau Brasil, no bairro Bosque de Geribá.  (As ruas do Bosque foram batizadas com nomes de árvores por lei de Otavio Raja Gabaglia, então vereador na Câmara Municipal de Cabe Frio, antes da emancipação) .  No terreno existia uma pequena casa que foi destruída e agora, no seu lugar, a companhia Engeluz iniciou a construção um grande depósito. Ora, os terrenos do bairro se destinam exclusivamente a moradias, sendo proibidos  estabelecimentos comerciais. Além disso ainda há evidentemente ilegalidade  na construção por ocupar toda a área do terreno de 600m². O tráfego  de caminhões traria desconforto à vizinhança.
Logo no início da construção, em setembro do ano passado, solicitei a autoridades municipais providências contra a construção do depósito em área exclusivamente residencial. O jornal Primeira Hora  publicou carta minha, na seção Teclado do Leitor, sobre a ilegalidade da obra. Em fins do ano, a obra, depois de erguidas as paredes externas, foi interrompida. Pensei que finalmente teria sido embargada, as obras voltaram agora à atividade com a instalação de uma larga porta dupla. Espero que a obra de construção do depósito seja embargada definitivamente e mesmo a parte construída seja demolida.
 Uma parte do Bosque de Geribá teve suas ruas pavimentadas no governo anterior. A Presidente da AMOBOSQUE (Associação dos Moradores do Bosque de Geribá), Terry Melgaço Schischiptoroff, não descansou enquanto a Prefeitura não  completou as obras nas ruas restantes, o que agora finalmente está sendo executado.  Mas ainda muita coisa falta: limpeza e conservação das áreas verdes. É lamentável que muitos moradores não colaborem com a limpeza e mesmo sejam responsáveis por jogar lixo em terrenos vazios.
Recentemente um jornal carioca publicou reportagens pouco simpáticas sobre Búzios.  As críticas foram interpretadas como uma campanha contra esta cidade de que sou morador desde 1984. Críticas têm de ser bem vinda, se bem intencionadas. Búzios continua como características uma cidade medieval, sem calçadas para pedestres e iluminação pública deficiente. 
 

Colaborador: Alfredo Rainho

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