Atualizado em 28/01/2012 00:00:00
Pelo calendário lunar chinês no domingo, dia 22, se inicia o ano de 4710, o ano do Dragão. Os anos chineses são dominados por um animal, com exceção do dragão, venerado e respeitado na China por milhares de anos. Representa poder e sabedoria e sua figura se compõe de um tigre, um peixe, uma cobra e uma águia. O ano chinês é comemorado na maioria dos países asiáticos com grandes festividades e em geral com dois dias feriados. Até o governo das Filipinas, país de tradição cristã, decretou feriado o dia de entrada do ano lunar chinês.
A China vem sofrendo uma transformação semelhante, ou mesmo maior, que o Japão com a era Meiji. A guerra da Coreia constituiu indiretamente uma grande ajuda para transformar o país na potência industrial de hoje, servindo de base de apoio para o fornecimento das necessidades militares americanas. Naquela época não havia a facilidade como hoje como o transporte aéreo em grande escala.
Os Estados Unidos são igualmente responsáveis pela renascimento da China como grande potência industrial As grandes companhias americanas passaram a fabricar seus produtos na China e se tornaram os melhores vendedores de produtos chineses, representando 70% das exportações chinesas. China e Formosa são os maiores produtores e montadores de microchips, computadores e equipamentos eletrônicos. O nível de vida na China em menos de um século executou um impressionante pulo, no lugar dos riquixás, transporte humano puxado por chinês de rabicho, hoje os chineses dirigem os grandes e luxuosos automóveis. O chinês que antes emigrava, hoje virou turista, a ponto que 31 milhões viajaram para o exterior loteando os hotéis do Japão e da Coréia e mesmo se estendendo aos Estados Unidos, e Europa.
A China é importante exportadora minerais raros hoje de grande importância para a alta tecnologia. Por outro lado, a Bolívia é produtora de lítio e o Brasil responde por 92% da produção mundial de nióbio. Temos de estar atentos à pressão internacional pelo nióbio da Rondônia, pois nos falta uma estrutura de defesa de nossos minerais raros como a China.
“O projeto geopolítico e geoeconômico chinês está transformando a África e parte da Ásia do Sudeste em fronteira fornecedora de alimentos e matérias primas”, escreve Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES.
A China anos atrás comprou um porta-aviões da Rússia, hoje transformado em cassino ao largo de Macau. Adquiriu um segundo, Varyag, também russo, para reformá-lo, desistiu. Finalmente decidiram construir o seu primeiro porta-aviões inteiramente revolucionário em sua concepção tecnológica, o que causa preocupação aos americanos, que, por sinal, possuem onze porta-aviões.
Seu exército de 2,3 milhões de soldados é o maior do mundo, embora seus gastos militares sejam, se comparados com os dos Estados Unidos, relativamente modestos, somente 1/6 do orçamento militar americano.. Naturalmente o governo americano não vê com bons olhos desenvolvimento militar chinês, que até agora ficara restrito à área econômica. O sonho da política externa americana era o de tornar Formosa (Taiwan) econômica, social e militarmente forte a fim de reconquistar uma China continental capitalista. Mas o que está acontecendo é exatamente o inverso, incremento de relações de Beijing e Taiwan e maior aproximação.
Por outro lado a Índia acaba de arrendar por dez anos , pelo a valor de 1 bilhão de dólares, um submarino nuclear russo de 8.000 toneladas que batizado com o nome de INS Chakra II, juntando –se assim o país ao restrito número de marinhas com submarinos nucleares (Estados-Unidos, França, Russa, China e Inglaterra). Dispõe de mísseis que podem atingir o continente americano e recentemente anunciou o voo do J-20, um caça que não detectável pelo inimigo.
Assim, o ano do Dragão promete novidades no cenário internacional e novas perspectivas para o mundo asiático.
Colaborador: Alfredo Rainho
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