Atualizado em 28/01/2012 00:00:00
– Parte I
Guilherme Barcellos é professor, membro da ALAB e colunista do PH
A Educação teve muitas pessoas que contribuíram em sua evolução no decorrer da história. Podemos citar inicialmente na Grécia antiga, pensadores como Aristóteles, pai do pensamento lógico, Sócrates e Platão, que através da indagação filosófica, contribuíram no contemporâneo para uma Educação critica. O Francês Célestin Freinet que criou o Projeto Frente da Infância e o conceito integração professor e aluno, Randi Weingarten, líder americano de 140.000 professores ativos e aposentados, que numa costura sindicalista, pode chegar a 700.000, com poder de parar uma reforma educacional quando não satisfaz a comunidade escolar americana. Joel Klein um grande defensor do ensino público dos EUA, e tantos outros no decorrer dos tempos. , mas não temos espaço para tanto.
Aqui no Brasil, também tivemos inúmeros e verdadeiros heróis na causa educacional. Não podemos esquecer-nos de nomes importantes como Paulo Freire que nunca deixou de lutar pela transformação da sociedade e de questionar o poder dominante. Nunca abriu mão do sonho da mudança radical, da luta pela construção de uma sociedade igualitária, Darcy Ribeiro, que organizou o primeiro curso de pós-graduação em antropologia, na Universidade do Brasil (Rio de Janeiro), defensor das causas indígenas, foi ministro, vice-governador e senador. Trabalhou na criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep), Milton Santos, Geógrafo e livre pensador brasileiro discreto e combativo, dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar, Doutor honoris causa em vários países, ganhador do prêmio Vautrin Lud, em 1994 (o prêmio Nobel da Geografia). E porque não citar o senador por Brasília, Cristovão Buarque, um constante defensor do ensino educacional público de base satisfatório e tantos outros ‘cérebros educacionais’ que sempre tiveram o cuidado de separar a pessoa da instituição Educação.
No entendimento empírico algumas pessoas são normalmente conhecidas pelo atrelamento ao seu nome de alguma atividade profissional ou que exercem como também, nome do pai ou da mãe e por ai vai, é uma situação até compreensível. Por outro lado, se levarmos em consideração os serviços que as pessoas acima citadas prestaram a Educação, seria de fácil entendimento e aceitável pela sociedade e comunidade escolar do Brasil e do planeta, por exemplo, neste caso do educador que também foi político ‘ Darcy Ribeiro da Educação’ ou do professor ‘ Freinet da Educação’, eles tiveram mérito para ter esse título, no entanto...
Daí surge à interrogação, se pessoas que deram a ‘ vida’ pelo ensino educacional, jamais tomaram para si o sobre nome ‘Educação’, como poderíamos aceitar passivamente políticos ou empresários, não importa, a atrelarem aos seus nomes?
Teríamos por aqui no Rio de Janeiro ou em nossa região, alguém com tantos serviços prestados a Educação que nivelassem com o que fizeram os nomes citados acima? Que sempre tiveram o censo critico, servindo a Educação, tendo-a como algo superior ao interesse pessoal.
É perigoso para nós e para a Educação, aceitar tal bravata, pois a Educação é coisa séria, forte, livre e de extremo anseio popular. É preocupante qualquer iniciativa arcaica do ‘fulano (a)’ querer usá-la, juntando-a ao nome, acende a ‘luz vermelha’. Preocupa os professores e a comunidade escolar. O político principalmente, deveria aproveitar o tempo e se auto-criticar, sem vaidade, e procurar conhecer e respeitar uma instituição tão importante como a EDUCAÇÃO (em letras MAISCULAS mesmo), procurando conhecer seus conceitos, sua importância e acima de tudo seus princípios fundamentais e éticos. Nós professores, uma das maiores classes do país, e que não é diferente aqui em Búzios, em concordância com comunidade escolar, ficamos preocupados e ao mesmo tempo atentos, a fim de defender uma Educação independente, voltada somente para o acesso às informações e saberes, e para a evolução do ser humano; buscando uma Sociedade e Educação, ai sim, teria um nome e sobre nome, autênticos.
Usar a Educação é verdadeiramente uma ‘falta de educação’, é desrespeitar a sociedade.
Colaborador: Guilherme Barcellos
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