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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 14/01/2012 00:00:00

Aumenta o numero de pessoas que se libertaram do tabagismo

Primeira parte:
É muito bom poder, desta pequena trincheira de luta sem trégua contra todo o tipo de dependência química, poder anunciar substanciais vitorias sobre os índices de tabagistas no mundo e principalmente no Brasil. Vitoria obtida graças à mobilização de vários seguimentos que em todo o nosso país, comprometidos em salvar pessoas de mortes e doenças evitáveis, que a mais de 10 anos começaram a se interagirem.
Em 1987 uma publicação da OMS, expressivo órgão das Nações Unidas, fez revelações estarrecedoras, exclusiva sobre o numero de mortes que o tabagismo estava provocando em todo o mundo. No Brasil esta publicação, com maior ênfase deu inicio a inúmeras medidas e ações antitabaco de ONGs e inclusive de imediato, produzindo uma saraivada de critica ao engessamento que se encontrava a politica publica antitabagista do governo federal. Tanto que também de imediato, que pese o esquisito nome da pesquisa, iniciou o governo já em 1988 uma outra Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, que foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujo resultado anunciado em 1989, apontava que em 1988 havia 34,8% de adultos fumantes no Brasil. Em 2010 uma outra pesquisa revelou noticias animadoras, mas que pouco foi divulgada. Nesta, considerando o mesmo universo de brasileiros, 15,1% da população adulta estaria atingida pelo tabagismo, uma redução expressiva em relação a pesquisa de 1988. Alguns acham que já somos vitoriosos. Ledo engano há muito ainda o que fazer, pois se os dados do IBGE já revelaram que no ultimo censo (2010) nossa população atingira 190,7 milhões de habitantes e que segundo outros dados obtidos neste mesmo censo as estimativas, indicam que em 2025, a população deverá atingir 228 milhões, imagine a quantidade de tabagistas ativos ainda existirão e multiplique pelo número de fumantes passivos (não contabilizados nas estatísticas). O resultado será uma soma espantosa de pessoas expostas a risco de morte, sujeitas a vários tipos de doenças ligadas diretamente a dependência do cigarro.
Ainda de acordo com pesquisas, nos últimos cinco anos, a queda mais consistente nos índices de tabagismo sobre a população, foi observada nos homens, principalmente com nível de escolaridade maior. Os homens em geral fumam mais do que as mulheres. Outro indicativo positivo é que número de fumantes passivos (muitas deles, crianças inocentes expostas ao vício dos pais) também diminuiu no último ano. Esse indicador começou a ser avaliado a partir de 2009, quando a pesquisa apontou que 13,3% dos brasileiros não fumantes moram com pelo menos uma pessoa que costuma fumar dentro de casa. Em 2010, o índice baixou para 11,7%. Outro viés muito importante na análise dos dados de tabagismo no Brasil diz respeito à escolaridade. Quanto menor o tempo de estudo, maior a chance de estas pessoas serem fumantes. Queremos também ressaltar: Anima-nos mais divulgar que a presidente Dilma sancionou mais uma lei que proíbe o fumo em locais fechados em todo o País, sejam eles públicos ou privados e de fato, podemos nos alegrar, pois houve uma mudança na legislação que foi publicada dia 15 de dezembro de 2011 no Diário Oficial da União. A sanção da lei agora proíbe até os fumódromos e em seu novo texto também prevê aumento na carga tributária dos cigarros, além de fixar preço mínimo de venda do produto no varejo. Fica estabelecida em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro. O aumento no preço do produto estava previsto para o início de 2012.
Com o reajuste do imposto e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20% em 2012, chegando a 55% até 2015. Tudo em nosso entender representa um avanço, uma vez que tais medidas devem contribuir para frear o consumo de cigarros no Brasil. Para o atual ministro da Saúde, ‘a luta contra o tabaco tem que ser incansável por aqueles comprometidos com a saúde pública do nosso país’. Ele ressaltou que a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é reduzir o número de fumantes em diferentes grupos, principalmente a iniciação de adolescentes e adultos. ‘A expectativa é chegar a 2022 tendo reduzido a prevalência de fumantes de 15% para 9% na população adulta’. A abordagem sobre esta nova Lei e seus benefícios em prol da qualidade de nossas vidas, continuará na próxima edição.

Em tempo: Meus agradecimentos ao Fernando Naxcimento, meu interino substituto na edição anterior, competente artista plástico, escritor e membro do Conselho Editorial do nosso JPH.


 *é Presidente Nacional das Comunidades Terapêuticas CRER-VIP e da ALAB. Lembrando que cada Regional Internato CRER-VIP tem administração própria e independente. Matérias antigas desta coluna podem ser encontradas no site www.jornalprimeirahora.com.br. Neste início de 2012, recomendamos: Deixe de ser um cristão teórico. Ao comprar algo novo para o seu lar, doe o objeto velho para ajudar a recuperar crianças e adolescentes vítimas do álcool e das demais drogas. O SOS CRER-VIP transforma seu lixo em luxo (22-2620-0687 e 9224-1475). Visite nosso site-domínio: www.crervip.org.br
 

Colaborador: José Gonzaga

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