Atualizado em 07/01/2012 00:00:00
Temos de iniciar o ano, orando, rezando pela chuva que aqui nada fez a não ser esfriar a cabeça do moçada invasora. Se sol tivesse sido radiante, imagino neste réveillon, verdadeiras encrencas teriam acontecido nesta cidade.
Cidade na qual as leis não são respeitadas e que parece não ter dono. Quando um asfalto mixuruca tapa alguns buracos da Bento Ribeiro Dantas, o mérito vai para o Estado.
Temos guardadores da Prefeitura, temos Guardas Municipais, temos fiscais de postura, temos tudo, mas falta o principal; falta quem aperte o botão para que a máquina funcione. Vivemos na base do ‘Dane-se’, para não dizer coisa pior...
O guardador de carros, com um uniformezinho bacaninha, parece até uniforme dos Beatles, só que ao invés das musicas beatleanas, ele canta: Tô nem aí, tô nem aí, e por ai vai a bagunça.
Ele vê a confusão no trânsito e pensa: ‘que se dane o mundo, pois não me chamo Raimundo, ou então: que se foda o avião; não me chamo João’.
Os agentes da autoridade em Búzios além de não saberem o que fazer, não querem saber, e ainda torcem para dar tudo errado.
O prefeito viajou? Não sei. Os secretários viajaram? Não sei. A impressão é que TODOS viajaram. Vão dizer: a Dilma viajou também, tudo bem, mas na hora em que a chuva apertou ela mandou o Ministro das Cidades ir ver o que aconteceu, e depois ela própria deixou a praia e foi ver o estrago.
Aqui somos todos partidários do Visconde de Itararé quando ele diz: ‘Restauremos a moralidade ou nos locupletemos todos’. Você, leitor, restaurou a moralidade?
O mais grave não é o Prefeito ter ido viajar, o mais grave é que quando ele viaja, ‘o vazio do nada’, acaba acontecendo. O prefeito pode ser até um espantalho no campo de milho, alguns corvos bobões se assustam. Tirando o espantalho, o campo fica a vontade para a moçada fazer o que quiser. O que já é uma Zona fica pior ainda. Ninguém respeita ninguém.
Vejam alguns exemplos: Ontem (quinta-feira, 05) na praia da Ferradura, dia de navios, o morador estava indo para casa, seguindo normalmente no sentido correto da via, quando, em frente ao trecho em que se encontram os quiosques da praia, é forçado a interromper seu trajeto. Na contramão dois bugres cheios de turistas, param a um palmo do pára choques do carro do morador, tipo ‘cara a cara’. O que fazem os respectivos motoristas? Param os motores, saltam todos e a passeio terminou. Conclusão; o morador tem de terminar também sua ida para casa, ou então dar marcha à ré, manobrar o carro e continuar sua viagem puto da vida por presenciar tanta idiotice....
Depois da manobra, mais alguns metros à frente, novamente a rua encontra-se obstruída por outro veículo; desta vez pertencente à dona de um dos quiosques. Detalhe: estacionado em local proibido, amarrando mais ainda o já confuso trânsito. Aproxima-se do nosso carro o guardador e perguntamos: - Amigo; esse carro parado aí, no meio da rua, esta atravancando tudo. Não vai fazer nada? Ele dá de ombros, (ouvi seus ombros murmurarem). Mais uma vez ecoa em nossa cabeças o já conhecido, ‘Danem-se vocês’.
Em um condomínio, soubemos que os caseiros estão pegando o botijão de gás da casa onde trabalham e trocam pelo botijão vazio deles, posto que a casa está alugada para hospedes, e eles não sabem o nível do gás existente. Picaretagem barata, que mostra que está tudo uma Zona. Trambique de miseráveis, fruto da falta de autoridade.
Desejando um Feliz Ano Novo, e lembrando das palavras de um promotor que sabe tudo das coisas da região: Essa porra não jeito não.
Colaborador: Eduardo Almeida
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