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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 07/01/2012 00:00:00

As drogas e a sociedade

Fernando Naxcimento, interino

Caros leitores da coluna AS DROGAS MATAM, recebi do nosso prezado José Gonzaga a incumbência de substituí-lo nesse espaço, logo no primeiro número de 2012 do nosso Jornal Primeira Hora. Fundador e Titular dessa coluna há sete anos, Gonzaga está impossibilitado de se comunicar com o Jornal. Coluna pronta para inaugurar o ano de 2012 e brindar, mais uma vez, aos seus inúmeros leitores com outro texto de alerta e ensinamento, e que certamente versaria contra algum tipo de droga, entre todos os tipos de drogas que assolam sobretudo a nossa infância e adolescência, José Gonzaga foi vencido, pela primeira vez, por uma falha de comunicação! No lugar onde se encontra, com sua esposa, em pleno alto mar, no gozo de merecidas férias depois de um ano de 2011 repleto de realizações e de ações proativas, os deuses das comunicações se juntaram para obstaculizar todas as suas tentativas de fazer chegar à redação desse Jornal sua primeira crônica de 2012, nessa sua verdadeira cruzada sem tréguas contra as drogas.
Enfim, caros leitores, a principal finalidade desse texto é fazer com que os leitores do AS DROGAS MATAM não deixem de ser atendidos nesse espaço tão tradicional do Jornal Primeira Hora. Mas fiquem tranqüilos: por telefone, Gonzaga me assegurou que, já no próximo número do JPH, seus leitores poderão novamente contar com seu texto claro, seu entusiasmo e seu profundo conhecimento de causa sobre as drogas.
Então, nada melhor do que oferecer novamente aos leitores uma das primeiras lições do José Gonzaga nesse Jornal: o texto ‘As Drogas e a sociedade’, escrito para o JPH num longínquo 4 de outubro de 2005. Por uma questão de espaço, caro Gonzaga, tomei a liberdade de editar teu belo texto. Aproveito essa oportunidade para desejar um FELIZ ANO NOVO para todos os buzianos, e que Deus ilumine a nossa península e nos ajude a avançar em nossas aspirações e desejos, com muito trabalho, saúde e amor!

 

Além das Drogas Lícitas que, a meu ver, sem receita rigorosamente médica devem ser evitadas (já que nos tempos modernos existem drogas para todos os fins... para engordar, emagrecer, dormir, ficar acordado, excitar-se ou ficar calmo, etc.), as Drogas Ilícitas também nunca estiveram tão na moda, e esta sociedade nunca esteve tão familiarizada com sua linguagem, bem como com as ações e desfechos destrutivos das drogas nas pessoas.  Os tristes exemplos também nos chegam de pessoas simples que, ao descobrirem que alguém de sua família está envolvida com drogas ou é portadora do vírus da AIDS, compram a briga e posicionaram-se contra. Muitos passam a participar de ONGs, como o CRER-VIP, que aglutinam filhos e pais na luta para conter o avanço das drogas. A maioria destas entidades não-governamentais se dedica à assistência de pessoas que necessitam de todo tipo de apoio, demonstrando assim que a discriminação e o preconceito não levam a nada.
O importante é que todos se unam na busca do
maior numero de informações possíveis. O Brasil, tido como a nação da esperança, tem que preparar novas e sadias lideranças nas escolas em todos os níveis, pois o país do futuro tem que acreditar na força e na paixão dos seus jovens; além disso, deve formar os seus campeões sem que precisem usar nenhum tipo de anabolizante ou droga... Lamentavelmente, enquanto muitas pessoas batalham pela conquista da paz, setores desta sociedade, alguns cheios de drogas e que se dizem conhecedores da questão, acham-se no direito de se sentirem os donos da verdade, únicos do assunto, dividindo e atrapalhando a união de nosso trabalho. Vivem nos ameaçando e semeando discórdias. Não valem nada, pois reportam um discurso diferente daquilo que praticam, distorcendo tudo à moda de sua própria incompreensão, na tentativa de destruir a seriedade e o respeito que esse trabalho tão importante exige. Como sociedade organizada, necessitamos, com urgência, de uma reflexão mais corajosa para nos livrarmos de nossas próprias defecções. Assim podermos, futuramente, dar nosso próprio exemplo de trabalho diante de uma questão tão séria como a das Drogas. Isso tudo depende de um mínimo de competência, para que não nos atolemos em questões inúteis, na retórica e no confortável papel de apenas fazermos parte de uma Sociedade meramente expectadora.

*é Presidente Nacional das Comunidades Terapêuticas CRER-VIP e da ALAB. Lembrando que cada Regional Internato CRER-VIP tem administração própria e independente. Matérias antigas desta coluna podem ser encontradas no site www.jornalprimeirahora.com.br. Neste início de 2012, recomendamos: Deixe de ser um cristão teórico. Ao comprar algo novo para o seu lar, doe o objeto velho para ajudar a recuperar crianças e adolescentes vítimas do álcool e das demais drogas. O SOS CRER-VIP transforma seu lixo em luxo (22-2620-0687 e 9224-1475). Visite nosso site-domínio: www.crervip.org.br
 

Colaborador: José Gonzaga

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