Atualizado em 03/12/2011 00:00:00
Nas festas infantis enchemos a casa com balões de borracha de todas as cores: vermelhos, azuis, amarelos e tudo mais. Mas temos de soprar para encher os balões, soprando pouco ficam murchos, mas por outro lado se enchermos de mais estouram. Parece que os Estados Unidos não sabem disso, foram enchendo os balões de borracha que com ar além de sua capacidade de expansão, estouraram. A solução que encontraram, não foi como devia encher o balão até sua resistência, mas não passar disso, não, criaram balões maiores que assim contêm mais ar, podem ser enchidos com mais força não devendo estourar.
Ora o ar é coisa barata, nada custa, balões maiores ficam mais bonitos nas festas infantis. Vamos fabricar balões maiores e enchê-los. Qualquer pessoa que vive à custa do salário que recebe no fim do mês sabe que tem de encher seu balão de borracha com ar, mas não deixá-lo explodir. Então tudo vai bem. Quando se gasta demais, além da entrada (salário) o balão explode. É a coisa mais elementar. Ora, os governos funcionam da mesma maneira, coletam impostos, isto é o salário deles, mas sabem que não podem gastar mais do que arrecadaram. Se passarem do limite têm de ir buscar emprestado e ficam devendo. O trabalhador hoje em dia tem seu cartão de crédito, o que facilita as compras e vai comprando, mas no fim do mês ao receber a fatura vê que não dá para pagar. Aí vai empurrando com a barriga. Mas há uma coisa ruim que se chama juros. O ar que não coube dentro do balão de borracha vai aumentando sozinho. A solução seria obter um balão maior, aumentar o salário, mas isso não dependendo do trabalhador. No final o balão explode.
Lemos que a Grécia explodiu seu balão de borracha. País pequeno, antigo e que nos dá lições de filosofia antiga. Que diriam aqueles velhos como Sócrates e outros filósofos de outro que soubessem que o país tinha ido à bancarrota? Verdade é que em seu tempo tudo era diferente. Não havia essa economia globalizada nem bancos internacionais. E outros países europeus já foram obrigados a apertar os cintos.
Houve época em que o governo brasileiro recorria aos bancos ingleses para financiar suas dívidas. Isso acabou. Inventaram Banco Internacional e o Fundo Monetário Internacional, tudo uma ação entre amigos. Faz meio século que os Estados Unidos criaram a “Ação para o progresso” visando ajudar economicamente a América Latina. Foi muito bonito na época. Então o tesouro americano imprimia seus dólares, mas havia o chamado lastro de ouro. No dia em que a moeda não valesse o valor impresso no papel, então o país poderia garantir que enviaria o ouro. A França pediu aos Estados-Unidos o pagamento da dívida americana em ouro, mas nada foi enviado. Também corre a história de que os Estados Unidos mandaram ouro para ao China, em pagamento da dívida externa, mas que seriam barras de tungstênio revestidas de ouro.
Hoje o grande dilema é que os Estados Unidos persistem em dizer que ao dólar continuará a ser a moeda internacional a mandar no mundo, mas ao mesmo tempo continuam a imprimir milhões de notas novas. Realmente é tempo de uma faxina nas finanças mundiais. Mas ainda hoje tudo é denominado pelo império americano. As Nações Unidas nasceram capenga com um poderoso Conselho de Segurança com países com cadeiras cativas e direito de veto, uma organização pouco democrática. Mas ao grupo que segura a bola não interessa perder suas regalias.
Colaborador: Alfredo Rainho
MAIS NOTÍCIAS
Últimas Notícias
Eduardo Borgerth Teixeira
Observatório
Guilherme Barcellos
Afrobuzios
Alfredo Rainho
Artigo Livre
José Gonzaga
Viva as emoções sem drogas
NOTÍCIAS
JORNAL PRIMEIRA HORA
Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.