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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 26/11/2011 00:00:00

Quem parte deixa saudade

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de Eduardo Almeida, contando desta vez a historia de um cara bacana

Neném Prancha, dizia que pênalti era coisa tão importante que o presidente do clube é quem deveria batê-lo. E sem querer me comparar ao grande pensador do posto 4  em Copacabana , acho também que tem gente que de tão importante a gente deveria falar nelas em posição de sentido, como a gente faz em relação ao Hino Nacional, a Bandeira Nacional e por ai vai.
Uma destas pessoas foi Carlos Henrique Amaral Peixoto, engenheiro e arquiteto ao mesmo tempo, coisa difícil de encontrar especialmente em Búzios, e desta forma o único na Cidade que poderia ter construído um edifício.
Era um cara do bem, estava sempre de bem com a vida, especialmente com as ex mulheres. Só namorava e casava com aviões. Era um autêntico porta aviões, espada e garanhão da pesada.
Essa figura que morava em Búzios há mais de trinta e tantos anos, deixou uma vida de badalações no Rio de Janeiro, tendo sido marido da Claude Amaral Peixoto e deste casamento teve o Cláudio um garoto vitorioso em tudo que faz, basta dizer que ao sair da Globo tornou-se um dos maiores diretores de cinema da atualidade tendo feito um filme sobre Noel Rosa estrelado pela ex mulher dele, a Camila Pitanga.
Mas voltando ao nosso arquiteto, ele deixou o Rio e veio para Búzios, onde junto com o Hans e o Otavinho, alinhavaram as normas do gabarito de dois andares que marcou Búzios para o mundo.
Carlos Henrique saiu do Rio por achar que o desenvolvimento da Capital tornava a vida do cidadão muito ruim. Em Búzios morou na Armação em uma casa maravilhosa, junto ao shopping do Helion Freitas, e com o tempo mais uma vez, vítima do progresso vendeu tudo e foi para um sítio na Rasa na rua 20 onde dizia ele teria achado o paraíso.
Dentre as histórias que rolam a respeito do arquiteto meu amigo e falecido, tem uma história da Renata Deschamps que conta que para comprar a sua casa na rua das Pedras, procurou o proprietário, Sr. Alípio, um homem da terra e este ao perguntar se ela havia gostado da casa, ela disse que tinha adorado, ele então disse que a casa estava à venda por 24 mil dólares. Fechou negócio na hora, para o desespero dos amigos Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, e o Carlos Henrique Amaral Peixoto que vinham pechinchando com Alípio para vender por menos. Eles nunca me perdoaram por isso, conta Renata, mãe da Alexia Deschamps.
Outra história que muitos não sabem é que o nosso falecido irmão e arquiteto foi diretor de ala do Salgueiro. E para terminar as curiosidades a nora de Carlos Henrique chama-se Camila Pitanga e a filha dele chama-se Camille.
Essa historinha para mostrar a dor e a saudade que Carlos Henrique Amaral Peixoto deixou, vai na paz e saiba que você jamais sairá de nossa memória.
 

Colaborador: Eduardo Almeida

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