Atualizado em 26/11/2011 00:00:00
Só que naqueles tempos não havia estatísticas, meios de comunicação a denunciar o mal por ele provocado. O que poucas pessoas sabem, é que durante muito tempo o tabaco só existia em forma de fumo que era queimado em cachimbo. Depois de quase três séculos é que novas modalidades foram surgindo. Primeiro o rapé, para ser inalado; depois veio a fase do charuto, que passou a simbolizar status social e econômico; e, por fim, o cigarro, primeiro enrolado em palha e depois industrializado em papel, que teve grande crescimento por ser, em comparação com o cachimbo e o charuto, mais econômico e prático. No final das contas, o consumo do tabaco, independente da versão que é usada, está ligado ao seu princípio ativo: a nicotina. Ela é que determina a necessidade do consumo para os fumantes, pois é responsável pela sensação de satisfação, “efêmera”, mas que é atribuída no fumo. Dessa forma, como aqui no JPH temos insistentemente escrito, a nicotina causa dependência tanto química, quanto física e psicológica, já comprovado por centenas de estudos científicos.
Indústrias do tabaco adicionam amônia ao fumo liberando quantidade maior de nicotina no organismo do fumante
O cigarro da atualidade tem uma composição química violenta e mortal. O que mais apavora a todas nós ferrenhos antitabagistas, é o fato que, em nada se preocupam, seus fabricantes e com o prejuízo social, a saúde e moral, que dele vier para seus consumidores cada vez mais dependentes. Preocupam tão somente com o lucro comercial que é só o que existe. A grande verdade é que o cigarro brasileiro para garantir o seu consumo, está rigorosamente turbinado. Indústrias como a Souza Cruz e a Philip Morris, detentoras de mais de 90% do mercado brasileiro, adicionam até amônia ao tabaco para que o fumo, ao ser queimado, e a fumaça inalada, libere uma quantidade maior de nicotina no organismo do fumante. Outra verdade leitores do nosso JPH, mais nicotina, significa com toda a certeza deste colunista, maior dependência deste mortal cigarro atual, bem como mais ilimitados prejuízos à saúde. Estima-se que aproximadamente um terço da população brasileira adulta fume, sendo então, aproximadamente 11 milhões de mulheres e 16 milhões de homens. O maior número de fumantes está concentrado na faixa etária dos 20 aos 49 anos segundo o Instituto Nacional do Câncer. Mas pasmem estes dados estatísticos são ainda de 2003, ou seja, de 08 anos passados, e de lá para cá nossa população já cresceu substancialmente. O que nos leva a continuar com esta guerra contra o cigarro é que outros dados mais recentes, dão conta que muito pouco em políticas publica, mudou em relação a estes números. A fumaça do cigarro moderno contém com certeza mais de quatro mil substâncias químicas, muita das quais podem contribuir para os efeitos reforçadores positivos do tabaco. É importante ressaltar que na composição química do cigarro o alcatrão deve ser bem identificado, visto ser um composto possuidor com mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Ele contém resíduos de agrotóxicos, como o DDT, além de substâncias radioativas, como o Polônio 210 e Carbono 14. O cigarro leitor libera monóxido de Carbono (CO): gás não inflamável, inodoro, incolor, muito perigoso tendo em vista seu alto teor de toxicidade, que o infeliz tabagista leva para dentro, e que de imediato polui e fragiliza todo seu organismo. Quer um exemplo como funciona? Observe o cano da descarga de um ônibus e o veja expelindo monóxido de carbono poluindo toda a nossa cidade, que por fim ajudará a poluir todo o nosso planeta. Se você é um tabagista, depois não vá dizer que não avisamos.
*é Presidente Nacional das Comunidades Terapêuticas CRER-VIP e da ALAB. Lembrando que cada Regional Internato CRER-VIP tem uma administração própria e independente. Ajudem recuperar crianças e adolescentes vitimas do álcool das drogas. SOS: CRER-VIP (22-2620-0687) 8833-2181: Visite nosso site-domínio. www.crervip.org.br
Colaborador: José Gonzaga
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