Atualizado em 19/11/2011 00:00:00
Na IIª guerra mundial que acabou há mais de 50 anos os pilotos japoneses atiravam seus aviões “Zero” contra os navios inimigos e eram chamados de “Kamikaze”- kami, divino, kaze, vento.
Os “kamikazes” de hoje, nas guerras do Iraque e do Afeganistão, atam bombas ao próprio corpo e as detonam para matar os inimigos, soldados americanos ou da OTAN. Um dos últimos era uma mocinha, uma adolescente.
Na IIª Grande Guerra submarinos alemães causaram terrível destruição havendo o Brasil entrado na guerra contra o Eixo pelo afundamento de navios mercantes brasileiros. Quando chefiei a nossa Embaixada em Caracas, na época do Presidente Rafael Caldera, foi realizada uma operação conjunta das marinhas americana, brasileira e venezuelana. No porto La Guaira desci (pela primeira e única vez) num submarino brasileiro, com minha filha então com 10 anos, que ficara tão encantada pelo submersível que queria dormir lá. Participava da operação também nosso porta-aviões de então Minas Gerais, que depois virou sucata.
Nos navios brasileiros se podia jogar cartas, mas era proibido bebidas alcoólicas, já nos americanos, era o contrário; proibição de jogos, mas permissão para bebidas. Assim os americanos vinham jogar nos navios brasileiros e os marinheiros brasileiros iram tomar seu drinks nos americanos. Ou inverso, não sei, isso foi há muito tempo.
O cineasta buziano Bo Montenegro tem pronto um roteiro de um filme sobre o afundamento de um submarino alemão nas alturas de Macaé , durante a II Guerra, e espera um financiador para rodar seu projeto.
Não sabemos se haverá a IIIª Guerra Mundial. Sempre sonhamos que guerras sejam coisas do passado sejam globais ou localizadas. O número de soldados americanos que cometem suicídio é maior que o de mortes nas guerras do Iraque e do Afeganistão. Toda guerra deixa mortos e veteranos traumatizados. O grande industrial sueco Alfred Nobel deve revirar- em sua sepultura depois que ganhadores do Prêmio Nobel da Paz (além de uns poucos milhões de dólares), como o Presidente Barack Obama e o Presidente de Israel Shimon Peres, têm por principal preocupação os preparativos para o lançamento de uma bomba atômica sobre Irã, o que provocaria o início de um conflito de dimensões incalculáveis.
Nesta coluna já escrevi sobre os “vants”, nome dado ao “veículo aéreo não tripulado”. Se vants constituem uma arma de guerra, no nosso país já três estão em funcionamento vigiando nossas fronteiras, em ação contra o crime organizado, contrabandistas e traficantes de drogas. Drogas se tornaram um negócio muito lucrativo em todo o mundo passando de pequenos grupos para poderosas organizações com técnicas empresariais visando o lucro.
Israel, além de dispor de mais de 400 cabeças nucleares, é a grande detentora da técnica dos vants, e não só o Brasil adquiriu lá seus três aparelhos, mas até a Alemanha utiliza vants israelenses. Dia a dia cresce o emprego dos vants americanos que já mataram centenas de talibãs e milhares de civis afegãos e paquistaneses. Foram empregados na guerra da Líbia e no assassínio de um cidadão do Iemem nascido nos Estados Unidos considerado membro da Al-Qaeda.
Na guerra de 1914-18 a defesa contra ataques aéreos era feita por monstruosas “orelhas” para indicar a aproximação dos aviões inimigos. Na II guerra apareceram os radares. Passou-se então ao desenvolvimento de tecnologia para construir aviões imunes aos radares russos. Durante a guerra fria, os americanos sobrevoavam o território soviético com aviões U-2, até que um foi abatido pela defesa antiaérea russa criando uma longa estória. Chegaram os vants e como sempre uma nova tecnologia tem de imediato ser desenvolvido para sua detecção e combate.
Colaborador: Alfredo Rainho
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