Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 12/11/2011 00:00:00

Acidentes de trânsito matam 2.299 pessoas no Estado do Rio

Ministro da Saúde alerta para epidemia de lesões e mortes no trânsito do Rio e propõem obrigatoriedade de habilitação para quem comprar motocicleta; Em Búzios acidentes com motos ocorrem diariamente

336334

O crescimento vertiginoso no número de veículos circulando nas ruas e auto-estradas do estado está provocando um alarmante aumento no número de pessoas vítimas de acidentes de trânsito, principalmente entre motociclistas. É o que aponta o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, cujos dados de 2010 revelam que mais de quarenta mil pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito, sendo que 25% delas estavam de moto. Em nove anos (de 2002 a 2010), a quantidade de óbitos ocasionados por acidentes com esta modalidade de veículo quase triplicou no país, saltando de 3.744 para 10.143 mortes. No Rio de Janeiro, o número de óbitos totalizou 2.299, sendo que as motos mataram 505 pessoas.
“Os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito”, alertou na semana passada o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele observa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil ocupa o quinto lugar em ocorrências como essas. “Estamos atrás apenas da Índia, China, EUA e Rússia”, completa o ministro.

Perigo em duas rodas

Em 2010, foram contabilizadas 145 mil internações no SUS causadas por acidentes, 15% a mais do que em 2009. Isso representou um investimento de R$ 190 milhões só em procedimentos específicos no Sistema Único de Saúde (SUS). No período, houve um aumento de 8% no número de óbitos. Os índices de crescimento no número de mortes em consequência de acidentes com motocicletas são ainda mais alarmantes. Em nove anos, os óbitos ocasionados por ocorrências com motos mais que triplicaram na Região Sudeste, saltando de 940, em 2002, para 2.948, em 2010.
“Nesse ano, os números do primeiro semestre apontam que são 72,4 mil internações de vítimas de acidentes de trânsito. Desse total, 35,7 mil, vítimas de moto, o que representa quase 50%. A proporção continua subindo”, afirma Padilha.
Álcool x direção – O ministro
reforça a importância da prevenção e da fiscalização da Lei Seca, que reduziu drasticamente a tolerância da relação álcool e direção. “Houve uma redução de até 30% nas regiões que tiveram uma ação mais eficaz na fiscalização”, disse. Ele reforçou que o Ministério da Saúde apoia projetos de lei em discussão no Congresso Nacional que aumentam a pena de motoristas que sejam identificados alcoolizados e a anulação de qualquer parâmetro mínimo de nível alcoólico ao volante.
Propostas como essas estão contidas no Plano da Década de Ações para a Segurança no Trânsito 2011-2020. “Eu, como ministro da Saúde, defendo medidas que apertem a fiscalização sobre a Lei Seca, a direção alcoolizada, a segurança no trânsito e o uso de capacete e colete refletor por motociclistas”, afirma Alexandre Padilha. Para ele, outros projetos também avançam nesse sentido, como a obrigatoriedade de apresentação de carteira de motorista para a compra de motos e a padronização nacional dos boletins de informação de acidentes de trânsito.
 

Colaborador: Redação

MAIS NOTÍCIAS

Voltar para Brasil em Foco Enviar para um amigo Imprimir

Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.