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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 05/11/2011 00:00:00

O Brasil e seu doente maior com câncer Ou; o Brasil se transformou em um grande tabuleiro de xadrez onde os peões somos nós

Por Eduardo Almeida

É amigos, em uma semana tudo mudou. Há uma semana atrás falávamos de Búzios e seus pacientes de câncer, e no mesmo dia em que a matéria saiu no PH, em todos os jornais do Brasil e do mundo só falavam do câncer do Lula.
E a grande ironia do destino foi o câncer do Lula ter sido onde foi, no seu GOGÓ DE OURO. Para termos uma idéia do problema, seria como se o nosso Neymar tivesse tido um problemas nos pés, ou como se o nosso pianista maior tivesse tido um câncer nas mãos.
Caramba, o Lulinha paz e amor ter um câncer logo na garganta? Todos nós sabemos das grandes lutas dos metalúrgicos no ABC há trinta anos, quando nas assembléias dos sindicatos, em meio aquele zaralho barulhento, Lula subia no palanque e na hora de falar, fazia aquele silêncio onde se escutava uma mosca voando. E aí vinha a voz do Lula dando o recado. E sempre foi assim, Lula sempre ganhou no gogó.
Se Lula fosse um de nós, os médicos metiam logo o bisturi, pois extirpando o tumor, extirpa-se o câncer e está tudo resolvido. Mas, a possibilidade de extirpando-se o câncer no local onde o maldito está, existe uma chance, E NÃO É REMOTA, de junto com o câncer se levar a voz junto.
E aí como fica o Brasil? Como fica o PT, a um ano das eleições municipais? E não é de Búzios que falamos. São as eleições do Rio e do Eduardo Paes, de São Paulo e do Kassab e da Marta Suplicy, de Minas e do resto do Brasil.
Sabendo disso, partiram para a quimioterapia, onde tentam dominar a doença, preservando a voz de nosso líder maior e autor do maior projeto de assistencialismo do mundo.
O Lula nunca foi homem de tratar-se. Ele bebe ou bebia, ele fuma ou fumava, e sempre muito tudo isso. A quimioterapia é um remédio cujas doses vão aumentando na medida em que o paciente AGUENTA o tratamento.
Cada caso é um caso. Depende do organismo do Lula e neste momento ele deve estar todo monitorizado para os médicos saberem como andam seus índices de sangue, dos rins, do estômago, do pâncreas, do fígado, de TUDO.
Se ele aguentar as doses, o tratamento segue e o câncer se vai e a voz fica. Se ele não aguentar as altas doses da quimio, os médicos param a química e o câncer avança e a cirurgia é obrigada a vir e os riscos também.
Aí só DEUS sabe o que virá depois. Por isso, amigos, vamos rezar, orar pela garganta do Lula, pois atrás da garganta do Lula está o bumbum do Brasil, juntinhos os dois.
 

Colaborador: Eduardo Almeida

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