Atualizado em 29/10/2011 00:00:00
Quase toda semana recebo perguntas simples, mas às vezes, ainda sem explicação para muitas pessoas. Por este motivo, compreendendo a vontade que muitos têm de esclarecer suas duvidas, a muito procedo da seguinte forma: Quando existe mais de dez leitores com o mesmo tipo de interligada ou direta pergunta, se sei, faço de pronto uma matéria para esta coluna. A mais clara e didática que posso. Se não sei começo a estudar e pesquisar sobre a pergunta, em homenagem a todos, estes atentos leitores desta coluna. Veja como ficou a que insistentemente me chegaram perguntando... O que é mesmo o vício?
Primeiramente devo informar que vicio não é um hábito ou costume, mas que para ser mais entendível, visto que nove em seus e-mails, direta ou indiretamente informaram serem tabagista, vou então focar minha resposta, sobre o que mais segura os tabagistas a continuarem apaixonados pelo cigarro. É a Nicotina! A nicotina é uma substância transparente, oleosa, relacionada com a cafeína e é um dos químicos mais viciante do mundo. A substância viciante do tabaco é, pois um alcalóide liquido, chamado de nicotina. Sendo indiscutivelmente uma das substâncias mais tóxicas para o homem. Sua utilidade (se é que existe), nos cigarros, é uma dose pequena, mas que tem exagerado efeito estimulante. A nicotina absorvida interfere diretamente com o funcionamento normal do cérebro, atuando nos neurônios onde gera um sentimento de euforia e excitação. Com esta interferência de imediato liberta endorfinas que dão aquele prazer e bem estar que faz as pessoas ficarem viciadas nela; “a nicotina”. A nicotina também causa a libertação de adrenalina, a hormonal utilizada no reflexo de “vida ou de morte” das pessoas. Seus efeitos são principalmente para os tabagistas: Aumento do batimento cardíaco, da pressão arterial, promove uma respiração mais rápida e menos profunda, inibe a libertação de insulina e ainda consegue libertar glicose para a corrente sanguínea. O vício manifesta-se pela vontade que as pessoas têm pela substância quando a sua concentração atinge um valor baixo na corrente sanguínea. “A nicotina metabolizada é a que é queimada e utilizada pelo nosso organismo”. Um cigarro tem entre 10 e 20 miligramas de nicotina. Dessa quantidade 1 a 2 miligramas vão entrar na corrente sanguínea do fumador através dos pulmões, ou por via das membranas mucosas “pelas gengivas se for tabaco de mascar e pelo nariz se for tabaco para cheirar”. É bom saber: A primeira “dose” de nicotina chega ao cérebro depois da inalação em 10 segundos após o primeiro bafo, mais rápido ao cérebro que a heroína. Se ela for injetada diretamente na veia do usuário! A nicotina fica quase inexistente depois de 6 horas. O corpo “queima” a maior parte da nicotina no fígado, com alguma metabolizada nos pulmões e o resto é deitado fora através dos rins.
O vício da nicotina e o número de cigarro que o fumador consome, é dirigido pela necessidade de manter certa concentração de nicotina no sangue ao longo do dia. Isto explica porque a maioria dos fumadores tende a fumar cerca de 15 a 20 cigarros por dia, para manter certa concentração de nicotina. Alguns fumadores preferem uma concentração mais alta e fumam ainda mais. O problema é que cada vez que você acende e fuma um cigarro, você está a preparar-se para fumar o próximo, uma hora mais tarde. Depois de você acabar de fumar um cigarro, a concentração de nicotina no seu sangue vai começar a diminuir muito depressa, chegando à metade da concentração cerca de uma hora mais tarde. Isto inicia a sua vontade de fumar outro cigarro e acontece quase imediatamente depois de apagar o último cigarro. Eventualmente o seu corpo vai exigir outro cigarro, para criar novamente uma concentração de nicotina satisfatória ao seu vício. Certa vez ouvi em uma palestra do Professor e amigo Dr. Elias Murad lá em Belo Horizonte: “Um bom motivo para parar de fumar é lembrar que antes, do primeiro “trago” não precisava de cigarros para aproveitar a vida ou para lidar com o estresse”. Mas quando fumamos aquele primeiro cigarro, burramente, metemos nicotina dentro de nosso corpo. Quando apagamos o cigarro a nicotina começa a sair do organismo, o que cria um vazio, um sentimento de insegurança que só pode ser tratado fumando outro cigarro para ter mais nicotina. E é aqui que está a armadilha. No minuto que você apaga um cigarro, você já está se preparando para fumar o próximo. A pior coisa deste vício é que ele é tão suave que não existe dor associada à falta de nicotina. Só os atestados de óbitos que o associa a “causa mortes”.
Ao contrário da heroína, que deixa os viciados com dores quando não tem a sua próxima dose. Aquela garganta seca, uma dor de cabeça leve, falta de conforto ou não conseguir dormir são associados ao vicio da nicotina. A rigor é um preço baixo a pagar para deixar este vicio. O que torna tão difícil parar é perceber o processo de deixar de fumar, e ânsia prematura que isso provoca. O desejo de voltar a fumar nas vezes que tentou parar de fumar é o resultado da sua dependência física ao tabaco – não é por causa da sua dependência física da nicotina. A dependência dos cigarros é um resultado da sua percepção dos cigarros criada pelos fabricantes de cigarros e pela sociedade como um todo. Quando eu deixei de fumar, utilizei o método da força de vontade. Assim eu nem notava os efeitos do vício da nicotina. Estava tão preocupado com a saúde da minha esposa Soraia, a fumante passiva da casa, que os efeitos físicos, nem senti! Se quiser saber como e porque parar de fumar, leia outras matérias que já temos publicado nesta coluna e esta gratuitamente a sua disposição no site do JPH.
*é Presidente Nacional das Comunidades Terapêuticas CRER-VIP e da ALAB. Lembrando que cada Regional Internato CRER-VIP tem uma administração própria e independente. Matérias desta coluna estão no site www.jornalprimeirahora.com.brAjudem recuperar crianças e adolescentes vitimas do álcool das drogas. SOS: CRER-VIP (22-2620-0687) 8833-2181: Visite nosso site-domínio. www.crervip.org.br
Colaborador: José Gonzaga
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