Atualizado em 08/10/2011 00:00:00
Como já por diversas vezes reportamos desta coluna, infelizmente no início, o uso das drogas principalmente no caso das crianças e dos jovens, em maior numero, 70% dos que têm de 10 até os 21 anos, é apenas “o desejo da experiência”, que alguns teóricos dizem ser normal. Na minha opinião não é ‘normal’. É apenas parte de uma resposta. Possivelmente a mais fácil para se explicar um desejo tão perigoso. Quem já esteve em alguma palestra que fazemos em escolas, fabricas e indústrias, como “parte da política de ações preventivas”, que o CRER-VIP também promove já nos ouviu afirmar: “Nunca soubemos de uma criança, que já tenha chegado à fase de o mínimo de entendimento, jovem ou adulto que “tenha colocado as mãos no fogo para saber se realmente queima!”À vontade da experiência existe é claro, mas com certeza potencializada pela curiosidade e outros fatores como a necessidade de valorizar e reafirmar sua coragem a novos desafios junto ao grupo que inevitavelmente até os 21 anos, normalmente todos nós um dia aderimos e ele também vai aderir. Assim agindo ele crê estar saindo muitas das vezes do estado de rotina que esta vivendo, principalmente em casa ou na escola que freqüenta a onde seus valores não são os mesmos. Crêem que a experiência servirá, para aliviar todas as suas tensões. Ledos e efêmeros comportamentos, esclareçam por favor isto a todos deste grupo de alto risco. Acrescente que com o tempo, ela, a droga, se tornará indesejavelmente sua companheira inseparável e insubstituível e que assumida, terá que pagar um alto preço que pior, dele ira tirar e da família também, anos de vida com qualidade, ou eterna se a morte antes capturá-lo.
O dependente como todos nós já sabemos, não consegue sair do meio sozinho e infelizmente, muitas vezes, nem com ajuda de outros pessoas não preparadas. A família luta contra o mal e contra a discriminação da sociedade, que ao mesmo tempo se diz a favor da liberação, mas rechaça qualquer convívio com os usuários e com seus familiares. O usuário, que normalmente começa com uma droga “inofensiva”, rapidamente experimenta outros tipos e depois, muitas das vezes, entra em um caminho sem retorno. Logo, a droga consume parte de seus rendimentos, e em consequência da falta de recursos, começam a praticar outros delitos graves, normalmente o roubo e assaltos. Para praticá-lo a primeira recomendação é ter uma arma, dos grupos que, compulsoriamente passou a fazer parte. Ou eles vendem para o novo membro do grupo, ou o presenteiam, se ele não morrer na primeira ou segunda, nova tarefa com risco de morte! Como nós a sociedade do bem não queremos nada disto.
Eu desta coluna do JPH, enquanto tiver espaço continuarei repetitivamente recomendando... Há inúmeros tratamentos específicos antidrogas, psicológicos, clínicas especializadas, terapias, mas em todos os casos, é preciso que o dependente esteja disposto a se recuperar e se tornar um cidadão de bem, aceitável na comunidade, uma vez que “dependente ele só consegue viver dentro de seu círculo fechado e sem ajuda”. Então vamos redobrar nossos cuidados, pois é aí que começa a violência no mundo das drogas. Muitos roubam e matam mesmo sem ter tido antes um comportamento agressivo. O mundo das drogas é cruel. Não permite escolha. Mesmo famílias com alto poder econômico, com status social, com currículo religioso, com educação rigorosa, acabam também nas páginas policiais. Pois as drogas ilícitas penetram sorrateiramente, e quando os membros de nossas famílias se apercebem, estão numa enorme embarcação furada em alto mar, pois nossas inocentes crianças e jovens, por falta de um diálogo verdadeiro foram capturados por traficantes e agora têm como novos aliados “armas ilegais companheiras inseparáveis das drogas”!
*é Presidente Nacional das Comunidades Terapêuticas CRER-VIP e da ALAB. Lembrando que cada Regional Internato CRER-VIP tem uma administração própria e independente. Matérias desta coluna estão no site www.jornalprimeirahora.com.br Ajudem recuperar crianças e adolescentes vitimas do álcool das drogas. SOS: CRER-VIP (22-2620-0687) 8833-2181: Visite nosso site-domínio. www.crervip.org.br
Colaborador: José Gonzaga
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