Atualizado em 01/10/2011 00:00:01
Comerciantes da Região dos Lagos têm até segunda-feira (3/10) para incluir documentos no processo regulatório aberto pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), que vai avaliar a atuação da Prolagos, concessionária responsável pelo abastecimento de água na Região dos Lagos. A decisão foi tomada durante uma audiência pública realizada na terça-feira (27), na sede da agência, que reuniu representantes da Associação Comercial e da Associação de Hotéis e Pousadas de Armação dos Búzios, o presidente da Prolagos, Carlos Roma Jr., o assessor institucional da empresa, Pedro Alves, além dos conselheiros da agência e do deputado estadual Janio Mendes (PDT).
Durante a reunião, os empresários reclamaram das tarifas cobradas pela concessionária, que no início do ano passou a cobrar por cascata, ou seja, a estrutura tarifária é composta por faixas de consumo com custo progressivo, isto é, o valor do metro cúbico vai ficando mais caro conforme o consumo aumenta. No modelo anterior, o cálculo da cobrança era feito de forma direta, multiplicando-se todo o consumo medido pelo valor do metro cúbico de água da faixa correspondente. Agora, com a cobrança em cascata, o valor final da conta de água é calculado levando em consideração a tarifa de cada faixa de consumo.
Segundo o diretor da Associa-
ção de Hotéis de Armação dos Búzios, Mauro Lima, muitos hoteleiros não estão conseguindo arcar com os custos das contas de água.
- A partir dessa alteração na cobrança, o valor da conta de muitos empresários aumentou bastante. Não temos como controlar o consumo dos nossos hóspedes. Essa tarifa está sendo punitiva para o empresariado - afirmou.
Para o deputado Janio Mendes a nova forma de cobrança deve ser avaliada, pois ela não pode gerar prejuízos para os comerciantes.
- É inegável a melhoria no abastecimento de água e no tratamento de esgoto depois da Prolagos, mas a fonte de estrutura tarifária (usada pela empresa) é muito ruim. Os comerciantes estão sendo prejudicados com essa cobrança, principalmente, os restaurantes. Isso é inadmissível em uma região que vive do turismo. Vamos acompanhar esse processo de perto e tenho certeza de que a concessionária irá encontrar uma maneira de resolver essa situação - disse Janio na noite de quinta-feira (29) ao PH.
O assessor institucional da Prolagos, Pedro Alves, apresentou uma planilha com a simulação de consumo de uma pousada para mostrar que a nova forma de cobrança tende a diminuir os valores da conta e não aumentar, como reclamam os empresários.
- Dentro de um critério de consumo adequado, a cobrança por cascata tende a ser melhor do que o contrato por demanda, como era praticado anteriormente - acredita Alves.
O presidente da empresa, Carlos Roma Jr., fez questão de afirmar que a Prolagos está sensível a causa dos comerciantes e que está aber-
to a conversas.
- Estamos de portas abertas para receber os comerciantes. Mas tenho que lembrar que nada foi feito além do que está previsto em contrato. A cobrança por cascata tende a responsabilizar o usuário belo bom uso do recurso. Ou seja, se a água for usada de maneira racional a conta tende a ser mais baixa - afirmou o presidente da concessionária.
O presidente da Agenersa, conselheiro José Bismarck, pediu para que as partes se encontrem para buscar uma solução de forma amigável.
- Já aprovamos a fase conciliatória na Agência e acredito que esta será uma forma mais rápida para encontrarmos soluções, evitando que o processo chegue até o seu julgamento - explicou o presidente, encaminhando o processo para o relator, conselheiro Moacyr Almeida Fonseca.
Colaborador: Redação
MAIS NOTÍCIAS
Últimas Notícias
Lúcia Elena Simas
Mundo Pet
Eduardo Almeida
Artigo Livre
José Gonzaga
Viva as emoções sem drogas
Alfredo Rainho
Artigo Livre
NOTÍCIAS
JORNAL PRIMEIRA HORA
Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.