Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 01/10/2011 00:00:01

Mudança na Tarifa da Prolagos é discutida na Agenersa

Para Associação de Hotéis de Búzios nova cobrança está sendo punitiva para o empresáriado

549438

Comerciantes da Região dos Lagos têm até segunda-feira  (3/10) para incluir documentos no processo regulatório aberto pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), que vai avaliar a atuação da Prolagos, concessionária responsável pelo abastecimento de água na Região dos Lagos. A decisão foi tomada durante uma audiência pública realizada na terça-feira (27), na sede da agência, que reuniu representantes da Associação Comercial e da Associação de Hotéis e Pousadas de Armação dos Búzios, o presidente da Prolagos, Carlos Roma Jr., o assessor institucional da empresa, Pedro Alves, além dos conselheiros da agência e do deputado estadual Janio Mendes (PDT).
Durante a reunião, os empresários reclamaram das tarifas cobradas pela concessionária, que no início do ano passou a cobrar por cascata, ou seja, a estrutura tarifária é composta  por faixas de consumo com custo progressivo, isto é, o valor do metro cúbico vai ficando mais caro conforme o consumo aumenta. No modelo anterior, o cálculo da cobrança era feito de forma direta, multiplicando-se todo o consumo medido pelo valor do metro cúbico de água da faixa correspondente.  Agora, com a cobrança em cascata, o valor final da conta de água é calculado levando em consideração a tarifa de cada faixa de consumo.
Segundo o diretor da Associa-
ção de Hotéis de Armação dos Búzios, Mauro Lima, muitos hoteleiros não estão conseguindo arcar com os custos das contas de água.       
- A partir dessa alteração na cobrança, o valor da conta de muitos empresários aumentou bastante. Não temos como controlar o consumo dos nossos hóspedes. Essa tarifa está sendo punitiva para o empresariado - afirmou.
Para o deputado Janio Mendes a nova forma de cobrança deve ser avaliada, pois ela não pode gerar prejuízos para os comerciantes.
- É inegável a melhoria no abastecimento de água e no tratamento de esgoto depois da Prolagos, mas a fonte de estrutura tarifária (usada pela empresa) é muito ruim. Os comerciantes estão sendo prejudicados com essa cobrança, principalmente, os restaurantes. Isso é inadmissível em uma região que vive do turismo. Vamos acompanhar esse processo de perto e tenho certeza de que a concessionária irá encontrar uma maneira de resolver essa situação - disse Janio na noite de quinta-feira (29) ao PH.
O assessor institucional da Prolagos, Pedro Alves, apresentou uma planilha com a simulação de consumo de uma pousada para mostrar que a nova forma de cobrança tende a diminuir os valores da conta e não aumentar, como reclamam os empresários.
- Dentro de um critério de consumo adequado, a cobrança por cascata tende a ser melhor do que o contrato por demanda, como era praticado anteriormente - acredita Alves.
O presidente da empresa, Carlos Roma Jr., fez questão de afirmar que a Prolagos está sensível a causa dos comerciantes e que está aber-
to a conversas.
- Estamos de portas abertas para receber os comerciantes. Mas tenho que lembrar que nada foi feito além do que está previsto em contrato. A cobrança por cascata tende a responsabilizar o usuário belo bom uso do recurso. Ou seja, se a água for usada de maneira racional a conta tende a ser mais baixa - afirmou o presidente da concessionária.
O presidente da Agenersa, conselheiro José Bismarck, pediu para que as partes se encontrem para buscar uma solução de forma amigável.
- Já aprovamos a fase conciliatória na Agência e acredito que esta será uma forma mais rápida para encontrarmos soluções, evitando que o processo chegue até o seu julgamento - explicou o presidente, encaminhando o processo para o relator, conselheiro Moacyr Almeida Fonseca.
 

Colaborador: Redação

MAIS NOTÍCIAS

Voltar para Região Enviar para um amigo Imprimir

Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.