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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 24/09/2011 00:00:00

O Brasil de hoje, haja coração

por Eduardo Almeida, vendo o circo passar

Brasil de hoje, temos todos os dias novidades, a melhor delas a ¨Nova Classe Média¨ e analisando isso vemos que a nova classe esta fazendo nos costumes um reboliço danado, como dizem os baianos, um rebuceteio da peste. Como assim, perguntarão: simples; não são só os corsinhas e celtinhas que entraram no cardápio da nova classe média. Entraram também as viagens aéreas nacionais e internacionais, e com isso as companhias aéreas nunca ganharam tanto dinheiro e por falar em ganhar dinheiro, temos os planos de saúde que nunca faturaram tanto.
A expectativa com a saída da miséria era de que os serviços públicos de saúde melhorassem e  não que os planos de saúde enriquecessem como está acontecendo.
É obvio que o cidadão tem como sua principal meta a barriga, a primeira coisa é encher a geladeira, depois encher a barriga, depois a Educação e a Saúde. Se ele melhora de vida e o governo não melhora a Saúde, ele vai para os planos de saúde particulares.
Não adianta o pobre virar classe média e com isso dar parte do seu novo dinheiro para planos de saúde. Um absurdo enriquecer cada vez mais os comerciantes da Saúde que pagam quinze reais por uma consulta aos médicos e daí vermos a paralisação dos serviços nestes dias. Esses planos em nossa região são divididos como nos tempos das capitanias hereditárias. Ou seja: os planos fazem uma rachuncha e dividem as regiões.
Por exemplo; aqui em Búzios os associados da UNIMED não são atendidos. O turista chega aqui com o cartão da Unimed, passa mal e não tem nenhum lugar para ser atendido, tem de ir para Cabo Frio.
Mas para que matéria não fique só nas criticas, como nos programas de rádio das nossas manhãs, quando você, para ganhar uma sandalinha, tem de ter ‘pé de anjinho regulável’. Não vejo ninguém ganhar sandália nenhuma, caraca, a mulher tem de saber o nome do avô, da sogra, da cunhada do dono do supermercado, depois saber dia, mês e hora em que o supermercado foi inaugurado e quando ela, depois de acertar tudo pensa que vai ganhar a sandalinha, vê que a sandalinha que o repórter trouxe é número 34 ou 41. Assim não dá!
Chiquinho; calce as sandálias da humildade e dê as sandálias de presente a quem acerta no teu histórico. Já é um puta comercial de graça. Bem, vamos voltar  aos hábitos da nova classe média.
Como dissemos acima, encher a geladeira é muito bom, ir a restaurante ótimo, entrar com o filho no Mac Donald’s, lugar onde quando ele era pobre era proibido, super legal, acabar com a historia do pobre levar o filho para ver o frango de televisão, onde os pobres ficavam vendo na porta dos restaurantes aquelas máquinas onde os frangos ficavam rodando e as crianças babando. Que dó dava, agora os frangos estão rodando dentro da barriga deste povo. E não são só os pobres. Agora novos médios também estão comendo melhor. Os bacanas também estão comendo melhor. É incrível ver a praça da alimentação do Rio Sul, como o Rascal por exemplo, que espírito democrático admirável, todo mundo junto metendo a boca no pirão, o velho ditado mudou, era; ¨farinha pouco meu pirão, primeiro¨. Hoje é; farinha muito nosso pirão geral. 
Mas isso tem um imposto? E qual o imposto? É simplesmente o fato de que está todo mundo engordando pra caramba. Antigamente era o tipo ¨peitinhos pequenos porém sinceros¨, hoje o negocio é peitão, bundão, e como o homem acostuma com tudo, o sonho de consumo hoje é a mulher melancia, a mulher melão e a mulher bundão. As lojas estão vendendo shortinhos tamanho 48, 50 e outros, bem curtinhos e justinhos e elas dão o maior ibope quando desfilam aquele coxão, carregando em cima o bundão, e carregando também o meu olhar atrás.
    Isso aí, metam bronca mulheres gostosas do meu país. E se antigamente a gente dizia que era muita gordura para uma linguiça e dois ovos, hoje essa gordura boa do bom colesterol, é o prato principal dos brasileiros, eu pelo menos adoroooooooo. Magrelas tô fora.
 

Colaborador: Eduardo Almeida

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