Atualizado em 17/09/2011 00:00:00
por Eduardo Almeida, Como no filme de Fellini, Búzios é surrealista
Disse que estava cheio de política pré; com este tempo de ventanias já manjados para esta época e que levam para o cemitério um monte de velhinhos da nossa região, vou evitar em falar de política e com isso evitar os vírus que predominam neste momento: o vírus De Bruços, o vírus Eu Fiz, o vírus Marrento Mor, o vírus Tô Com Nada e outros menos contagiosos.
Vou falar de outras coisas com certeza mais produtivas. Hoje vou falar de santos de verdade, santos de araque e santos cassados, entre outros.
Os santos cassados foram os juninos, os outrora santos simpatia, santos magia, santos da felicidade e do amor. ‘Como assim?’, dirão os amigos leitores. Simples: esses santos; o São Pedro, o São João, o Santo Antônio, não foram cassados pela igreja, continuam santos, mas estão quietinhos, pois imaginem nos dias de hoje fazer uma festa de São João. Balões, fogueiras, fogos, quentão, rojões, quadrilha, dança de caipiras. Nem toda a Força Nacional seria bastante para colocar em cana o pessoal desta festa com explosivos, bebidas, danças com letras de sacanagem e outras coisas mais.
Daí o São João, tadinho, perdeu o tesão e quase não saiu neste ano. Depois o São Pedro, o pescador, de início, problemas no calendário, em um dia o padre não pode, em outro dia o padre não quer, em outro a capitania impede os barcos de saírem. Alegam cobertos de razão que nesta época o mar não está para peixes... e não está mesmo, ressacas que produzem ondas monstruosas colocam em risco a segurança dos participantes da procissão, e daí o São Pedro também perdeu o tesão e foi passear no Vaticano.
Depois o Santo Antônio casamenteiro, que foi substituído pelo Santo Supremo Tribunal Federal que veio mais casamenteiro do que o próprio santo e além do mais botou no cardápio outros casamentos que se o santinho tivesse feito no período da Inquisição teria ido para a fogueira. Daí o santinho carequinha como eu, também perdeu o tesão e ficou no seu altar bacana no Largo da Carioca.
Mas vieram os outros santos, um deles, falei na semana passada, o São Rodolfo Fernandes e esta semana outra santa. Esta santa é a santa dos buzianos; sem ela já teríamos sucumbido a muito tempo de todas as mazelas que nos rodeiam. O nome dela é SANTA PACIÊNCIA. Somente ela nos faz aguentar os muitos planos jamais saídos do papel, vejam os exemplos já cansados de repetirmos: nós os hipertensos, diabéticos poderíamos ter os medicamentos para nossas doenças gratuitamente, mas pelo fato da Prefeitura não ter um farmacêutico em seus quadros de aspones, nós não podemos ter a FARMÁCIA POPULAR, valei-me Santa Paciência. Outro caso são os nossos transportes coletivos, não os temos, dizem que estão providenciando, faz meses que falei disso e nada, OH minha SANTA PACIÊNCIA! Tenha piedade de nós. Outro caso a falta de cursos para os MOÇOS DE CONVÉS. OH minha SANTA PACIÊNCIA! Rogai por nós... Outro; o calçamento de cem metros de minha rua. Protegei-nos da ingratidão e da falta de espírito cristão, minha Santa Paciência; fazei com que o nosso Mirinho faça como a Santa Dilma e mande para os quintos dos infernos, pelo menos um quinto dos que fazem o inferno em nossa cidade, AMÉM!
Colaborador: Eduardo Almeida
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