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Quarta-feira , 23 de May 2012

Atualizado em 17/09/2011 00:00:00

Beleza Negra, e daí?

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‘Acho que os racistas precisam procurar ajuda, não é normal em pleno século 21 ainda pensarem desta forma’ (Leila Lopes - Vencedora do concurso ‘Miss  Universo’-2011)

O concurso da Miss Universo novamente cristalizou algumas atitudes racistas em relação à angolana Leila Lopes, vencedora da competição. Fugindo ao padrão de beleza estabelecido por critérios altamente preconceituosos: branco(a) de olhos claros, ‘puxando’ para o azul ou verde, esta negra que após o concurso logo pontuou que usará sua fama e beleza para desenvolver trabalhos contra a AIDS e pelas causas sociais, mostrou que a beleza não precisa ser padronizada segundo critérios arianos estabelecidos no passado e que infelizmente continua ainda nos dias atuais, criados para dificultar o acesso de pessoas que não se enquadram neste ‘selo de marca’, que discrimina. Chamada de ‘diamante negro’ esta afro não recuou nem mesmo quando as manifestações racistas adentraram pelas redes sociais, criando nomenclaturas para a vencedora como ‘ macaca, cabelo de vassoura ou filha de King Kong’.
Os racistas que agora usam a internet para se ‘esconderem’, continuam praticando o racismo, mas adquiriram novos hábitos, como logo depois se desculparem ou desviarem as suas ‘falas’ tentando justificá-las, como se fosse um mal entendido. Basta alguém se destacar, e neste caso não são somente os negros, pois ser pobre também é crime para eles, que vão surgindo inicialmente comentários  em ‘doses homeopáticas’ para logo depois se tornarem verdadeiras ‘overdoses’ de péssimo gosto, com palavras que costumam ofender ‘a alma’.
É assim no futebol, nos esportes de uma forma geral ou em qualquer outra atividade em que o negro se destaca.
Só para ilustrar, quarta-feira (14) entrou em campo contra o Brasil pelo time argentino aquele jogador que num destes confrontos, creio que em São Paulo, chamou o jogador ‘Grafite’ de macaco ou algo assim. Aliás ‘los hermanos’ costumam chamar os negros de ‘macaquitos’, segundo eles ‘um costume’...
Não escapando também destes preconceituosos, a candidata que ficou em terceiro lugar, a brasileira Priscila Machado também foi vitima de vaias e comentário discriminatórios, e reagiu com uma fala que embora todos conheçam, vale a pena lembrar sempre: ‘ tenho pena de quem é preconceituoso. Temos que ver as pessoas como seres humanos, independente de raça ou religião’.
É possível, quando queremos!
 

Colaborador: Guilherme Barcellos

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