Atualizado em 06/08/2011 00:00:00
Parece que quando amamos, nos deixamos de lado e só vemos o ser amado. Fazemos de tudo para agradá-lo e ainda assim, parece que nunca conseguimos. A insatisfação no relacionamento pode ter várias causas, mas para identificá-las, é preciso muita coragem para olhar para aquilo que tem nos feito mal e que muitas vezes por medo do que pode ser identificado, fugimos como se nada estivesse acontecendo.
Resultado: fugimos, seja trabalhando mais, comendo mais, nos envolvemos em relações passageiras para evitarmos o vínculo. Fazemos de tudo para evitarmos pensar e principalmente sentir. Assim, vamos nos machucando cada vez mais, acumulando mágoas e ressentimentos, sentindo como se não fôssemos dignos de sermos amados. Mas será que tem que ser sempre assim? A falta de diálogo com o companheiro (a) é uma das causas mais comuns de conflitos e o caminho mais certo para uma separação. Mas se você não deseja que isso aconteça, é possível reconstruir. Porém, se não consegue conversar nem consigo mesmo, como irá querer se comunicar com o outro? Algumas pessoas chegam ao máximo de não conversarem nem sobre suas dificuldades sexuais. Como podem fazer amor se não podem falar sobre o assunto? A falta de cuidado com o outro, com a relação, não conseguindo perceber as necessidades do outro, também é um fator de desgaste no relacionamento, que acaba sendo consumido pela rotina.
Causas que podem interferir na relação. Procure identificá-las no seu relacionamento: medo, insegurança, carências afetivas, conflitos internos que refletem na relação; falta de romantismo, carinho, atenção, cuidado com o outro; falta de confiança, diálogo, comunicação; falta constante de demonstração de amor, falta de desejo, atração; desinteresse pelo que o outro diz, faz ou sente; brigas crônicas (repetitiva e sem gerar mudança), ciúme sem motivo e desproporcional, interferência familiar, agressividade, inveja, traição, desprezo, indiferença, rotina, mentira, egoísmo, crises financeiras, falta de amor!
Com tudo isso claro em sua mente, procure seu companheiro (a) para uma conversa franca e redefinam pontos importantes, onde os dois possam ouvir e perceber as necessidades do outro, tanto como as suas próprias. É preciso investir sempre, fazendo algo que surpreenda e deixe o outro feliz. Isso só você mesmo poderá saber por onde começar!
Lembre-se: “Há três possibilidades de mudança na relação: o eu, o outro, a relação. A única que depende exclusivamente de você é o eu! O outro depende dele. E a relação dos dois.”
LuizGurivitz – psicólogo. R. das Pedras, 04 – sobreloja – Búzios (22) 2623-1080
Colaborador: Luiz Marcos Gurivitz
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