Atualizado em 16/07/2011 00:00:00
Os noticiários do mundo estão focando a crise que estão enfrentando alguns países da Europa. Parece um efeito dominó. Uma economia antes sólida, hoje está enfrentando um verdadeiro caos.
Greves, desconfiança, endividamento, enfim tudo que a América esta acostumada a ouvir e que algumas vezes nos ronda.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o possível pedido de auxílio financeiro feito por Portugal ao Brasil.
Na época em que éramos Colônia dos portugueses, nossa riquezas foram saqueadas por eles. Vale salientar que as primeiras cidades do Brasil surgiram próximas ao litoral exatamente para facilitar o envio dos produtos brasileiros para a Metrópole (Portugal).
Estas cidades na verdade serviam de depósito.
Sem revanchismo algum, mas não podemos esquecer que os reflexos daquele tempo estão estampados nas desigualdades sociais, principalmente quando nos referimos ao povo negro.
O Brasil foi o último país a declarar a ‘abolição’, que é a lei mais curta da história da humanidade: ‘declaro a abolição da escravatura e revogo qualquer dispositivo contrário’.
Para ser mais completa, poderiam acrescentar mais uma frase a esta lei: ‘e que o negro vá para a sarjeta’, talvez aí a lei mostrasse melhor a realidade em que se encontrava o negro daquela época, e não muito distante, numa outra forma, nos tempos atuais.
Neste quadro, não foi somente o negro, mas também todo o país que foi saqueado e isso reflete em todo povo brasileiro.
Para nós, é até motivo de orgulho o Brasil se encontrar nesta condição econômica positiva, com crédito no mundo e um dos países com excelente índice para receber investimento estrangeiro.
Quanto à questão do empréstimo, vejo que apesar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ter melhorado sensivelmente, ainda temos muitos pontos sociais precisando de investimento e de um olhar social que contemple estas necessidades.
Mas, como aqui tudo é possível...
De qualquer forma, aquela máxima empírica que diz que ‘o mundo é redondo’, ou ‘que a curva é logo ali, e nos encontraremos’ ou ainda, ‘aqui se faz, aqui se paga’ está valendo nos dias atuais, é até engraçado em relação à Metrópole e a Colônia...
É possível fazer acontecer!
Colaborador: Guilherme Barcellos
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