Atualizado em 09/07/2011 00:00:01
Nesta última segunda-feira (4) foi inaugurada a exposição “Wolney Teixeira: O sal da Terra”, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal. A mostra exibe quarenta e sete fotos feitas entre os anos de 1930 e 1970 que retratam o dia-a-dia na cidade de Cabo Frio e arredores. Com curadoria do professor de História Mauro Trindade, o acervo foi preservado ao longo dos anos graças ao cuidado de Warley Sobrosa, filho do artista, e mostram não apenas a vida na cidade, como também a beleza das praias, vegetação, restinga, salinas, dunas, moinhos de vento e da vila colonial, que permaneceu intocada até os anos 50, quando Cabo Frio passou a adquirir características de balneário turístico. Além dos registros das paisagens naturais da cidade, as fotos também mostram o dia a dia dos habitantes, as festas religiosas, reuniões sociais e políticas, entre outros:
- Todo mundo em Cabo Frio conhece o trabalho de Wolney, mas ele não é conhecido fora da Região. Observando o trabalho dele, vi que tem uma dimensão artística muito grande e que o Brasil precisa conhecer. Do ponto de vista histórico, o trabalho mostra a transformação de Cabo Frio ao longo dos anos. Com certeza, Wolney é herdeiro de uma tradição de pictorialistas e seu acervo tem mais de dez mil fotos a serem mostradas – afirma Mauro Trindade, curador da exposição.
O secretário de Cultura de Cabo Frio, José Correia, e sua equipe, formada por assessores e artistas da região, também estiveram presentes a inauguração da exposição. O ex-prefeito de Cabo Frio José Bonifácio, o secretário de agricultura Beto Nogueira, Abel Silva e admiradores do trabalho de Wolney também foram conferir de perto a exposição.
O filho de Wolney, Warley Sobrosa, que pela primeira vez via uma exposição do trabalho do pai fora de Cabo Frio, e que desde o falecimento de Wolney cuida de todo o acervo, não escondia a satisfação de ver o trabalho reconhecido também fora de Cabo Frio:
- Eu pensei que nunca mais fosse me emocionar tanto assim. Meu pai merecia esta vitrine que foi dada a ele – afirmou.
Serviço: Centro Cultural da Caixa: Avenida República do Chile, 230 - Centro, Rio de Janeiro. Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 10h00 às18h00, e sábados, domingos e feriados, das 14h00 às 18h00. A entrada é gratuita e a classificação é livre. Outras informações: (21) 2262- 8152.
Colaborador: Redação
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