Atualizado em 02/07/2011 00:00:00
Felix com a amiga Renata Deschamps em Búzios: ao fundo sua esposa Erica Nascido na atual Republica Tcheca, que na época era parte da Alemanha, Felix chegou ao Brasil em 1949, com nove anos de idade. Mudou-se de Curitiba para o Rio de Janeiro, em 1965, e, ao alugar uma “vaga” no bairro da Lapa, recebeu o apelido de “Desembarcado”. Morou em Copacabana, Gávea, Leblon e Recreio antes de vir definitivamente para Búzios, onde morava desde 1996. Foi comerciante e teve lojas em Copacabana, Leblon e Ipanema. Gabava-se de ser bom vendedor e o único título que gostava de ostentar, apesar de ser Príncipe tanto da Prússia quanto da Áustria, era o de “Malandro da Lapa”. Pessoa muito simples e carismática, adorava cantar, contar piadas, tocar gaita de boca e uma boa bebida. Tinha muitos amigos que estavam junto a ele, principalmente, quando os negócios iam bem.
Felix começou a vir a Búzios na década de 70 para visitar sua irmã Lucia que, quando vinha a passeio da Argentina, se hospedava na casa da amiga Renata Deschamps. Nos anos 80, voltou muitas vezes à Cidade a pedido dos filhos que adoravam surfar em Geribá e que, atualmente, moram em Búzios (o mais novo, Michel, fabrica pranchas de surf, e o do meio, Eduardo, dá aulas de Kitesurf na Praia Rasa).
Em Búzios, freqüentava a casa e o restaurante da amiga Alba Basílico, o Vip Club. Foi ela quem o ajudou a encontrar a casa que acabou comprando na Baía Formosa. Freqüentou o AA de Búzios quando ainda era na sede da Associação de Pescadores, na Rua das Pedras, aonde ficou conhecido e fez amizades.
Felix ia com seu Fusquinha 86, pneus radiais, rebaixado, todos os dias, para a Ferradura, aonde vendia sem dificuldade, pois era poliglota, os quadros pintados por sua esposa Erica, para os turistas. Suas abordagens aos turistas eram notórias e chegou a ganhar mesa cativa nos quiosques locais, pois o “Mestre”, como era chamado pelos parceiros camelôs, era muito querido por lá.
Felix deixou Búzios assim como gostava de viver, sem chamar atenção. Apesar do cuidado do seu filho Michel, que ainda tentou ressuscitá-lo com massagem e respiração boca a boca e, mesmo com a ajuda do D.r Joaquim, da Clinica Búzios, que apareceu no local o mais rápido possível, ele hoje descansa em paz.
Neto do último embaixador do Império Alemão na Inglaterra e herdeiro de um nome muito conhecido entre aqueles que apreciam a obra de Beethoven, fica aqui nossa homenagem a esta figura que a cidade deixou passar sem quase perceber.
Colaborador: Redação
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