Atualizado em 07/05/2011 08:00:00
A comunidade buziana estava aguardando ansiosamente o projeto ‘Educação pra toda Vida’, sair do papel. Algumas vezes a sociedade não entende que o ‘tempo’ da educação é diferente do tempo comum em vários aspectos.
Em alguns casos, mesmo pronto, ainda sofre mudanças para se adequar ao público.
Muitas foram às reclamações, além de criticas de pessoas que sequer procuravam alguma informação de como as coisas estavam indo. Alguns por picuinhas políticas, outros por ignorância mesmo. Como dizia meu saudoso pai: “é mais fácil reclamar do que procurar conhecer, pois, a reclamação ocupa menos tempo”. Sábias palavras.
Quando se trata de educação, a proposta é diferente e um tanto complexa, considerando que a formação dos nossos filhos vem deste segmento, e a educação é o processo de transformação do ser humano, além dela própria estar também em constante processo de mutação.
Como educador, confesso minha preocupação, pois sei que implantação de algum projeto, dentre outros fatores, deve levar em consideração a diversidade do público que neste caso, a maioria é de negros (as), que ficam, de certa forma, invisíveis aos olhos da sociedade.
Após algum tempo, vendo o desenrolar do projeto, mais atentamente percebi que a criança (o projeto) estava engatinhando e dando os primeiros passos pedagógicos, para ser posto em prática. Me senti muito orgulhoso, confesso.
Hoje, temos um centro integral, na Fundação Bem-Te-Vi, aonde nossas crianças não vão só ensaiar os primeiros passos, mas, com certeza teremos aí um ‘projeto de cidadão’, preparado para as constantes adversidades do seu habitat e na sociedade.
A autoestima destes jovens cria uma ponte para seus familiares; é indiscutível esta agregação. Os pais quando observam que o filho ocupou seu tempo com algo, sente a diferença. Isto é sentido também na questão do tempo que as nossas crianças ficarão na escola.
Surge aí outro fator positivo: sobra mais tempo também para que a família possa se ocupar de alguma forma, inclusive aumentando seu rendimento. Este é um outro víeis que não podemos desprezar.
Este pioneirismo em maior escala, requer muita atenção às necessidades do inicio do projeto.
A inauguração mostrou que a comunidade esta apostando nesta empreitada que uniu o Município e a Fundação. Aconteceu o que estávamos aguardando, principalmente os beneficiados.
Mas, como disse certa vez o professor Darcy Ribeiro, “tudo que se faça ou gaste com a educação ainda é pouco”. Estamos aqui, torcendo para que o projeto contemple toda a nossa Cidade num futuro bem próximo, pois, no caminho já estamos.
‘Foi possível fazer acontecer’!
Colaborador: Guilherme Barcellos
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