Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Terça-feira , 22 de May 2012

Atualizado em 02/04/2011 08:00:00

IMPRENSA ?

A relativização das coisas I

Domingo de manhã, sol já alto e quente como foi o sábado deste início de outono na nossa Cidade. Como de costume abro o jornal ‘O Globo’ e me deparo com a coluna de Caetano Veloso no ‘Segundo Caderno’. Em relação ao artista, gosto do seu trabalho, e só. Mas surpreendi-me com a clareza do texto no qual sai em defesa da irmã Maria Bethania no episódio da verba para seu blog. Caetano inicia sua coluna perguntando o motivo pelo qual o sujeito que declarou na internet que o MINC deveria ser explodido não é chamado às falas pela ABIN, Policia Federal, e o MP.  Imediatamente vem-me a mente um e-mail encaminhado pelo leitor Roberto Cordeiro, reclamando que eu usei, em minha coluna, uma manifestação de Monica Werkhauser em resposta a negativa de Cordeiro em assinar manifesto contra o Juiz João Carlos Correa. Em suma, dizia o texto: ‘só dando um tiro no Juiz para mudar esta situação’, já que, segundo Werkhauser, ‘tudo já havia sido tentado para a remoção do magistrado desta Comarca’. Bem, a coisa é mais ou menos assim. Eu penso, ou finjo que penso que, esgotados os meios legais, seria hora de partir para fazer justiça com as próprias mãos, e, simplesmente, eliminar o juiz.
É isso que está escrito no seu e-mail em resposta a Cordeiro. Entretanto, não é isso que alega ter dito. Como assim? Depois que escreve, quer dizer que não era esse o sentido da coisa? Então porque escreveu?
O fato é que, como Caetano bem pontua em sua coluna de sábado, ‘será que consideram a corja que se expressa na internet uma tribo indígina? Inimputável?’ Como pode o caro leitor e a autora da mensagem enviada por meio eletrônico relativizar o que escreveu?  A coragem desta gente se esgota em blogs, e-mail e correntes de internet, onde tudo pode ser dito, reivindicado, como se o que é expresso na grande rede (ou nuvem) só valesse quando produzisse vantagens a seus autores? E o ônus de expressar suas opiniões? De se desnudar a verdadeira alma antidemocrática e reacionária que  alguns só tem coragem de confessar entre quatro paredes, à frente  de um teclado? Werkhauser escreveu que ‘só dando um tiro’, para retirar o Juiz João Carlos Correa da Comarca. Ele é inocente de todas as acusações que lhe fazem? Não sei. Mas sei que essa senhora deveria ser chamada perante a Justiça, para tentar explicar o inexplicável. Meu pecado, como editor, foi apenas dar maior publicidade ao que pensa a ‘companheira’ de Romero Medeiros, e ‘presidenta’ da ONG ‘ATIVA BÚZIOS’.

A relativização das coisas II

Um ator; ou melhor vários atores. Na edição passada, no Perú Molhado, o repórter Sandro Peixoto produziu um texto tentando defender a publicação, de onde deve vir o seu sustento, sem no entanto responder as denúncias feitas pelo PH em edições, que circularam no início do mês de março. É outro exemplo de relativização da verdade e tentativa de enganar trouxas, e mal informados. No caso, o inocente útil da vez foi o presidente da Associação Brasileira de Imprensa ABI, jornalista Mauricio Azedo, eminente jornalista que em outra circunstância foi levado a crer, como um incrédulo ingênuo, nas mentiras que lhe soprou ao ouvido uma insinuante e dissimulada radialista. Em pose sorridente e sob o título de Imprensa, a responsável pelo setor comercial do Perú Molhado, maior expoente da imprensa marrom já produzido neste País, posa ao lado de Azedo, para tentar tomar-lhe de empréstimo alguma credibilidade. Curioso, pensei. Essa turma é tão cara de pau que mandam a gerente comercial, para conversar com o presidente da entidade... Por que não foi lá o próprio editor? Não foi, pois a ação é mais um dos jogos de marketing deste veículo marrom, que mancha o quadro da Imprensa nacional com matérias vendidas e saques contra a dignidade e moral do povo de uma Cidade de interior. O que teria seu editor a dizer para Azedo a respeito das denúncias feitas pelo PH? Que são todas obra da mente de um concorrente recalcado? Não, isso ele não poderia dizer, já que não concorro na mesma raia de lama em que o veículo, que ele representa, chafurda. Segundo, porque o incomodado sempre foi ele e sua turma. Habituados a reinarem por 23 anos na Cidade, sem que ninguém lhes incomodasse, sem que ninguém se rebelasse contra suas irreverências de mau gosto e criminosas, o PH chegou para revelar-lhe o interior, as relações promíscuas entre o dinheiro e a notícia, presentes em 100% das edições da publicação. Em seu lamentável texto, Sandro Peixoto é outro que relativiza tudo. Não nega que a casa construída por Lartigue em Tucuns é uma afronta a imagem de despossuído que sempre procurou ‘vender’ na Cidade para conseguir anúncios. Não nega que o Perú Molhado vendeu matérias ao longo do governo Toninho Branco por média de 250 mil reais por ano; não nega que a fonte destes pagamentos saíram da receita dos royalties (o que está sendo investigado pelo Tribunal de Contas), nem nega que o nome de várias pessoas na Cidade, inclusive o seu e de seu editor, estão, SIM, associadas a uma investigação sobre o tráfico de drogas na Região.
Em defesa destas denúncias, a turma do Perú Molhado se resumiu a enviar sua ‘gerente comercial’, para aparecer abraçada na foto com um inocente, mas bastante útil neste momento, presidente da ABI. É mais um grave caso de relativização da verdade. Todo mundo sabe das ações odientas promovidas pelo jornal Perú Molhado contra aqueles que não lhes ‘molha’ a mão com contratos comerciais, permutas e mesadas. Graças ao PH, grande parte da população de Búzios ficou sabendo - com provas - que o que é publicado (e inventado) pelo Perú Molhado só  aparece em suas páginas mediante grana, remuneração, propina, pagamento. Aliás, verdade essa reconhecida pelo próprio jornal.
Pergunto: Que Imprensa é essa, presidente? Para saberes com quem andas se abraçando, deverias vir até a Cidade, informalmente, e perguntar para as pessoas nas ruas, nas casas, nas famílias. Só alerto para o caso de aceitares minha sugestão, evitares o eixo dos bares frequentados por ébrios inveterados,  casas noturnas e restaurantes com jeito de escritório.  Evite também fazer sua pesquisa onde existem casas de muros altos e situadas em locais ermos. Nestes locais, certamente encontrarias pessoas para as quais tudo é relativo, e a verdade pode ser comprada com um copo de cachaça,  um cigarro de maconha, ou uma carreira de cocaína.  

Eduardo Borgerth Teixeira    
 

Colaborador: Eduardo Borgerth Teixeira

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