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Terça-feira , 22 de May 2012

Atualizado em 12/03/2011 08:00:00

Trinta anos de lama

113830Ao lado, a capa da edição comemorativa dos 27 anos do Perú Molhado - edição nº 844 de 15 de fevereiro de 2008. De janeiro de 2005 ao final de 2008, o tablóide recebeu cerca de 200 mil reais por ano apenas para publicar matérias favoráveis ao governo Toni

É impressionante a cara de pau desta gente que se traveste de jornalistas, fotógrafos, donos de jornal e seja lá o que mais, essa gente que se esconde há três décadas atrás do tablóide Perú Molhado, disseminando uma realidade disforme e estranha aos moradores e visitantes de Búzios.
Os trinta anos de vida torta, pontilhada de achaques, mentiras, e depoimentos de ‘personalidades’ que não têm a menor noção do que na verdade representa essa turma, não lhes credencia a nada, não significa absolutamente nada além de um lapso de tempo vivido a adular patrocinadores e distribuir calúnias àqueles que não compactuassem com seus desvios de comportamento.
Estes malditos trinta anos são apenas a expressão de um período de tempo, ao longo dos quais práticas desprezíveis, mercenárias e covardes, vicejaram, porque ninguém teve coragem, até aqui, de dizer o que deveria ter sido dito há muito tempo. Bem fez o fundador e ex-editor chefe deste jornal, o jornalista e advogado Ruy Borba Filho, ao amplificar em recente discurso, aquilo que a Justiça e toda a população de bem desta Cidade já sabia há algum tempo, sobre as relações mantidas por membros do jornal Perú Molhado com pessoas ligadas ao esquema de tráfico de drogas local. O discurso de Borba foi um marco de coragem e um aviso: “hoje é o Juiz da Cidade que vilipendiam com suas mentiras, amanhã poderá ser qualquer um de nós”, disse Borba. Da mesma forma, é um marco de coragem o texto REAL produzido e assinado pelo prefeito Mirinho Braga, publicado na coluna ao lado, no qual afirma que ter o Perú Molhado contra ele é “uma condecoração moral”.
Há três semanas atrás fui contatado por um interlocutor a pedido do ‘pessoal do Perú’ para ver se era possível fazer uma ‘ponte’ entre eles e o governo local. A intenção da turma do Perú era pedir ao Mirinho, algo em torno de 30 ou 40 MIL REAIS por mês para que PARASSEM DE FALAR MAL DO PREFEITO e da CIDADE. Frente a minha negativa em transmitir a mensagem nada republicana, sugeri que o próprio Lartigue fizesse contato com o prefeito. Dito e feito. De acordo com Mirinho Braga, naquele final de semana, foram 18 ligações do Lartigue para ele. Deste total, apenas uma foi atendida e nela seu silêncio sepulcral serviu como resposta negativa a criminosa abordagem do editor picareta.               
Diante do texto atribuído ao prefeito desta Cidade (conforme imagem ao lado) e da total perda de limites do editor Marcelo Lartigue, dos sócios e patrocinadores do Jornal Perú Molhado, é hora de deixar de atirar dardos e processos inúteis contra esse marionete imbecil, que, simulando pobreza, construiu em poucos anos - GRAÇAS AS VERBAS DOS ROYALTIES QUE SERVIRAM PARA PAGAR MATÉRIAS FAVORAVEIS AO GOVERNO TONINHO BRANCO - uma suntuosa mansão em Tucuns, colocando-a no nome de sua namorada para fugir da Justiça e não ser objeto de inúmeros pedidos de indenização.
É hora de partir para responsabilizar os verdadeiros controladores desta excrescência chamada Perú Molhado. Figuras que se escondem, ora na Ponta da Sapata, ora nos escritórios da gráfica Ediouro, ora em escritórios de advocacia que representam interesses na praia Azeda.
Deve-se dar um basta, não à opinião contrária, nem ao título, mas sim a forma criminosa como reputações vêm sendo destruídas há anos por aqueles que estão no comando deste veículo de comunicação. Temos que dar fim à apologia de drogas feita através de um  instrumento de mídia; no caso um veículo que se alimenta de uma conduta anti-social, de mentiras criminosas, vilezas, baixezas e mau-caratismo de toda sorte, MENTIRAS que agridem grande fatia da sociedade. Não advogo pelo fim do Perú Molhado. Defendo que seus responsáveis, de fato e de direito, SEJAM APONTADOS PELA JUSTIÇA  para que possam responder, com seus bens e com suas liberdades, aos inúmeros crimes que vêm praticando há tanto tempo. Esses poderosos têm que ser arrancados da trás da figura patética e praticamente inimputável que é o Marcelo Lartigue, personagem que representa a ponta mais visível deste ninho de ratos chamado Jornal Perú Molhado.
 

Colaborador: Eduardo Borgerth Teixeira

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