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Terça-feira , 22 de May 2012

Atualizado em 26/10/2010 00:00:00

Tentativas desta terça-feira de retirar baleia jubarte encalhada em Geribá são frustradas

Nova tentativa de rebocar a baleia começam às 4h30, devido à maré

Foto: Reginaldo Coimbra

As tentativas de retirar da areia a baleia jubarte encalhada na praia de Geribá desde o início da tarde de segunda-feira (25) foram frustradas até então e uma nova operação está marcada para as 4h30 da madrugada, devido à maré. Equipe do CTA – Serviços em Meio Ambiente, que monitora todo o litoral do Espírito Santo até Saquarema, liderada pelo oceanógrafo Bruno Berger, juntamente com o Corpo de Bombeiros, comandam as ações para desencalhar o animal. Bruno foi um dos voluntários que passou a madrugada desta terça-feira monitorando a baleia encalhada para garantir sua sobrevida.
Durante a tarde, as tentativas de retirar a baleia da areia não deram certo, apesar do esforço físico dos envolvidos. A expectativa ficou em torno da chegada do navio de reboque da Petrobrás e de uma equipe do Instituto Baleia Jubarte, liderada pelo veterinário Milton Marcondes, de Salvador, especializado neste tipo de operação. Segundo Milton, numa primeira análise do estado de saúde do animal, a situação era favorável, pois apresentava boa freqüência respiratória. O veterinário colheu amostra de sangue para exames posteriores, até para descobrir o motivo do encalhe. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, este ano, 91 baleias jubarte encalharam no litoral brasileiro, um fenômeno atípico. A entidade conseguiu desencalhar 89 baleias, sendo uma com vida.
Bruno explicou tratar-se de um animal jovem e que o fato foi puramente um acidente. – Ele chegou atrás de um cardume de peixes e acabou encalhando – disse o oceanógrafo, que estava otimista com o reboque e coordenou diretamente e juntamente com os bombeiros todas as ações. Segundo banhistas, eram duas baleias e a maior, provavelmente a mãe, ficou ainda rodeando a praia, mas foi embora.
Com o reboque a cerca de um quilômetro da praia, às 15h00 começou a operação, uma vez que o auge da maré seria por volta das 15h30. A baleia foi envolvida em uma grande fita de borracha, e esta presa a cordas que foram levadas pelos bombeiros até o reboque. O processo foi se prolongando, centenas de pessoas se aglomeraram para assistir.
Com o reboque foi possível movimentar um pouco a baleia, no entanto, a corda cedeu. Depois, a fita foi recolocada pois começou a machucar a boca do animal. Já no início da noite, com a maré novamente baixa, os trabalhos de reboque foram encerrados, mas muitas pessoas continuam no local para garantir que a baleia permaneça molhada, todo o tempo.
- Desde que tudo começou cada um tentou conseguir o que podia, como cordas, fazer contato com comandantes da Marinha que pudessem intervir, por exemplo – disse Priscila Munins, do Fishbone, e que fez os primeiros contatos para acionar as entidades responsáveis. - O reboque menor que chegou primeiro foi dispensado devido à chegada deste maior, porém, o outro é que possuía o equipamento específico para este tipo de ação.
Agora, é aguardar a próxima maré cheia para facilitar o reboque. Muitos voluntários continuam no local.

Colaborador: Simone Kikuchi

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