Prefeitura paralisa, pela segunda vez, obra no Amarras
Clemente afirmou ao final do encontro que está convencido de que o projeto que virá a ser executtado será àquele que estará de acordo com a Lei, o que foi ratificado pelo proprietário Gilson Ribeiro
Divulgação
Pela segunda vez no espaço de uma
semana apenas a Prefeitura de Búzios
paralisou um obra que estava sendo feita
no Condomínio Amarras em Geribá,
mais especificamente no lote 16 do
Village I. Desta vez a paralisação se deu
por haver discrepâncias entre a área
onde estava sendo erguida uma nova
casa, àquela fixada na placa de obra. Tão
logo foi informado, o gabinete do Planejamento
mandou que fossem interrompidos
os trabalhos, até que o projeto
fosse adequado. Operários trabalharam
incessantemente para retirar o material
do local e desmontar algumas colunas
que estavam sendo feitas.
No final da tarde de quinta-feira o autor
da denúncia, o empresário e vizinho
da obra, Clemente Magalhães, esteve
reunido com técnicos da Prefeitura e
com o proprietário do imóvel, Gilson Ribeiro,
para discutir possíveis soluções
ao que, no entendimento do empresário,
estiver fugindo às normas estipuladas
pela convenção do condomínio
Amarras.
Embargada
O secretário de Planejamento de Búzios, Ruy Borba, novamente
informou que a obra no Condomínio Amarras foi, sim, embargada
porque a sua execução contrariava o projeto aprovado, objeto de um
alvará licença de obras.
- A obra estava sendo executada de forma diferente daquilo que foi
aprovado. Já disse isso. A execução da obra não correspondia ao ato
administrativo aprovado por mim. E constatei isso ao fazer uma visita
técnica no local. Cheguei a dizer ao proprietário que a armação em ferro
me lembrava a reconstrução de uma das torres gêmeas (World Trade Center
em Nova Iorque) - afirmou Ruy Borba, reiterando que a obra está
embargada, e o que hoje (novamente) o que acontece no canteiro é o
desmanche do que está irregular.
- O Clemente Magalhães esteve comigo no Gabinete do Planejamento,
fez as suas alegações, reiterando que a execução do projeto contrariava as leis
urbanísticas, oportunidade em que lhe falei que o Condomínio Amarras me
faz lembrar da passagem de Ló, que pedia a Deus misericórdia, caso houvesse
pelo menos 10 habitantes probos nas cidades condenadas no Vale de Sidim,
para salvá-las do seu destino de serem destruídas, tamanha a quantidade de
irregularidades lá existentes.
Para o secretário, os exemplos como o do Amarras lembram outra passagem
bíblica, quando ‘o Cristo reclama dos fariseus que apontam ciscos, como
sinônimo de vícios, nos olhos dos outros, quando traves estão dentro dos
seus próprios olhares’.
- No meu entendimento os proprietários deveriam propor uma correição
de tudo aquilo que está por lá, feito em outras épocas, de forma irregular.
Há muitas situações irregulares, pouca coisa está configurado nos termos
do projeto original do Amarras, e que ele próprio reconheceu, quando esteve
comigo - se referindo Ruy Borba às taxas de ocupação que extrapolam o
senso legal, aos padrões previstos pela própria convenção do condomínio
Amarras.
No final da tarde de quinta-feira, reuniram-se na unidade de
licenciamento da PMAB, Virgínia Hatsumi; coordenadora de projetos
da secretária de Planejamento, Clemente Magalhães;
vizinho da obra, Gilson Ribeiro; proprietário da unidade
16 do Village I , no Amarras; Roberto Aracri;
arquiteto, e técnicos da prefeitura. No encontro foram
discutidas discrepâncias entre a documentação
que serviu de base para a confecção do projeto original,
daquele existente no registro de imóveis de
Armação dos Búzios apresentado por Clemente. O
encontro serviu também para que os técnicos da prefeitura
e o proprietário da obra, esclarecessem que
algumas modificações feitas à pedido do vizinho,
Clemente Magalhães, já haviam sido atendidas pelo
arquiteto Aracri.
O proprietário do imóvel, Gilson Ribeiro, deixou
claro ao longo do encontro que irá executar o projeto
que for aprovado pela Prefeitura, e que em momento
algum deixará de exercer seu direito, desde
que este esteja amparado na Lei. De mesma forma,
Clemente Magalhães manifestou disposição de lutar
para que não venha a ter seu imóvel depreciado por
uma construção que possa estar fora dos padrões de
afastamento e gabarito definidos pela
municipalidade. O encontro terminou com um cordial
aperto de mãos entre os vizinhos, e a afirmação
de que em momento algum, tanto um quanto o outro,
objetivou o prejuízo do coletivo, e que o diálogo
e a observância as leis se manterão sempre em primeiro
plano nas discussões futuras.
Colaborador: Redação