Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Sexta-feira , 10 de Feb 2012

Atualizado em 26/08/2010 00:00:00

O crack droga, que não é endemia, é a epidemia da morte!

Vamos tentar explicar... Endemia é uma doença que existe e constantemente se manifesta em determinado lugar, enquanto à epidemia, surge num lugar e ataca simultaneamente muitas pessoas em todos os lugares. É, pois esta peculiar e característica altamente destrutiva desta droga o Crack, que diante da incompetência e impotência confessada de nossos governantes que cria uma situação do tipo que se faz presente em todo o Brasil, do Oiapoque ao Chuí, as pessoas pensarem em abandono e consequentemente em morte a vista. E assim pensando na morte que esta droga poderosa indiscutivelmente espalha entre seus consumidores, diretamente entre seus familiares e indiretamente acaba por atingir e prejudicar as pessoas de todas as comunidades organizadas. Só que daí, basta juntar duas coisas: A possibilidade real de se amedrontar a curto prazo com a morte anunciada, pois já morreram vitimadas pelo Crack milhares de pessoas e as autoridades omissas ainda não encontraram uma maneira de barrar a sua disseminação e, por outro lado, essa fantasia que cerca a perspectiva da morte de mais pessoas, para se estabelecer e deflagrar essa natural e justa reação de pânico e justificar, já estar instalada a epidemia da morte, por não ter havido e ainda não existir uma política publica de prevenção, tratamento e corajosa de combate a esta e outras drogas em nosso país. Coisa que só poderá acontecer quando for maciçamente denunciada pela imprensa, principalmente pelo Fantástico. Há, entretanto entre todos dirigentes de nossas regionais CRER-VIP, uma constatação, a epidemia que tem me alarmado é a do uso do crack em todas as camadas sociais, seja do campo ou da cidade.  O crack é conhecido por nós e pela maioria dos pesquisadores, como sendo nos tempos atuais, a droga da morte, pois além de levar o usuário ao vício em até uma semana, leva-o à morte em pouquíssimo tempo principalmente por ser uma droga derivada também da perigosa cocaína, misturada sem nenhum controle de higiene ao bicarbonato de sódio.  Seu aquecimento é feito com a queima da pedra que dilui a droga que é fumada, indo direto ao cérebro e instantaneamente à corrente sanguínea, onde permanecem as perigosas partículas da droga que ali se mantém. Se o usuário tiver uma febre, por exemplo, elevando a temperatura do corpo, a droga volta a afetar-lhe elevando ainda mais a temperatura corporal, o usuário então normalmente é levado a ter um AVC, destruição dos neurônios e a degeneração dos músculos passando a ter aparência esquelética. O que mais nós lamentamos é que este crack provoca um efeito social devastador a um custo muito alto para a sociedade do bem e a nossa juventude, pois ela esta morrendo antes de chegar à vida adulta.

Colaborador: José Gonzaga

>>COLUNISTAS

Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.