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Sábado , 04 de Feb 2012

Atualizado em 21/08/2010 00:00:00

A Educação nossa de cada dia

Por mais que se gaste na educação, ainda será pouco (Darci Ribeiro)

Esta semana na coluna Observatório do PH foram reproduzidas algumas reclamações dos vereadores acerca da nossa estrutura educacional.
Os educadores Darcy Ribeiro e Paulo Freire, nomes dados a duas escolas da nossa Cidade, se lessem tais notícias estariam se revolvendo em suas sepulturas.
Há muito tempo estamos falando sobre o cuidado que não só Búzios, mas todos os municípios deveriam ter com a Educação.
A preocupação está se tornando uma constante semana após semana, e as denúncias que ecoam na ‘voz rouca das ruas’ estão sensibilizando também vereadores e ultrapassando a fronteira buziana e nos levando a uma condição de risco em relação ao futuro de nossas crianças. A meu ver, são questões estruturais onde professores e alunos possam trabalhar e aprender com as básicas condições as atividades a que se propõem.
São pequenos problemas no ‘varejo’ que não estão sendo cuidados e tendem a se transformar num ‘atacado’. Estas  denúncias não podem ser algo comum aos olhos dos responsáveis. A ‘luz vermelha’ está teimando em não apagar dia após dia e temos que buscar caminhos, todos, para se ter uma Educação mais aberta ao diálogo e mais participativa buscando maior integração com a sociedade e comunidade escolar.
Elevados índices de repetência, desânimo e abandono das escolas no Brasil foram apontados em relatório da Unesco. A Educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um país que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. Segundo o ‘Relatório de Monitoramento de Educação para Todos’ de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da Educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico. O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2009, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9).
Cabe também ao Município tentar tornar estes índices positivos, de forma que Educação seja a prioridade, levando em consideração a possibilidade de mudança satisfatória no hábitat que ocupamos. É difícil servir de exemplo para os outros, mas se conseguirmos  servir de exemplo para   nós  mesmos, já é uma grande vitória.
É possível fazer acontecer!
 

Colaborador: Guilherme Barcellos

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