Atualizado em 21/08/2010 00:00:00
Esta semana na coluna Observatório do PH foram reproduzidas algumas reclamações dos vereadores acerca da nossa estrutura educacional.
Os educadores Darcy Ribeiro e Paulo Freire, nomes dados a duas escolas da nossa Cidade, se lessem tais notícias estariam se revolvendo em suas sepulturas.
Há muito tempo estamos falando sobre o cuidado que não só Búzios, mas todos os municípios deveriam ter com a Educação.
A preocupação está se tornando uma constante semana após semana, e as denúncias que ecoam na ‘voz rouca das ruas’ estão sensibilizando também vereadores e ultrapassando a fronteira buziana e nos levando a uma condição de risco em relação ao futuro de nossas crianças. A meu ver, são questões estruturais onde professores e alunos possam trabalhar e aprender com as básicas condições as atividades a que se propõem.
São pequenos problemas no ‘varejo’ que não estão sendo cuidados e tendem a se transformar num ‘atacado’. Estas denúncias não podem ser algo comum aos olhos dos responsáveis. A ‘luz vermelha’ está teimando em não apagar dia após dia e temos que buscar caminhos, todos, para se ter uma Educação mais aberta ao diálogo e mais participativa buscando maior integração com a sociedade e comunidade escolar.
Elevados índices de repetência, desânimo e abandono das escolas no Brasil foram apontados em relatório da Unesco. A Educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um país que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. Segundo o ‘Relatório de Monitoramento de Educação para Todos’ de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da Educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico. O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2009, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9).
Cabe também ao Município tentar tornar estes índices positivos, de forma que Educação seja a prioridade, levando em consideração a possibilidade de mudança satisfatória no hábitat que ocupamos. É difícil servir de exemplo para os outros, mas se conseguirmos servir de exemplo para nós mesmos, já é uma grande vitória.
É possível fazer acontecer!
Colaborador: Guilherme Barcellos
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