Atualizado em 21/08/2010 00:00:00
Vivendo e aprendendo. Tem coisas que são quase exatas, não fosse as exceções para confirmar a regra. O que quero dizer é que reeleição com a máquina governamental é mole. Só não é cem por cento certo por causa de casos como o do Toninho Branco, prefeito de Búzios, que com toda a máquina perdeu ao final do primeiro mandato a sua reeleição, mole, molinha.
Mas depois do segundo mandato, a coisa pega, conforme disse na minha matéria ‘Amigos, uma classe em extinção’, o prefeito, governador, presidente, em suma o mandatário não investe na sua cidade, estado e no país, mais nada ao fim de seu segundo mandato.
Na verdade, não interessa a ele eleger seu sucessor pelo simples motivo de que ele elegendo seu sucessor, ao invés de um amigo ele arranja um futuro inimigo, no mínimo, um adversário político.
Vejam o caso de Cabo Frio. Alair e Marquinho eram amigos inseparáveis. Deu no que deu. Vejam mais no caso do Mirinho ao final de seu governo de oito anos, indicou Maria Alice e deu no que deu. Ganhou Toninho, sim, mas perdeu muito mais Maria Alice e todo o município se tivesse tido a herança e ajuda do Mirinho.
Por que não existe herança na sucessão? Simples de entender vendo o caso atual do Lula e da Dilma onde o Lula quer a eleição de Dilma. A Dilma pode até não ser eleita no primeiro turno, por um aborto da natureza, mas até onde ela está indo, com esta liderança toda em todas as pesquisas, e isto sem contar com a propaganda eleitoral na televisão e no rádio, quando então o Lula, com seu jeito ‘líder carismático’ de ser, já é uma vitória nas histórias das sucessões no Brasil, quando ao final do segundo mandato ninguém elegia ninguém por causa do olho grandismo e falta de espírito de lealdade dos governantes para com seus sucessores.
A turma do Serra deve estar em cólicas e o Serra, que sabemos ser um hipocondríaco da pesada, deve estar sentido todas as doenças do mundo. Mas de quem é a culpa? Claro que a culpa é do Serra, dos partidos que o ‘apóiam’, e seus líderes.
No caso do Aécio, ele foi esperto, neto do Tancredo não ia dar esse mole de enfrentar a Dilma sabendo que o Lula iria contrariar a história e apoiar a Dilma.
Aécio que conhece muito bem os rios de Minas Gerais cheios de piranhas, pensou e disse: ‘Eu, ser boi de piranha? Tô fora’. E com isso fez sua campanha para senador e será um dos senadores mais votados na história do Brasil. Já tem muito mineiro votando em Dilma para presidente e Aécio para senador. É Aécio dando carona para Dilma. Estranho mundo novo este.
Serra ficou só em plena campanha eleitoral. Nunca vi nada igual. Nem seu vice é um Cacique, e sim um simples e desconhecido Índio, talvez nem isso, talvez um curumim. Seu irmão decorador no Rio de Janeiro é muito mais conhecido do que ele. Se a eleição fosse para a Casa Cor, o irmão seria eleito, com certeza.
Isto, em um partido conhecido por grandes caciques como Toninho Malvadeza, como o FHC, como o Tarso Jereissati, como o Moroni Torgan e outros muitos outros, aliás, onde andam eles, os poderosos do PSDB e do DEM?
Estamos vivendo uma página nova na História do Brasil, e o grande mestre, um torneiro mecânico, que mostrou que sofrimento, discriminação, luta, lealdade, brasilidade, competência e ser ‘o cara’ faz a diferença. Estou orgulhoso em viver no Brasil de hoje, com Lula e Dilma dando exemplos ao mundo. E lembrem-se: time que está ganhando não se mexe.
Colaborador: Eduardo Almeida
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