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Sábado , 04 de Feb 2012

Atualizado em 17/08/2010 00:00:00

O que fazer para meu filho não usar drogas?

Sinceramente, fiquei impressionado com o numero de e-mails que recebi nesta semana, sobre a minha matéria publicada na Edição 1371 do JPH, com o titulo: ‘Para seu filho não ser capturado pelas drogas’. Como é naturalmente difícil responder aos vários questionamentos e perguntas, tentarei dar uma resposta que mais sintetize uma resposta mais substancial a tantas duvidas espontaneamente manifestada. Primeiramente devo informar não existir uma formula mágica, que possa dar garantias, tais como: Em minha casa a droga não vai entrar porque somos uma família bem estruturada e porque nossos filhos têm tudo! Ledo engano posso afirmar! Em minhas palestras, como em todas que também me ensinaram, aconselho aos pais em primeiro lugar, prioritariamente, conhecer bem e de fato seus filhos, para poder interpretar eventuais mudanças de comportamento. É comum, em todas as teses antidrogas, associar, por exemplo: Desinteresse, que aparece de repente em seus filhos pelo estudo e uma forte tendência ao isolamento como sendo evidências, que suas crianças, já não tão crianças, têm envolvimento com drogas. Particularmente disto tenho minhas duvidas, ainda que possa aceitar tais comportamentos apenas como sendo indícios que o jovem possa estar consumindo drogas. Mães ou pais em longos e-mails, ao seu final após me contarem muitas coisas sobre seus filhos, laconicamente me perguntam: - O senhor pode me informar se o meu, ou meus filhos estão usando drogas? Costumo lembrar um velho argumento ouvido de meus pais e meus mestres escolares... - Diga-me com quem tu andas que lhe direi quem tu és! Na verdade o melhor jeito de saber se nossos adolescentes estão envolvidos ou correndo risco real de consumir drogas é saber, com quem eles andam. Se possível com descrição, pergunte a eles se tem noticias, que seus amigos usam drogas. Se a resposta for sim, é muito provável que eles estejam usando também. Por incrível que possa no primeiro momento, parecer estar errada a minha resposta, eu reafirmo, a influência do comportamento dos amigos deles, nesta fase da adolescência é muito mais forte que exemplos familiares. Se meu leitor pensar com coragem sobre minha resposta, se convencerá que faz todo o sentido. Nossos jovens em uma determinada fase de suas vidas, iguais a que todos nós já passamos, naturalmente não prestam muita atenção no que os pais, amigos adultos e familiares dizem. Ouvem muito mais os amigos de sua idade e procuram fazer tudo, que eles estão fazendo. A influência de sua galera (não sei se este termo esta ainda na moda) é muito mais forte do que a familiar.

 *José Gonzaga, é Presidente Nacional das Comunidades Terapêuticas CRER-VIP/PANBRAS e da ALAB. Outras matérias: www.jornalprimeirahora.com.br Ajudem recuperar crianças e adolescentes vitimas do álcool das drogas e peça por nós, pois até esta data, não tivemos uma verba sequer dos Governos; Federal, Estadual ou dos municípios onde mantemos CTs Internatos. Quando tivermos tais noticias informarei. SOS:CRER-VIP(22)2620-0505 / 99738289: www.crer-vip.org.br
 

Colaborador: José Gonzaga

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