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Sexta-feira , 10 de Feb 2012

Atualizado em 12/08/2010 00:00:00

Valorização e formação dos profissionais da Educação ? Premissas à qualidade do ensino

Para tratar da valorização dos profissionais da educação, há, primeiro, que se clarear a abrangência dessa expressão tão comumente utilizada que será aqui reiterada:  incluem-se nesta (professores- profissionais do magistério -,técnicos, funcionários administrativos e de apoio) – trabalhadores que atuam no campo da educação como profissionais desta.
A Constituição Federal Brasileira, prevê no art. 206, que o ensino deve ser ministrado com base em princípios que incluem, dentre outros, a garantia do padrão de qualidade e a valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas.
Com esta base, a profissionalização está intimamente ligada à formação e à valorização de todos os profissionais envolvidos no processo educativo, na tentativa de construir uma educação pública que seja laica e gratuita para todos, com padrões nacionais de qualidade para as instituições brasileiras. Para tal, é primordial uma política de formação e valorização dos profissionais da educação que articule, de modo especifico, a formação inicial e continuada, condições de trabalho, salários dignos e carreira, bem como o acesso à educação pública, via concurso público.
Ainda que sejam indissociáveis, a formação e a valorização, uma vez desdobradas, nos permitem perceber, pontualmente, medidas que se fazem necessárias a essa política para que se possa aproximar as condições reais das condições ideais de trabalho e sucesso. Nesse ínterim, é vital focalizar ações de formação e valorização voltadas para os profissionais do magistério, e outras a serem desenvolvidas junto aos demais profissionais da educação, ainda que estas, basicamente, pautem-se nas mesmas premissas, princípios e concepções.
Aludindo ao Documento Referência para o CONAE 2010, seja num contexto mais amplo, o nacional, ou mesmo em escala menor, municipal ou instituições de ensino, a formação que perpassa a valorização profissional e visa à qualidade no ensino, precisa contemplar:  as especificidades do trabalho docente, articulando ação-reflexão-ação; a relevância aos conteúdos básicos, articulados à realidade social e cultural, tendo em vista a formação do cidadão; a implementação de projetos que consolidem a identidade dos professores; processos de formação inicial e continuada dos docentes e funcionários com vistas à aplicação dos saberes construídos e apresentação de resultados mensuráveis, palpáveis.
Jamais deixaria de citar o mestre progressista Paulo Freire, que por vezes enfatizou o caráter  permanente da educação e dos seres envolvidos nela, não numa condição passiva ou indireta, mas ativa, agente, seja qual for a função que exerça nesse processo... “Não há seres educados e não educados. Estamos todos nos educando... crescer como profissional, significa ir localizando-se no tempo e nas circunstâncias em que vivemos, para chegarmos a ser um ser verdadeiramente capaz de criar e transformar a realidade em conjunto com os nossos semelhantes para o alcance de nosso objetivos como profissionais da Educação”.
Em suma, oferecer e garantir o cumprimento da constituição no que tange a formação dos profissionais da educação bem como os direitos que atestam sua dignidade humana e profissional é também valorizá-los e ao seu trabalho. Empreender uma estrutura de planejamento, viabilização e avaliação do trabalho e do seu retorno, mediante condições dignas para a execução do mesmo, é valorizar os clientes e os colaboradores. É principalmente, zelar, velar pela qualidade no ensino __ reflexo do comprometimento e do desempenho de todos envolvidos no processo educativo.

 

Colaborador: Asfab

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