Atualizado em 05/08/2010 00:00:00
As provas ou avaliações baseadas em metas e testes padronizados não servem de padrão para ‘medir’ efetivamente o conhecimento dos alunos.
Este modelo que foi implementado na Educação americana e inspirou outros países, inclusive o Brasil, está apenas treinando alunos para fazer uma avaliação, pois o foco é exatamente o estudo para tais provas, não levando em consideração o leque maior de informações passadas no decorrer do ano letivo. O livro ‘ The Death and Life of the Great American School System (A morte e Vida do Grande Sistema Escolar Americano), lançado pela Secretaria Adjunta de Educação, professora e pesquisadora da Universidade de Nova York, a americana Diane Ravitch, indicada pelo ex presidente Bill Clinton como responsável pelos testes educacionais americanos, está provocando intensos debates entre especialistas e gestores educacionais de todo mundo.
As avaliações padronizadas refletem somente uma fotografia instantânea do desempenho do docente. Na verdade, deve existir uma reflexão cotidiana do que está sendo ensinado. Professores e administradores devem ser qualificados, também devem passar por testes de conhecimento seguindo um novo modele sócio-pedagógico. Toda escola precisa de um currículo sólido, definido, mesmo os contratados deveriam também ter uma avaliação inicial e periódica alusiva ao que se propõem e não indicação política, que só tende a cristalizar a inoperância do ensino ora aplicado.
Pesquisas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) fundamentam essa questão. Vale salientar que este indicador foi inspirado na ‘reforma’ da Educação americana, que no Brasil se intitulou programa de ‘políticas públicas educacionais’. O governo federal criou metas para cada escola e rede do País.
As avaliações com base em cobranças e resultados estão se tornando uma forma ultrapassada e sem eficiência, enfraquecendo o conhecimento.
Na América, níveis de proficiência vinculados a testes se mostraram ineficazes. A ineficiência deste método está sendo externada agora pelo corpo docente e discente, retroagindo, ao invés de avançar.
Cabe, agora, uma reflexão na sociedade educacional, pois a Educação jamais vai estagnar suas informações e conhecimentos. Ela está em constante processo de mutação, de evolução. As instituições de ensino mantêm certa independência, desde que não deixem que seus projetos pedagógicos firam questões normativas da Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB); portanto cabe às escolas criarem algum mecanismo fomentando uma reação positiva em prol de uma Educação evolutiva, crítica, podendo, enfim, reagir sem a desculpa da ‘reforma educacional brasileira’.
É possível fazer acontecer!
Colaborador: Guilherme Barcellos
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