Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Sábado , 04 de Feb 2012

Atualizado em 22/07/2010 00:00:00

Teclados 22/07/10

0

MP x Democracia
O que o Ministério Publico deve saber, é que, com democracia, nem todo mundo está acostumado.
Foi com um olhar assustado que tomei conhecimento de uma ação promovida por cinco entidades junto ao Ministério Publico, não de Búzios, mas de Cabo Frio, contra a Fundação Bem Te Vi. Entidades desassociadas da realidade do Bairro da Rasa, visando desfazer um processo legal e legitimo da eleição da Fundação, para membro do Conselho do Meio Ambiente, inerentes às divisões feitas para o processo eletivo. Que, diga-se de passagem, foi amplamente discutido, com plena liberdade de expressão para todos os segmentos da sociedade, principalmente daquelas, que não se omitiram, mas usaram de seu tempo participando de todas as reuniões preparatórias. E, pois num ato de cidadania que respeitosamente e em nome da verdade nos dirigimos aos Agentes do Ministério Público, da Cidade vizinha. Escrevo com dois motivos que me dão autoridade moral de me pronunciar. Em primeiro lugar por ter sido o legitimo representante do CRER VIP , que participou de todo processo eleitoral e votou, diga-se de passagem, numa assembléia pacifica e tranquila, oficialmente fiscalizada e sem qualquer ato próprio de impugnação. Em segundo, credenciado por minha história de vida e militância na formação de conselhos, ativando a sociedade organizada em defesa do Meio Ambiente, tendo sido com meus pares de faculdade um defensor das grutas descobertas por Dr. Lund, nas Minas Gerais, além de artigos, como editor-chefe do “JORNAL DE MINAS” DIARIO CATÓLICO) e em minha diária COLUNA “MINAS DE CORPO INTEIRO. Escrevo, para dar meu testemunho em busca de Justiça e manifestar o meu repúdio a essa infundada e descabida ação. E o faço através dos meios de comunicação também livres e dispostos a reportar a injusta representação  feita ao MP, por entidades, que também tem lugar no Conselho do Meio Ambiente de Búzios, mas questiona a representatividade da Fundação Bem Te Vi, nossa parceira na recuperação de crianças e jovens vitimas do álcool e das drogas, seja no trabalho de sua reinserção social ou nos ajudando através das ações preventivas, praticada pelas Regionais Internatos CRER-VIP, de Búzios e de Cabo Frio, usando gratuitamente toda infra-estrutura física da Fundação, existente na Rasa. Testemunhamos publicamente ser esta Fundação, uma das mais legitima representante do território da Rasa no Conselho. Testemunhamos que a Fundação Bem Te Vi presta com a sua existência múltiplas atividades e serviços importantíssimos para todo Bairro da Rasa e, ainda, indiscutivelmente para a boa imagem de toda nossa  cidade. Finalmente lembramos: Temos que nos acostumar com a democracia, regime que, por anos, tanto almejamos e que por ele muitos já se sacrificaram, aceitando o resultado serio e consistente das urnas. Tentar impugnar um pleito correto, me faz lembrar de tempos que todos nós queremos esquecer, e sei que também, muitos dos agentes do MP , no seu sagrado dever de defesa aos direitos anunciados em nossa Carta Magna, e não se prestaram, a anular um ato soberano e democrático, onde o respeito as diferenças, as idéias, mesmo que contraria, faz parte do processo. Ao contrario desta luta por assentos. Com transparência, vamos juntar todas nossas forças em verdadeiros fóruns de debate e de ações, lutando para preservar nosso meio ambiente. Confio em nossas Leis e que o bom senso vai prevalecer, respeitando as decisões irmanadas das urnas, Fiz aqui meu publico apoio a Fundação Ben Te Vi e que o MP, me leve a acreditar que meu voto não foi em vão.
Sérgio Rios Naves Jornalista
e Pr. / Presidente Eleito do Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Armação dos Búzios, Diretor Nacional de Expansão das Comunidades Terapêuticas e das Regionais Internatos dos Lagos CRER-VIP.  Por e-mail enviado em 20/07/10


Fundação Bem Te Vi e Conselho do Meio Ambiente I
Tomamos conhecimento da representação feita por cinco entidades que ocupam cadeira no Conselho do Meio Ambiente de Búzios, questionando a representatividade da Fundação Bem Te Vi no órgão. Queremos manifestar nosso total repúdio a tal atitude. Reconhecemos na Fundação Bem Te Vi uma legítima representante da Rasa no Conselho, para o qual foi eleita em votação regular e legítima.
É notório que essas cinco entidades não são representativas dos interesses ambientais de nosso bairro e de seu entorno, e não temos conhecimento de qualquer interferência positiva delas na área. Por outro lado, há muito tempo a Fundação Bem Te Vi vem prestando serviços essenciais para nossa população, e mesmo para toda a cidade de Búzios.
Reconhecemos também que a participação da Fundação Bem Te Vi no Conselho do Meio Ambiente é extremamente positiva, sendo mesmo decisiva para a proteção do nosso patrimônio ambiental. Por isso, fica registrado nosso repúdio à representação, que, consideramos, é um desserviço aos interesses maiores da Rasa e dos bairros da região e, por extensão, do nosso Município.
Aproveitamos para lembrar que tal atitude – a representação - põe em risco o efeito da paridade, que  não deve ser vista como uma medição de forças entre o poder público e as entidades. É preciso atentar para o fato que toda unanimidade é burra, pois não promover o diálogo e a aceitação de novas idéias é retroagir no tempo: uma tentativa de colocar na balança um só peso e de favorecer uma só tendência. É preciso lembrar que tal atitude teria como efeito um total desequilíbrio democrático.
Lembramos que Meio Ambiente e Democracia são dois temas indissociáveis. Não há como descrever um desses termos sem recorrer ao outro. Do mesmo modo, ainda que tal idéia seja definida somente como objetivo distante, e com base no Art. 225 da Constituição Federal, ‘Todos têm direito a um Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações’, faz-se importante observar que não é tirando a representatividade de tão importante entidade – a Fundação Bem Te Vi – para nosso Bairro, que será preservado o Meio Ambiente. Bem ao contrário, devemos trabalhar as convergências e, sobretudo, respeitar o direito democrático das pessoas que residem no Bairro e que exigem serem respeitadas pela sua escolha, por legítima votação – pois jamais foi outorgada procuração para que essas cinco entidades representassem o Bairro da Rasa.
Mauro César Mello, Mauro ‘Acerola’, agente ambiental e graduando em Gestão Ambiental, da Associação dos Pequenos Produtores Rurais e Moradores de Armação dos Búzios (APPRUMA – Búzios), por e-mail enviado em 21/07/10

Fundação Bem Te Vi – Conselho de Meio Ambiente II
Ao tomarmos conhecimento da representação das cinco entidades que ocupam cadeira no Conselho do Meio Ambiente de Búzios, questionando a representatividade da Fundação Bem-te-vi no Conselho, queremos manifestar o nosso total repúdio a essa atitude. Reconhecemos à Fundação Bem-te-vi como nossa legítima representante da RASA no Conselho do Meio Ambiente, sendo eleita em votação regular e legítima, na qual fui testemunha ocular. Temos assistido os relevantes serviços prestados a toda Rasa e outros bairros pela Fundação Bem-te-vi ao longo de todos esses anos, desde a sua inauguração. Entendemos que a participação da Bem-te-vi no Conselho do Meio Ambiente é extremamente  benéfica, a partir da preservação ambiental da sua própria área. Esta Fundação vai além: a responsabilidade social que lá é enfatizada, a caracteriza como uma entidade cidadã. Preservação ambiental e responsabilidade social se caracterizam por cuidar bem das riquezas naturais e das pessoas, e isto a Bem-te-vi tem feito muito bem. A Fundação Bem-te-vi tornou-se uma grande parceira deste município em diversas áreas, é um absurdo, depois de eleita, cogitar sua exclusão do Conselho do Meio Ambiente, sendo incontestável sua total competência.     O nosso irrestrito apoio a  ermanência da Bem Te Vi no Conselho de Meio Ambiente de Búzios.
Julio Nunes Pereira, da Associação dos Sítios da Amizade, por e-mail enviado em 20/07/10

Praça da Mandrágora
Help! Um lixão na praça da Mandrágora. No dia 01 de julho, fomos limpar a praça com as crianças e quando demos conta que tinha (e tem ainda) muito lixo escondido em um canto da praça. Achamos ridículo jogar lixo na praça em frente de duas pousadas. Será que isso não incomoda a elas? Para nós, moradores, incomoda e para as crianças mais ainda. Eu me pergunto: por que essa praça não ficou bonita? Por que sempre tem um caminhão de fossa na praça? Por que quebraram o meio fio para estacionar os caminhões da Metalmarc? Será que não é uma praça? Você sabe responder? Se você não sabe, eu também não. E agora, o que fazer?
Patrícia Silva, por e-mail
enviado em 20/07/10

Minha rua é uma
vergonha 
Estou sem condições de sair de casa, pois minha rua está sem condições nenhuma de transitar, seja de carro ou a pé. Se entrar ou sair um carro, ele fica atolado no barro vermelho, e a pé corro risco de cair na lama, pois a rua Bentevi, na Marina, está uma vergonha. Gostaria que a prefeitura tomasse providências com a máxima urgência. 
Antonio Carlos Dutra, por e-mail enviado em 18/07/10

Amendoeiras de Geribá II
Aproveitando a oportunidade, nós, moradores do Canto Esquerdo de Geribá, reconhecemos que as obras de urbanização do nosso Canto ficaram muito boas, melhorou e muito quanto à pavimentação, bem como aquela língua negra que já não sai mais na praia. Parabenizamos o Prefeito Mirinho Braga e demais envolvidos na obra pelo feito, mas por outro lado a obra de revitalização com relação ao calçadão achamos que quase tudo está dentro dos conformes, os quiosques, os jardins, enfim, temos a certeza de que tudo que está sendo feito, sem dúvida alguma, é para a melhoria do nosso lugar.
Ao ler a matéria desse conceituado Jornal do dia 14/07/2010, ‘Amendoeiras causam discórdia entre população e prefeitura’, por Sergio Menna Barreto, quando a Sra. Adriana Saad, Secretária do Meio Ambiente do Meio do Município diz que as amendoeiras são nocivas e, ao mesmo tempo a Mestre em Botânica da UFRJ, Profa. Leonora Cardin, em sua explanação como especialista na área, fala que ‘deveria ter sido feito um estudo não só do impacto ambiental, bem como  da questão cultural e histórica’ e em momento algum a respeitada Profa. fala dos danos possíveis que poderiam causar, as amendoeiras, quando da continuidade da obra. Vejam bem, nós, moradores do Canto Esquerdo, sempre convivemos com as árvores e as mesmas nunca nos causaram mal algum, pelo contrário, elas sempre foram a marca do nosso lugar. Quanto às suas raízes - não sou especialista nisto - mas acredito que por terem por volta dos 60 e 70 anos de idade, suas raízes já não crescem mais, ficando assim impossibilitadas de rachar qualquer calçada. Acho até que o bom senso da prefeitura poderia prevalecer adequando as mesmas ao calçadão, como foi feito na Armação, pois as amendoeiras fazem parte do nosso visual há muitos anos, já caracterizaram o lugar. Nada contra as árvores nativas, mas derrubar uma árvore ainda viva? Aposentei-me no Núcleo Estudos de Pesquisa da Universidade Federal Fluminense, onde se desenvolvem pesquisas ligadas a Antropologia e Ciência Política, onde também elaboramos projetos na área de Meio Ambiente, portanto não concordamos, em hipótese alguma, com a derrubada de árvores saudáveis. Embora com alguns anos de idade, elas ainda equilibram o ecossistema e quanto ao progresso e a estética concordamos plenamente, mas a estética do Canto Esquerdo são as amendoeiras que como a Profa. Leonora fala da questão cultural e histórica, essas árvores já fazem parte deste contexto. O que está acontecendo neste Canto por parte de algumas autoridades públicas é o desrespeito à população e à natureza.
Esperamos que a prefeitura tenha o bom senso e deixem as amendoeiras onde estão, pois essa questão não é uma discórdia, mas, sim, o óbvio.
Angela Albrecht, por e-mail enviado em 16/07/10
 

Colaborador: Redação

Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.