Atualizado em 08/07/2010 00:00:00
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Novas disciplinas tendem a estimular os alunos. Na Educação não se subtrai informação, conhecimento. A Educação tende a se completar com o que surge, com a novidade. Na verdade, é um processo de mutação positiva. (Milton Santos)
O resultado apresentado pelo MEC em relação ao Índice de Desenvolvimento na Educação Básica (IDEB) é alarmante. È um dos piores das últimas décadas. Triste é que menores cidades, que poderiam se diferenciar tendo em vista o gordo orçamento e independência na criação da grade curricular dentro do projeto sócio pedagógico estarem em alguns casos pior que as cidades sem um histórico turístico, cultural, dentre outras fontes para desenvolver.
Búzios não conseguiu uma colocação digna de orgulho. Está com a nota 4,5, atrás de municípios como Rio das Flores, Varre e Sai, Aperibé, Italva, Miracema e tantos outros que têm, anualmente, um orçamento mínimo em relação ao nosso. É preocupante, pouco se investiu na Educação.
Em boa parte do Brasil alternativas estão aumentando a presença em salas de aulas, além da busca por novas descobertas na nítida intenção de fundamentar o ensino visando maior participação da sociedade e escola.
È o caso da Cultura Afro, Meio Ambiente, Artes, etc. Disciplinas que estão no cotidiano dos alunos e que de alguma forma rompem o paradigma de uma Educação costumeira, carente de reforma.
A busca pelo novo motiva o ser humano. A grande sacada do contemporâneo é a mistura do que se tem com o que pode se acrescentar, sem perder a essência do ensino, simplesmente dando um tempero didático, sempre trabalhando o programa sócio pedagógico com a interação da comunidade escolar, pais e sociedade.
Esta tem sido a receita do sucesso de muitas cidades como Cajuru, a 360 km de São Paulo, com uma população de 22 mil habitantes e orçamento de R$ 33 milhões investiu na Educação cerca de R$ 12 milhões e conseguiu 8,6, um dos melhores índices no IDEB.
Sabemos que tudo começa pela Educação. A sociedade deveria tê-la como astro rei, assim como a terra tem o sol, mas não é o que acontece.
Promessas políticas deveriam se transformar em ação, mas são só falácias. Salários razoáveis como o nosso não são suficientes sem a reciclagem, sem a crítica. O olhar de cima deveria ser nesse sentido.
Como transformar o cidadão somente com o feijão e arroz? São saborosos, mas o corpo docente e dicente precisa de mistura, de outros elementos.
Neste momento a máscara da vaidade, a politicagem deveria dar lugar a necessidade de se pensar em algo novo. Não podemos ficar como estamos. Seria o momento de um mutirão em prol do melhor para nossos filhos e para nós. A Educação buziana precisa sinalizar para a sociedade e, com certeza, esta responderá.
E possível fazer acontecer!
Anibal, que a força superior esteja com você! Um forte e carinhoso abraço e vá em paz, companheiro!
Colaborador: Abdias Nascimento
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