Atualizado em 03/07/2010 00:00:00
Vereador Felipe Lopes11
Como já comentamos aqui neste espaço logo no início da catástrofe no Haiti, a escravidão infantil tomou forma e ocupa imensos espaços. Algumas famílias adotam crianças órfãs ou não, numa clara intenção de adquirir um Âprestador de serviçosÂ, aproveitando a miséria alheia deste país que, segundo a ONU, perdeu aproximadamente 250 mil pessoas e que tem mais de um milhão de desabrigados. As crianças adotadas se tornam uma espécie de serviçal em tempo integral, e estes, os Ânovos escravocratas infantis se colocam numa posição de ÂsalvadoresÂ. Crianças seminuas circulam pelos acampamentos, e são conhecidos como restÂavec (fique com você), que ficam com os restos, e quando adotados, voltam à condição de escravos. Tornou-se uma questão cultural, agora com um agravante, as sobras. Primeiro são alimentados os homens da casa, depois os filhos e mulheres e se sobrar come o restÂavec, que alimentado ou não, é responsável pela limpeza e afazeres domésticos. Limpam a casa, buscam água na bica, cuidam das outras crianças da casa e por ai vai. Crianças a partir de três a quatro anos são forçadas a trabalharem num país onde a mortandade infantil atingiu o índice de 58,7 para cada mil crianças nascidas. Centros sociais estão sendo criados na tentativa de conter situações como essa, numa triagem e observância mais longínqua da criança adotada, mas ainda é pouco. Para se ter uma ideia, no Brasil, o índice é de 21,86 para cada mil, e o governo tem trabalhado muito para estancar este número, considerado altíssimo. Uma nova condição insiste em continuar no Haiti, arrasado pela miséria e fome, a Âescravidão infantilÂ, fomentado também por aproveitadores que se escondem atrás de bandeiras e origens, mas que não se cansam da tarefa de estabelecer e aumentar seus domínios e dominados numa frenética disputa visando à ocupação de espaço e poder territorial, naquele país sofrido, onde mais uma vez o Imperialismo está de corpo inteiro. Rota escravista Brilhante a iniciativa do professor e vereador Felipe Lopes de oficializar nas atividades culturais, turísticas a ÂRota EscravistaÂ. Esta indicação visa a contribuir com a história de nossa Cidade, pois muitos chegam a este Município e vão embora sem conhecer a rota dos escravos, que integra parte importante da história, cultura e formação do nosso povo. Cabe, agora, prosseguir numa maior interação com a associação de quilombolas da Rasa, pois pode ser criada alguma ação local/pública, visando ao trabalho e à renda daquela comunidade. Em iniciativas como esta, conte conosco vereador, sugerimos, inclusive, que se transformado em lei, seja também estendida aos alunos da rede pública do nosso Município.
Colaborador: Abdias Nascimento
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