Atualizado em 25/06/2010 00:00:00
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As comemorações do bicentenário da Independência que acontecem este ano e a torcida pela forte seleção de futebol nos campos da África do Sul fizeram com que uma onda de fervor patriótico tomasse conta da Argentina. O teatro Colon, ícone das tradições culturais do País vizinho, está flamante e reinaugurado, depois de vários anos fechado e novamente motivo de justo orgulho para todos que valorizam a cultura. Nem o frio intenso dos últimos dias tira o entusiasmo pela atuação dos Messi, Veron, Tevez e outros discípulos de Maradona, que, surpreendente, comporta-se como um senhor em Joanesburgo. Ao lado disso o País sofre com uma inflação crescente, que já anda ao redor de 20 por cento. A gasolina subiu mais de vinte por cento na semana passada e ainda assim é bem mais barata do que a nossa, e ai como aqui a Petrobras anda muda em falar do presente, só do pré-sal futuro. Uma excelente notícia foi a reabertura da ponte internacional que une Gualeguaicgu com Fray Bentos no Uruguai, fechada durante três anos e meio por grupos que protestam contra a empresa de papel, que se instalou no Uruguai, indiscretamente estimulados pelo governo federal e da Província de Entre Rios. Houve pressão internacional e decisão da Corte Internacional da Haia, e, assim, não restou outro caminho ao governo senão pressionar aos manifestantes a mudar de idéia e reabrir o caminho, aumentado para nossos caminhões em mais de trezentos quilômetros. Aqui, como aí, os gastos e a dívida públicos aumentam em números espantosos, além daqui avançar a reestatização de empresas como Correio Argentino, Aerolineas, Austral, Águas Argentinas, Thales, Estaleiros Tandanor e Carvão do Rio Turbio. Agora foi a vez da empresa de gás - Metrogás - que com tarifas congeladas e custos crescentes sofreu intervenção federal. O Ministro de Relações Exteriores demitiu-se depois da brigar por telefone com a Presidente, e foi substituído pelo embaixador em Washington, não de carreira... A racionalidade passa à margem de uma crise na Europa que não para de crescer e nos atinge a todos. Tomara que os governos comecem a ser sério e pensem menos em eleição e manter o poder, e mais no povo, que é quem paga a conta ao final. Resta a nós cidadãos ficar com o circo e torcer pelas seleções.
Colaborador: Márcia Ribeiro
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