Atualizado em 17/06/2010 00:00:00
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A República está na Lei ou no coração e na mente dos homens?
Internacionais pela University of Kent, na Inglaterra - Reino Unido, mestre em Administração Pública pela
University of Southern Califórnia, com especialização em Administração Ambiental, em Los Angeles, Califórnia,
Estados Unidos da América, em 1981/82 Graduado
em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal
de Santa Catarina, em Florianópolis, em 1981
Nelson Mandela foi o último político decente, com visibilidade mundial, do século XX. Passou pelas atrocidades da prepotência colonizadora européia, uniu seu povo, superou diversos obstáculos, inclusive a cela da prisão, elegeu-se presidente da África do Sul e tornou-se líder internacional. Agora, na Copa de Futebol da FIFA, apresenta, pela televisão, seu país ao mundo. Com ele encerra-se um ciclo na atividade política das civilizações.
Aristóteles, em The Politics, escreve: Whenever there is overpopulation, there will be poverty. And the inevitable results of poverty are civil dissension and wrong doing*.
Dois milênios depois, confirmada a tese do sábio de Estagira, estamos vivendo num planeta com sete bilhões de habitantes. Todos ávidos, estimulados pelo mercado, para consumir mais e melhor.
Neste pequeno lapso de dois mil anos, várias teorias, descobertas, e ideologias. Um salto na História do Homem.
Em 1776, Adam Smith diz que as coisas podem ter dois valores: Valor de uso ou valor de troca. A água, por exemplo, tem apenas valor de uso. Enquanto os diamantes têm valor de troca. Não se passaram 250 anos, e já sabemos que a água tem valor de uso e de troca. E que, em breve, será objeto de confronto entre seres humanos.
Em 1789, os chamados iluministas, provam que o Estado é a melhor solução política para a organização da sociedade humana. Um revolucionário francês, pergunta:
A República está na Lei ou no coração e na mente dos homens?
Em 1848, o velho Marx lembra que o mercado não proporcionará a igualdade material entre os cidadãos. E que o capital, como o lucro, tendem à acumulação.
Em 1929, as idéias de Keynes salvam o capitalismo norte americano, através da força do aparato estatal.
Em 1970 a ecologia virou moda. Nos anos 80, ação. Think global, act local ensinaram os verdes.
Em 1989, o Muro de Berlin foi derrubado e com ele as teorias comunistas. O mercado voltou a imperar no cenário econômico mundial. As marcas passaram a ser os ícones dos crédulos: Coca-Cola, Gillette, Nikon, Seiko, Nike, Adidas, Citibank, PanAm, TWA, Chanel, Ferrari, Mercedes-Benz, Nestlé, McDonalds, CBS, BBC, Ford, Rolls Royce, Boeing, Lâncome, Möet & Chandon e etc...
Importante lembrar que pouco antes, em 1986, Olof Palme, membro do Partido Social Democrata e primeiro ministro na Suécia, fez daquele país a sociedade mais igualitária já vista pelos homens. Soube conciliar a economia de mercado com um Estado Social.
No terceiro milênio a economia de mercado se submeterá, por imposição da sociedade humana, aos imperativos ambientais.
Breve, sucedendo a idéia do cartão de crédito - o dinheiro de plástico - experimentaremos o eco - money na chamada Green-Economy.
Como a categoria emprego está em extinção e em profundas transformações, o trabalho necessário à perpetuação da vida, reincorporará o milenar escambo em termos verdes.
A economia, então, voltará a ser subordinada à ecologia, como concebida pelos gregos, e a política, será novamente, a arte mais digna da experiência humana.
A África começa a mostrar o caminho...
Mandiba, Mandiba...
* Toda vez que houver pobreza haverá super população haverá pobreza, e o inevitável resultado da pobreza é discórdia civil e atos equivocados.
Colaborador: Rafael Ramos
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