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Sábado , 23 de Aug 2014

Atualizado em 22/08/2014 00:00:00

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Petrobras simula vazamento de óleo nas praias de Búzios para treinar profissionais da área

O acidente fictício foi na praia Rasa e no Mangue de Pedra, na praia da Gorda. Duas aeronaves e três embarcações percorrem a "área atingida"
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Depois de Editorial do PH cobrando audiências públicas, valor do "estudo", e origem de recursos, projeto de Índio da Costa começa a ser discutido na Cidade

Arquiteto e autoridades alegam que "megaprojeto" de redesenho urbano - conforme anunciado pelo O Globo - é apenas mero estudo, mas não esclarece quanto teria custado, nem a origem dos honorários
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Membros do PDT e do atual governo se unem para combater Felipe Lopes

 Membros do PDT, e do Governo André Granado (PSC), teriam, nesta semana, começado a se articularem para combater o grupo de pessoas ligadas ao vereador Felipe Lopes, grupo este que vem dando apoio na Cidade para a candidatura do Deputado Federal, Eduardo Cunha (PMDB). Quem fez a denuncia foi o próprio vereador Felipe Lopes.

De acordo com um relato, de Lopes, ‘inúmeros membros do grupo do ex-prefeito Mirinho Braga, e do atual prefeito, André Granado se articularam para difundir nas redes sociais, matéria jornalística datada de 2010, na qual o parlamentar é duramente atacado’.

O que poderia ser visto como um simples movimento de adversários políticos, ganha contorno de notícia na medida em que integrantes dos dois grupos políticos antagonistas se unem para abrir fogo contra um terceiro grupo que, supostamente, pode vir a lhes ameaçar a bipartida hegemonia, uma reação tida como ‘normal’ em tempos de campanha.

De acordo com Lopes, fariam parte da ação o senhor Manoel Eduardo da Silva (Marreco), ex-vereador,  coordenador da campanha do deputado Janio Mendes (PDT) a reeleição, e membro da Comissão Executiva Provisória do partido do ex-prefeito,  e o ex diretor de comunicação da Prefeitura de Búzios, Alberto Jordão, investigado pela CPI do Boletim Oficial. Felipe Lopes lembra que Beto Jordão foi apontado pelo Relatório Final da Comissão como um dos responsáveis pela montagem de um esquema que poderia ter facilitado a fraude em diversas licitações ocorridas no município, fato que ainda será submetido a Justiça.

Sobre a inusitada articulação entre um  membro do grupo de Mirinho, com um  membro do grupo de André Granado, Felipe Lopes disse que a mesma é resultado ‘de desespero de quem não tem propostas’. – Terem tido o trabalho de ir pesquisar uma matéria de quatro anos atrás para tentar denegrir a imagem do deputado Eduardo Cunha na nossa Cidade demonstra uma grande falta de propostas políticas de quem partiu para o ataque. Por parte do governo espero isso mesmo, já que eu presidi a CPI que desvendou o maior esquema de fraudes em licitações dos últimos tempos na região. A conclusão do Relatório Final da CPI foi uma grande vitória do povo contra atos de corrupção na administração municipal em Búzios, disse Felipe, completando. - O deputado Eduardo Cunha tem se mostrado um dos maiores parlamentares do Brasil e um grande defensor do Rio de Janeiro. Nada foi comprovado que desabonasse sua conduta de parlamentar.

Sobre a atuação de membros do PDT numa alegada articulação conjunta com o PSC, Felipe preferiu abster-se de tecer qualquer comentário.

Felipe Lopes foi o vereador eleito pelo PDT com o maior numero de votos nas ultimas eleições proporcionais

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Sem "Plano Verão", dentre outras indefinições de ordenamento, Alta Temporada é uma incógnita

 Como que ignorando a proximidade da Alta Temporada, a prefeitura de Búzios, até o momento, não manifestou a existência de estudos que apontem um verão mais bem planejado para a temporada 2014/2015, repetindo o mesmo procedimento do ano passado quando tudo acabou ficando para última hora.

Situações que exigem atenção de órgãos públicos continuam sem solução a vista, como é o caso do credenciamento e controle do número de ambulantes nas praias, e um plano de ordenamento para a praia da Ferradura, que, mesmo sem os quiosques, continua ostentando diversas atividades comerciais em diversos pontos de sua faixa de areia, em situação aparentemente irregular.

Embora solucionada, em parte, a secretaria do Meio Ambiente e da Pesca respondeu aos apelos do comercio local – externados numa sequencia de matérias publicadas com exclusividade pelo Jornal Primeira Hora – e solicitou ao INEA a dispensa do uso de monoboias de atracação para a próxima temporada de cruzeiros náuticos. Apesar disto nem tudo será um mar de rosas nos mares de Búzios, visto que problemas relacionados com a operação turística das escunas, embora discutido com a categoria, pouco avançou. O setor, como informam diversos operadores, continua sem regras claras quanto a venda de passagens para passeios náuticos, além de sofrer com a atuação de embarcações ‘piratas’ que continuam a atuar, sobremaneira nos feriados e finais de semana com sol.

Outro ponto que se acentua na proximidade do verão é o intenso trafego que transforma as ruas da Cidade num verdadeiro jogo de ‘anda e para’; muitas vezes mais ‘para’, do que anda. Na temporada passada o departamento de trânsito da secretaria de Ordem Pública até que criou alternativas de escoamento de veículos leves por vias secundárias de alguns bairros da Cidade, mas faltou informação aos moradores, e turistas que muitas vezes não coseguiam ‘se livrar’ dos verdadeiros labirintos de rotas criados pela Prefeitura, complicando mais ainda o trânsito em bairros como Geribá, e João Fernandes. O esquema montado em 2013/2014 acabou mudando a vida e a rotina de muitos moradores, já que suas ruas – anteriormente pacatas - passaram a integrar rotas de escoamento de trânsito, sem que ninguém fosse avisado. 

Questões relativas ao estacionamento de veículos em áreas centrais da Cidade são um problema a parte, e velho conhecido demoradores e turistas. Desde janeiro de 2012, quando a atual administração resolveu rescindir o contrato com uma firma que explorava as vagas disponíveis, por entender que o mesmo era lesivo ao município, pouco foi feito para criar uma opção de estacionamento nas áreas mais procuradas. Como efeito foi observada a volta dos flanelinhas, cuja atividade, embora inibida por agentes públicos, continuou a existir em determinados locais da Cidade, como ruas do Centro após um determinado horário e praias, notadamente João Fernandes e Ferradura. 

Moradores, comerciantes, e turistas aguardam algum tipo de atitude das autoridades para que, neste ano, esse tipo de pratica não ocorra, como relata o comerciante Carlos Medeiros.

- Estou no Centro a cinco anos trabalhando no comércio local e posso verificar que nos fins de semana o número de pessoas que tomam conta de carros aumenta. Mesmo em alguns momentos a Policia Militar entrando em ação, eles voltam em seguida ficando a espreita, na espera de algum motorista que queira estacionar. A abordagem é feita de forma a se confundir com uma espécie de imposição aos turistas, cobrando valores elevados, e, em alguns casos ameaçando aqueles que não queiram ‘contribuir’.

 

De 5º, para o 12º Destino mais procurado por turistas internacionais no Brasil e as demissões do comércio local

 

Outro problema de grande dimensão e que assusta comerciantes de lojas e pousadas é que sem ações estruturantes que ajudem a alavancar o Turismo, as perspectivas são de continuo empobrecimento no fluxo de turistas na Cidade. A queda no ranking das mais procuradas, de acordo com dados revelados por um respeitado site de reservas em hotéis, reflete um somatório de problemas que vêm corroendo os encantos do destino turístico, há vários anos. Estabelecimentos fechados, e um gradual aumento na procura pelo Seguro Desemprego, direito assegurado para aqueles trabalhadores que perderam seus empregos recentemente, são o lado mais visível do problema. Prova disto é o crescente movimento verificado na sede da secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, (localizada na Praça Santos Dumont), mais especificamente num espaço vinculado ao Ministério do Trabalho destinado a receber solicitações deste tipo.

-Mesmo quando o sistema está funcionando e a fila está andando se percebe que o número de desempregados cresceu na Cidade. Conversei com conhecidos que estavam na fila e é sempre a mesma conversa. Pousadas e lojas estão demitindo devido ao fraco movimento na Cidade -  disse Rosiclea Nunes Santos, que foi demitida recentemente de um restaurante local e estava na fila do Seguro Desemprego. No meio a tantas incertezas e carências estruturais, o município segue aos trancos e barrancos rumo a mais um verão que se anuncia, ao mesmo tempo caótico, e com resultados aquém dos obtidos em outras temporadas por comerciantes e empresários locais.

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Cem Braças: o jeito é ir "remendando"

 Enquanto não é efetivada uma ação da prefeitura séria, onde o problema de saneamento seja definitivamente resolvido no Bairro de Cem Braças, o jeito é ir ‘remendando’ na medida em que os problemas vão acontecendo.

A secretaria de Serviços Públicos vai se virando, ‘remendando’ o que pode, como é o caso da passagem de esgoto localizada na esquina da Praça José Paraíba. Na edição nº1569, o PH já noticiava outro ‘remendo’ feito no mesmo local pela prefeitura. Aquele local inclusive é uma das passagens mais complexas em termos de tubulação do bairro, pois, além de receber tubulações de pontos diversos, direciona para o ‘valão’ da Rua do Canto, onde daquele espaço é encaminhando para a bomba de sucção que despeja na praia de Manguinhos. Na manhã de quarta-feira (20), a rede novamente apresentou sinais de saturação, fazendo com que emergisse esgoto na rua.

Numa reunião promovida pela Associação de Moradores e Amigos de Cem Braças (AMACEB), na Escola José Pereira, no dia 08 de julho, embora adiada de 17h00 para às 19h00 para que desse tempo de contar com a presença do prefeito Dr. André; que não compareceu, foi afirmado pelo engenheiro Paulo Abranches que já em agosto seria iniciado algum tipo de ação da prefeitura visando solucionar problemas imediatos no bairro, ainda não aconteceu embora o mês de agosto já esteja chegando ao fim, conforme publicado no PH na edição nº1577. É bom lembrar que o anúncio feito, veio exatamente visando tranquilizar a população e os presentes na referida reunião em função da tragédia ocorrida no bairro em meados de dezembro de 2013 onde dezenas de moradores ficaram desabrigados e diversas casas alagadas devido às chuvas.

Quanto às medidas na questão estruturante, o engenheiro foi mais cauteloso e alegou que requer estudos, mas que em outubro já estariam começando, embora nenhuma movimentação fosse vista no bairro para que isso aconteça até a presente data. (GB)

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Após a demolição de casas, surge outra preocupação nos Ossos

 Em 2009, mais precisamente em 18 de fevereiro, o PH alertava sobre o ‘risco de desabamento que assusta moradores’ na encosta dos Ossos devido à construção de três casas num local com possibilidade de fratura interna do solo por motivo de desmatamento do proprietário do local, sem acompanhamento técnico. Vale lembrar que já em 2006, logo depois de expedido a licença para a construção, já era motivo de matéria no PH.

Recentemente moradores perceberam que o risco tinha aumentando gravemente e a Defesa Civil constatou que a demolição era necessária. Após a demolição, várias lojas que se encontravam abaixo do local onde foram construídas as casas fecharam para que se efetivasse o trabalho, e, assim permanecem até os dias atuais.

Comerciantes foram informados que poderiam, em questão de dias, voltar ao local. Entretanto já se passou um mês da demolição e ninguém conseguiu retornar por falta de autorização da prefeitura. Os empresários acumulam prejuízos, pois continuam pagando  funcionários, impostos, energia, água, e não conseguem abrir seus comércios por falta de um ‘Laudo’ como informa a Defesa Civil.

Segundo informações, aproximadamente 70 pessoas trabalhavam nas lojas interditadas.

Uma comerciante do local que tem quatro funcionários e está desesperada sem retorno algum da prefeitura, disse que já está pensando em fechar definitivamente seu comércio e buscar outra fonte de sustento, pois não está conseguindo saudar seus compromissos.

O proprietário da Rayanne Artesanatos, mais conhecido como ‘Seu Setubal’ alegou a reportagem do PH que tem seis funcionários e tantas outras despesas e não consegue autorização para retornar ao trabalho.

-Quando vou a Defesa Civil do município eles falam que temos que aguardar o Laudo, mas até quando? Indaga o comerciante. ‘Não dão uma data e ficamos sem saber o que fazer. Quem é proprietário de loja aqui, não tá recebendo aluguel, pois quem as locou não tem como pagar e isso vai acumulando e gerando mais dívidas - disse desorientado o comerciante.

A Defesa Civil de Búzios foi procurada pelo PH e informou que a interdição aconteceu no dia 14 de julho desse ano e uma semana depois a demolição. Atualmente acontece o estudo do solo feito por uma empresa particular e que infelizmente não tem previsão de quando ficará pronto para que as lojas próximas ao local sejam liberadas, sem oferecer novos riscos à populaçãoR

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