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Sábado , 31 de Jan 2015

Atualizado em 30/01/2015 00:00:00

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Na mesma semana em que anuncia medidas de contenção de despesas, Governo de Búzios contrata firma de publicidade por R$ 2, 5 milhões e emprega mais pessoal
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MP começa a ouvir testemunhas da CPI do BO

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Aqui tem farmácia popular

Visando resolver as constantes carências de medicamentos que deveriam ser disponibilizados pelas prefeituras, o governo federal implementou um plano  de apoio em parceria com a iniciativa privada para a distribuição de medicamentos gratuitos. Mas em Búzios, nem a famosa ‘farmácia popular’ da prefeitura, onde esses remédios poderiam ser distribuídos com maior visibilidade para a população, existe. No balcão onde funciona a farmácia da Policlínica é comum faltar medicamentos para hipertensão, diabetes, colesterol, herpes e outros males, que segundo a Lei, devem ser distribuídos gratuitamente à população quando acompanhado de receituário médico.

Há aproximadamente quatro meses, e depois de percorrer um longo caminho burocrático junto ao governo federal, a ‘Drogaria Max’, localizada próximo ao restaurante Cilico’s, conseguiu se cadastrar no programa ‘Aqui tem farmácia popular’, e já distribui remédios cadastrados no Ministério da Saúde gratuitamente a população quando acompanhados do receituário médico. É a única em Búzios que participa desse programa de distribuição.

Medicamentos que são consumidos pela população e que por ventura o consumidor não tenha o receituário médico, mas que sejam de uso regular, têm a venda permitida sem receituário por Lei, e também podem ser adquiridos na Drogaria Max com desconto de até 90%, como os medicamentos para Mal de Parkinson, renite, anticoncepcionais e até fraldas geriátricas.

- Pouca gente sabe que ao comparar medicamentos que custam mais de R$200,00 podem recorrer a um cadastro através do 0800 do laboratório que fabrica o remédio receitado, e assim conseguir descontos de até 40%. São programas de desconto firmados diretamente com os laboratórios e qualquer pessoa pode usar, - informou a farmacêutica responsável da Drogaria Max, Layla de Oliveira Rangel, que pretende com sua visão social buscar outros mecanismos que possam diminuir ainda mais os custos dos medicamentos receitados a população buziana.

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"Só Deus me tira daqui" - Pastor Luciano Amorim

O pastor Luciano Amorim, ex titular da Igreja Metodista Central, chegou a Búzios há onze anos. Com formação na Univers‘Só Deus me tira daqui’ - Pastor  Luciano Amorim

O pastor Luciano Amorim, ex titular da Igreja Metodista Central, chegou a Búzios há onze anos. Com formação na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), reuniu experiência suficiente para ser pastor Titular da igreja Metodista de Santos (litoral de SP), Volta Redonda (RJ), Rio de Janeiro, Armação dos Búzios (onde ficou por dez anos) e Niterói. Pós - Graduado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e com especialização na Universidade da Carolina do Sul-EUA, Amorim falou esta semana, com exclusividade, ao Jornal Primeira Hora sobre acusações lançadas contra o seu nome, vindas de pessoas ligadas a um veículo de mídia local. 

Durante a conversa lembrou que quando chegou a Búzios, encontrou uma comunidade de fieis composta por cerca de duzentos membros - quando deixou a titularidade da igreja este numero chegava a 1.300 - e um histórico de alternância de pastores que fazia com que a permanência máxima destes a frente da congregação não ultrapassasse dois anos. Exceção teria sido a passagem do pastor Itamar - a quem Amorim sucedeu - que esteve em Búzios por dois períodos, não contínuos, de dois anos cada.
Pelos depoimentos de alguns fieis, ouvidos pelo PH, seu trabalho a frente da Metodista Central, poderia ser resumido a um incansável esforço para o crescimento da comunidade evangélica na Cidade, com destaque para as melhorias implementadas das instalações do prédio principal, localizado no ‘coração’ do Centro, o que não o impossibilitou de emprestar sua capacidade administrativa para que as congregações, a Igreja Metodista do Pórtico, atualmente emancipada, dos Ossos, e da Rasa, pudessem também se beneficiar de melhorias. Historicamente a Igreja Metodista de Manguinhos, bem como a da Baía Formosa, responde diretamente a Metodista Regional Distrital, em Cabo Frio, instancia anterior a administração central que fica na Cidade do Rio de Janeiro.
Ao ser transferido no final do ano retrasado (dezembro de 2013) para a mais antiga igreja Metodista de Niterói, pastor Luciano foi incumbido de reascender as atividades naquela unidade, além de ganhar nova função na cúpula dirigente da Igreja, onde passava a ser também Superintendente  Distrital (SD), posição de destaque entre os demais pastores.
Na esteira deste histórico de realizações, veio o reconhecimento dos bons trabalhos executados a frente da Metodista Central de Búzios; não obstante a isso, Luciano viu se formar durante a sua ausência na Cidade um movimento que tentou manchar a sua imagem junto a comunidade local, a direção da Metodista, e seu bispado.
Para ele, não foi surpresa os recentes ataques desferidos por um veículo de imprensa local, aos quais classifica como sendo resultado de apurações mal feitas, e pouco sérias, a respeito do seu trabalho.                            
- Sempre convivi com isso sem nenhuma dificuldade, até mesmo pelo perfil do tablóide que me critica e fala mal de mim. Mas nos últimos anos isso se agravou. Com a minha ida para a Metodista de Niterói em 2014, pessoas que não tinham, e não tem a coragem de expressar seus pensamentos sobre mim, acabaram extrapolando, com certeza por acharem que eu não voltaria mais’, disse Luciano ao PH. Pelo visto estas pessoas estavam erradas, pois o pastor Luciano está de volta a Búzios trazendo na bagagem uma nova e renovada Proposta de Vida.

Leia a seguir a entrevista.

PH – Nos últimos anos o senhor se tornou alvo de duras críticas de um  tablóide local. Qual a sua explicação para isso?  
– Na verdade essas críticas começaram há dez anos, logo nos primeiros meses em que assumi a igreja Metodista Central de Búzios como pastor titular, e sempre convivi com isso sem nenhuma dificuldade, até mesmo pelo perfil do tablóide que me critica e fala mal de mim. Mas nos últimos anos isso se agravou. Com a minha ida para a Metodista de Niterói em 2014, pessoas que não tinham e não têm a coragem de expressar seus pensamentos sobre mim, acabaram extrapolando, com certeza por acharem que eu não voltaria mais. Diante dos últimos acontecimentos mundiais, onde a liberdade de expressão da imprensa foi tremendamente abalada pelo fundamentalismo religioso e pelo terrorismo, quero deixar claro que embora sendo religioso, sou totalmente a favor da liberdade de imprensa, mesmo que as vezes ela não tenha nenhum critério em suas publicações, dando voz a pessoas insanas e perturbadas espiritualmente, mesmo que publiquem mentiras, falsas denúncias, emails fakes, tentando destruir a imagem pública de alguém, carregando pré-conceitos, sofismas e meias verdades. Mesmo que essa imprensa as vezes seja tão desleal, continuo acreditando que todos devem ser livres para se expressar. Daí o sucesso das redes sociais que democratizou a opinião pública.

PH – É verdade que a maioria das críticas têm razões políticas?
– Com certeza. Sempre procurei manter, como pastor, uma neutralidade no púlpito da igreja. Mas como cidadão, na minha vida social, eu sempre tive e tenho a minha posição política, buscando compartilhar os meus ideais e preferências com as pessoas que me cercam. Inclusive me levantei contra grupos políticos dos quais discordo, exercendo o meu direito de querer o melhor para esta Cidade, o que desagradou, e desagrada, muita gente. Na última eleição municipal, o fato de eu estar apoiando algumas pessoas que eram membros da igreja, mesmo que esse apoio se manifestasse fora das minhas atividades, resultou em muita insatisfação e críticas. Qualquer membro da Metodista Central que me acompanhou nesses dez anos sabe que existem grupos políticos na Cidade que me perseguem, e, que alguns que militam na política me detestam. Durante esse período eu tive uma liderança que caminhou afinada comigo e com os meus pensamentos, mas com a minha ida para Niterói, os que divergiam de mim tiveram a oportunidade de entrar. Não vou citar nomes por uma questão de ética, mas são pessoas totalmente envolvidas com a política em Búzios.

PH – Por que a perseguição continua?
– Já há algum tempo tenho sido vítima de publicações preconceituosas e algumas que beiram a insanidade e a maldade humana. Denúncias essas sem cara, sem nome, sem identidade. Não sou de ficar me defendendo, ou utilizando as redes sociais, principalmente quando essas notícias em nada me ferem, ao contrário, me fortalecem como ser humano. Eu as encaro como uma chance para o aperfeiçoamento da minha maneira de ser.
Minha religião ensina que somos justificados por Cristo Jesus e que o amor é a base para se manter a paz no coração. Se eu fosse viver do que os outros acham de mim, sejam elogios ou críticas, estaria perdido, pois a Terra não seria um lugar apropriado para nenhum ser humano, que por sua natureza pecaminosa faz juízos equivocados do seu semelhante. Vou dar um exemplo: quando vim votar em Búzios no segundo turno das eleições presidenciais, vim com uma camisa vermelha. Para minha surpresa, naquela semana, saiu uma nota maliciosa nesse mesmo tabloide dizendo que pelo fato de eu estar vestido de vermelho, eu seria um petista. Junto com a foto, uma nota questionando; ‘como um petista poderia ser tão elitista?’.  Alguém que se preocupa em publicar uma foto e uma nota sobre a cor da roupa que uso para votar deve me considerar uma celebridade. Percebi que ainda incomodava, apesar de estar em Niterói. 

PH – Esses ataques tiveram alguma influência na sua recente saída da Igreja Metodista?
– De maneira nenhuma. O meu desligamento da Igreja Metodista se deu por conta da minha insatisfação com a instituição Metodista, e com o seu modo de administrar as igrejas. Sempre fui contra a questão da itinerância, que muda os pastores de cidade de tempos em tempos. Somado a isso veio o convite de outra instituição religiosa que recebi nesse período, e que alegrou muito o meu coração. Outro ponto é que não aceitei o processo eclesiástico que a igreja Metodista moveu contra mim, por conta da ingerência de membros, uma possibilidade na estrutura da Metodista.  Enfim, decidi sair debaixo de muita paz e muito diálogo. Me desliguei da Metodista Central de Niterói, onde pastoreei durante todo o ano passado, e voltei para Búzios para dar continuidade aos meus sonhos e projetos como pastor. Agora sem o fantasma de ser transferido, só Deus me tira daqui.     
        
PH - A nova liderança da igreja Metodista Central também tem criticado a sua forma de dirigir a igreja. O senhor sabe o porquê?
- O que tenho em meu favor durante os dez anos em que fui pastor na Igreja Metodista Central de Búzios são os meus frutos. A Bíblia é clara em afirmar que uma boa árvore se conhece pelos seus frutos. E ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto. É só olhar o que éramos há dez anos e o que a Igreja é hoje para tirar as conclusões.
É claro que uma liderança, seja em qualquer lugar, não pode atender aos anseios de todos, e isso cria insatisfação em quem tem seus anseios frustrados, ainda mais quando os interesses políticos são diversos. O que é de se estranhar, é que a liderança que me sucedeu até agora não apresentou nenhuma proposta de melhorias ou plano estratégico para a igreja, para a juventude da Cidade, muito pelo contrário, o que se tentou neste último ano foi desfazer o trabalho por mim realizado, buscando de todas as formas achar erros, seja de qual natureza, para me expor.

PH – Que erros seriam esses?
- O erro que encontraram não foi de desvio de caráter e nem de moralidade, mas sim um erro contábil. De fato a igreja locou para as Lojas Americanas um espaço para que eles instalassem um gerador. O valor acordado foi de R$ 6 mil por mês em virtude de um problema que eles tiveram com a Ampla. O dinheiro recebido pela tesoureira da igreja foi destinado a pagamentos de rescisão contratual com os funcionários e fornecedores do extinto Restaurante Manah, que no mesmo período estava em processo de fechamento, tendo em vista a minha transferência para Niterói no final de 2013 (lembrando que o Restaurante funcionava nas dependências da igreja, era da Igreja, mas tinha uma razão social diferente). Essa simples operação deveria ser registrada em Ata e notificada ao Conselho da igreja, mas em virtude da minha saída e das constantes viagens deixamos para fazer isso no final do ano com toda liderança. Só que a reunião não aconteceu. A nova liderança assumiu e questionou o procedimento através do atual administrador, um ex-funcionário da igreja empossado pelo meu sucessor. Essa nova administração, por picuinha e revanchismo, abriu um processo eclesiástico contra mim, e do qual discordei. Tentei resolver diretamente com a igreja Metodista Central de Búzios, mas a liderança atual não permitiu.

PH – Quais os seus planos futuros para Búzios?
- Como eu já andava insatisfeito com a instituição em virtude da minha transferência para outra cidade, pacificamente, cordialmente, depois de algumas conversas com o bispo, resolvi aceitar o convite de outra Instituição denominada ‘Projeto Vida’, e retornar a Cidade. Afinal de contas eu amo Búzios, minha vida está aqui. E sei que muitas pessoas daqui também me amam. Se alguém tem dúvida a respeito do meu patrimônio, não terei problema nenhum em mostrar minha declaração do Imposto de Renda. Tudo o que tenho é compatível com os meus ganhos: tudo esta declarado, graças a Deus.
Aproveito este espaço cedido gentilmente pelo jornal Primeira Hora para fazer um apelo as pessoas de bom senso: Vamos cuidar dos nossos jovens, eles estão se perdendo pelas drogas, sem falar na criminalidade que de perto nos rodeia. Não existe trabalho de re socializacão mais eficaz do que o da igreja evangélica, com respeito a todas as religiões. Vamos sonhar com essa cidade tão maravilhosa e especial. Vamos fazer de Búzios o melhor lugar do planeta, sem ódio, sem raiva, sem revanchismo. Vamos amar. Eu tenho certeza que Deus tem um Projeto para as nossas vidas!idade Metodista de São Paulo (UMSP), reuniu experiência suficiente para ser pastor Titular da igreja Metodista de Santos (litoral de SP), Volta Redonda (RJ), Rio de Janeiro, Armação dos Búzios (onde ficou por dez anos) e Niterói. Pós - Graduado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e com especialização na Universidade da Carolina do Sul-EUA, Amorim falou esta semana, com exclusividade, ao Jornal Primeira Hora sobre acusações lançadas contra o seu nome, vindas de pessoas ligadas a um veículo de mídia local. 

 

Durante a conversa lembrou que quando chegou a Búzios, encontrou uma comunidade de fieis composta por cerca de duzentos membros - quando deixou a titularidade da igreja este numero chegava a 1.300 - e um histórico de alternância de pastores que fazia com que a permanência máxima destes a frente da congregação não ultrapassasse dois anos. Exceção teria sido a passagem do pastor Itamar - a quem Amorim sucedeu - que esteve em Búzios por dois períodos, não contínuos, de dois anos cada.

Pelos depoimentos de alguns fieis, ouvidos pelo PH, seu trabalho a frente da Metodista Central, poderia ser resumido a um incansável esforço para o crescimento da comunidade evangélica na Cidade, com destaque para as melhorias implementadas das instalações do prédio principal, localizado no ‘coração’ do Centro, o que não o impossibilitou de emprestar sua capacidade administrativa para que as congregações, dos Ossos, e do alto Cruzeiro da Rasa, pudessem também se beneficiar de melhorias. Historicamente a Igreja Metodista de Manguinhos, bem como a da Baía Formosa, responde diretamente a Metodista Regional Distrital, em Cabo Frio, instancia anterior a administração central que fica na Cidade do Rio de Janeiro.

Ao ser transferido no final do ano retrasado (dezembro de 2013) para a mais antiga igreja Metodista de Niterói, pastor Luciano foi incumbido de reascender as atividades naquela unidade, além de ganhar nova função na cúpula dirigente da Igreja, onde passava a ser também Superintendente  Distrital (SD), posição de destaque entre os demais pastores.

Na esteira deste histórico de realizações, veio o reconhecimento dos bons trabalhos executados a frente da Metodista Central de Búzios; não obstante a isso, Luciano viu se formar durante a sua ausência na Cidade um movimento que tentou manchar a sua imagem junto a comunidade local, a direção da Metodista, e seu bispado.

Para ele, não foi surpresa os recentes ataques desferidos por um veículo de imprensa local, aos quais classifica como sendo resultado de apurações mal feitas, e pouco sérias, a respeito do seu trabalho.                            

- Sempre convivi com isso sem nenhuma dificuldade, até mesmo pelo perfil do tablóide que me critica e fala mal de mim. Mas nos últimos anos isso se agravou. Com a minha ida para a Metodista de Niterói em 2014, pessoas que não tinham, e não tem a coragem de expressar seus pensamentos sobre mim, acabaram extrapolando, com certeza por acharem que eu não voltaria mais’, disse Luciano ao PH. Pelo visto estas pessoas estavam erradas, pois o pastor Luciano está de volta a Búzios trazendo na bagagem uma nova e renovada Proposta de Vida.

 

Leia a seguir a entrevista.

 

PH – Nos últimos anos o senhor se tornou alvo de duras críticas de um  tablóide local. Qual a sua explicação para isso?  

– Na verdade essas críticas começaram há dez anos, logo nos primeiros meses em que assumi a igreja Metodista Central de Búzios como pastor titular, e sempre convivi com isso sem nenhuma dificuldade, até mesmo pelo perfil do tablóide que me critica e fala mal de mim. Mas nos últimos anos isso se agravou. Com a minha ida para a Metodista de Niterói em 2014, pessoas que não tinham e não têm a coragem de expressar seus pensamentos sobre mim, acabaram extrapolando, com certeza por acharem que eu não voltaria mais. Diante dos últimos acontecimentos mundiais, onde a liberdade de expressão da imprensa foi tremendamente abalada pelo fundamentalismo religioso e pelo terrorismo, quero deixar claro que embora sendo religioso, sou totalmente a favor da liberdade de imprensa, mesmo que as vezes ela não tenha nenhum critério em suas publicações, dando voz a pessoas insanas e perturbadas espiritualmente, mesmo que publiquem mentiras, falsas denúncias, emails fakes, tentando destruir a imagem pública de alguém, carregando pré-conceitos, sofismas e meias verdades. Mesmo que essa imprensa as vezes seja tão desleal, continuo acreditando que todos devem ser livres para se expressar. Daí o sucesso das redes sociais que democratizou a opinião pública.

 

PH – É verdade que a maioria das críticas têm razões políticas?

– Com certeza. Sempre procurei manter, como pastor, uma neutralidade no púlpito da igreja. Mas como cidadão, na minha vida social, eu sempre tive e tenho a minha posição política, buscando compartilhar os meus ideais e preferências com as pessoas que me cercam. Inclusive me levantei contra grupos políticos dos quais discordo, exercendo o meu direito de querer o melhor para esta Cidade, o que desagradou, e desagrada, muita gente. Na última eleição municipal, o fato de eu estar apoiando algumas pessoas que eram membros da igreja, mesmo que esse apoio se manifestasse fora das minhas atividades, resultou em muita insatisfação e críticas. Qualquer membro da Metodista Central que me acompanhou nesses dez anos sabe que existem grupos políticos na Cidade que me perseguem, e, que alguns que militam na política me detestam. Durante esse período eu tive uma liderança que caminhou afinada comigo e com os meus pensamentos, mas com a minha ida para Niterói, os que divergiam de mim tiveram a oportunidade de entrar. Não vou citar nomes por uma questão de ética, mas são pessoas totalmente envolvidas com a política em Búzios.

 

PH – Por que a perseguição continua?

– Já há algum tempo tenho sido vítima de publicações preconceituosas e algumas que beiram a insanidade e a maldade humana. Denúncias essas sem cara, sem nome, sem identidade. Não sou de ficar me defendendo, ou utilizando as redes sociais, principalmente quando essas notícias em nada me ferem, ao contrário, me fortalecem como ser humano. Eu as encaro como uma chance para o aperfeiçoamento da minha maneira de ser.

Minha religião ensina que somos justificados por Cristo Jesus e que o amor é a base para se manter a paz no coração. Se eu fosse viver do que os outros acham de mim, sejam elogios ou críticas, estaria perdido, pois a Terra não seria um lugar apropriado para nenhum ser humano, que por sua natureza pecaminosa faz juízos equivocados do seu semelhante. Vou dar um exemplo: quando vim votar em Búzios no segundo turno das eleições presidenciais, vim com uma camisa vermelha. Para minha surpresa, naquela semana, saiu uma nota maliciosa nesse mesmo tabloide dizendo que pelo fato de eu estar vestido de vermelho, eu seria um petista. Junto com a foto, uma nota questionando; ‘como um petista poderia ser tão elitista?’.  Alguém que se preocupa em publicar uma foto e uma nota sobre a cor da roupa que uso para votar deve me considerar uma celebridade. Percebi que ainda incomodava, apesar de estar em Niterói. 

 

PH – Esses ataques tiveram alguma influência na sua recente saída da Igreja Metodista?

– De maneira nenhuma. O meu desligamento da Igreja Metodista se deu por conta da minha insatisfação com a instituição Metodista, e com o seu modo de administrar as igrejas. Sempre fui contra a questão da itinerância, que muda os pastores de cidade de tempos em tempos. Somado a isso veio o convite de outra instituição religiosa que recebi nesse período, e que alegrou muito o meu coração. Outro ponto é que não aceitei o processo eclesiástico que a igreja Metodista moveu contra mim, por conta da ingerência de membros, uma possibilidade na estrutura da Metodista.  Enfim, decidi sair debaixo de muita paz e muito diálogo. Me desliguei da Metodista Central de Niterói, onde pastoreei durante todo o ano passado, e voltei para Búzios para dar continuidade aos meus sonhos e projetos como pastor. Agora sem o fantasma de ser transferido, só Deus me tira daqui.      

        

PH - A nova liderança da igreja Metodista Central também tem criticado a sua forma de dirigir a igreja. O senhor sabe o porquê?

- O que tenho em meu favor durante os dez anos em que fui pastor na Igreja Metodista Central de Búzios são os meus frutos. A Bíblia é clara em afirmar que uma boa árvore se conhece pelos seus frutos. E ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto. É só olhar o que éramos há dez anos e o que a Igreja é hoje para tirar as conclusões.

É claro que uma liderança, seja em qualquer lugar, não pode atender aos anseios de todos, e isso cria insatisfação em quem tem seus anseios frustrados, ainda mais quando os interesses políticos são diversos. O que é de se estranhar, é que a liderança que me sucedeu até agora não apresentou nenhuma proposta de melhorias ou plano estratégico para a igreja, para a juventude da Cidade, muito pelo contrário, o que se tentou neste último ano foi desfazer o trabalho por mim realizado, buscando de todas as formas achar erros, seja de qual natureza, para me expor.

 

PH – Que erros seriam esses?

- O erro que encontraram não foi de desvio de caráter e nem de moralidade, mas sim um erro contábil. De fato a igreja locou para as Lojas Americanas um espaço para que eles instalassem um gerador. O valor acordado foi de R$ 6 mil por mês em virtude de um problema que eles tiveram com a Ampla. O dinheiro recebido pela tesoureira da igreja foi destinado a pagamentos de rescisão contratual com os funcionários e fornecedores do extinto Restaurante Manah, que no mesmo período estava em processo de fechamento, tendo em vista a minha transferência para Niterói no final de 2013 (lembrando que o Restaurante funcionava nas dependências da igreja, era da Igreja, mas tinha uma razão social diferente). Essa simples operação deveria ser registrada em Ata e notificada ao Conselho da igreja, mas em virtude da minha saída e das constantes viagens deixamos para fazer isso no final do ano com toda liderança. Só que a reunião não aconteceu. A nova liderança assumiu e questionou o procedimento através do atual administrador, um ex-funcionário da igreja empossado pelo meu sucessor. Essa nova administração, por picuinha e revanchismo, abriu um processo eclesiástico contra mim, e do qual discordei. Tentei resolver diretamente com a igreja Metodista Central de Búzios, mas a liderança atual não permitiu.

 

PH – Quais os seus planos futuros para Búzios?

- Como eu já andava insatisfeito com a instituição em virtude da minha transferência para outra cidade, pacificamente, cordialmente, depois de algumas conversas com o bispo, resolvi aceitar o convite de outra Instituição denominada ‘Projeto Vida’, e retornar a Cidade. Afinal de contas eu amo Búzios, minha vida está aqui. E sei que muitas pessoas daqui também me amam. Se alguém tem dúvida a respeito do meu patrimônio, não terei problema nenhum em mostrar minha declaração do Imposto de Renda. Tudo o que tenho é compatível com os meus ganhos: tudo esta declarado, graças a Deus.

Aproveito este espaço cedido gentilmente pelo jornal Primeira Hora para fazer um apelo as pessoas de bom senso: Vamos cuidar dos nossos jovens, eles estão se perdendo pelas drogas, sem falar na criminalidade que de perto nos rodeia. Não existe trabalho de re socializacão mais eficaz do que o da igreja evangélica, com respeito a todas as religiões. Vamos sonhar com essa cidade tão maravilhosa e especial. Vamos fazer de Búzios o melhor lugar do planeta, sem ódio, sem raiva, sem revanchismo. Vamos amar. Eu tenho certeza que Deus tem um Projeto para as nossas vidas!

 

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