Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Terça-feira , 22 de May 2012

Atualizado em 19/05/2012 00:00:00

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Projeto Óleo Bom busca parceiros para fábrica de sabão


O Projeto Óleo Bom, que teve inicio em 2007, vem se mostrado atuante não só em Búzios, como também em cidades vizinhas. Recentemente, seus coordenadores, Elias Mariano Machado e Genildo Neves, fecharam uma parceria com a prefeitura de Cabo Frio para o VI Festival do Marisco, que ocorreu em abril; lá entregou a todos os participantes recipientes próprios para acondicionamento do óleo usado na confecção dos pratos fritos, maioria no cardápio das barracas que participaram do evento. Ao final,  foram recolhidos 300 litros de óleo usado que foram encaminhados para tratamento e utilização na produção de biodiesel e sabão, gerando trabalho e renda.

Armadilha ambiental e prevenção nas escolas

O óleo jogado no lixo ou no ralo da pia entope o encanamento, impermeabiliza fossas sépticas, contamina rios e lençóis freáticos, colocando em risco a vida aquática e comprometendo a alimentação humana. Pesquisas informam que um litro de óleo jogado fora de forma indiscriminada contamina, aproximadamente, um milhão de litros de água.
O projeto continua com a sua atuação na Cidade, principalmente na área da Educação, e em recolhimento de óleo no comércio local, segundo o coordenador Genildo Lima.
- Continuamos com a parceria nas escolas de Búzios, informando e conscientizando os alunos da importância do aproveitamento do óleo usado. Esse trabalho tem nos proporcionado grande alegria; é impressionante a seriedade como as crianças estão absorvendo as informações – disse Genildo
Com os recursos conseguidos através do óleo, o projeto promove ações ambientais e contribui também com instituições como a CRER-VIP.
-Fazemos o nosso trabalho
com outros parceiros que promovem ações sociais. Estamos também buscando parcerias com empresários para que possamos construir nossa fábrica de sabão, pois no momento atual, temos que mandar para a cidade do Rio todo óleo recolhido aqui em Búzios – concluiu o coordenador.
Caso alguém queira doar bombonas plásticas, óleo vegetal usado para recolhimento ou queira colaborar no projeto e construção da fabrica de sabão basta ligar para (22) 2623-2947, 9227-1925,9815-1055 ou 9995-23111
 

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Loteamento Pórtico de Búzios: matagal em terrenos , brejos e entulhos pelas ruas

Para quem pensa em dar um passeio para conhecer o Loteamento Pórtico de Búzios, ao lado do Bairro São José, corre o risco de sair e voltar transtornado com o que pode ver e acontecer: ruas desertas, sem calçamento, terrenos completamente cheios de matos, água empoçada e entulhos espalhados pelo local, caracterizam determinadas ruas daquele loteamento.
O empreendimento lançado pela empresa Midleton do Brasil, de São Paulo, entre o ano 1999 e 2000, teve todos os 426 lotes vendidos. Preço na época compatível com o sonho de parte de uma população carioca que queria ter algo em Búzios, mas, como os valores praticados nos terrenos e casas mais centralizadas ou próximas as praias eram inviáveis para a realidade destes, compraram terrenos no loteamento financiados na época em até 48 vezes.
Este caso é típico de empresas incorporadoras que se instalam em determinados locais valorizados, loteiam uma área mais distante dos centros, colocam preços mais accessíveis visando à população assalariada, vendem os lotes e migram para outros locais deixando a maior parte da responsabilidade, no que tange calçamento, esgoto, dentre outras necessidades para as prefeituras locais; que em algumas Cidades, sem a estrutura necessária para resolverem mais esse problema, esses loteamentos tornam-se uma grande dor de cabeça
para o Poder Público e moradores.
Atrás do hospital Rodolfo Perissé, por exemplo, é onde se encontram os maiores problemas, do Loteamento Pórtico de Búzios, segundo Jane da Costa.
- No fundo da minha casa, tem um brejo, com água parada, além de mato alto, que pode esta acumulando larvas do mosquito da dengue. Estou preocupada com esta situação – falou Jane,  uma das  moradoras que reside no local.
Para Manoel Rodrigues, que tem uma pequena casa no loteamento, mas mora em São Gonçalo, a situação não é diferente.
-Me preocupa este matagal que cresceu na maior parte dos terrenos, fora os entulhos jogados aleatoriamente pelas ruas. É a prefeitura que temos de recorrer- falou a aposentada Maria da Penha de Souza.
Procurado pelo PH, o novo secretário de Serviços Públicos de Búzios Israel Moura de Carvalho, assegurou que o que depender da prefeitura será feito.
-Irei ainda esta semana com minha equipe ao loteamento para ver o que podemos resolver visando sanear os problemas. Quanto aos entulhos o que estiver sobre os terrenos, são os proprietários que jogam para servir de aterro, o que tiver na rua é indevido e vamos resolver. Aquele local é, originalmente, uma área baixa, onde é inevitável o acumulo de água da chuva- concluiu o secretário.
 

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Santa Rita, Rogai (também) por nós

Nem mesmo a proximidade da igreja Santa Rita de Cássia (conhecida como sendo a grande advogada dos aflitos) foi capaz de salvar estes dois exemplares da palmeira Phoenix roebelinii O’Brien. Originária da China e Vietnã, a pequena palmeira é conhecida como Fênix. Apesar do nome alusivo a mítica ave, a espécie vegetal requer cuidados e está longe de ter a capacidade de ressurgir das cinzas. Povoando decorações de jardins ornamentais, tem sido sistematicamente usada em logradouros públicos onde ficam ao deus dará. Sob intenso sol, exposta ao vento, e sem regas constantes, a palmeirinha não resiste e, como esses dois exemplares da foto, morrem como que atiradas a fogueira, incineradas pelo sol escaldante e descaso das autoridades municipais. Estas duas não foram as primeiras a terem este triste fim; tão pouco serão as últimas. O que parece ser mais sensato é deixar de tentar cultivar tal espécie nos jardins públicos de Búzios, já que não se dedica cuidado algum às mesmas depois de plantadas. Melhor será não plantar nada no lugar para não termos que assistir a lenta agonia das plantas. É mais sensato, humano, e certamente econômico, já que espécies como as da foto acima custam, no barato, cento e vinte reais, cada. Pouparia o município de gastar R$ 240,00 fora despesas de plantio, e a nós, cidadãos de acompanhar, dia após dia, o suplício das plantinhas.     
 

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SOS FERRADURA

Informativo AMA FERRADURA Associação dos Moradores e Amigos da Ferradura
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Projeto Coral Vivo inova experiência de aprendizagem sobre os corais com escolas de Búzios

 Esta aberta à agenda para grupos escolares no centro de visitantes do Parque dos Corais de Búzios.  A Importância de ambientes marinhos será tratada na Rio + 20, e é uma forma dos alunos estarem interagindo com o projeto, para entenderem a importância do evento.
 Para os professores o atrativo vem em forma da dinâmica pedagógica que também pode ser aplicada em sala de aula. As aulas de Geografia, Ciência, Biologia e Meio Ambiente podem contar com um novo cenário quando tratarem de vida marinha: o centro de visitantes do Parque dos Corais de Búzios. Nele, há uma exposição permanente multimídia, com projeções de vídeos em alta definição e telas interativas que facilitam o entendimento de temas como teia alimentar, oceanografia, conservação ambiental, entre outros.
A visitação também poderá acontecer m forma de aula, e os professores ficarão livres no seu desenvolvimento, e poderá contar com o suporte necessário dos especialistas e monitores do Projeto Coral Vivo para enriquecer a visita. Entre as possibilidades de abordagem, está a correlação com o texto Rascunho Zero da Rio+20, que atenta para a relevante contribuição econômica, social e ambiental dos ambientes coralíneos e recifais. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ocorre em junho e marca duas décadas do mesmo encontro conhecido como Eco 92 ou Rio 92. O professor poderá trabalhar esse texto, por exemplo, antes ou depois da visita com os alunos nas escolas.
Concebido pelo Coral Vivo, projeto patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental (PPA), ele traz para a superfície a beleza e a importância do fundo do mar.
Poucos se dão conta, mas a conservação dos oceanos é vital para a sustentabilidade da Terra. ‘Os oceanos geram metade do oxigênio disponível no planeta, alimentos para 3 bilhões de pessoas absorvem elevada quantidade de gás carbônico da atmosfera e regulam clima e temperatura’, resume o biólogo marinho Clovis Castro, coordenador do Projeto Coral Vivo, que valoriza e aplica o diálogo entre os saberes escolares e o conhecimento científico.

Agendamentos escolares

Educadores interessados em visitas orientadas devem ligar com antecedência para o telefone: (22) 2623-0224. Após o agendamento, o professor acompanhante da turma tem o convite para conhecer o espaço antes, a fim de estudar sua abordagem. Ele deverá apresentar comprovante da função docente ou pedagógica. Alunos de escolas públicas não pagam. Já os de escolas particulares pagam meia-entrada (R$ 5,00) e a renda é revertida para as ações de educação e pesquisa do Projeto Coral Vivo em Búzios. Vale destacar que o espaço comporta até 20 pessoas em seu interior. Se o grupo tiver 30 pessoas, deverá ter dois acompanhantes, um deles aguarda com a metade da turma do lado de fora. As visitas podem ser agendadas de segunda a sexta, em três turnos: manhã, até às 12h00; tarde, até às 17h00; e noite, até as 21h30. Apenas uma escola é atendida por dia, utilizando um dos três turnos disponíveis. O Centro de Visitantes do Parque dos Corais de Búzios fica na Rua das Pedras, 14.

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Mini tornado dá adeus ao verão e recebe o outono arrancando árvores e telhas da Orla Bardot

Eram 18h15 quando o pescador Maneli lançou a rede ao mar para pescar camarão. Quinze minutos depois, foi surpreendido por um vento diferente, que chegava com uma ‘nuvem negra subindo’, em formato de redemoinho, vindo em direção da Praia Rasa, fazendo-se acompanhar de uma chuvinha fina. É história de pescador, sim, porém real: a embarcação de sete metros e meio de Maneli virou tal qual uma palha num sopro e ele se manteve por baixo do barco, agarrando-se a casaria, livrando-se do macacão e das botas, e depois nadando por cerca de 25 minutos (mesmo com seus ombros operados) até chegar ao Humaitá, quando a água já batia em seus joelhos. Logo foi avistado por um barco vindo da Barra de São João, cujos tripulantes, após muito insistirem, lhe ajudaram a voltar e rebocar seu barco. Maneli tem 50 anos de profissão, já perdeu amigos em alto-mar, mas diz que nunca passou por momento mais crítico do que esse, nunca viu vento mais bravo, por toda a Costa Brasileira por onde passou. O que a principio foi um Noroeste, deu o ar de sua graça desde a Tartaruga até os Ossos, na tardinha do último sábado (24), três dias após a primeira mudança de estação do ano.

Pelo mar, que se manteve tranquilo e sereno durante todo o tempo, o vento passou em uns dois minutos. Na terra ele durou um pouco mais, o bastante para que, ao seu final, a visão fosse a de uma catástrofe. Aproximadamente 40 árvores foram arrancadas pela raiz, destruindo calçadas, exterminando ninhos com passarinhos e obstruindo a Rua das Pedras, a Orla Bardot, e o morro do Humaitá. Uma delas, bem robusta, caiu em meio a uma cerimônia de casamento na Tartaruga. Cerca de 20 casas, entre elas comerciais, foram destelhadas. A Igreja de Sant’Anna também foi destelhada e teve seus móveis arrastados. Bicicletas voaram de uma calçada a outra. Galhos gigantes ficaram presos às fiações elétricas dos postes. Bueiros entupiram em um segundo. Aquecedores solares de pousadas pareciam pipas avoadas. Escunas perderam seus toldos. Lojas e escritórios no Centro, na Orla e na Armação foram atingidos por galhos e tiveram vidros e letreiros quebrados e portas interditadas. Felizmente foi só o susto e o prejuízo material. Mas algumas pessoas acharam que era o mundo se acabando:
- Eu pensei que fosse morrer. Há 33 anos moro na praia e nunca vi nada parecido. Estávamos eu, minha irmã e meu filho no meu restaurante, e só deu tempo de tirar as mesas e cadeiras e nos escondermos no banheiro. Veio uma espécie de bola de vento do mar, e ficou tudo escuro. Lá de dentro não sabíamos ao certo o que estava acontecendo do lado de fora, só escutávamos o barulho. Foi horrível, muitos trovões, relâmpagos...Foram uns quatro minutos de vento, mas nesse tempo eu vi passar minha vida toda como um filme na minha frente. Quando saímos, parecia que tinha havido uma guerra aqui. Graças a Deus tinha poucas pessoas nas ruas, não tinha barracas na Orla, nem navios, senão não sabemos o que poderia ter acontecido. Deus protegeu esse lugar – diz Cíntia Coutinho, dona do Barraza, nos Ossos, após o sufoco.
Os estragos puderam ser contabilizados pela Defesa Civil, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros, que trabalharam em conjunto durante o sábado e domingo para ‘juntar os cacos’ e devolver a ordem às ruas. A equipe de limpeza da Prefeitura ‘deu duro’ até a terça-feira (27), retirando galhos de ruas menos movimentadas, que impediam automóveis de transitar. Foram necessários seis caminhões (enchidos 16 vezes), três retroescavadeiras e 35 homens para serrar e retirar as árvores espalhadas pelo caminho. O trânsito teve que ser desviado: com a Praça Santos Dumont fechada para a Orla e Rua das Pedras, a opção foi a Travessa dos Pescadores, donde se seguia para a Estrada da Usina (que também foi atingida). Essa mudança, e o risco das lojas se manterem abertas, uma vez que outras árvores poderiam cair, contribuíram ainda mais para que a Associação Comercial de Búzios amargasse considerável perda de faturamento.  
Uma embarcação próxima ao cais do Centro possuía um anemômetro, e com esse aparelho ficou-se sabendo a velocidade do vento: 90Km/h. Especialistas em meteorologia consideram que os ventos são fortes quando passam dos 46Km/h. Já acima de 60Km/h, são considerados muito fortes. E aos 90Km/h, o que seria?
- Um mini tornado, com certeza. Como se deu na superfície da água, é chamado também de tromba d’água. Pra se ter uma ideia, ventos de 33 nós correspondem a 55, 60 Km/h, e uma vez previstos, já emitimos sinais para as embarcações, para que elas saibam que enfrentarão dificuldades. Mas em geral são as próprias embarcações que nos comunicam quando há eventos como esse. Nesse caso nós não registramos nada em Búzios. É muito difícil prever esse tipo de fenômeno, porque ele é muito raro no Brasil. Nos Estados Unidos existem períodos favoráveis para eles acontecerem, mas aqui não. Tornados se dão de forma muito aleatória, em áreas muito isoladas, específicas. É uma situação muito esporádica – disse o tenente Gadelha, do setor de Meteorologia do Centro de Hidrografia e Navegação da Marinha, no Rio de Janeiro, responsável pela previsão do tempo em toda a Região dos Lagos. 
Já o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), também no Rio de Janeiro, confirma que naquela tarde houve um sistema de baixa pressão por todo o litoral do estado, mas que nada foi previsto ou identificado em Búzios, bem como não registrou-se nada semelhante ao que houve aqui, em outros lugares. Ouvindo a Marinha e o Inmet, calcula-se, basicamente o que aconteceu: a alta umidade do ar (a temperatura estava acima dos 32º em Búzios, e embora o verão tenha ido, o calor permanece) juntou-se a uma frente fria (um vento Noroeste caracterizaria isso), sendo o suficiente para se criar nuvens de chuva capazes de abrigar, por baixo delas, turbilhões propensos aos tornados.     
Quando pisou em terra firme, Maneli disse não ter encontrado ninguém. Seus amigos, acostumados com suas brincadeiras, custaram a acreditar que o que tivesse contando fosse verdade. Já sua família não queria deixar que ele retornasse ao mar, mas na última quinta-feira (29), Maneli pegou seu barco ‘Feliz’ e partiu novamente, segundo ele para distrair a cabeça e não pensar no que aconteceu.
- Teve momentos em que eu fiquei bastante preocupado, mas eu nasci de novo, foi um milagre. Graças a Deus, Ele me salvou e não deixou ficar nenhum trauma. Agradeço a todos os que se alegraram por mim – diz emocionado, o mais famoso sobrevivente das águas e dos ventos de Búzios.
O trabalho da Prefeitura agora consiste em refazer as calçadas destruídas e replantar as árvores. A Ampla também ajudou na remoção dos galhos, mas esse vento que ficou na memória dos buzianos, fez levantar uma questão: por onde anda a empresa detentora de um contrato de R$ 100 mil mensais para podas de árvores na Cidade? 
 

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