Atualizado em 31/01/2012 00:00:00
Brasília - Desde o dia 2 de janeiro, mais de132 mil empresas já procuraram a Receita Federal para ingressar no Supersimples, que conta atualmente com mais de 5,8 milhões de pessoas jurídicas registradas. Desse total, cerca de 1,9 milhão são empreendedores individuais. A adesão ao regime simplificado de tributação ocorre sempre no mês de janeiro. As novas empresas têm a oportunidade de fazer a opção a qualquer momento, logo após se formalizarem. A adesão se dá pelo portal do Simples Nacional.
Segundo o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), Silas Santiago, as empresas que saíram ou foram excluídas do sistema por problemas de débitos têm de pedir o parcelamento da dívida, regularizar a situação e voltar ao Supersimples até 31 deste mês. Os que não conseguirem se regularizar dentro do prazo poderão tentar novamente em janeiro de 2013.
O parcelamento é feito no site da Receita Federal e chega a 60 prestações mensais, corrigidas pela taxa Selic. Criado pela Lei Complementar 139/11, o benefício também se aplica às empresas que integram o Simples e que apresentam dívidas com o sistema. Até a promulgação da lei complementar, os integrantes do regime não conseguiam parcelar os pagamentos pendentes
Segundo dados da Receita Federal, há 560 mil empresas com débitos no sistema -30 mil delas foram excluídas em janeiro do ano passado. Até agora, 58 mil pediram o parcelamento. ‘Os empresários precisam estar atentos para essa oportunidade’, alerta o secretário executivo.
Silas Santiago lembra que as empresas com problemas para entrar no Simples por conta de débitos contraídos em outros regimes tributários, como Lucro Real e Lucro Presumido, podem resolver a situação quitando a dívida ou recorrendo a outros parcelamentos a que têm direito. ‘São parcelamentos administrativos, que as empresas solicitam a quem elas estiverem devendo, com possibilidade de pagamento em até 60 meses’, explica a contadora e consultora do Sebrae Rosângela Bastos.
Depois de um mês de intenso bombardeio, especialmente na mídia fluminense, o jornal ‘O Estado de São Paulo’ abre espaço para a Eliane Calmon, ministra do STF e Corregedora do Conselho Nacional de Justiça. Em entrevista que reproduzimos no PH, Calmon afirma que não irá esmorecer nas investigações que faz a respeito de praticas atribuídas a membros do Judiciário.
Nós do PH entendemos que para quem é republicano e não admite que existam pessoas que estejam acima da Lei, é um dever de todo órgão de Imprensa saber a opinião de alguém que vem das entranhas da própria Justiça.
Fausto Macedo, de
O Estado de S.Paulo
Alvo de noive entre dez juízes, e também do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não aceitam seu estilo e determinação, a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, manda um recado àqueles que querem barrar seu caminho. ‘Eles não vão conseguir me desmoralizar, isso não vão conseguir.’
Na noite de segunda feira (9) o ministro do STF disparou a mais pesada artilharia contra a corregedora desde que ela deu início à sua escalada por uma toga transparente, sem regalias.
No programa Roda Viva, da TV Cultura, Marco Aurélio partiu para o tudo ou nada ao falar sobre os poderes dela no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).’Ela tem autonomia? Quem sabe ela venha a substituir até o Supremo?’
Ao Estado, a ministra disse que seus críticos querem ocultar mazelas do Judiciário.
Estado: A sra. vai esmorecer?
Ministra Eliana Calmon - Absolutamente, pelo contrário. Eu me
sinto renovada para dar conti-
nuidade a essa caminhada, não só como magistrada, inclusive como cidadã. Eu já fui tudo o que eu tinha de ser no Poder Judiciário, cheguei ao topo da minha carreira. Eu tenho 67 anos e restam três para me aposentar.
Estado: Os ataques incomodam?
E. C. - Perceba que eles atacam e depois fazem ressalvas. Eu preciso fazer alguma coisa porque estou vendo a serpente nascer e eu não posso me calar. É a última coisa que estou fazendo pela carreira, pelo Judiciário. Vou continuar.
Estado: O que seus críticos pretendem?
E.C. - Já percebi que eles não vão conseguir me desmoralizar. É uma discussão salutar, uma discussão boa. Nunca vi uma mobilização nacional desse porte, nem quando se discutiu a reforma do Judiciário. É um momento muito significativo. Não desanimarei, podem ficar seguros disso.
Estado: O ministro Marco Aurélio deu liminar em mandado de segurança e travou suas investigações. Na TV ele foi duro com a sra.
E.C. - Ele continua muito sem focar nas coisas, tudo sem equidistância. Na realidade é uma visão política e ele não tem motivos para fazer o que está fazendo. Então, vem com uma série de sofismas. Espero esclarecer bem nas informações ao mandado de segurança. Basta ler essas informações. A imprensa terá acesso a essas informações, a alguns documentos que vou juntar, e dessa forma as coisas ficarão bem esclarecidas.
Estado: O ministro afirma que a sra. violou preceitos constitucionais ao afastar o sigilo de 206 mil investigados de uma só vez e comparou-a a um xerife.
E. C. - Ficou muito feio, é até descer um pouco o nível. Não é possível que uma pessoa diga que eu violei a Constituição. Então eu não posso fazer nada? Não adianta papel, não adianta ler, não adianta documentos? Não adianta nada, essa é a visão dele. Até pensei em procura-lo, me dou bem com ele, mas acho que é um problema ideológico. Ou seja: ele não aceita abrir o Judiciário.
Estado: O que há por trás da polêmica sobre sua atuação?
E.C. - Todo mundo vê a serpente nascendo pela transparência do ovo, mas ninguém acredita que uma serpente está nascendo. Os tempos mudaram e eles não se aperceberam, não querem aceitar. Mas é um momento que eu tenho que ter cuidado para não causar certo apressamento do Supremo, deixar que ele (STF) decida sem dizer, “ah, mas ela fez isso e aquilo outro, ela é falastrona, é midiática”. Então eu estou quieta. As coisas estão muito claras.
Estado: A sra. quebrou o sigilo de 206 mil magistrados e servidores?
E.C. - Nunca houve isso, nunca houve essa história. Absolutamente impossível eu pedir uma quebra de sigilo de 206 mil pessoas. Ninguém pode achar na sua sã consciência que isso fosse possível. É até uma insanidade dizer isso. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) age com absoluta discrição, como se fosse uma bússola. Aponta transações atípicas. Nunca ninguém me informou nomes, nada. Jamais poderia fazer uma quebra atingindo universo tão grande. Mas eu tenho anotações de alguns nomes, algumas suspeitas. Então, quando você chega num tribunal, principalmente como o de São Paulo, naturalmente que a gente já tem algumas referências, mas é uma amostragem. Não houve nenhuma devassa, essa é a realidade.
Estado: A Sra. não tinha que submeter ao colegiado o rastreamento de dados?
E.C. - O regimento interno do CNJ é claro. Não precisa passar pelo colegiado, realmente. E ele (ministro Marco Aurélio) deu a liminar (ao mandado de segurança) e não passou pelo Pleno do STF. E depois que eu fornecer as informações ao mandado de segurança e depois que eu der resposta à representação criminal ficarei mais faladora. Estou muito calada porque acho que essas informações precisam ser feitas primeiro. Eu não vou deixar nada sem os esclarecimentos necessários.
Estado: Duas liminares, dos ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski, ameaçam o CNJ. A Sra. acredita que elas poderão ser derrubadas pelo Pleno do STF?
E. C. - Esperança eu tenho. Agora, tradicionalmente o STF nunca deixou o seu presidente sem apoio; nunca. Todas as vezes eles correram e conseguiram dar sustentação ao presidente. Qual é a minha esperança? Acho que o Supremo não é mais o mesmo e a sociedade e os meios de comunicação também não são mais os mesmos. Não posso pegar exemplos do passado para dizer que não acredito em uma decisão favorável. Estamos vivendo outro momento. Não me enche de esperanças, mas dá esperanças para que veja um fato novo, não como algo que já está concretizado. Tudo pode acontecer.
Estado: O ministro Marco Aurélio diz que a competência das Corregedorias dos tribunais estaduais não pode ser sobrepujada pelo CNJ.
E. C. - Tive vontade de ligar, mandar um torpedo (para o programa Roda Viva) para dizer que as corregedorias sequer investigam desembargador. Quem é que investiga desembargador? O próprio desembargador. Aí é que vem a grande dificuldade. O grande problema não são os juízes de primeiro grau, são os Tribunais de Justiça. Os membros dos TJs não são investigados pelas corregedorias. As corregedorias só tem competência para investigar juízes de primeiro grau. Nada nos proíbe de investigar. Como juíza de carreira eu sei das dificuldades, principalmente quando se trata de um desembargador que tem ascendência política, prestígio, um certo domínio sobre os outros.
Estado: A crise jogou luz sobre pagamentos milionários a magistrados.
E.C. - Essas informações já vinham vazando aqui e acolá. Servidores que estavam muito descontentes falavam disso, que isso existia. Os próprios juízes falavam que existia. Todo mundo falava que era uma desordem, que São Paulo é isso e aquilo. Quando eu fui investigar eu não fui fazer devassa. São Paulo é muito grande, nunca foi investigado. Não se pode, num Estado com a magnitude de São Paulo, admitir um tribunal onde não existe sequer controle interno. O controle interno foi inaugurado no TJ de São Paulo em fevereiro de 2010. São Paulo não tem informática decente. O tribunal tem uma gerência péssima, sob o ponto de vista de gestão. Como um tribunal do de São Paulo, que administra mais de R$ 20 bilhões por ano, não tinha controle interno?
Estado: Qual a sua estratégia?
E. C. - Primeiro identificar a fonte pagadora em razão dessas denúncias e chegar a um norte. São Paulo não tem informática decente. Vamos ver pagamentos absurdos e se isso está no Imposto de renda. A declaração IR até o presidente da República faz, vai para os arquivos da Receita. Não quebrei sigilo bancário de ninguém. Não pedi devassa fiscal de ninguém. Fui olhar pagamentos realizados pelo tribunal e cotejar com as declarações de imposto de renda. Coisa que fiz no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas e no tribunal militar de São Paulo, sem problema nenhum. Senti demais quando se aposentou o desembargador Maurício Vidigal, que era o corregedor do Tribunal de Justiça de São Paulo. Um magistrado parceiro, homem sério, que resolvia as coisas de forma tranquila.
De acordo com um diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, em 2011 os deputas conhecidos como ‘Celebridades’ não deram vexame em seu primeiro ano de mandato. De acordo com Antônio Augusto Queiroz, alguns até mesmo se destacaram no exercício de suas atividades parlamentares. De um grupo formado por um palhaço, uma celebridade instantânea e alguns esportistas, Romário e o ex-BBB, Jean Willis, foram os que mais se destacaram. O primeiro pela forma disciplinada, como vem conduzindo seu mandato, ao contrario do que fazia quando era jogador de futebol, quando também menosprezava rituais importantes como a concentração, por exemplo. Romário vem se destacando em especial pela maneira vem atuando na defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiências e, naturalmente, na área esportiva. O segundo, militante há muitos anos dos movimentos sociais, tem tido destacado papel nas questões culturais e de defesa do universo LGBT.
Perseguido por parte da Imprensa e por pretensos segmentos formadores de opinião, Tiririca se manteve longe de situações, que poderiam expor-lhe ao ridículo, o que era esperado por muitos críticos de sua espantosa votação. Ele contabilizou a presidência de uma Comissão, que atua sobre as atividades circenses. Com 100% de presença nas sessões deliberativas é visto como parlamentar aplicado, que evita, assim como os outros, se meter em temas destinadas a áreas que desconhece, além de aceitar aconselhamento e procurar se manter longe do estereótipo de celebridade. Na esteira do ex-palhaço Tiririca, aparece Romário com 94% de presença às sessões deliberativas. Diferentemente do representante do PR-SP, Romário (PSB-RJ) já fez onze pronunciamentos da Tribuna enquanto Tiririca não fez um sequer. ‘Não acho que tenha chegado a hora ainda’, justifica o deputado, afirmando ainda que, ao contrário do que pensava, ‘político trabalha muito, embora produza pouco’. ‘A gente chega aqui com uma montanha de votos e acha que vai fazer e acontecer, mas a realidade é outra. Tudo esbarra em interesses dos partidos e seus lideres’, lamenta. De qualquer forma o parlamentar garante que irá falar em breve para sua massa de eleitores, que lhe cobra repostas a questões como aquelas que prometeu responder durante sua campanha. Do grupo de celebridades, Acelino Popó (PRB-BA), o boxeador, foi o que mais faltou - 77% de presença, índice, mesmo assim, muito acima da média dos políticos tradicionais.
O novo valor do salário mínimo - de R$ 622 que passa a vigorar em 1º de janeiro - colocará mais de R$ 47 bilhões em circulação na economia, segundo nota divulgada na terça-feira (27) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Considerando o valor de R$ 545, vigente desde março deste ano, o salário mínimo apresentou variação nominal de 14,13%, o que representa aumento real (descontada a inflação) de 9,2% entre março de 2011 e janeiro de 2012. Se, em vez de março, a base considerada for janeiro de 2011, o ganho será de 8,59%.
A entidade ainda estimou o impacto que o novo mínimo deverá causar na economia e prevê que o incremento na renda vai aumentar em R$ 22,9 bilhões a arrecadação tributária. Pelas contas do Dieese, 48 milhões de pessoas têm rendimento referenciado pelo valor do salário mínimo.
Já para a Previdência, o impacto do aumento para R$ 622 (variação de R$ 77) significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 19,8 bilhões.
O reajuste real - acima da inflação - do mínimo será o maior desde o ano eleitoral de 2006. A alta será de 7,5%, correspondentes ao crescimento do Produto Interno Bruto no ano passado.
O valor do mínimo ainda pode subir se o INPC de dezembro, que só será conhecido em janeiro, superar as estimativas oficiais. Nessa hipótese, o piso salarial será corrigido em fevereiro, sem retroatividade.
Supermercados de todo o país estão acreditando que os efeitos do reajuste serão sentidos primeiramente em suas lojas e depois em outros setores da economia. Para um funcionário da rede de super mercados Princesa, que só em Búzios possui duas lojas, como os gêneros alimentícios são os itens de primeira necessidade de todas as famílias brasileiras é neste setor que o aquecimento se dá em primeiro lugar.
Na contramão do aumento do mínimo a bolsa de valores registrou perdas de mais de 18% no ano, pior resultado desde 2008.
No mesmo local (Rua Cesar Augusto São Luiz) onde foi flagrado no início de novembro um veículo do ex-prefeito de Araruama, Chiquinho da Educação, estacionado em local proibido, esta semana, na quarta-feira (30), outro veículo, desta vez da própria Prefeitura de Búzios, estacionou, também com as duas rodas sobre a calçada. Neste caso, pior do que no do ex-prefeito, justamente quem deveria dar o exemplo parece se achar acima das regras de trânsito e em atitude que lembra o ‘Tô Nem aí’ do passado, proporciona ‘A’imagem de desrespeito para reflexão do final de semana
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