Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Sábado , 04 de Feb 2012

Atualizado em 28/01/2012 00:00:00

noticia

A Educação corre perigo quando atrelada ao nome de alguém

– Parte I

Guilherme Barcellos é professor, membro da ALAB e colunista do PH  

A Educação teve muitas pessoas que contribuíram em sua evolução no decorrer da história.  Podemos citar inicialmente na Grécia antiga, pensadores como Aristóteles, pai do pensamento lógico, Sócrates e Platão, que através da indagação filosófica, contribuíram no contemporâneo para uma Educação critica. O Francês Célestin Freinet que criou o Projeto Frente da Infância e o conceito integração professor e aluno, Randi Weingarten, líder americano de 140.000 professores ativos e aposentados, que numa costura sindicalista, pode chegar a 700.000, com poder de parar uma reforma educacional quando não satisfaz a comunidade escolar americana. Joel Klein um grande defensor do ensino público dos EUA, e tantos outros no decorrer dos tempos. , mas não temos espaço para tanto.
Aqui no Brasil, também tivemos inúmeros e verdadeiros heróis na causa educacional. Não podemos esquecer-nos de nomes importantes como Paulo Freire que nunca deixou de lutar pela transformação da sociedade e de questionar o poder dominante. Nunca abriu mão do sonho da mudança radical, da luta pela construção de uma sociedade igualitária, Darcy Ribeiro, que organizou o primeiro curso de pós-graduação em antropologia, na Universidade do Brasil (Rio de Janeiro), defensor das causas indígenas, foi ministro, vice-governador e senador. Trabalhou na criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep), Milton Santos, Geógrafo e livre pensador brasileiro discreto e combativo, dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar, Doutor honoris causa em vários países, ganhador do prêmio Vautrin Lud, em 1994 (o prêmio Nobel da Geografia). E porque não citar o senador por Brasília, Cristovão Buarque, um constante defensor do ensino educacional público de base satisfatório e tantos outros ‘cérebros educacionais’ que sempre tiveram o cuidado de separar a pessoa da instituição Educação.
 No entendimento empírico algumas pessoas são normalmente conhecidas pelo atrelamento ao seu nome de alguma atividade profissional ou que exercem como também, nome do pai ou da mãe e por ai vai, é uma situação até compreensível. Por outro lado, se levarmos em consideração os serviços que as pessoas acima citadas prestaram a Educação, seria de fácil entendimento e aceitável pela sociedade e comunidade escolar do Brasil e do planeta, por exemplo, neste caso do educador que também foi político ‘ Darcy Ribeiro da Educação’ ou do professor ‘ Freinet da Educação’, eles tiveram mérito para ter esse título, no entanto...
Daí surge à interrogação, se pessoas que deram a ‘ vida’ pelo ensino educacional, jamais tomaram para si o sobre nome ‘Educação’, como poderíamos aceitar passivamente políticos ou empresários, não importa, a atrelarem aos seus nomes?
Teríamos por aqui no Rio de Janeiro ou em nossa região, alguém com tantos serviços prestados a Educação que nivelassem com o que fizeram os nomes citados acima? Que sempre tiveram o censo critico, servindo a Educação, tendo-a como algo superior ao interesse pessoal.
É perigoso para nós e para a Educação, aceitar tal bravata, pois a Educação é coisa séria, forte, livre e de extremo anseio popular. É preocupante qualquer iniciativa arcaica do ‘fulano (a)’ querer usá-la, juntando-a ao nome, acende a ‘luz vermelha’. Preocupa os professores e a comunidade escolar. O político principalmente, deveria aproveitar o tempo e se auto-criticar, sem vaidade, e procurar conhecer e respeitar uma instituição tão importante como a EDUCAÇÃO (em letras MAISCULAS mesmo), procurando conhecer seus conceitos, sua importância e acima de tudo seus princípios fundamentais e éticos. Nós professores, uma das maiores classes do país, e que não é diferente aqui em Búzios, em concordância com comunidade escolar, ficamos preocupados e ao mesmo tempo atentos, a fim de defender uma Educação independente, voltada somente para o acesso às informações e saberes, e para a evolução do ser humano; buscando uma Sociedade e Educação, ai sim, teria um nome e sobre nome, autênticos.
Usar a Educação é verdadeiramente uma ‘falta de educação’, é desrespeitar a sociedade.
 

Saiba Mais

Vinte de novembro, "Dia da Consciência Negra"

Os militantes das relações raciais aproveitam este dia para fazerem uma reflexão do que aconteceu nestas últimas décadas para a promoção social do povo afro-brasileiro. Alguns consideram que várias conquistas foram alcançadas, outros, mais precavidos consideram que ainda falta muito para que este país se tornar verdadeiramente uma nação única contemplando com políticas públicas igualitárias para todos os grupos historicamente discriminados. A criação da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas para Igualdade Racial) á nível de ministério aconteceu no inicio do governo ‘Lula’, e foi um passo importante, considerando que esta era uma antiga reivindicação dos militantes do Movimento Negro.
O Estatuto da Igualdade Racial, mesmo com algumas alterações onde muitos não o consideraram um avanço, aconteceu, venceu barreiras e conseguiu se estabelecer. A lei de Cultura Afro, antiga 10639/03, hoje encorpada também com a questão indígena, encontra forte resistência do sistema, para realmente entrar como disciplina em sala de aula e sair da transversalidade. A saúde da população negra, atualmente encontra em algumas redes municipais, orientado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), certas modificações positivas com tratamentos diferenciados para o homem e a mulher negra.
O que seria um instrumento visando diminuir o racismo institucional que seria as coordenadorias de políticas de promoção da igualdade também encontra forte resistência principalmente nas prefeituras. A titulação das terras dos quilombos vem acontecendo de forma ‘dosada’, não esta contemplando a demanda.
 Enfim, pensando com sensatez, realmente ainda insiste em existir um racismo escondido que teima em permanecer nos poderes constituídos principalmente.
Mas, este ano, existem motivos suficientes para lembrar a enorme perda que tiveram os operários das causas raciais. Morreu no dia 24 de maio de 2011, com 93 anos o ex-senador Abdias do Nascimento que foi um dos maiores defensores da cultura e igualdade para as populações afrodescendente no Brasil. Nome de grande importância para a reflexão e atividade sobre a questão do negro na sociedade brasileira. ’Senador Abdias’ como era carinhosamente chamado pela comunidade negra, teve uma trajetória longa e produtiva, indo desde o movimento integralista passando pela  atividade de poeta (com a Hermandad, grupo com o qual viajou de forma boêmia pela America do Sul) ativista do Movimento Negro (criou em 1944 oTeatro Experimental do Negro) e também era escultor,também foi exilado politico na época da ditadura.
Após a volta do exílio ( 1968-1978) inseriu-se na vida política (foi deputado federal de 1983 a 1987 e senador da República  assumindo a vaga após a morte de Darcy Ribeiro) além de colaborar fortemente para a criação do Movimento Negro Unificado (1978), em  2006 em  São Paulo, criou o dia 20 de Novembro como o dia oficial da consciência negra. Recebeu o título de doutor honóris causa da Universidade de Brasilia. Autor de vários livros: ‘Sortilégio’, ‘Dramas Para Negros’ ,‘Prólogo Para Brancos’, ‘O Negro Revoltado’, e outros.Foi também professor benemérito da Universidade do Estado de Nova Iorque.
Para este  homem que foi um dos maiores defensores dos Direitos Humanos no Brasil, com reconhecimento mundial,que é prestada esta  homenagem neste dia 20 de novembro-Dia da Cosnciência Negra.
 

Saiba Mais

"A Educação nossa de cada dia"

O que deveria ser um fato incomum que é a realização das provas do ENEM ( Exame Nacional de Ensino Médio) esta se tornando um fato ‘corriqueiro’ para a comunidade escolar. Na verdade, a desconfiança tomou conta do método usado para analisar nossos alunos e até oportunizar uma posterior entrada numa faculdade. Os que deveriam dar o exemplo de segurança quanto a aplicação das provas, garantindo a segurança das questões, estão longe de garantir a lisura do processo.
Cada ano que passa infelizmente a descrença aumenta e junto vem à preocupação da sociedade que não se sente mais segura na aplicação das avaliações.
Desta vez, aconteceu um vazamento de 13 questões através da escola Chistos do Ceará, que foram anuladas. A Procuradoria da República pediu a anulação da 14ª questão. Foi criado então outro problema: para os alunos que não acertaram estas questões, uma nova oportunidade. E para o outro grupo que acertou algumas, ou todas estas questões, irão concorrer da mesma forma com os demais? É uma situação delicada, que tem que ter um peso que contemple ambos os grupos de candidatos, ai que está o problema, como resolver?
O que vai além destas ‘falhas do sistema’ e que pouca gente não conhece ou não dá importância, é o empenho para preparar estes alunos para o ENEM. Na rede pública de ensino aqui de Búzios por exemplo, temos muitos colegas professores perplexos (mais uma vez) com estes acontecimentos. Foram horas, dias, meses na iminência de fazer o melhor para que nossos alunos tivessem resultados positivos.
Teve casos que aconteceram aulas extras, empenho total de professores e candidatos. É triste passar por esta situação de novo.
Neste momento que acontece mais uma denuncia contra o Ministro dos Esportes, não esquecendo as outras anteriores em outros Ministérios, entra em dúvida a competência do Ministério da Educação, que tem por obrigação criar os mecanismos para o desenvolvimento educacional do país, que forma, transforma e cria a base para a criança até a fase adulta num profundo processo de evolução não somente intelectual, mas numa formação mais ampla em todos os aspectos na formação do ser humano. Sinto-me mais tranqüilo em saber que temos profissionais competentes, dedicados na comunidade escolar que tem o trato direto com os alunos. O preocupa é que  é muita responsabilidade para muita gente que não tem demonstrado ‘responsabilidade’ alguma  com a coisa pública. Como diria um conhecido locutor: ‘ Isso é uma vergonha’!

 

Saiba Mais

Búzios: ocupação de espaço e poder

Desde o começo da civilização o homem busca de alguma forma ocupar territórios, no principio em busca de alimentos que pudessem saciar a sua fome ou buscando um novo habitat visando uma condição climática que lhes fosse favorável. Com o passar dos tempos, o homem percebeu que a busca por outros espaços era fundamental para se tornarem conquistadores formando impérios e ‘ganhando’ inúmeros escravos onde venciam as suas batalhas.
Na verdade, as nações que existem hoje, em grande parte foram frutos de grandes disputas sangrentas no passado. O instinto de conquista esta na essência do ser humano, sempre em busca de algo, seja visando o poder ou não.
Com o passar dos tempos, outros motivos para guerras foram surgindo: divergências, principalmente étnicas e religiosas ganharam espaço em várias regiões do planeta, como as guerras em nome de ‘Deus’, iniciadas pela igreja católica contra os ateus ou hereges, como eram classificados aqueles povos que não os seguiam, por volta de 1.250 D.C.
Mas, com a sua sabedoria e um pensamento evoluindo a cada dia, vivenciado por situações do passado inclusive, os homens perceberam que a ocupação de territórios poderia ter um outro víeis, a política.
Diz um antigo ditado que ‘ política è a arte de conversar, conversar, conversar e se possível, convencer’, e o que não falta para muitos pretendentes com intenção de ‘conquistar’ outros espaços é conversa.
Aproveitando esta nova possibilidade de ocupação, o homem percebeu que poderia aumentar seu território de uma forma mais rápida.
Com muita’ conversa’, quando possível,atrelando em suas aventuras uma cidade em que exerceu seu poder, por exemplo , em busca de outra que lhes interessa, focando principalmente uma outra fonte: orçamentária. Sendo assim, Búzios é uma ‘mina de ouro’.
Políticos com projetos ‘viciados’ e arcaicos, fichas ‘carregadas’, visando somente um novo trampolim buscando ocupação de ‘espaço e poder’, desconhecendo que a realidade de nossa cidade é totalmente diferenciada das demais, sem nenhum conjunto de ideias atualizadas ou proposta nova, não faltam.
Por aqui já passaram artistas de televisão, empresários que sem nenhum trabalho na cidade, chegavam usando algumas pessoas do município achando que isso seria o suficiente para a sua conquista. A história teima em se repetir.
Tem um provérbio que vale sempre lembrar: ‘ algumas pessoas conseguem enganar alguns por algum tempo, mas enganar a todos ao mesmo tempo, é difiiiiiiiciiil’. 


É possível fazer acontecer!

Saiba Mais

Beleza Negra, e daí?

‘Acho que os racistas precisam procurar ajuda, não é normal em pleno século 21 ainda pensarem desta forma’ (Leila Lopes - Vencedora do concurso ‘Miss  Universo’-2011)

O concurso da Miss Universo novamente cristalizou algumas atitudes racistas em relação à angolana Leila Lopes, vencedora da competição. Fugindo ao padrão de beleza estabelecido por critérios altamente preconceituosos: branco(a) de olhos claros, ‘puxando’ para o azul ou verde, esta negra que após o concurso logo pontuou que usará sua fama e beleza para desenvolver trabalhos contra a AIDS e pelas causas sociais, mostrou que a beleza não precisa ser padronizada segundo critérios arianos estabelecidos no passado e que infelizmente continua ainda nos dias atuais, criados para dificultar o acesso de pessoas que não se enquadram neste ‘selo de marca’, que discrimina. Chamada de ‘diamante negro’ esta afro não recuou nem mesmo quando as manifestações racistas adentraram pelas redes sociais, criando nomenclaturas para a vencedora como ‘ macaca, cabelo de vassoura ou filha de King Kong’.
Os racistas que agora usam a internet para se ‘esconderem’, continuam praticando o racismo, mas adquiriram novos hábitos, como logo depois se desculparem ou desviarem as suas ‘falas’ tentando justificá-las, como se fosse um mal entendido. Basta alguém se destacar, e neste caso não são somente os negros, pois ser pobre também é crime para eles, que vão surgindo inicialmente comentários  em ‘doses homeopáticas’ para logo depois se tornarem verdadeiras ‘overdoses’ de péssimo gosto, com palavras que costumam ofender ‘a alma’.
É assim no futebol, nos esportes de uma forma geral ou em qualquer outra atividade em que o negro se destaca.
Só para ilustrar, quarta-feira (14) entrou em campo contra o Brasil pelo time argentino aquele jogador que num destes confrontos, creio que em São Paulo, chamou o jogador ‘Grafite’ de macaco ou algo assim. Aliás ‘los hermanos’ costumam chamar os negros de ‘macaquitos’, segundo eles ‘um costume’...
Não escapando também destes preconceituosos, a candidata que ficou em terceiro lugar, a brasileira Priscila Machado também foi vitima de vaias e comentário discriminatórios, e reagiu com uma fala que embora todos conheçam, vale a pena lembrar sempre: ‘ tenho pena de quem é preconceituoso. Temos que ver as pessoas como seres humanos, independente de raça ou religião’.
É possível, quando queremos!
 

Saiba Mais

O Brasil está mudando de "cara"

O último senso nacional mostrou uma fotografia do país que de certa forma nos surpreendeu. A religião católica ainda permanece no topo como era esperado, embora tenha tido uma pequena queda, os protestantes tiveram uma ligeira alta, pode ser por conseqüência da queda de católicos.
Em algumas regiões este espelho mostra certos fatores surpreendentes: a região sul tem um índice de 5, 39% de pessoas que praticam religiões afro-brasileiras, fator bem representativo, se formos considerar este índice numa visão histórica étnica daquela região.
Surge ai algumas interrogações, algo que com certeza serviria como instrumento de outra pesquisa com um recorte direcionado para aquela parte do país.
Uma área que teve como colonizador o povo europeu, com uma população de maioria branca, agora esta em crescimento o culto as religiões afro-brasileiras.
Este quadro apresentado deve estar ‘esquentando’ a cabeça de muita gente, embora muitos ‘preferem’ achar isto uma situação sem grande relevância.
Aquela região, num conceito histórico sempre esteve um pouco ‘distante’ de questões raciais, em parte pela minoria negra de seus habitantes e em alguns casos falta de compromisso com políticas de ações afirmativas. Agora surge com um considerável índice de praticantes de Candomblé e Umbanda, realmente, chama a atenção.
Neste víeis de católicos também estão um grande grupo que prefere não se identificar como adeptos de cultos afros. Pessoas que sempre que têm oportunidade, vão buscar as soluções de suas necessidades sejam elas espirituais ou materiais num’ terreiro’, mas preferem se manter na ‘moita’, quando perguntados. É mais cômodo se intitular católico.b
Vejo esta situação altamente positiva, no que tange a tolerância religiosa. Quando aumenta o número de adeptos de religiões por conseqüência cresce o numero de pessoas que mostrarão para outros que se trata somente de uma opção, que todo brasileiro tem direito constitucional, a ‘liberdade religiosa’, e que ninguém é pior ou melhor que outro pela sua escolha, embora esta seja a forma que muitos usam para definir as pessoas de ‘bem’ e as outras do ‘mal’, como se este ‘mal’ não fosse uma questão individual, de caráter.
Sem utopia, mas, ainda acredito que esta ‘mudança de cara do Brasil’, vai com certeza contribuir para que a ignorância não só religiosa, diminua.
É possível fazer acontecer!
 

Saiba Mais

A Metrópole pede ajuda à Colônia

Os noticiários do mundo estão focando a crise que estão enfrentando alguns países da Europa. Parece um efeito dominó. Uma economia antes sólida, hoje está enfrentando um verdadeiro caos.

Greves, desconfiança, endividamento, enfim tudo que a América esta acostumada a ouvir e que algumas vezes nos ronda.

Mas o que mais me chamou a atenção foi o possível pedido de auxílio financeiro feito por Portugal ao Brasil.

Na época em que éramos Colônia dos portugueses, nossa riquezas foram saqueadas por eles. Vale salientar que as primeiras cidades do Brasil surgiram próximas ao litoral exatamente para facilitar o envio dos produtos brasileiros para a Metrópole (Portugal).

Estas cidades na verdade serviam de depósito.

Sem revanchismo algum, mas não podemos esquecer que os reflexos daquele tempo estão estampados nas desigualdades sociais, principalmente quando nos referimos ao povo negro.

O Brasil foi o último país a declarar a ‘abolição’, que é a lei mais curta da história da humanidade: ‘declaro a abolição da escravatura e revogo qualquer dispositivo contrário’.

Para ser mais completa, poderiam acrescentar mais uma frase a esta lei: ‘e que o negro vá para a sarjeta’, talvez aí a lei mostrasse melhor a realidade em que se encontrava o negro daquela época, e não muito distante, numa outra forma, nos tempos atuais.

Neste quadro, não foi somente o negro, mas também todo o país que foi saqueado e isso reflete em todo povo brasileiro.

Para nós, é até motivo de orgulho o Brasil se encontrar nesta condição econômica positiva, com crédito no mundo e um dos países com excelente índice para receber investimento estrangeiro.

Quanto à questão do empréstimo, vejo que apesar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ter melhorado sensivelmente, ainda temos muitos pontos sociais precisando de investimento e de um olhar social que contemple estas necessidades.

Mas, como aqui tudo é possível...

De qualquer forma, aquela máxima empírica que diz que ‘o mundo é redondo’, ou ‘que a curva é logo ali, e nos encontraremos’ ou ainda, ‘aqui se faz, aqui se paga’ está valendo nos dias atuais, é até engraçado em relação à Metrópole e a Colônia...

É possível fazer acontecer!

Saiba Mais
+ VER ARQUIVOS ANTIGOS

>>COLUNISTAS

Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.