Em seu blog, cuaderno.josesaramago.org, o escritor português e Prêmio Nobel de Literatura José Saramago deu uma sugestão de primeira medida a ser tomada pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama: fechar o campo de prisioneiros de Guantánamo, em Cuba, e acabar com o bloqueio econômico à ilha. Para Saramago, Obama deve pôr fim a essa vergonha, que é um campo de concentração e tortura.
(JB On Line 06/11/2008)
Depois de uma semana pensando nas mudanças mundiais a serem produzidas a partir da vitória do novo presidente dos Estados Unidos da América, passei a me concentrar no que foi dito por gente famosa, engajada, produtora de conhecimento, artistas, comunistas, políticos, enfim essa gente que mass media acha interessante. Ouvi coisas interessantes, inteligentes, debochadas, emocionantes e sobretudo vi o racismo aflorar.
Não é por ser o OBAMA um negão americano do dream time que será isentado de suas responsabilidades como maior liderança política do suposto mundo livre.
Barack Obama é uma liderança do partido democrata, responsável por algumas políticas nem tão agradáveis assim para o resto do mundo, pois afinal de contas ele deve fazer o melhor por seu país. E, não esqueçam de que país estamos falando.
Passei minha vida universitária e parte de minha militância política combatendo o imperialismo americano, o capitalismo selvagem, a Ku Klux Klan. Não é do dia para a noite, sem trocadilhos, que são transformadas políticas centenárias de controle mundial a qualquer preço.
Como José Saramago, quero o fim ao bloqueio econômico a Cuba e o fechamento de Guantánamo. Lógico, que se o Presidente Obama fizer isto, o sabor para mim será especial, porque reforça a lógica do yes, we can!.
Somos homens e mulheres negras, mas também somos técnicos, cientistas, empresários e políticos, podemos entender e resolver problemas sociais como qualquer outro ser humano. Parece óbvio, mas não é, por isto sempre vale a pena reiterar.
Mas, os comentários pouco inteligentes e racistas que tenho ouvido, inclusive de gente que se acha vão nos dar material para muito trabalho...
Ontem mesmo, um amigo meu, militante orgânico do Partido dos Trabalhadores, disse que o racismo acabou!. Porque o OBAMA se elegeu. Se um país racista consegue eleger um presidente negro, então o racismo acabou e nem existem mais motivos para o Movimento Negro existir. Dei ótimas risadas e tentei até argumentar, mas foi inútil: a opinião dele está sedimentada.
Caetano Veloso anda por aí a dizer que o bom é ser mulato, inclusive que o próprio negão recém eleito na verdade estaria se dizendo mulato. E mais, fez uma daquelas piadinhas racistas com caso. Já ouvi essa piada muitas vezes de heterossexuais: não gosto de negros. Hahaha, prefiro negras!
Agora dele, que se diz bissexual: entre uma mulher e um preto prefiro o preto, porque não gosto de mulher...
Como reagir a esses comentários ridículos?
Agora que já estamos alimentados pela vitória do anti-racismo, entramos na fase da digestão e ainda precisamos de algum tempo para avaliar as ações, as atitudes, as notícias e as exageradas cobranças ao novo presidente.
No seio do Movimento em que militei durante anos, uma coisa sempre me incomodou: a retaliação e críticas que sempre fazemos uns aos outros de forma muito mais dura e incisiva, para mostras ao resto da sociedade o quanto somos melhores do que os outros negros e negras alvo das críticas. Com base nisto, sabemos bem de onde virão as primeiras críticas.
O fato é que as eleições acabaram por aqui e por lá, os gabinetes estão sendo montados. Os eleitos tiveram amplo apoio de todos os seguimentos, mas e a divisão do bolo? Esta é a pergunta que nunca pode calar...
Continuaremos no mesmo estágio? Em relação aos americanos, nenhuma preocupação, porque por lá já avançaram tanto que na divisão de poder enfocam gênero, origem racial/étnica, orientação sexual, religião e por aí vai...
Falar em democracia racial com divisão de poder é fácil, quero ver com exclusão...
Axé!
12-11-2008 00:00:00
saiba maisTambém havia um lado introspectivo em Obama, o cara de fora lidando com suas origens birraciais. Apesar de estar num grupo de amigos racialmente misto, ele e dois outros dentre os poucos alunos negros de Punahou se encontravam semanalmente naquilo que ficou conhecido como o canto étnico. .
Em um artigo de 1999 escrito para o Punahou Bulletin, Obama disse que, sendo um dos poucos negros na escola, eu provavelmente questionava minha identidade mais do que a maioria. Como criança de um lar desfeito e de uma família relativamente modesta, eu tinha muito ressentimento do que minhas circunstâncias justificavam e nem sempre canalizei esses sentimentos de maneira particularmente construtiva(.g1-globo.com)
Para nós brasileiros, Obama faz uma grande diferença. Sempre acusamos os Estados Unidos de serem extremamente radicais na prática do racismo, mas o Brasil é uma nação bem mais excludente.Com a possível eleição de Obama, acredito que as mudanças, em termos nacionais, virão através das pressões que serão exercidas sobre as elites, que muito questionam sobre as políticas de ações afirmativas como, por exemplo, a implantação das cotas nas universidades, a lei 11645/08 (História da África, do afro-brasileiro e Indígena) nas salas de aulas, etc..
Ele está bem distante do perfil de governantes anteriores. È negro tem origem mulçumana, e traz no sobrenome, a lembrança de um dos maiores inimigos que os americanos já tiveram. BARACK HUSSEIN OBAMA, tem grandes chances de se tornar o primeiro negro a comandar a maior potência do planeta.
Esta eleição americana fomenta discussões no mundo todo, principalmente no que tange a igualdade étnica, motivando muitos jovens a perseguirem seus sonhos.
Monteiro Lobato, em 1926, escreveu um livro, baseado numa ficção com o titulo: O presidente Negro. Abordava a subida do negro num maior patamar político. Lobato escolheu o ano de 2228. Foi feliz o escritor quando vislumbrou esta possibilidade. A data foi antecipada, mas, para aquela época, a possibilidade era essa.
Hoje, vemos aí o Obama como uma revisão de todo o estereótipo de incapacidade associado ao negro e isso é fruto do resultado de um processo de políticas públicas. Ele é uma inspiração para nós em todos os sentidos, mas fazemos parte de uma história diferente. É preciso reconhecer e valorizar nossas origens e lutarmos para fortalecer os debates étnico-raciais no centro das discussões políticas, para que tenhamos a chance de chegar lá.
Obama fez o percurso de sua trajetória política com os pés no chão, teve o cuidado de não se transformar em estrela. Muitas acusações fizeram, mas, ele conseguiu com muito equilíbrio, sair ileso delas.
Mesmo que não alcance a Presidência, deixou sua marca. Foi positiva a sua marcha. Vai ser com certeza um grande líder mundial da negritude por este mundo afora,
Toda a mídia mundial está focada neste que pode ser o maior evento político de planeta. Nos sentimos contemplados. A possibilidade de ter Um negro naquela presidência, nos faz repensar todo o processo histórico do afro-brasileiro. Porém, nós temos uma cultura que muito nos prejudica e precisa ser mudada: muitos negros ainda sofrem da escravidão mental e não votam em um candidato negro. Na África do Sul, quando foi dada a oportunidade de voto ao negro, eles elegeram Mandela e mudaram sua situação. Aqui, nós sempre tivemos esse instrumento, mas não sabemos utilizar. Já virou uma coisa cultural acreditar que só o branco pode resolver os nossos problemas.
AH! Parabéns Hamilton!!!!
É POSSIVEL FAZER ACONTECER!!!
05-11-2008 00:00:00
saiba maisTambém havia um lado introspectivo em Obama, o cara de fora lidando com suas origens birraciais. Apesar de estar num grupo de amigos racialmente misto, ele e dois outros dentre os poucos alunos negros de Punahou se encontravam semanalmente naquilo que ficou conhecido como o canto étnico. .
Em um artigo de 1999 escrito para o Punahou Bulletin, Obama disse que, sendo um dos poucos negros na escola, eu provavelmente questionava minha identidade mais do que a maioria. Como criança de um lar desfeito e de uma família relativamente modesta, eu tinha muito ressentimento do que minhas circunstâncias justificavam e nem sempre canalizei esses sentimentos de maneira particularmente construtiva(.g1-globo.com)
Para nós brasileiros, Obama faz uma grande diferença. Sempre acusamos os Estados Unidos de serem extremamente radicais na prática do racismo, mas o Brasil é uma nação bem mais excludente.Com a possível eleição de Obama, acredito que as mudanças, em termos nacionais, virão através das pressões que serão exercidas sobre as elites, que muito questionam sobre as políticas de ações afirmativas como, por exemplo, a implantação das cotas nas universidades, a lei 11645/08 (História da África, do afro-brasileiro e Indígena) nas salas de aulas, etc..
Ele está bem distante do perfil de governantes anteriores. È negro tem origem mulçumana, e traz no sobrenome, a lembrança de um dos maiores inimigos que os americanos já tiveram. BARACK HUSSEIN OBAMA, tem grandes chances de se tornar o primeiro negro a comandar a maior potência do planeta.
Esta eleição americana fomenta discussões no mundo todo, principalmente no que tange a igualdade étnica, motivando muitos jovens a perseguirem seus sonhos.
Monteiro Lobato, em 1926, escreveu um livro, baseado numa ficção com o titulo: O presidente Negro. Abordava a subida do negro num maior patamar político. Lobato escolheu o ano de 2228. Foi feliz o escritor quando vislumbrou esta possibilidade. A data foi antecipada, mas, para aquela época, a possibilidade era essa.
Hoje, vemos aí o Obama como uma revisão de todo o estereótipo de incapacidade associado ao negro e isso é fruto do resultado de um processo de políticas públicas. Ele é uma inspiração para nós em todos os sentidos, mas fazemos parte de uma história diferente. É preciso reconhecer e valorizar nossas origens e lutarmos para fortalecer os debates étnico-raciais no centro das discussões políticas, para que tenhamos a chance de chegar lá.
Obama fez o percurso de sua trajetória política com os pés no chão, teve o cuidado de não se transformar em estrela. Muitas acusações fizeram, mas, ele conseguiu com muito equilíbrio, sair ileso delas.
Mesmo que não alcance a Presidência, deixou sua marca. Foi positiva a sua marcha. Vai ser com certeza um grande líder mundial da negritude por este mundo afora,
Toda a mídia mundial está focada neste que pode ser o maior evento político de planeta. Nos sentimos contemplados. A possibilidade de ter Um negro naquela presidência, nos faz repensar todo o processo histórico do afro-brasileiro. Porém, nós temos uma cultura que muito nos prejudica e precisa ser mudada: muitos negros ainda sofrem da escravidão mental e não votam em um candidato negro. Na África do Sul, quando foi dada a oportunidade de voto ao negro, eles elegeram Mandela e mudaram sua situação. Aqui, nós sempre tivemos esse instrumento, mas não sabemos utilizar. Já virou uma coisa cultural acreditar que só o branco pode resolver os nossos problemas.
AH! Parabéns Hamilton!!!!
É POSSIVEL FAZER ACONTECER!!!
05-11-2008 00:00:00
saiba mais Para José-Matias Pereira política pública compreende um elenco de ações e procedimentos que visam à resolução pacífica de conflitos em torno da alocação de bens e recursos públicos, sendo que os personagens envolvidos nestes conflitos são denominados atores políticos.Existem diferenças entre decisões políticas e políticas públicas. Nem toda decisão política chega a ser uma política pública. Decisão política é uma escolha dentre um leque de alternativas, já política pública, que engloba também a decisão política, pode ser entendida como sendo um nexo entre a teoria e a ação. Esta última está relacionada com questões de liberdade e igualdade, ao direito à satisfação das necessidades básicas, como emprego, educação, saúde, habitação, acesso à terra, meio ambiente, transporte ,etc..acoplamdo também politicas de ações afirmativas.(José Matias Pereira)
Neste momento em que se difiniu as eleições em algumas cidades e outras que ainda irão ocorrer o segundo turno, sai da discussão uma pauta que é de muita importãncia para a sociedade: A agenda Social de Politicas Públicas.
A grande preocupação dos movimentos sociais organizados é que no momento que se inicia as campanhas eleitorais o processo é estagnado passando a ocupar o seu lugar, as promessas.
As politicas inerentes as Mulheres, Idosos, Negros , Jovens e outros segmentos, podem não sair do palanque eleitoral, onde tudo dito, é externado em forma de convencimento.
Dai surge a necessidade de maior acompanhamento em forma de cobrança dos segmentos sociais para que o que foi prometido seja cumprido.
É uma vedadeira transformação que acontece nas cidades. Em alguns casos as cãmaras foram renovadas em 90%, além da mudança na direção do executivo.
As discussões e medidas antes estabelecidas começam nestes novos mandatos com novas reuniões( quando o prefeito é democrático), esquecendo o que antes foi entendido como reivindicações que atenderiam a sociedade.
Tem que se ter velocidade, pois até a construção da pirãmide que são a formação da agenda, formulação,implementação,monitoramento, avaliação, além dos Atores Públicos que são os Politicos Eleitos,Burocratas, Tecnocratas, etc., e Atores Privados que são os empresários , Trabalhadores, Movimentos Sociais, etc., requer muito tempo...
A objetividade e o bom senso deveriam tomar forma de implementação de medidas levando em conta que o que esta dando certo deveria continuar,salvo alguns reajustes, etc...pois as cidades não podem parar.
Partindo do princípio que as demandas comuns em politicas Públicas, são constituidas de: Demandas novas Que correspondem àquelas que resultam do surgimento de novos atores ou novos problemas. Demandas recorrentes- Sáo aquelas que expressam problemas não resolvidos ou mal resolvidos e Demandas reprimidas- São aquelas constituídas sob um estado de coisas ou por não-decisão.
Estes fatores acompanhado de boa vontade politica fazem a diferença de quem quer administrar com seriedade os municípios. Não é necessárioo estancar projetos devido a picuinhas de grupos politicos.
As Politicas Publicas temperadas com uma poção satisfatória de Ações Afirmativas, são na verdade o anseio das camadas sociais históricamente discriminadas. E é nesta linha de fiscalização que os movimentos devem caminhar.
É demagogo o entendimento de um todo para todos. Não funciona ainda., quem sabe um dia...
É POSSIVEL FAZER ACONTECER
22-10-2008 00:00:00
saiba mais Para José-Matias Pereira política pública compreende um elenco de ações e procedimentos que visam à resolução pacífica de conflitos em torno da alocação de bens e recursos públicos, sendo que os personagens envolvidos nestes conflitos são denominados atores políticos.Existem diferenças entre decisões políticas e políticas públicas. Nem toda decisão política chega a ser uma política pública. Decisão política é uma escolha dentre um leque de alternativas, já política pública, que engloba também a decisão política, pode ser entendida como sendo um nexo entre a teoria e a ação. Esta última está relacionada com questões de liberdade e igualdade, ao direito à satisfação das necessidades básicas, como emprego, educação, saúde, habitação, acesso à terra, meio ambiente, transporte ,etc..acoplamdo também politicas de ações afirmativas.(José Matias Pereira)
Neste momento em que se difiniu as eleições em algumas cidades e outras que ainda irão ocorrer o segundo turno, sai da discussão uma pauta que é de muita importãncia para a sociedade: A agenda Social de Politicas Públicas.
A grande preocupação dos movimentos sociais organizados é que no momento que se inicia as campanhas eleitorais o processo é estagnado passando a ocupar o seu lugar, as promessas.
As politicas inerentes as Mulheres, Idosos, Negros , Jovens e outros segmentos, podem não sair do palanque eleitoral, onde tudo dito, é externado em forma de convencimento.
Dai surge a necessidade de maior acompanhamento em forma de cobrança dos segmentos sociais para que o que foi prometido seja cumprido.
É uma vedadeira transformação que acontece nas cidades. Em alguns casos as cãmaras foram renovadas em 90%, além da mudança na direção do executivo.
As discussões e medidas antes estabelecidas começam nestes novos mandatos com novas reuniões( quando o prefeito é democrático), esquecendo o que antes foi entendido como reivindicações que atenderiam a sociedade.
Tem que se ter velocidade, pois até a construção da pirãmide que são a formação da agenda, formulação,implementação,monitoramento, avaliação, além dos Atores Públicos que são os Politicos Eleitos,Burocratas, Tecnocratas, etc., e Atores Privados que são os empresários , Trabalhadores, Movimentos Sociais, etc., requer muito tempo...
A objetividade e o bom senso deveriam tomar forma de implementação de medidas levando em conta que o que esta dando certo deveria continuar,salvo alguns reajustes, etc...pois as cidades não podem parar.
Partindo do princípio que as demandas comuns em politicas Públicas, são constituidas de: Demandas novas Que correspondem àquelas que resultam do surgimento de novos atores ou novos problemas. Demandas recorrentes- Sáo aquelas que expressam problemas não resolvidos ou mal resolvidos e Demandas reprimidas- São aquelas constituídas sob um estado de coisas ou por não-decisão.
Estes fatores acompanhado de boa vontade politica fazem a diferença de quem quer administrar com seriedade os municípios. Não é necessárioo estancar projetos devido a picuinhas de grupos politicos.
As Politicas Publicas temperadas com uma poção satisfatória de Ações Afirmativas, são na verdade o anseio das camadas sociais históricamente discriminadas. E é nesta linha de fiscalização que os movimentos devem caminhar.
É demagogo o entendimento de um todo para todos. Não funciona ainda., quem sabe um dia...
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22-10-2008 00:00:00
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Nas
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E a
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O
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15-10-2008 00:00:00
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15-10-2008 00:00:00
saiba mais24-09-2008 00:00:00
saiba mais24-09-2008 00:00:00
saiba maisOs números apresentados pelo 3º Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nesta terça-feira (16), mostram que existe uma grande distância entre brancos e negros. A pobreza e a indigência é três vezes maior entre a população negra. Domicílios chefiados por negros têm menos acesso a rede de esgoto, abastecimento de água ou coleta de lixo.(Fonte: IPEA)
A desigualdade também está presente no serviço de saúde, que por definição é universal. Dados mostram que 46,3% das mulheres negras com mais de 25 anos nunca fizeram exame clínico de mama, teste indispensável para detecção precoce de câncer. As mulheres são menos tocadas, menos examinadas, um fator intrigante...
O número torna-se ainda mais preocupante quando se avaliam as estatísticas populacionais. Dados mostram que a população negra passou de 42% em 1996 para 47% em 2006. Esse número não reflete mudança demográfica, mas, sim, cultural, e cresceu ainda mais, se levarmos em conta que estamos em 2008(ipea). Fruto do Movimento Social Negro. Boa parte da população passou a se reconhecer como tal. E a tendência, é esse número aumentar sensivelmente.
O formato da família brasileira está se diversificando, com mais espaço para casais com filhos chefiados por mulheres e núcleos familiares formados só por pai e filhos. Já fora de casa, principalmente nas relações de trabalho, há uma repetição de padrões de iniqüidade, seja de gênero ou de raça. É o que percebemos no nosso cotidiano
Apesar de o modelo de pai provedor, mãe e filhos ainda prevalecer, houve aumento, em dez anos, das outras formas de organização familiar. O nível de desigualdade se reduziu, mas em um ritmo muito menor do que seria considerado adequado
Batizado de monoparentais masculinos, o arranjo familiar formado por pai/filhos passou de 2,1% em 1993 para 2,7% em 2006(Ipea).Pode parecer um número tímido, mas chama a atenção. É um indício de que um processo de redefinição de papéis está em curso.
As Políticas Públicas no que tange Ações Afirmativas aplicadas principalmente pelo Governo Federal, em muito contribuíram para que este quadro de desigualdade diminuísse mesmo que longe do necessário.
Porém, percebemos neste ano eleitoral, que falta nos programas de governo dos municípios, medidas que possam contemplar não só os negros, mas também outras segmentos da sociedade historicamente discriminados , como as mulheres, jovens, idosos, homossexuais,deficientes, etc...
É uma grande oportunidade de tratar a Inclusão Social de forma diferente. Direcionando ações que possam fazer a diferença nestes grupos excluídos. Existem muitas formas, tendo como base a Educação, Saúde, Cultura e infra-estrutura para essa comunidade principalmente de periferia, onde estão a grandes concentrações de demanda, e também a maioria dos afro-brasileiros e discriminados.
Fazer um discurso que todos terão o mesmo tratamento nas administrações que irão assumir ou outras que continuarão, é puramente demagogo e ultrapassado. Como tratar os diferentes que foram excluídos em todo o processo de construção do Pais com a mesma igualdade dos que não foram?
Como poderíamos unificar as mesmas ações de políticas sociais para a comunidade da Ferradura e Baia Formosa(divisa com Cabo Frio) ?
Enquanto esses atores políticos tiverem este pensamento de um governo que irá implementar medidas únicas que atenderá toda a comunidade fazendo vista grossa a real condição que se encontra esta população, eles simplesmente estarão perpetuando as desigualdades sociais.
ACORDA BÚZIOS !!!!!
É POSSÍVEL FAZER ACONTECER!!
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17-09-2008 00:00:00
saiba maisOs números apresentados pelo 3º Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nesta terça-feira (16), mostram que existe uma grande distância entre brancos e negros. A pobreza e a indigência é três vezes maior entre a população negra. Domicílios chefiados por negros têm menos acesso a rede de esgoto, abastecimento de água ou coleta de lixo.(Fonte: IPEA)
A desigualdade também está presente no serviço de saúde, que por definição é universal. Dados mostram que 46,3% das mulheres negras com mais de 25 anos nunca fizeram exame clínico de mama, teste indispensável para detecção precoce de câncer. As mulheres são menos tocadas, menos examinadas, um fator intrigante...
O número torna-se ainda mais preocupante quando se avaliam as estatísticas populacionais. Dados mostram que a população negra passou de 42% em 1996 para 47% em 2006. Esse número não reflete mudança demográfica, mas, sim, cultural, e cresceu ainda mais, se levarmos em conta que estamos em 2008(ipea). Fruto do Movimento Social Negro. Boa parte da população passou a se reconhecer como tal. E a tendência, é esse número aumentar sensivelmente.
O formato da família brasileira está se diversificando, com mais espaço para casais com filhos chefiados por mulheres e núcleos familiares formados só por pai e filhos. Já fora de casa, principalmente nas relações de trabalho, há uma repetição de padrões de iniqüidade, seja de gênero ou de raça. É o que percebemos no nosso cotidiano
Apesar de o modelo de pai provedor, mãe e filhos ainda prevalecer, houve aumento, em dez anos, das outras formas de organização familiar. O nível de desigualdade se reduziu, mas em um ritmo muito menor do que seria considerado adequado
Batizado de monoparentais masculinos, o arranjo familiar formado por pai/filhos passou de 2,1% em 1993 para 2,7% em 2006(Ipea).Pode parecer um número tímido, mas chama a atenção. É um indício de que um processo de redefinição de papéis está em curso.
As Políticas Públicas no que tange Ações Afirmativas aplicadas principalmente pelo Governo Federal, em muito contribuíram para que este quadro de desigualdade diminuísse mesmo que longe do necessário.
Porém, percebemos neste ano eleitoral, que falta nos programas de governo dos municípios, medidas que possam contemplar não só os negros, mas também outras segmentos da sociedade historicamente discriminados , como as mulheres, jovens, idosos, homossexuais,deficientes, etc...
É uma grande oportunidade de tratar a Inclusão Social de forma diferente. Direcionando ações que possam fazer a diferença nestes grupos excluídos. Existem muitas formas, tendo como base a Educação, Saúde, Cultura e infra-estrutura para essa comunidade principalmente de periferia, onde estão a grandes concentrações de demanda, e também a maioria dos afro-brasileiros e discriminados.
Fazer um discurso que todos terão o mesmo tratamento nas administrações que irão assumir ou outras que continuarão, é puramente demagogo e ultrapassado. Como tratar os diferentes que foram excluídos em todo o processo de construção do Pais com a mesma igualdade dos que não foram?
Como poderíamos unificar as mesmas ações de políticas sociais para a comunidade da Ferradura e Baia Formosa(divisa com Cabo Frio) ?
Enquanto esses atores políticos tiverem este pensamento de um governo que irá implementar medidas únicas que atenderá toda a comunidade fazendo vista grossa a real condição que se encontra esta população, eles simplesmente estarão perpetuando as desigualdades sociais.
ACORDA BÚZIOS !!!!!
É POSSÍVEL FAZER ACONTECER!!
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17-09-2008 00:00:00
saiba mais10-09-2008 00:00:00
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saiba mais03-09-2008 00:00:00
saiba mais03-09-2008 00:00:00
saiba maisFernando de Azevedo, secretário de educação do Distrito Federal de 1926 a 1930, acreditava que sem a criação de elites capazes de guiá-las, a educação das massas populares resultará num movimento na direção da pior demagogia. As massas, sempre, são os outros. É a velha demofobia. Se não fizerem o que eu digo, a choldra descerá dos morros e destruirá nosso paraíso tropical. Os negros dirão que são negros. ... (Lucio Magano, por e-mail em 8/9/2006, sobre o livro do Prfº americano Jerry Dávila, da Universidade da Carolina do Norte, Diploma de Brancura: Raça e Política Social no Brasil, 1917-1945 - Diploma of Whiteness, publicado em 2003, inédito em português)
É sempre gratificante assistir a um show de boa música, com bons músicos e rodeada de pessoas alegres e harmoniosas, mas estar na Lapa, neste nosso histórico espaço cultural carioca, foi muito mais que isto. O Nei Lopes é um de nossos heróis. Militante, acadêmico, intelectual e sambista de primeira. Isto sim é cultura!
A propaganda institucional do TSE sobre o significado do voto que toda hora aparece para nos lembrar que foi muito árdua a luta por esse direito, não tem ninguém que se parece com ele... uma Pena.
Estamos há menos de dois meses das eleições. Infelizmente não faltam motivos para continuarmos em nossa perseguição pela ampliação dos espaços que nos são destinados. Nosso lugar ainda não mudou, mas estamos estabelecendo muitos diálogos e certamente a compreensão política de que hoje a comunidade negra já tem maior identidade e unidade.
Nas periferias, somos nós ativos participantes de diversas formas de organização social que vão desde movimentos comunitários a times de várzea; associações de mulheres negras a sindicatos; movimentos de jovens a grêmios estudantis; associações de capoeira a centros espíritas; igrejas evangélicas a centros de tratamentos de dependentes químicos; escolas de samba a oficinas de arte e artesanato. Enfim, os afro-descendentes de todas as colorações estão em ação e com muita politização. Quase emancipados.
Talvez, nossos novos passos para a trajetória rumo a maiores espaços no poder tenham começado com o voto do ministro Carlos Ayres Britto, do STF, relator de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) que contestam o Programa Universidade para Todos (ProUni), onde afirmou ser legal a reserva de bolsas de estudo integrais e parciais para alunos que se declararem indígenas, pardos ou pretos, portadores de necessidades especiais, estudantes de escolas públicas ou que tenham concluído o ensino médio em colégios privados com abatimento nas mensalidades.
Há 120 anos, no dia da assinatura da Lei, haviam apenas 5%(cinco por cento) de negros cativos, pois a maior parte ou havia sido alforriada (comprando ou ganhando a carta de liberdade) ou encontrava-se aquilombada após a fuga dos cativeiros. Nós não somos e nem fomos jamais escravas passivas como disse Gilberto Freire.
Todos os anos, milhares de militantes das inúmeras organizações que se dedicam a reconstruir a história que foi contada durante esses do pós-abolição da Escravatura. Mas este ano é diferente. Podemos muito mais que isto.
Muita gente acredita que não somos organizados bastante. Acham nossos pleitos uma bobagem, chatice, desdenham de nós. Eu penso que eles estão enganados, mas precisamos mostrar isto nos mapas...
O lúdico sempre nos ampara nesses pensares. Foi lindo ver o finalzinho do show do Nei Lopes neste fim de semana. Teve que falar de amor para falar a verdade, nosso hino à Liberdade.
Muitas vezes somos condenados sem merecimento por nos identificarmos como negros e falarmos abertamente sobre o racismo institucional. Uma espécie de código de ética para tentar neutralizar nossas ações bem realizadas. Mas, estamos chegando lá, podem ter certeza.
É possível fazer acontecer!
13-08-2008 00:00:00
saiba maisFernando de Azevedo, secretário de educação do Distrito Federal de 1926 a 1930, acreditava que sem a criação de elites capazes de guiá-las, a educação das massas populares resultará num movimento na direção da pior demagogia. As massas, sempre, são os outros. É a velha demofobia. Se não fizerem o que eu digo, a choldra descerá dos morros e destruirá nosso paraíso tropical. Os negros dirão que são negros. ... (Lucio Magano, por e-mail em 8/9/2006, sobre o livro do Prfº americano Jerry Dávila, da Universidade da Carolina do Norte, Diploma de Brancura: Raça e Política Social no Brasil, 1917-1945 - Diploma of Whiteness, publicado em 2003, inédito em português)
É sempre gratificante assistir a um show de boa música, com bons músicos e rodeada de pessoas alegres e harmoniosas, mas estar na Lapa, neste nosso histórico espaço cultural carioca, foi muito mais que isto. O Nei Lopes é um de nossos heróis. Militante, acadêmico, intelectual e sambista de primeira. Isto sim é cultura!
A propaganda institucional do TSE sobre o significado do voto que toda hora aparece para nos lembrar que foi muito árdua a luta por esse direito, não tem ninguém que se parece com ele... uma Pena.
Estamos há menos de dois meses das eleições. Infelizmente não faltam motivos para continuarmos em nossa perseguição pela ampliação dos espaços que nos são destinados. Nosso lugar ainda não mudou, mas estamos estabelecendo muitos diálogos e certamente a compreensão política de que hoje a comunidade negra já tem maior identidade e unidade.
Nas periferias, somos nós ativos participantes de diversas formas de organização social que vão desde movimentos comunitários a times de várzea; associações de mulheres negras a sindicatos; movimentos de jovens a grêmios estudantis; associações de capoeira a centros espíritas; igrejas evangélicas a centros de tratamentos de dependentes químicos; escolas de samba a oficinas de arte e artesanato. Enfim, os afro-descendentes de todas as colorações estão em ação e com muita politização. Quase emancipados.
Talvez, nossos novos passos para a trajetória rumo a maiores espaços no poder tenham começado com o voto do ministro Carlos Ayres Britto, do STF, relator de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) que contestam o Programa Universidade para Todos (ProUni), onde afirmou ser legal a reserva de bolsas de estudo integrais e parciais para alunos que se declararem indígenas, pardos ou pretos, portadores de necessidades especiais, estudantes de escolas públicas ou que tenham concluído o ensino médio em colégios privados com abatimento nas mensalidades.
Há 120 anos, no dia da assinatura da Lei, haviam apenas 5%(cinco por cento) de negros cativos, pois a maior parte ou havia sido alforriada (comprando ou ganhando a carta de liberdade) ou encontrava-se aquilombada após a fuga dos cativeiros. Nós não somos e nem fomos jamais escravas passivas como disse Gilberto Freire.
Todos os anos, milhares de militantes das inúmeras organizações que se dedicam a reconstruir a história que foi contada durante esses do pós-abolição da Escravatura. Mas este ano é diferente. Podemos muito mais que isto.
Muita gente acredita que não somos organizados bastante. Acham nossos pleitos uma bobagem, chatice, desdenham de nós. Eu penso que eles estão enganados, mas precisamos mostrar isto nos mapas...
O lúdico sempre nos ampara nesses pensares. Foi lindo ver o finalzinho do show do Nei Lopes neste fim de semana. Teve que falar de amor para falar a verdade, nosso hino à Liberdade.
Muitas vezes somos condenados sem merecimento por nos identificarmos como negros e falarmos abertamente sobre o racismo institucional. Uma espécie de código de ética para tentar neutralizar nossas ações bem realizadas. Mas, estamos chegando lá, podem ter certeza.
É possível fazer acontecer!
13-08-2008 00:00:00
saiba mais06-08-2008 00:00:00
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saiba maisNão basta ver e ouvir, substituindo a prática, a vivência pelo pseudoconhecimento, por um olhar irresponsável, por umas contemplações superficiais, despreocupadas e satisfeitas. Não basta ficar dentro de casa protegido por quatro paredes, pela existência familiar, deixar que o mundo venha a você através da mídia, sem perigo, e o pior, certo de que não vai mudar porque ouve e vê. A despolitização é o resultado. Homem e mulher não podem temer o debate de rua, alegrar-se por ser apenas um empreendedor de espetáculos, o qual é hábil em adormecer em nós cidadãos a luta por direitos. (Blanchot)
Do ponto de vista histórico ocorreu coincidência entre as mudanças de conceitos pelo sentimento do medo e a discussão sobre os direitos do homem.
Nas sociedades aristocráticas guerreiras, o medo sempre esteve ligado à covardia diante dos perigos da guerra e oposto a coragem, esta era virtude própria dos guerreiros aristocratas. O medo era vício dos covardes, aparecia como excepcional e vergonhoso entre os aristocratas, mas como algo natural e essencial à plebe, tradicionalmente definida como covarde e temerosa.
A sociedade burguesa introduziu mudança dos valores éticos e sociais, transformando também a maneira de definir e de localizar o medo, que deixa de ser vício característico da plebe para se tornar sentimento comum entre os homens.
Teoricamente, na modernidade o medo recíproco entre os homens, e os crimes que cometem uns contra os outros jamais teriam fim se não fosse instituída uma instância separada deles e superior a eles: o Estado, que define os direitos e deveres do homem enquanto indivíduos vivendo em sociedade. Os direitos do homem enquanto indivíduo são inseparáveis de seus direitos enquanto cidadão.
A sociedade moderna altera o sentido do medo. Surge uma prática política a Declaração dos Direitos e após a segunda grande guerra, ou seja, após o fenômeno do governo totalitarista nazista e fascista surge a Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, que completou 60 anos.. E aí há de ser elucidado que a Declaração, surgida nesse período, indica que há relações profundas entre os direitos humanos e a forma de poder, definições de violência e do crime, e o medo.
A Declaração dos Direitos Humanos é instrumento que garante o avanço da sociedade, que cresce a medida que toma consciência de que conhecimento é poder pode garantir a paz e harmonia entre os homens, que passa a analisar que para o encontro da dessa harmonia o homem deve deixar de ser lobo do outro homem. As terras cultivadas ou cultiváveis deve servir a humanidade. Cresce o entendimento que o negro não é infantil, ignorante, raça inferior e perigosa, não é o Arlequim. Que nordestino é humano e merece respeito, atenção. Os índios na qualidade de primeiros habitantes hoje são cada vez mais responsáveis, capazes de cidadania, lutadores. Os trabalhadores rurais e urbanos se organizam em comunidades e, através do conhecimento, se conscientizam cada vez mais saem da ignorância, do atraso e do conceito de perigosos. Avança a luta da mulher pelo respeito incondicional, se organizam em Ongs, associações, para reprimir o espancamento e estupro sofrido em casa e na própria delegacia. Mais conscientes os homossexuais, prostitutas igualmente se organizam para avançar no respeito a existência do diferente, como eles pequenos criminosos se mobilizam para deixar de serem torturados nas prisões.
Ainda podemos parabenizar a humanidade pela magnitude da Declaração Universal dos Direitos Humanos garantidora das classes chamadas pela ciência de subalternas que se organizando deixam a cada dia de carregar os estigmas da suspeita, da culpa e da incriminação.
Fátima Moura
Advogada e estudante de comunicação
Conselho Deliberativo da AFROBUZIOS
23-07-2008 00:00:00
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