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Terça-feira , 22 de May 2012
  • Que 2011 venha denegrir todos...

    Mais um ano se foi e muitas conquistas ainda estão por vir. É sempre assim, é instinto do ser humano, sempre estar em busca de mais e mais. Neste inicio de ano, sentimos a necessidade de agradecer, deixamos neste momento a busca para lembrar dos que estão e que de alguma forma contribuíram com nosso trabalho em 2010.
    Você leitor (a), que nos acompanhou durante todo esse tempo, a equipe do Jornal Primeira Hora atual e a que passou pela redação neste período.
    Quero registrar também um agradecimento especial ao Eduardo Borgerth, que tem oportunizado este espaço para que possamos manifestar nossas idéias, fomentar discussões e acima de tudo mostrar que este jornal esta na vanguarda da imprensa contemporânea, quando possibilita pessoas e instituições independentes da bandeira que defendem expor seus pensamentos, como atualmente faz a grande mídia.
    Desejamos sucesso a todos, pois este ano de 2011 promete ser um ano promissor, se depender da energia que é regido. Ano de ‘Oxum’, que é mãe da água doce, rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro. Oxum é a rainha de Ijexá.  Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe.
    Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum. Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado.
    Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão.  Oxum é amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos.
    Realmente, Oxum é a deusa do amor. Sua força está presente no dia-a-dia, pois quem não ama de verdade? Embora o mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração para o amor.
    Oxum traduz sentimentos doces, equilibrados, maduros, sinceros, honestos. É o sentimento definitivo, aquele sentimento que dura para toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que ‘amo e sou amado’.
    Que 2001 venha denegrir a imagem de todos, trazendo um mar negro de abundancia, pois denegrir é tornar negro, e como concordamos que o negro é belo, tanto no aspecto físico como espiritual, e teve um grande papel na construção deste país que tem em sua população metade de afro-brasileiros, porque não relaxar e deixar que o negro também faça parte da prosperidade, paz e harmonia da sua vida, deixando se denegrir?
    É possível fazer acontecer!
     

    08-01-2011 00:00:00

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  • O Estado contra o tráfico - O extermínio de negros

    Dias atrás, por conta do ataque do tráfico queimando dezenas de automóveis e motos, a população ficou atenta aos noticiários em relação ao contra ataque do estado no morro do Cruzeiro e no Complexo do Alemão,onde permanece até hoje.

    Estes lugares eram considerados terra de ninguém, onde as leis eram impostas por traficantes numa clara ausência do poder público.

    A nossa observação é que o numero de mortos e bandidos que foram presos confirmam a falta de ação anterior do estado, além da necessidade cada vez mais premente de iniciativas que intencionem radicalmente a diminuição das desigualdades. Ao contrário do que muitos acham o problema do Brasil não é só social quando se enfatiza o ‘lugar de negro’, é racial.

    Nestas comunidades, as vitimas e os algozes são em sua maioria negros (as).

    Nesta visão, também se fundamenta outra linha demográfica: a população carcerária é constituída em sua maioria de afro-brasileiros, e cada vez mais cresce este índice chegando em 2009 a 66,5%. Nas prisões, que é preciso compreender o papel do racismo no sistema penal brasileiro. O sistema prisional é violento porque está estruturado pelo racismo, já que os negros, que formam a maior parte daquela população, seriam considerados pessoas inferiores. As penitenciárias têm sido utilizadas como um instrumento de extermínio dos negros.

    Toda esta situação é um ‘efeito dominó’. Boa parte de negros das favelas e periferias vêm um atrativo, por falta de ações públicas, no trabalho para o trafico, por conseqüência, quando não morre vai preso , fomentando assim a ‘cor’ da massa das prisões o alto índice de negros mortos por tiros. Seus familiares se tornam reféns deste efeito, aumentando a miséria naquela camada social, e boa parte da juventude tende a ir ao caminho do crime. Não existem ações que possam, por exemplo, ocupar o tempo dos jovens e adolescentes que ficam a mercê do poder paralelo. As famílias de bem, quando muito conseguem, vão para as calçadas de suas casas em busca de algum momento de lazer em conversas com vizinhos, isso quando as quadrilhas não estão se enfrentando e as balas de armamento pesado não estão cruzando o ‘céu’, é a opção que restou. ‘Resolveram’ o problema do morro do Cruzeiro e do Complexo do Alemão, mas outras comunidades estão precisando desta mesma atenção.

    Vale observar que a policia militar é a instituição que mais emprega negro no país. Não podemos esquecer que de alguma forma este confronto lembra o estado de guerrilha de alguns países africanos, onde existe a possibilidade de negros de ambos os lados se matarem.

    Não basta o estado ocupar, paralelamente iniciativas devem ser intensificadas tendo como alvo a condição de sobrevivência daqueles moradores.

    O leque deve ser estendido de uma forma que a policia não seja a única saída para aqueles locais. O poder público deve agregar outros ganchos que fomentem ações afirmativas imediatas a esta necessária ocupação, pois somente desta forma derrubaremos o estigma que a ‘favela é a nova senzala’

    É possível fazer acontecer!

    11-12-2010 00:00:00

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  • O estado contra o tráfico ? "extermínio de negros"

    Esta semana com o ataque ao tráfico no morro do Cruzeiro e no Complexo do Alemão, dezenas de automóveis e motos queimados, a população ficou atônita e perplexa com o show de horrores contado pelos noticiários. Todo o complexo parece ser considerado terra de ninguém, as leis são impostas por traficantes, indício de ausência do poder público. Isto é um fato.

    Outro fato, a nossa preocupação é que com número de mortos, para além dos bandidos que foram presos, esta ação homicida com justificativa de defesa confirma a falta de ação do Estado e a necessidade cada vez maior de iniciativas que possam radicalmente diminuir as desigualdades.

    Ao contrário da opinião de muitos, o problema do Brasil não é somente social, quando se enfatiza o ‘lugar do negro’ passa a ser de caráter racial. É este o ponto da discussão em pauta. Nas comunidades cariocas, as vitimas e os algozes são em sua maioria negros e negras, isto é uma questão demográfica. A partir deste ponto de vista demográfico, esbarramos em outra questão demográfica: a população carcerária; constituída em sua maioria por negros e mestiços. Mas, se pensarmos bem, negros e pobres fazem parte da mesma categoria, parte desta população, que vivem em subúrbios/periferias, vêm no tráfico um atrativo imediato no que tange a capitalizar recursos materiais.

    A inexistência de ações públicas no setor da educação parece corroborar a recorrência desta clientela carcerária jovem que ao ir trabalhar para o tráfico organizado esquece as consequências que muitas vezes lhes levam a morte ou a prisão; mas, depois de preso e solto as perspectivas de ter uma vida digna com benefícios justos não lhes são garantidos, a consequência para o Estado é que este jovem não volta integrado para a sociedade, este jovem volta para o seu trabalho, nas tramas do tráfico, fomentando assim a ‘cor’ da massa nas prisões e unidades de internação tais como a FUNABEM e Fundação Casa (Ex FEBEM) em São Paulo, e muitos destes jovens pertencem a famílias carcerárias.

     

    Não existem ações que possam, por exemplo, ocupar o tempo dos jovens e adolescentes que ficam a mercê do poder paralelo. As famílias de bem, quando muito conseguem, vão para as calçadas de suas casas para ter algum momento de lazer numa troca de idéias com vizinhos, isso quando as quadrilhas não estão se enfrentando e as balas de armamento pesado não estão cruzando o ‘céu’ da paisagem que vivem, é a opção que restou. ‘Resolveram’ o problema do morro do Cruzeiro e do Complexo do Alemão, mas, o problema da Educação - não! Outras tantas comunidades nos rincões do país também estão precisando desta mesma atenção.

     

    Vale observar que a policia militar é a instituição que mais emprega negros no país. Não podemos esquecer que de alguma forma este confronto lembra o estado de guerrilha de alguns países africanos, onde existem negros de ambos os lados se matarem. Não basta o Estado ocupar paralelamente iniciativas que devem ser intensificadas tendo como alvo a condição de sobrevivência daqueles moradores.O leque deve ser estendido de uma forma que a policia não seja a única saída para aqueles locais. O poder público deve agregar outros ganchos que fomentem ações afirmativas imediatas a esta necessária ocupação, pois somente desta forma derrubaremos o estigma que a ‘favela é a nova senzala.’

     

    É possível fazer acontecer!

    02-12-2010 00:00:00

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  • O "fim" das ONGs

    Em recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), existem no Brasil aproximadamente 300 mil ONGs que militam em vários segmentos sociais. Aliás, é maravilhosa esta iniciativa da sociedade civil brasileira. Porém, entidades que desenvolvem trabalhos relacionados à questão do capital humano passaram a ter dificuldades com a captação de recursos que financie seus projetos.
    Alguns países desenvolvidos e organismos internacionais, grandes exportadores de recursos para os países subdesenvolvidos, não vêm mais o Brasil nesta fase em que programas tais como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, PROUNI, PROJOVEM, Bolsa Escola parecem ter amenizado a falta de acessos aos bens comuns, deste modo os referidos organismos, parecem preferir o leste Europeu, África e sudeste da Ásia em função de sua pobreza.
     O governo federal conta com aproximadamente 170 programas que gradativamente são levados aos municípios. Existem ações públicas para todos os níveis sociais, étnicos e culturais, alcançando ainda a promoção da cidadania plena. Os próprios municípios estão criando suas ações visando à ocupação deste espaço, antes preenchido pelas ONGs. Por incrível que pareça, o Brasil passou de receptor de recursos a exportador de recursos, uma vez que as estratégias adotadas parecem ter adentrado territórios cuja qualidade de vida é em números muito inferior a nossa, apesar de todos os nossos problemas sociais.
     Por outro lado, instituições que trabalham com o aspecto ambiental, fiscalização da coisa pública, consultoria e afins, e que normalmente tem em seus quadros profissionais independentes, cuja maior parte tem formação acadêmica, estas sim estão em ascensão. Quando necessário estas instituições elaboram parcerias meramente programáticas com as administrações municipais principalmente para voluntariamente desenvolver algum projeto visando o bem estar comum. Este grupo não ‘cochilou’ no decorrer do tempo, normalmente são pessoas que de alguma forma querem devolver para a sociedade algo que receberam dela no passado.
     Ainda sim, algumas ONGs são verdadeiras ‘pedra no sapato’ de algumas administrações municipais; é que estas parecem não ter cuidado algum com a verba pública. A verdade é que as ONGs nasceram com outro direcionamento, o de contribuir para a erradicação da desigualdade social e ser assim um braço independente do Estado. Algumas ONGs  hoje quando não procuram uma forma de aparelhamento com as prefeituras, esquecendo seu verdadeiro papel, atuam com a intenção de atrelar-se a municípios e suas administrações. 
     Acontece que mesmo as ONGs que trabalham com questões relacionadas ao capital humano, com as camadas menos favorecidas da sociedade brasileira, devem rever a sua importância no contexto em que estão inseridas, de modo que atuem em sua função original e histórica, ou seja, que estas ONGs, de fato, contribuam para o aniquilamento das contradições históricas existentes em nossa sociedade. Deveriam sim, envolver-se com membros preferencialmente de formação específica, para que assim possam favorecer a distribuição das ações a serem desenvolvidas pelas prefeituras, num aspecto menos pragmático.
    É possível fazer acontecer!

    26-11-2010 00:00:00

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  • "Não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia que tem a carne preta"

    (Trecho do livro "Caçadas de Pedrinho" de Monteiro Lobato)

    12-11-2010 00:00:00

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  • O "fim" das ONGs

    Em recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), existem no Brasil aproximadamente 300 mil ONGs que militam em vários segmentos sociais. Aliás, é maravilhosa esta iniciativa da sociedade civil brasileira. Porém, entidades que desenvolvem trabalhos relacionados à questão do capital humano passaram a ter dificuldades com a captação de recursos que financie seus projetos.

    Alguns países desenvolvidos e organismos internacionais, grandes exportadores de recursos para os países subdesenvolvidos, não vêm mais o Brasil nesta fase em que programas tais como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, PROUNI, PROJOVEM, Bolsa Escola parecem ter amenizado a falta de acessos aos bens comuns, deste modo os referidos organismos, parecem preferir o leste Europeu, África e sudeste da Ásia em função de sua pobreza.

     O governo federal conta com aproximadamente 170 programas que gradativamente são levados aos municípios. Existem ações públicas para todos os níveis sociais, étnicos e culturais, alcançando ainda a promoção da cidadania plena. Os próprios municípios estão criando suas ações visando à ocupação deste espaço, antes preenchido pelas ONGs. Por incrível que pareça, o Brasil passou de receptor de recursos a exportador de recursos, uma vez que as estratégias adotadas parecem ter adentrado territórios cuja qualidade de vida é em números muito inferior a nossa, apesar de todos os nossos problemas sociais.

     Por outro lado, instituições que trabalham com o aspecto ambiental, fiscalização da coisa pública, consultoria e afins, e que normalmente tem em seus quadros profissionais independentes, cuja maior parte tem formação acadêmica, estas sim estão em ascensão. Quando necessário estas instituições elaboram parcerias meramente programáticas com as administrações municipais principalmente para voluntariamente desenvolver algum projeto visando o bem estar comum. Este grupo não ‘cochilou’ no decorrer do tempo, normalmente são pessoas que de alguma forma querem devolver para a sociedade algo que receberam dela no passado.

     Ainda sim, algumas ONGs são verdadeiras ‘pedra no sapato’ de algumas administrações municipais; é que estas parecem não ter cuidado algum com a verba pública. A verdade é que as ONGs nasceram com outro direcionamento, o de contribuir para a erradicação da desigualdade social e ser assim um braço independente do Estado. Algumas ONGs  hoje quando não procuram uma forma de aparelhamento com as prefeituras, esquecendo seu verdadeiro papel, atuam com a intenção de atrelar-se a municípios e suas administrações.  

     Acontece que mesmo as ONGs que trabalham com questões relacionadas ao capital humano, com as camadas menos favorecidas da sociedade brasileira, devem rever a sua importância no contexto em que estão inseridas, de modo que atuem em sua função original e histórica, ou seja, que estas ONGs, de fato, contribuam para o aniquilamento das contradições históricas existentes em nossa sociedade. Deveriam sim, envolver-se com membros preferencialmente de formação específica, para que assim possam favorecer a distribuição das ações a serem desenvolvidas pelas prefeituras, num aspecto menos pragmático. É possível fazer acontecer!

    06-11-2010 00:00:00

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  • A ilegalidade está se tornando legal

    A economia subterrânea brasileira equivale a uma Argentina

    30-10-2010 00:00:00

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  • A distância salarial entre gêneros e étnica

    Desde 2006, o Fórum Econômico Mundial começou a desenvolver o estudo de
    condições de vida e renda entre mulheres, e um novo quadro vem se desenhando.
    O Brasil, que já esteve em 81ª, agora está em 85ª no ranking. São comparados
    vários indicadores para se chegar a este quadro, de mercado de trabalho à participação
    política.
    Aqui no Brasil a situação real é outra tendo em vista o nosso histórico de construção étnica
    deste país considerando a discriminação e preconceito existente. Não obstante, num
    aspecto mundial às desigualdades entre homens e mulheres permanecerem ou diminuírem
    em pouca escala, aqui vai além, pois se externam também entre negros e brancos.
    As diferenças entre os rendimentos mensais diminuíram na última década, segundo o Relatório Anual das
    Desigualdades Raciais no Brasil, divulgado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais
    e Estatísticas das Relações Raciais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas ainda é alarmante.
    Segundo o estudo, o rendimento mensal médio dos homens brancos era de R$ 1.164,00, valor 98,5%
    superior ao rendimento médio mensal de homens negros, que estava na casa de R$ 586,26.
    Apesar da grande diferença registrada, o número é inferior ao registrado em 1995, quando a diferença
    salarial média entre homens brancos e negros era de 120,1%. O relatório também aponta uma diminuição
    ainda tímida nas desigualdades dos rendimentos entre mulheres brancas 107.89 e negras 71,9%.
    Mesmo com a diminuição das desigualdades nos rendimentos, segundo o estudo, brancos e negros brasileiros
    têm diferenças sociais que fazem com que eles vivam como se estivessem em países distintos.
    Segundo o estudo, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, criado pela ONU para aferir a qualidade de vida
    das populações) de pretos e pardos no Brasil é de 0,753, comparável a países como o Irã e o Paraguai, que são
    considerados pela ONU como países de médio desenvolvimento humano. Já os brancos brasileiros vivem em
    condições que correspondem a um IDH de 0,838.
    Atualmente, o Brasil como um todo tem um IDH de 0,800 e é considerado pela ONU um país de alto
    desenvolvimento humano. A escala do IDH vai de 0 a 1, sendo os países com índices mais próximos a 1
    aqueles que possuem maior nível de desenvolvimento humano.
    Apesar disso, os negros continuam subrepresentados nos altos escalões do mercado de trabalho e outras
    esferas. No Poder Legislativo Federal, por exemplo, levantamento realizado pelos pesquisadores, entre os 513
    deputados federais eleitos em 2006, havia apenas 11 de raça ou cor preta, sendo dez homens e uma mulher. Como
    pardos foram identificados 35, sendo 33 homens e duas mulheres. Em termos relativos, apenas 2,1% dos
    deputados eleitos eram pretos e 6,8% pardos. Juntos, os dois grupos representam 9% da Câmara. No Senado a
    desigualdade é ainda maior. Em 2007, 76 dos 81 senadores (93,8%) eram brancos, enquanto somente quatro eram
    pardos e um preto, totalizando apenas 6,2% da casa. É possível fazer acontecer!

    16-10-2010 00:00:00

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  • Comércio de voto

    ?Poxa, não ganhei um Real nessa eleição...? (comentário de um morador de Búzios)

    09-10-2010 00:00:00

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  • O centenário de Chico Xavier

    O caráter essencial da revelação divina é aquele da eterna verdade. Toda revelação maculada de erro ou sujeita a trocas, não pode emanar de Deus.  (Allan Kardec in Gênese , cap.I)

    30-09-2010 00:00:00

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  • O centenário de Chico Xavier

    O caráter essencial da revelação divina é aquele da eterna verdade. Toda revelação maculada de erro ou sujeita a trocas, não pode emanar de Deus. (Allan Kardec in Gênese , cap.I)

    25-09-2010 00:00:00

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  • "Nosso lar Vida depois da vida"

    Parte I

    18-09-2010 00:00:00

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  • Centenas de pessoas participaram da

    "Quem é de Axé diz que é"

    11-09-2010 00:00:00

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  • Não à comercialização de placas de candidatos. Não venda seu voto

    Nunca dê a esses aproveitadores de plantão a oportunidade de tomarem ?posse? da sua dignidade e cidadania. Não faça leilão do seu voto

    04-09-2010 00:00:00

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  • A Educação nossa de cada dia

    Por mais que se gaste na educação, ainda será pouco (Darci Ribeiro)

    21-08-2010 00:00:00

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  • O ?Império? da guerra progride com as desigualdades

    A guerra, a princípio, é a esperança de que a gente vai se dar bem; em seguida, é a expectativa de que o outro vai se ferrar; depois, a satisfação de ver que o outro não se deu bem; e finalmente, a surpresa de ver que todo mundo se ferrou. (Karl Kraus)

    12-08-2010 00:00:00

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  • ?Notas altas em avaliações educacionais não significam uma Educação melhor?

    Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem habilidades e conhecimento necessários (Diane Ravitch)

    05-08-2010 00:00:00

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  • Em quem não votar

    O voto foi e sempre será a ‘arma’ do cidadão, basta saber usar no momento oportuno!

    Vários aspectos têm corroborado para que o processo eleitoral esteja cada vez mais distante do eleitor. Não existe entusiasmo por parte deste.
     As eleições são uma das faces da democracia, mas devido à prática de alguns políticos,  diversas notícias têm sido reproduzidas na mídia que em muito têm desestimulado os eleitores. Tudo de negativo tem se tornado bandeira de alguns políticos, preocupados somente com o próprio ‘bolso’.
    Talvez você não se interesse absolutamente por política e ache realmente um saco todos estes programas eleitorais, desde propaganda política (que é um saco mesmo) até as mesas redondas e os debates.
    Talvez você esteja tão de saco cheio dessa cambada de dirigentes idiotas e corruptos (salvo raras exceções), que pense, sinceramente, em jogar seu voto no lixo com o primeiro número que passar pela cabeça na frente da urna.
    Talvez você tenha resolvido votar no mais simpático, porque, no final das contas, quando chegam aos seus postos, todos eles acabam sendo a mesma porcaria.
    Talvez você nunca tenha visto uma urna na sua frente e resolveu que seu primeiro voto é mais um ato experimental do que importante responsabilidade democrática.
    Talvez você não entenda nada de política e resolva pedir um nome emprestado ao seu amigo ou parente para votar de acordo com alguma coisa próxima ao seu mundo pessoal.
    Talvez você realmente esteja se lixando para as eleições e escolha qualquer nome na última hora porque, afinal de contas, você vai ter que ir até lá de qualquer jeito.
    Se você se enquadra em algum destes casos ou em algum quadro parecido, tudo bem. É o seu direito. Todo mundo tem o direito de não querer, não saber, não gostar, não acreditar ou, simplesmente, não se interessar.
    Mas temos que ter o entendimento que nos tornando apolíticos, estaremos concordando com tudo o que está ai. Não podendo reclamar, participar e muito menos emitir qualquer comentário a respeito do processo político, pois quem não participa, não pode se manifestar.
    Mas se para você tanto faz realmente, ou que ainda acredita que algo ainda pode mudar, a atenção deve ser redobrada. Não precisa ir muito longe, basta fazer uma reciclagem mental do que esses candidatos construíram na esfera social e politicamente correto em sua trajetória, seja ele iniciante ou não ou ir mais além. Entre no Google.
    Antes de votar, pelo menos digite o nome dos caras no Google e veja o que sai sobre eles. Você não vai saber de tudo, mas pelo menos vai descobrir em quem não votar.
    Caso você tenha um tempinho a mais, você também pode dar uma olhadinha no site Transparência Brasil. Clique no quadradinho ‘excelências’ e digite o nome dos ‘elementos’ no box de busca. Você vai descobrir muitas coisas interessantes.
    Sabendo em quem não votar, você já vai estar ajudando bastante.

    É possível fazer acontecer!
     

    29-07-2010 00:00:00

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  • Você sabe onde é Cajuru?

    Guilherme Barcellos

    08-07-2010 00:00:00

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  • Haiti: A escravidão que insiste em prosseguir com a sobra da sociedade infantil

    Como já comentamos aqui neste espaço logo no início da catástrofe no Haiti, a escravidão infantil tomou forma e ocupa imensos espaços.

    Algumas famílias adotam crianças órfãs ou não, numa clara intenção de adquirir um ‘prestador de serviços’, aproveitando a miséria alheia deste país que, segundo a ONU, perdeu aproximadamente 250 mil pessoas e que tem mais de um milhão de desabrigados.

    As crianças adotadas se tornam uma espécie de serviçal em tempo integral, e estes, os ‘novos escravocratas infantis’ se colocam numa posição de ‘salvadores’. Crianças seminuas circulam pelos acampamentos, e são conhecidos como rest’avec (fique com você), que ficam com os restos, e quando adotados, voltam à condição de escravos.

    Tornou-se uma questão cultural, agora com um agravante, as sobras. Primeiro são alimentados os homens da casa, depois os filhos e mulheres e se sobrar come o rest’avec, que alimentado ou não, é responsável pela limpeza e afazeres domésticos. Limpam a casa, buscam água na bica, cuidam das outras crianças da casa e por ai vai. Crianças a partir de três a quatro anos são forçadas a trabalharem num país onde a mortandade infantil atingiu o índice de 58,7 para cada mil crianças nascidas. Centros sociais estão sendo criados na tentativa de conter situações como essa, numa triagem e observância mais longínqua da criança adotada, mas ainda é pouco. Para se ter uma ideia, no Brasil, o índice é de 21,86 para cada mil, e o governo tem trabalhado muito para estancar este número, considerado altíssimo.

    Uma nova condição insiste em continuar no Haiti, arrasado pela miséria e fome, a ‘escravidão infantil’, fomentado também por aproveitadores que se escondem atrás de bandeiras e origens, mas que não se cansam da tarefa de estabelecer e aumentar seus domínios e dominados numa frenética disputa visando à ocupação de espaço e poder territorial, naquele país sofrido, onde mais uma vez o Imperialismo está de corpo inteiro.

    Rota escravista

    Brilhante a iniciativa do professor e vereador Felipe Lopes de oficializar nas atividades culturais, turísticas a ‘Rota Escravista’. Esta indicação visa a contribuir com a história de nossa Cidade, pois muitos chegam a este Município e vão embora sem conhecer a rota dos escravos, que integra parte importante da história, cultura e formação do nosso povo. Cabe, agora, prosseguir numa maior interação com a associação de quilombolas da Rasa, pois pode ser criada alguma ação local/pública, visando ao trabalho e à renda daquela comunidade. Em iniciativas como esta, conte conosco vereador, sugerimos, inclusive, que se transformado em lei, seja também estendida aos alunos da rede pública do nosso Município.

    03-07-2010 00:00:00

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