– Parte I
Guilherme Barcellos é professor, membro da ALAB e colunista do PH
A Educação teve muitas pessoas que contribuíram em sua evolução no decorrer da história. Podemos citar inicialmente na Grécia antiga, pensadores como Aristóteles, pai do pensamento lógico, Sócrates e Platão, que através da indagação filosófica, contribuíram no contemporâneo para uma Educação critica. O Francês Célestin Freinet que criou o Projeto Frente da Infância e o conceito integração professor e aluno, Randi Weingarten, líder americano de 140.000 professores ativos e aposentados, que numa costura sindicalista, pode chegar a 700.000, com poder de parar uma reforma educacional quando não satisfaz a comunidade escolar americana. Joel Klein um grande defensor do ensino público dos EUA, e tantos outros no decorrer dos tempos. , mas não temos espaço para tanto.
Aqui no Brasil, também tivemos inúmeros e verdadeiros heróis na causa educacional. Não podemos esquecer-nos de nomes importantes como Paulo Freire que nunca deixou de lutar pela transformação da sociedade e de questionar o poder dominante. Nunca abriu mão do sonho da mudança radical, da luta pela construção de uma sociedade igualitária, Darcy Ribeiro, que organizou o primeiro curso de pós-graduação em antropologia, na Universidade do Brasil (Rio de Janeiro), defensor das causas indígenas, foi ministro, vice-governador e senador. Trabalhou na criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep), Milton Santos, Geógrafo e livre pensador brasileiro discreto e combativo, dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar, Doutor honoris causa em vários países, ganhador do prêmio Vautrin Lud, em 1994 (o prêmio Nobel da Geografia). E porque não citar o senador por Brasília, Cristovão Buarque, um constante defensor do ensino educacional público de base satisfatório e tantos outros ‘cérebros educacionais’ que sempre tiveram o cuidado de separar a pessoa da instituição Educação.
No entendimento empírico algumas pessoas são normalmente conhecidas pelo atrelamento ao seu nome de alguma atividade profissional ou que exercem como também, nome do pai ou da mãe e por ai vai, é uma situação até compreensível. Por outro lado, se levarmos em consideração os serviços que as pessoas acima citadas prestaram a Educação, seria de fácil entendimento e aceitável pela sociedade e comunidade escolar do Brasil e do planeta, por exemplo, neste caso do educador que também foi político ‘ Darcy Ribeiro da Educação’ ou do professor ‘ Freinet da Educação’, eles tiveram mérito para ter esse título, no entanto...
Daí surge à interrogação, se pessoas que deram a ‘ vida’ pelo ensino educacional, jamais tomaram para si o sobre nome ‘Educação’, como poderíamos aceitar passivamente políticos ou empresários, não importa, a atrelarem aos seus nomes?
Teríamos por aqui no Rio de Janeiro ou em nossa região, alguém com tantos serviços prestados a Educação que nivelassem com o que fizeram os nomes citados acima? Que sempre tiveram o censo critico, servindo a Educação, tendo-a como algo superior ao interesse pessoal.
É perigoso para nós e para a Educação, aceitar tal bravata, pois a Educação é coisa séria, forte, livre e de extremo anseio popular. É preocupante qualquer iniciativa arcaica do ‘fulano (a)’ querer usá-la, juntando-a ao nome, acende a ‘luz vermelha’. Preocupa os professores e a comunidade escolar. O político principalmente, deveria aproveitar o tempo e se auto-criticar, sem vaidade, e procurar conhecer e respeitar uma instituição tão importante como a EDUCAÇÃO (em letras MAISCULAS mesmo), procurando conhecer seus conceitos, sua importância e acima de tudo seus princípios fundamentais e éticos. Nós professores, uma das maiores classes do país, e que não é diferente aqui em Búzios, em concordância com comunidade escolar, ficamos preocupados e ao mesmo tempo atentos, a fim de defender uma Educação independente, voltada somente para o acesso às informações e saberes, e para a evolução do ser humano; buscando uma Sociedade e Educação, ai sim, teria um nome e sobre nome, autênticos.
Usar a Educação é verdadeiramente uma ‘falta de educação’, é desrespeitar a sociedade.
28-01-2012 00:00:00
saiba maisOs militantes das relações raciais aproveitam este dia para fazerem uma reflexão do que aconteceu nestas últimas décadas para a promoção social do povo afro-brasileiro. Alguns consideram que várias conquistas foram alcançadas, outros, mais precavidos consideram que ainda falta muito para que este país se tornar verdadeiramente uma nação única contemplando com políticas públicas igualitárias para todos os grupos historicamente discriminados. A criação da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas para Igualdade Racial) á nível de ministério aconteceu no inicio do governo ‘Lula’, e foi um passo importante, considerando que esta era uma antiga reivindicação dos militantes do Movimento Negro.
O Estatuto da Igualdade Racial, mesmo com algumas alterações onde muitos não o consideraram um avanço, aconteceu, venceu barreiras e conseguiu se estabelecer. A lei de Cultura Afro, antiga 10639/03, hoje encorpada também com a questão indígena, encontra forte resistência do sistema, para realmente entrar como disciplina em sala de aula e sair da transversalidade. A saúde da população negra, atualmente encontra em algumas redes municipais, orientado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), certas modificações positivas com tratamentos diferenciados para o homem e a mulher negra.
O que seria um instrumento visando diminuir o racismo institucional que seria as coordenadorias de políticas de promoção da igualdade também encontra forte resistência principalmente nas prefeituras. A titulação das terras dos quilombos vem acontecendo de forma ‘dosada’, não esta contemplando a demanda.
Enfim, pensando com sensatez, realmente ainda insiste em existir um racismo escondido que teima em permanecer nos poderes constituídos principalmente.
Mas, este ano, existem motivos suficientes para lembrar a enorme perda que tiveram os operários das causas raciais. Morreu no dia 24 de maio de 2011, com 93 anos o ex-senador Abdias do Nascimento que foi um dos maiores defensores da cultura e igualdade para as populações afrodescendente no Brasil. Nome de grande importância para a reflexão e atividade sobre a questão do negro na sociedade brasileira. ’Senador Abdias’ como era carinhosamente chamado pela comunidade negra, teve uma trajetória longa e produtiva, indo desde o movimento integralista passando pela atividade de poeta (com a Hermandad, grupo com o qual viajou de forma boêmia pela America do Sul) ativista do Movimento Negro (criou em 1944 oTeatro Experimental do Negro) e também era escultor,também foi exilado politico na época da ditadura.
Após a volta do exílio ( 1968-1978) inseriu-se na vida política (foi deputado federal de 1983 a 1987 e senador da República assumindo a vaga após a morte de Darcy Ribeiro) além de colaborar fortemente para a criação do Movimento Negro Unificado (1978), em 2006 em São Paulo, criou o dia 20 de Novembro como o dia oficial da consciência negra. Recebeu o título de doutor honóris causa da Universidade de Brasilia. Autor de vários livros: ‘Sortilégio’, ‘Dramas Para Negros’ ,‘Prólogo Para Brancos’, ‘O Negro Revoltado’, e outros.Foi também professor benemérito da Universidade do Estado de Nova Iorque.
Para este homem que foi um dos maiores defensores dos Direitos Humanos no Brasil, com reconhecimento mundial,que é prestada esta homenagem neste dia 20 de novembro-Dia da Cosnciência Negra.
19-11-2011 00:00:00
saiba maisO que deveria ser um fato incomum que é a realização das provas do ENEM ( Exame Nacional de Ensino Médio) esta se tornando um fato ‘corriqueiro’ para a comunidade escolar. Na verdade, a desconfiança tomou conta do método usado para analisar nossos alunos e até oportunizar uma posterior entrada numa faculdade. Os que deveriam dar o exemplo de segurança quanto a aplicação das provas, garantindo a segurança das questões, estão longe de garantir a lisura do processo.
Cada ano que passa infelizmente a descrença aumenta e junto vem à preocupação da sociedade que não se sente mais segura na aplicação das avaliações.
Desta vez, aconteceu um vazamento de 13 questões através da escola Chistos do Ceará, que foram anuladas. A Procuradoria da República pediu a anulação da 14ª questão. Foi criado então outro problema: para os alunos que não acertaram estas questões, uma nova oportunidade. E para o outro grupo que acertou algumas, ou todas estas questões, irão concorrer da mesma forma com os demais? É uma situação delicada, que tem que ter um peso que contemple ambos os grupos de candidatos, ai que está o problema, como resolver?
O que vai além destas ‘falhas do sistema’ e que pouca gente não conhece ou não dá importância, é o empenho para preparar estes alunos para o ENEM. Na rede pública de ensino aqui de Búzios por exemplo, temos muitos colegas professores perplexos (mais uma vez) com estes acontecimentos. Foram horas, dias, meses na iminência de fazer o melhor para que nossos alunos tivessem resultados positivos.
Teve casos que aconteceram aulas extras, empenho total de professores e candidatos. É triste passar por esta situação de novo.
Neste momento que acontece mais uma denuncia contra o Ministro dos Esportes, não esquecendo as outras anteriores em outros Ministérios, entra em dúvida a competência do Ministério da Educação, que tem por obrigação criar os mecanismos para o desenvolvimento educacional do país, que forma, transforma e cria a base para a criança até a fase adulta num profundo processo de evolução não somente intelectual, mas numa formação mais ampla em todos os aspectos na formação do ser humano. Sinto-me mais tranqüilo em saber que temos profissionais competentes, dedicados na comunidade escolar que tem o trato direto com os alunos. O preocupa é que é muita responsabilidade para muita gente que não tem demonstrado ‘responsabilidade’ alguma com a coisa pública. Como diria um conhecido locutor: ‘ Isso é uma vergonha’!
05-11-2011 00:00:00
saiba maisDesde o começo da civilização o homem busca de alguma forma ocupar territórios, no principio em busca de alimentos que pudessem saciar a sua fome ou buscando um novo habitat visando uma condição climática que lhes fosse favorável. Com o passar dos tempos, o homem percebeu que a busca por outros espaços era fundamental para se tornarem conquistadores formando impérios e ‘ganhando’ inúmeros escravos onde venciam as suas batalhas.
Na verdade, as nações que existem hoje, em grande parte foram frutos de grandes disputas sangrentas no passado. O instinto de conquista esta na essência do ser humano, sempre em busca de algo, seja visando o poder ou não.
Com o passar dos tempos, outros motivos para guerras foram surgindo: divergências, principalmente étnicas e religiosas ganharam espaço em várias regiões do planeta, como as guerras em nome de ‘Deus’, iniciadas pela igreja católica contra os ateus ou hereges, como eram classificados aqueles povos que não os seguiam, por volta de 1.250 D.C.
Mas, com a sua sabedoria e um pensamento evoluindo a cada dia, vivenciado por situações do passado inclusive, os homens perceberam que a ocupação de territórios poderia ter um outro víeis, a política.
Diz um antigo ditado que ‘ política è a arte de conversar, conversar, conversar e se possível, convencer’, e o que não falta para muitos pretendentes com intenção de ‘conquistar’ outros espaços é conversa.
Aproveitando esta nova possibilidade de ocupação, o homem percebeu que poderia aumentar seu território de uma forma mais rápida.
Com muita’ conversa’, quando possível,atrelando em suas aventuras uma cidade em que exerceu seu poder, por exemplo , em busca de outra que lhes interessa, focando principalmente uma outra fonte: orçamentária. Sendo assim, Búzios é uma ‘mina de ouro’.
Políticos com projetos ‘viciados’ e arcaicos, fichas ‘carregadas’, visando somente um novo trampolim buscando ocupação de ‘espaço e poder’, desconhecendo que a realidade de nossa cidade é totalmente diferenciada das demais, sem nenhum conjunto de ideias atualizadas ou proposta nova, não faltam.
Por aqui já passaram artistas de televisão, empresários que sem nenhum trabalho na cidade, chegavam usando algumas pessoas do município achando que isso seria o suficiente para a sua conquista. A história teima em se repetir.
Tem um provérbio que vale sempre lembrar: ‘ algumas pessoas conseguem enganar alguns por algum tempo, mas enganar a todos ao mesmo tempo, é difiiiiiiiciiil’.
É possível fazer acontecer!
15-10-2011 00:00:00
saiba mais‘Acho que os racistas precisam procurar ajuda, não é normal em pleno século 21 ainda pensarem desta forma’ (Leila Lopes - Vencedora do concurso ‘Miss Universo’-2011)
O concurso da Miss Universo novamente cristalizou algumas atitudes racistas em relação à angolana Leila Lopes, vencedora da competição. Fugindo ao padrão de beleza estabelecido por critérios altamente preconceituosos: branco(a) de olhos claros, ‘puxando’ para o azul ou verde, esta negra que após o concurso logo pontuou que usará sua fama e beleza para desenvolver trabalhos contra a AIDS e pelas causas sociais, mostrou que a beleza não precisa ser padronizada segundo critérios arianos estabelecidos no passado e que infelizmente continua ainda nos dias atuais, criados para dificultar o acesso de pessoas que não se enquadram neste ‘selo de marca’, que discrimina. Chamada de ‘diamante negro’ esta afro não recuou nem mesmo quando as manifestações racistas adentraram pelas redes sociais, criando nomenclaturas para a vencedora como ‘ macaca, cabelo de vassoura ou filha de King Kong’.
Os racistas que agora usam a internet para se ‘esconderem’, continuam praticando o racismo, mas adquiriram novos hábitos, como logo depois se desculparem ou desviarem as suas ‘falas’ tentando justificá-las, como se fosse um mal entendido. Basta alguém se destacar, e neste caso não são somente os negros, pois ser pobre também é crime para eles, que vão surgindo inicialmente comentários em ‘doses homeopáticas’ para logo depois se tornarem verdadeiras ‘overdoses’ de péssimo gosto, com palavras que costumam ofender ‘a alma’.
É assim no futebol, nos esportes de uma forma geral ou em qualquer outra atividade em que o negro se destaca.
Só para ilustrar, quarta-feira (14) entrou em campo contra o Brasil pelo time argentino aquele jogador que num destes confrontos, creio que em São Paulo, chamou o jogador ‘Grafite’ de macaco ou algo assim. Aliás ‘los hermanos’ costumam chamar os negros de ‘macaquitos’, segundo eles ‘um costume’...
Não escapando também destes preconceituosos, a candidata que ficou em terceiro lugar, a brasileira Priscila Machado também foi vitima de vaias e comentário discriminatórios, e reagiu com uma fala que embora todos conheçam, vale a pena lembrar sempre: ‘ tenho pena de quem é preconceituoso. Temos que ver as pessoas como seres humanos, independente de raça ou religião’.
É possível, quando queremos!
17-09-2011 00:00:00
saiba maisO último senso nacional mostrou uma fotografia do país que de certa forma nos surpreendeu. A religião católica ainda permanece no topo como era esperado, embora tenha tido uma pequena queda, os protestantes tiveram uma ligeira alta, pode ser por conseqüência da queda de católicos.
Em algumas regiões este espelho mostra certos fatores surpreendentes: a região sul tem um índice de 5, 39% de pessoas que praticam religiões afro-brasileiras, fator bem representativo, se formos considerar este índice numa visão histórica étnica daquela região.
Surge ai algumas interrogações, algo que com certeza serviria como instrumento de outra pesquisa com um recorte direcionado para aquela parte do país.
Uma área que teve como colonizador o povo europeu, com uma população de maioria branca, agora esta em crescimento o culto as religiões afro-brasileiras.
Este quadro apresentado deve estar ‘esquentando’ a cabeça de muita gente, embora muitos ‘preferem’ achar isto uma situação sem grande relevância.
Aquela região, num conceito histórico sempre esteve um pouco ‘distante’ de questões raciais, em parte pela minoria negra de seus habitantes e em alguns casos falta de compromisso com políticas de ações afirmativas. Agora surge com um considerável índice de praticantes de Candomblé e Umbanda, realmente, chama a atenção.
Neste víeis de católicos também estão um grande grupo que prefere não se identificar como adeptos de cultos afros. Pessoas que sempre que têm oportunidade, vão buscar as soluções de suas necessidades sejam elas espirituais ou materiais num’ terreiro’, mas preferem se manter na ‘moita’, quando perguntados. É mais cômodo se intitular católico.b
Vejo esta situação altamente positiva, no que tange a tolerância religiosa. Quando aumenta o número de adeptos de religiões por conseqüência cresce o numero de pessoas que mostrarão para outros que se trata somente de uma opção, que todo brasileiro tem direito constitucional, a ‘liberdade religiosa’, e que ninguém é pior ou melhor que outro pela sua escolha, embora esta seja a forma que muitos usam para definir as pessoas de ‘bem’ e as outras do ‘mal’, como se este ‘mal’ não fosse uma questão individual, de caráter.
Sem utopia, mas, ainda acredito que esta ‘mudança de cara do Brasil’, vai com certeza contribuir para que a ignorância não só religiosa, diminua.
É possível fazer acontecer!
27-08-2011 00:00:00
saiba maisGreves, desconfiança, endividamento, enfim tudo que a América esta acostumada a ouvir e que algumas vezes nos ronda.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o possível pedido de auxílio financeiro feito por Portugal ao Brasil.
Na época em que éramos Colônia dos portugueses, nossa riquezas foram saqueadas por eles. Vale salientar que as primeiras cidades do Brasil surgiram próximas ao litoral exatamente para facilitar o envio dos produtos brasileiros para a Metrópole (Portugal).
Estas cidades na verdade serviam de depósito.
Sem revanchismo algum, mas não podemos esquecer que os reflexos daquele tempo estão estampados nas desigualdades sociais, principalmente quando nos referimos ao povo negro.
O Brasil foi o último país a declarar a ‘abolição’, que é a lei mais curta da história da humanidade: ‘declaro a abolição da escravatura e revogo qualquer dispositivo contrário’.
Para ser mais completa, poderiam acrescentar mais uma frase a esta lei: ‘e que o negro vá para a sarjeta’, talvez aí a lei mostrasse melhor a realidade em que se encontrava o negro daquela época, e não muito distante, numa outra forma, nos tempos atuais.
Neste quadro, não foi somente o negro, mas também todo o país que foi saqueado e isso reflete em todo povo brasileiro.
Para nós, é até motivo de orgulho o Brasil se encontrar nesta condição econômica positiva, com crédito no mundo e um dos países com excelente índice para receber investimento estrangeiro.
Quanto à questão do empréstimo, vejo que apesar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ter melhorado sensivelmente, ainda temos muitos pontos sociais precisando de investimento e de um olhar social que contemple estas necessidades.
Mas, como aqui tudo é possível...
De qualquer forma, aquela máxima empírica que diz que ‘o mundo é redondo’, ou ‘que a curva é logo ali, e nos encontraremos’ ou ainda, ‘aqui se faz, aqui se paga’ está valendo nos dias atuais, é até engraçado em relação à Metrópole e a Colônia...
É possível fazer acontecer!
16-07-2011 00:00:00
saiba mais09-07-2011 00:00:00
saiba maisA formação do Partido dos Trabalhadores (PT) tinha um propósito idealista, que se fosse levado a sério, teria feito uma grande diferença, com os núcleos que discutem e dão espaço aos vários segmentos sociais. Era o que mais me atraía.
Na segunda tentativa de Lula à presidência, eu morava ainda no Espírito Santo, onde ocorreu minha primeira filiação. Lembro como eram concorridas as reuniões.
Atualmente sou secretário do partido em Búzios, além de pertencer ao núcleo de Combate ao Racismo e da coordenação contra a Intolerância Religiosa a nível estadual, mais pela militância e por ter espaço ainda para discutir estas questões.
Desde que Lula assumiu a presidência da república, vários companheiros ficaram com o ‘pé atrás’ com algumas coisas que estavam acontecendo no PT.
O mensalão foi o início de algo podre, que tirou, de certa forma, a admiração que milhares de filiados tinham pelos quadros históricos na luta contra a ditadura. Várias situações ruins começaram a surgir, o que infelizmente não dá para narrar neste espaço.
A volta do Delúbio (Soares, Tesoureiro do partido na época, e um dos principais envolvidos com o mensalão) me fez ver que o mesmo grupo que outrora cometera erros gravíssimos para com a nação, envolvidos naquele escândalo, estava novamente atuando para o retorno dele às fileiras petistas. Fiquei decepcionado.
Está difícil separar o PT dessas pessoas, pois são eles que comandam o partido a nível nacional. É muito triste saber que se tornaram parecidos com o que sempre denunciamos em outros partidos e pessoas.
O PT é o único partido que estabelece legitimamente a eleição democrática entre os seus filiados para ocupar os cargos internamente. Isto muito me agrada, mas mesmo assim me leva a outra reflexão: será que estou como milhares de companheiros, servindo de massa de manobra? As decisões vêm sempre destes que infelizmente eram autores daquela época cinza que passamos e que não está tão distante. A base sempre foi o alicerce do partido, pois dela é que vem a força que pode modificar o quadro eleitoral, forma opinião, dentre outras situações. A militância do PT sempre foi conhecida pelo seu empenho, mas está sumida também.
Mas esta mesma base, hoje, está muito distante das decisões partidárias, ela atualmente vem servindo somente a interesses dos comandantes e suas correntes... E o que é pior, está dividindo demais os filiados pelo Brasil afora. Em alguns casos, aqui mesmo em Búzios, promove o distanciamento de pessoas que antes eram bons amigos, e agora se olham com certa ira nos olhos. Cabe a cada um fazer a própria reflexão, mas é o que está posto, sem sombra de dúvidas. Neste momento estamos vivendo outra situação, que é o enriquecimento do ministro Palocci. Nada contra, qualquer pessoa tem este direito, a não ser que seja por caminhos estreitos e que vão de encontro aos meios legais, embora ele afirme o contrário. Agora apareceu, falou, mas não disse e se afastou do centro das discussões, ou melhor, foi empurrado, caindo pela segunda vez, e desta, não foi o Francenildo dos Santos Costa. Isto me leva a uma fala do governador da Bahia, JaquesWagner: “a imagem mais fiel do que está acontecendo, é um cara vestido de macacão largo, camisa florida,chapéu de florzinha, nariz vermelho e, no fundo, o circo pegando fogo”.
É possível fazer acontecer!
10-06-2011 00:00:00
saiba maisCom muita tristeza recebi a informação de um amigo há alguns dias, de que atrás que o nosso eterno senador Abdias do Nascimento estava mal de saúde. Na última terça-feira, este amigo em prantos, me informou que o companheiro Abdias havia morrido.
A idade vai chegando e a dor que sentimos ao perder alguém, vem com um efeito emotivo diferente, difícil de explicar...
Abdias do Nascimento foi o nome que em toda e qualquer manifestação sobre a igualdade racial era lembrado, quando não se fazia presente, principalmente aqui no Rio de Janeiro. Militante ferrenho dos direitos humanos, Abdias também foi secretario de estado, deputado federal e senador. Em 1964, ‘às portas’ da ditadura, criou o ‘ Teatro Experimental do Negro’, uma espécie de resistência e caminho para que muitos negros (as) pudessem exercitar sua veia artística e ao mesmo tempo se conscientizar sobre a necessidade da luta contra as desigualdades.
Num momento em que todos os tiros estavam direcionados para a sociedade civil, o nosso Abdias, juntamente com outros nomes, no difícil trabalho de conscientização dos direitos humanos, não recuava. Foi exilado político, e quando voltou se engajou novamente na luta pela igualdade.
A perda, ou melhor, a passagem deste homem para o mundo espiritual, fará falta em todo Brasil, tenho certeza. Em alguns momentos, quando estou separando determinados temas da coluna e algumas matérias do PH em que a temática é inerente ao nosso trabalho (para quando chegar o momento da publicação do nosso livro), vejo este material com certo saudosismo. A história, que no passar dos anos tentamos construir com a parceria do PH, com esta ‘porta’ que nos foi aberta, e observamos a quantidade e qualidade dos heróis que perdemos nestes últimos anos.
A tristeza bate, e surge infelizmente uma pergunta dentro da realidade de cada militante que luta para que tenhamos um país mais igual para todos: quem será o próximo, considerando que nossos heróis vivos estão com idade bastante avançada e não tivemos capacidade de ‘construir’ outros?
A s divisões sempre constantes, e aí não é só um atributo do negro, não estão fazendo bem para nenhuma entidade da sociedade civil organizada. O tempo em que nos dividíamos internamente e quando íamos para a rua, superando as diferenças e caminhando num norte único, já se foi. Hoje, o que vejo com mais freqüência, são trabalhos feitos por pequeninos grupos ou individuais, por pessoas conscientizadas, mas perceberam que trabalhar em grupo é um tanto complexo...
Creio que é o momento dos grupos e pessoas fazerem uma reflexão, tendo em vista que não podemos perder o direito de exercer nossa cidadania, e se for de forma organizada o resultado pode ser satisfatório. O nosso sempre ‘senador Abdias’, com certeza ficará feliz e confortado espiritualmente com os acertos de opiniões e divergências, que na maioria das vezes estão sendo nocivas para todos. Partindo do princípio que ela não termina após as discussões, pelo contrário, os envolvidos saem carregados de mágoas e rancor, levando o tema da conversa das reuniões para as ruas, confundindo o que é o direito ao exercício da democracia com algo pessoal, totalmente negativo.
Ainda creio que não é difícil ‘se juntar’, respeitando o perfil de cada um. Somos fortes e crescemos a cada experiência vivida, reconhecendo o erro e evoluindo a cada dia, antes que seja tarde demais, pois corremos o risco de ficar só olhando o 'barco passar', sem oferecer o mínimo de contribuição social. Vá com Deus Abdias, e, obrigado por tudo!
É possível fazer acontecer!
28-05-2011 00:00:00
saiba mais21-05-2011 00:00:00
saiba mais07-05-2011 08:00:00
saiba maisDurante anos fizemos ‘vista grossa’ para alguns acontecimentos que pensávamos estar longe daqui.
A mídia sempre trouxe o pior do ‘quintal alheio’, e ficávamos até orgulhosos por achar que estávamos imunes a estas ações grotescas, como o bullyng, por exemplo. Por força do histórico americano, jamais poderíamos pensar que ele estava tão próximo, em alguns casos podendo até estar no nosso ‘seio familiar’.
Este assunto atualmente não pode mais deixar de ser discutido não só pela educação, mas principalmente pela sociedade, embora dentro das escolas exista a possibilidade dele estar mais freqüente, não podemos desconsiderar que o bullyng já ultrapassou os limites da comunidade escolar.
Nas atividades profissionais do cotidiano, principalmente nas funções mais simples desempenhadas pelo ser humano, este tipo de
violência também está presente.
Por estar em maior quantidade entre as camadas menos favorecidas e no trabalho braçal, ou mesmo onde exerce outras funções, o negro, além de ser a maior vítima nestas áreas, é também nas escolas, principalmente.
De uma maneira geral, o que queremos mostrar é que a campanha contra o bullyng tem que ultrapassar os ‘muros escolares’, com uma nova ‘cara’, possivelmente com ações afirmativas, direcionadas não só aos negros, mas também às mulheres, homossexuais, idosos e deficientes.
É obvio que as nossas crianças não nascem com preconceito ou com algum instinto ruim, porém, com o passar do tempo ela absorve da sociedade e do meio em que vivem.
A educação é de grande interesse nesta empreitada de conscientização
contra a intolerância e preconceito, sem dúvida, mas não podemos esquecer que a responsabilidade é de todos.
O crime que aconteceu na escola Tássio da Silveira, em Realengo, apesar de outros fatores que levaram o criminoso a praticar tal ato, o bullyng também teve a sua contribuição, segundo diagnóstico de psiquiatras que avaliaram o ocorrido.
Aliás, seria oportuno, dado a evidência midiática do tema, que o estado fomentasse uma campanha com os municípios e a comunidade escolar, trazendo os pais ou responsáveis, pois com certeza, o reflexo desta ação teria um forte apelo social. O mínimo que for alcançado, obviamente fará uma grande diferença, além da oportunidade de sair daquela máxima que diz que é um costume brasileiro, tomar iniciativas e buscar soluções, ‘somente depois da casa arrombada’.
É possível fazer acontecer!
21-04-2011 08:00:00
saiba mais09-04-2011 08:00:00
saiba maisJá estávamos prontos para tratar de um tema que tem tomado a mídia nos últimos dias: o racismo no futebol. Mas, durante esta semana tive a infelicidade de assistir, pela TV, o lado homofóbico e racista do deputado Jair Bolsonaro (PP); aquele lado que está sempre guardado em seu bolso, e é usado, aliás, com muita freqüência (esta não é a primeira vez que discutimos sobre isso neste espaço).
Jair Bolsonaro foi convidado na noite da última segunda-feira para participar do programa CQC, da TV Bandeirantes, no quadro ‘O povo quer saber’. Na atração, personalidades respondem a perguntas oriundas de famosos e anônimos. O deputado foi questionado pela cantora Preta Gil, sobre o quê ele faria se seu filho namorasse uma negra. E ele respondeu: “Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”.
O primeiro ponto que percebi imediatamente à resposta, é que a educação que os filhos tiveram do pai é preconceituosa e racista, lembrando inclusive aquele provérbio popular que diz: ‘ filho de peixe, peixinho é’. Há muito tempo o ‘nobre deputado’ tem mostrado um comportamento preconceituoso. Ele entrou com ações contra as cotas, mas até aí tudo bem; é um direito dele. Por outro lado, costuma sair por ai com discursinhos baratos em prol da ‘família’, como se ter negro e/ou homossexual no berço familiar fosse crime, mostrando sua face preconceituosa.
É triste saber que este homem se elegeu e ainda emplacou o filho no legislativo estadual, mantendo esta linha de defesa. Sem esquecer que estamos falando de um militar do exército - classe que sempre alegou defender e deve ter recebido, sim, um bom número de votos. Ele também passou pela ‘caserna’, fala com saudosismo da ditadura, lembrando sempre dos generais Ernesto Geisel, Garrastazu Médici e Figueiredo, que foram presidentes daquele regime autoritário.
E pensar que este deputado ainda faz parte da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Seria cômico, se não fosse grave. Dói em ver ainda a defesa do ‘peixinho Flávio Bolsonaro’, cria do mesmo aquário, dizendo que o pai entendeu errado. Alegou que ‘ele não é racista nem homofóbico, é apenas contra as cotas e à apologia ao homossexualismo’.
Desta vez, creio que este posicionamento do Bolsonaro pode enfrentar, dentre outras, quebra de decoro e crime de racismo. Diversas personalidades e segmentos sociais estão buscando um caminho para que este parlamentar seja punido, embora ele diga que ‘está se lixando’. Sabemos que, lamentavelmente, ele pode somente ser enquadrado por injúria qualificada, o que pode lhe valer dois anos de detenção. Isso, se não tiver que pagar cestas básicas e multas, cujos valores dependem do juiz.
A biografia deste “político” ficou manchada, e é repugnante ter este homem no congresso. Escondido na capa da imunidade parlamentar, ele é um representante sim, mas das pessoas que semeiam o ódio a outras pessoas, preferindo, na maioria das vezes, terem suas armas apontadas contra negros, homossexuais e outras ‘minorias’. E o cara- de-pau falou ainda que irá processar a Preta Gil por tê-lo chamado de nojento e racista, pelo ódio que carrega no coração, se é que ele tem algum sentimento.
É possível fazer acontecer!
02-04-2011 08:00:00
saiba maisO terreno onde foi construída a escola municipal Nicomedes Theotônio Vieira, como tantas outras coisas em Búzios, têm uma historia bastante curiosa.
Dizem alguns antigos moradores que na verdade a vontade do falecido doador era que fosse construída uma praça e não um a escola e que os filhos do ‘seu Nicomedes’só descobriram que vontade do falecido havia sido contrariada, quando começaram as obras.
Da para imaginar o ‘bafafá’ que deve ter tomado conta da cidade naquela época. Tantos foram os que passaram por esta escola e hoje estão em situação de destaque na cidade ou fora dela, e agora netos e bisnetos daquele homem de bem, também estudam lá’. Que alegria para ‘seu Nicomedes’, como era chamado, que deve estar olhando por nós e também esta feliz da vida.
Hoje, se vivo fosse, ele estaria orgulhoso de ver que algumas pessoas estavam certas quando não fizeram a sua vontade valer, e quem sabe, doaria mais terras (se caso ainda fosse proprietário...) para que mais e mais escolas fossem construídas.
A escola que completou na última quarta feira (16) 21 anos de idade, já esta adulta, e esta buscando caminhos para que o futuro não seja só de batalhas, mas também de muitas vitórias, pois se a educação ‘vai bem das pernas’ todo restante do ‘corpo’ estará ótimo. Atualmente, conhecendo mais os profissionais que trabalham, ou melhor, que fazem parte da comunidade escolar do ‘Nicomedes’, dá para perceber a seriedade, e o profissionalismo destes personagens, numa clara intenção de dar o melhor para todo o ‘corpo’ de alunos.
Poderíamos estar aqui citando nomes e setores, mas corro o risco de ficar em débito com alguns, portanto, numa visão mais ampla, estão de parabéns, todos, independentes da sua área de atuação.
Existe a deficiência, a critica de alguns, mas também a vontade de acertar e infelizmente a educação brasileira, num todo precisa de uma reforma urgente para corrigir e se atualizar, pois muitos aspectos podem se adequar ao contemporâneo, em busca de uma ponte para o futuro.
A educação vive em constante transformação, se descobrindo a cada dia e temos que acompanhar, senão corremos o risco de parar no tempo ou ser atropelado.
Como diria o professor Darci Ribeiro, ‘ por mais que se gaste na educação, ainda é pouco... ’.
Sabemos disso, quando se acompanha a vida escolar de um aluno. Como ele modifica sua maneira de ser, de se conhecer, dentre outras modificações. Realmente é fantástica esta ‘ metamorfose’.
E a você ‘Nicomedes’ meus sinceros parabéns, que possamos passar este e muitos outros anos juntos, contribuindo com o melhor para a nossa educação.
É possível fazer acontecer!
19-03-2011 00:00:00
saiba maisCada vez mais, a mistura étnica esta presente no samba. Quando falo ‘samba’, estou me referindo a este ritmo de uma maneira geral.
Houve um tempo na história brasileira (e principalmente carioca, se for levado em conta que o nosso samba teve a ‘sorte’ de servir de referencial por este país afora), que o sujeito quando era parado numa situação de ‘batida policial’ (era o nome usado na época) e se por ventura tivesse em seu poder algum tipo de instrumento musical, era taxado de malandro e automaticamente enquadrado pela policia por ‘vadiagem’.
Hoje percebemos que esta arte musical denominada ‘samba’ se tornou uma parte do povo brasileiro. Negros e brancos, pobres e ricos se misturam e se tornam ‘iguais’ por certo tempo, principalmente nesta época de carnaval, e as escolas de samba refletem essa mistura.
Uma fala empírica diz que ‘religião e time de futebol’ não se discute, porém, também vejo o samba sendo agregado a este ‘dito popular’, no que tange as escolas de samba.
Estas agremiações com investimentos milionários se tornaram profissionais no que fazem, fomentam a criação de emprego, participam ativamente da economia, e o que é mais satisfatório para os ‘patrões’, fazem com amor.
As comunidades têm pela escola do coração verdadeira adoração, é quase uma religião.
Se juntando a este grupo, chegam à classe mais favorecida, tendo a frente artistas e jogadores de futebol. É um novo time que se junta para fazer deste samba o maior carnaval do mundo.
A discriminação e o preconceito não são palavras lembradas nesta harmonia social. Temos como exemplo a Grande Rio que teve a maior parte de suas fantasias queimadas no incêndio e logo no dia seguinte, diversos artistas e membros da sociedade carioca se misturavam aos trabalhadores da escola na tentativa de reconstruir tudo que foi perdido. Não era difícil ver nos casebres da comunidade, a mistura de famosos e anônimos, na mesma intenção, reconstruir.
Essa energia harmoniosa poderia ser usada no cotidiano fora desta época carnavalesca, pois teríamos a possibilidade de ter um Brasil com menos desigualdades, é uma pena.
Mas, enquanto isso não acontece, cabe a nós torcer para que esta que é a maior festa do planeta transcorra na maior paz possível e estas pessoas estejam acima de tudo somente com vontade de se divertir intensamente, e eu, fico por aqui, e como não sou de ferro, desejo a Mocidade Independente Padre Miguel, que faça um belo desfile e se possível ‘ganhe o caneco’, e viva o samba!
05-03-2011 00:00:00
saiba maisNuma certa época de sua vida, Tom Jobim fazia a ponte Nova York/Rio de Janeiro, e resolveu fazer um paralelo entre as duas cidades. Sabendo ele que Nova York era localizada num país desenvolvido, bem adiante economicamente, não pestanejou: partiu para o desafio da comparação acreditando que neste embate o Rio de Janeiro não sairia hipoteticamente em desvantagem, levando em consideração que o que estava em questão era o cotidiano de ambos os lugares, e o ‘rio é o rio’...
Nova York com seus atrativos culturais na verdade, é o sonho de muitos brasileiros. E não é contrariedade considerar que o Rio de Janeiro também é vontade de muitos americanos.
As comparações seriam medidas no dia a dia vivido por ele em ambas as cidades, durante aqueles anos em que ele era um cidadão do ‘ar’.
A vida boêmia e alguns pontos negativos, como o tráfego de automóveis e a violência, seriam os fatores usados para o desenvolvimento desta comparação.
Tom Jobim foi muito feliz quando teve esta idéia, pois sabemos que os americanos se consideram acima de tudo e de todos, verdadeiros soberbos, metidos ao extremo, mas aí é outra história que falaremos em outra oportunidade. Mas pelo título deste artigo, dá para se ter uma idéia do que aconteceu.
O que coloquei acima é meramente um gancho para cristalizar certas situações na nossa cidade. A mídia nos dá oportunidade de transitar por diversos setores da nossa sociedade, e ao mesmo tempo conhecer essas pessoas e grupos, e a forma como atuam na nossa “península”.
Existem aqueles que falam que tudo está ruim, nada presta, mas não se mudam para outro lugar, visando novas oportunidades ou mesmo fazendo algo positivo pelo município. Sempre estão nas esquinas e botecos a reclamar.
Também têm aqueles que sempre estão falando que o verão é uma m... , mas estão há anos trabalhando da mesma forma e em alguns casos, logo após o verão, surgem com um carro novo, reforma na casa ou estabelecimento em que desenvolvem suas atividades profissionais.
Não poderíamos deixar de lado aqueles do ‘contra’. Nada para eles está bom. Se a prefeitura faz alguma obra, eles reclamam da poeira, torcem para ter algum problema dentre outras ‘pragas’, só sabem malhar, mesmo quando a maioria está de acordo que algo é positivo. Acho que se chover ouro em pó, eles reclamariam, dizendo que preferiam em barra, devido ao vento.
Na mesma mão estão aqueles que após algum tempo, declaram amor pela cidade e se intitulam defensores do meio ambiente, por exemplo (agora é moda), e esquecem que outros segmentos e necessidades da população precisam destes ‘ apaixonados’. Enfim, cabem todos no mesmo ‘saco’. Se Tom Jobim ainda estivesse vivo e desse uma volta por aqui, com certeza diria que algumas pessoas são uma verdadeira porcaria, mas Búzios é sensacional!
26-02-2011 00:00:00
saiba maisUm grande ‘rio de ódio’ banhou os ataques recentes homofóbicos tanto no Rio de Janeiro e em São Paulo, não esquecendo outras partes do Brasil que não tiveram uma divulgação maior da mídia. São gestos discriminatórios que insistem em continuar mesmo sabendo estes insanos das possíveis punições. A intolerância contra gays, de forma gratuita é uma estupidez tão grande que deveria levar os nossos parlamentares a buscar mecanismos que possam verdadeiramente punir estes agressores.
A ignorância destes grupos também é responsável por grande parte do racismo, homofobia e intolerâncias religiosa.
Esta luta não deveria ser somente de pessoas que militam em fileiras de combate à discriminação e às vitimas. Esta luta é da sociedade, independente da religião ou opção sexual. Já passou da hora de uma posição mais firme contra estes indivíduos, pois num futuro bem próximo, outros poderão ser ‘escolhidos’, neste processo arcaico de discriminação que insistem em permanecer nas ‘ cabecinhas’ destes preconceituosos.
As brincadeiras de cunho homofóbico e discriminatório, que só agrada a determinados grupos, não devem ser permitidas, pois é uma nascente para uma violência futura. As diferenças físicas, opção sexual ou religiosa pertencem a cada um, porém a tolerância a violência, enquanto não chega a nossa casa, não é percebida. Foi assim na ditadura e em outras formas de governos ditatoriais.
Este tipo de comportamento lembra o dramaturgo alemão Bertold Brecht, em mais uma das suas brilhantes colocações contra o sistema nazista:
‘Ontem levaram o jornaleiro e o dono da mercearia, hoje levaram meu vizinho, amanhã eles podem entrar na minha casa e levar alguém da minha familia... ’
Quando estas pessoas chegarem mais perto de nós, talvez seja tarde para alguma reação, cobrando às autoridades que algo seja feito. Grande parte da sociedade não se manifesta, fingindo não perceber a gravidade destes ataques de intolerância, considerando sempre que este é um problema do outro. Deveríamos seguir a mesma linha de defesa a favor dos direitos das camadas que são vitimas da discriminação, com a mesma intensidade que usamos para defender nossos familiares quando sofrem algum tipo de violência. Seria mais digno e nobre, pois qualquer pessoa pode ter na sua familia, praticantes de religiões afro, homossexuais, negros, judeus ou outros, que são historicamente vítimas da violência preconceituosa. Quem sabe ainda exista chance de aflorar em cada um de nós a força que tem estas palavras de Bertold Brecht:
‘Há homens que lutam um dia, e são bons. Há outros que lutam um ano, e são melhores. Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons. Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.’
É possível fazer acontecer!
15-01-2011 00:00:00
saiba maisUm grande ‘rio de ódio’ banhou os ataques recentes homofóbicos tanto no Rio de Janeiro e em São Paulo, não esquecendo outras partes do Brasil que não tiveram uma divulgação maior da mídia. São gestos discriminatórios que insistem em continuar mesmo sabendo estes insanos das possíveis punições. A intolerância contra gays, de forma gratuita é uma estupidez tão grande que deveria levar os nossos parlamentares a buscar mecanismos que possam verdadeiramente punir estes agressores.
A ignorância destes grupos também é responsável por grande parte do racismo, homofobia e intolerâncias religiosa.
Esta luta não deveria ser somente de pessoas que militam em fileiras de combate a discriminação e as vitimas, esta luta é da sociedade independente da religião ou opção sexual. Já passou da hora de uma posição mais firme contra estes indivíduos, pois num futuro bem próximo outros poderão ser ‘escolhidos’, neste processo arcaico de discriminação que insistem em permanecer nas ‘ cabecinhas’ destes preconceituosos.
As brincadeiras de cunho homofóbico e discriminatório, que só agrada a determinados grupos, não devem ser permitidas, pois é uma nascente para uma violência futura. As diferenças físicas, opção sexual ou religiosa pertencem a cada um, porém a tolerância a violência enquanto não chega a nossa casa não é percebida. Foi assim na ditadura e em outras formas de governo ditatoriais.
Este tipo de comportamento lembra o dramaturgo alemão Bertold Brecht, em mais uma das suas brilhantes colocações contra o sistema nazista:
‘Ontem levaram o jornaleiro e o dono da mercearia, hoje levaram meu vizinho, amanhã eles podem entrar na minha casa e levar alguém da minha familia... ’
Quando estas pessoas chegarem mais perto de nós, talvez seja tarde para alguma reação cobrando as autoridades que algo seja feito. Grande parte da sociedade não se manifesta fingindo não perceber a gravidade destes ataques de intolerância, considerando sempre que este é um problema do outro. Deveríamos seguir a mesma linha de defesa a favor dos direitos das camadas que são vitimas da discriminação, com a mesma intensidade que usamos para defender nossos familiares quando sofrem algum tipo de violência, seria mais digno e nobre, pois qualquer pessoa pode ter na sua familia, praticantes de religiões afro, homossexuais, negros, judeus ou outros, que são historicamente vitimas da violência preconceituosa. Quem sabe ainda exista chance de aflorar em cada um de nós a força que tem estas palavras de Bertold Brecht:
‘Há homens que lutam um dia, e são bons. Há outros que lutam um ano, e são melhores. Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons. Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis’
É possível fazer acontecer!
12-01-2011 00:00:00
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