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II TRANSFERÊNCIA DO ESTADO |
27-04-2007 00:00:00
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Continuação da página 1
Moradores da Ferradura, associados à Associação dos Moradores e Caseiros da Ferradura - AMOCA, uma entidade que tem recebido a adesão de muitos proprietários no bairro, encaminharam representação ao Ministério Público Tutela Coletiva, depois de terem tentado resolver junto à Prefeitura de Búzios, especialmente com a Secretaria de Finanças, para tomar providências sobre um obscuro reloteamento no seu bairro.
Conversas já haviam sido feitas com o promotor de Justiça Murilo Bustamante sobre esse processo de ocupação, no entender dos moradores irregular. Entretanto o Titular da Promotoria pedira casos concretos, o que acabou acontecendo com o noticiado na edição # 726 do PH, na matéria Búzios: Pilhagem na Ferradura.
A obra em curso, com placa de aprovação da Prefeitura, sobre um lote, agora de Nr. 09, numa quadra, a D-I, onde existiam originalmente apenas oito lotes, conforme a planta aprovada e arquivada em Cartório [vide mapa]. Ontem reportagem do PH esteve no local, e pôde registrar o fechamento total da área, cós tapumes [vide foto], consumando, assim, que o empreendimento abocanharia um dos trechos da Avenida Parque - uma via dupla, com canteiro central, isso de acordo com a planta do loteamento, que foi revisada pelo então arquiteto Octávio Raja Gabaglia em 1972.
Segundo esses moradores, é antiga a prática por parte do Condomínio Atlântico - negociar áreas adjacentes aos lotes, mas limitando-se a fazer uma cessão, desde que não edificável.
Entretanto, agora essas negociações chegaram ao limite, com vendas de partes de ruas, e o que é pior com o suporte da Prefeitura, que libera os registros e licenças das obras.
Advogado da Associação diz que a Lei 6.766/79, que trata de parcelamento, tem sido ferida por desmembramentos realizados a seu arrepio. Uma ata, em que autoridades municipais se reuniram com o Condomínio Atlântico fala claramente dessas operações.
Áreas remanescentes,
um novo conceito
não previsto
No memorial descritivo, tanto no original 1972, como no de 1996, não existe o conceito de áreas remanescentes. O que existe de novo na versão de 1996 é uma área, que teria sido destinada à habitação de empregados, de cerca de 6.914 m2, e que pela versão de 96, por uma Mudança de Destinação [a fls. Do Memorial Descritivo], passaria se constituir parte integrante do loteamento, podendo ser vendida, o que justificaria o acréscimo de 18 lotes, vindo de 590 para um total de 608 lotes. Eram tão pequenas as modificações entre a versão de 72 e 96, que o notário observa a inocorrência de qualquer modificação substancial no plano de loteamento (sic).
De resto, permaneceriam as demais áreas, como descritas no memorial, e que correspondiam à planta revisada.
Para a AMOCA continua valendo o que consta do Processo Administrativo Nr. 52.797/96 da Procuradoria Geral de Cabo Frio, e que é mencionado na portaria da 1ª Promotoria de Justiça da Tutela Coletiva.
Segundo esse parecer: (1) vias de comunicação: ruas, avenidas e praças = 194.364 m2; (2) adjacências às quadras residenciais = 595 mil m2 [área destinada ao patrimônio público]; e áreas destinadas à construção de estacionamentos e escola com 9.900 m2. Por esse mesmo parecer, assinado pelos procuradores Paulo Rodrigues e Edson Bedim de Azevedo, fica-se sabendo que o Condomínio já fora notificado, por estar cedendo a posse das áreas adjacentes aos proprietário de lotes confrontantes, com o objetivo de que o Condomínio Atlântico se abstivesse de vender tais áreas por serem patrimônio público, consideradas non aedificandi, ou área verde do empreendimento. Mencionava inclusive um caso de venda a non domino dessas áreas públicas, em que teria o senhor Mansur José Mansur construído numa área non aedificandi. Para AMOCA, continua valendo o que consta das escrituras públicas dos proprietários.
Este mesmo parecer finalizava com uma recomendação às autoridades do novo Município - Armação dos Búzios - propor as demandas judiciais para proteger o patrimônio público, anulando vendas de a non domino das áreas públicas, com a conseqüência anulação de registros e inscrições.
E por último, segundo esse parecer da Procuradoria Geral, fica claro que o Condomínio Atlântico é mero incorporador imobiliário, e, não, condomínio, sujeito, por isso, há se adequar às normas de parcelamento do solo, notadamente a exigência de EIA/RIMA para eventuais novos parcelamentos.
Na consulta, feita pelo tabelião
de Búzios, Albert Danan, em 21 de junho de 2006, o mesmo no final pede orientação para proceder nos registros de áreas particulares remanescentes do aludido loteamento diretamente em nome da socie-
dade simples Condomínio do
Atlântico, a seu pedido.
Invasões e ocupação irregular descaracterizam o loteamento
Nesta versão de 1996, o Memorial Descritivo repete os propósitos originais, inclusive dizendo que as ruas teriam que suportar tráfego igual ao de uma movimentada e grande metrópole, funcionando como verdadeiras artérias distribuidoras de trânsito. Essas características, base para todas as negociações no âmbito do loteamento, são as que os moradores querem ver preservadas.
O promotor Murilo Bustamante quer investigar ate que ponto a falta de fiscalização da Prefeitura de Búzios contribuiria para o desacerto urbanístico do bairro
27-04-2007 00:00:00
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O artista plástico Elio Lago, 43 anos, faleceu ontem na madrugada de ontem no Hospital Municipal Rodolpho Perissé, em Búzios. O artista plástico foi vitimado por um traumatismo craniano causado, provavelmente, por uma queda da escada de sua residência, localizada no bairro da Tartaruga.
O caso, está sendo investigado pela 127ª Delegacia Legal em Búzios. De acordo com o delegado Dennis Rupert, a vítima chegou a informar, ao dar entrada no Hospital Municipal, que havia caído da escada e sentia fortes dores de cabeça. Rupert salientou também, que a policial detectou que os degraus da escada onde Elio Lago teria sofrido o acidente fatal são extremamente irregulares. A Polícia agora pretende investigar o caso. O delegado Dennis Rupert já emitiu pedidos ao IML do laudo cadavérico de Elio Lago e ao Hospital Municipal Rodolpho Perissé, do boletim de assistência médica. Além disso, pessoas próximas ao artista plástico serão intimidas a prestar depoimentos para poder fazer com que a Polícia esclarece as reais causas da morte de Elio Lago.
27-04-2007 00:00:00
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Continuação da página 1
Com relação ao assunto do Detro ter sido aparelhado pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Onofre afirma que tudo foi feito de forma legal e que a doação de alguns veículos não interfere no trabalho do órgão na aplicação de multas nos ônibus. Os representantes do transporte alternativo reclamaram muito da ação do Detro, queixando-se do alto valor das multas aplicadas e da perseguição aos motoristas de vans, principalmente nos municípios de Angra dos Reis e Volta Redonda, onde esses veículos não podem entrar na área metropolitana.
- A fiscalização não é igualitária. O Detro é benevolente com as empresas de coletivos. Pagamos multas altíssimas, contrariando até decretos municipais - afirmou o presidente da Federação das Cooperativas de Transporte Alternativo do Rio de Janeiro (Fecotral), Mário Sérgio Teixeira, ao que o deputado Paulo Ramos sugeriu reunir os prefeitos de cidades, onde existissem mais conflitos, para uma nova audiência.
O secretário Julio Lopes falou sobre a atuação da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos (AMTU) declarou.
- Em todas as regiões desenvolvidas do mundo, as agências planejam e financiam o transporte -
- O transporte alternativo tem que ser um sistema cooperativo e não de concorrência. É fundamental que cada município faça o seu Plano Diretor - declarou o superintendente da agência, Waldir Peres.
O deputado Ramos vai esperar uma definição do secretário estadual de Transportes e do presidente do Detro, para marcar uma nova reunião da Comissão de Trabalho. Paulo Ramos acredita na possibilidade do transporte alternativo funcionar regularmente em menos tempo que o esperado.
26-04-2007 00:00:00
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O Conselho Regional de Engenharia realizou um evento em Búzios,
para tratar da responsabilidade dos profissionais de engenharia e arquitetura.
Na ocasião o presidente do CREA, eng. Reynaldo Barros, dirigiu palavras e a toda
hora expôs gráficos e dados, para explicar a preocupação daquela entidade com a
ética e a descentralização, para promover uma melhor eficiência nos trabalhos da
Fiscalização, aos engenheiros, arquitetos e demais presentes, interessadíssimos
no tema ali discutido.
- Qual era o nosso verdadeiro papel na atualidade em que vive o
País? - perguntou Reynaldo. Por fim concluía o presidente, afirmando que
precisamos reavaliar a nossa função.
Isso não faz muito tempo, pois aconteceu no outro dia, na presença
do arquiteto Francisco Salles, Inspetor Regional do CREA em Búzios e da
Coordenadora da Região Leste, Jussara Freitas Lemos, além do arquiteto Urbanista
Canagé Vilhena, respeitabilíssimo membro do Conselho de Ética. O PH, na sua
edição # 730 de 17 de abril 2007, deu ampla divulgação ao programa e acompanhou
de perto todos os trabalhos daquele evento, entendendo que tratava-se de uma
importante contribuição para ajudar a sociedade buziana acabar com os abusos e
desmandos, que tanto agridem o meio ambiente e comprometem imagem dos
profissionais da engenharia e arquitetura nacional, em Búzios.
Demos todo apoio e publicamos uma exclusiva entrevista do
presidente do CREA ao Jornal Primeira Hora, porque entendemos que ali
estávamos mais uma vez fazendo o nosso papel em prol da sociedade e contra a
desordem de ocupação do solo buziano.
Nosso colaborador e também filiado ao CREA, Antonio Roberto
Cordeiro, escreveu na edição # 732 de 19.04.2007 sobre o título: CREA-RJ
discute ética e sustentabilidade. Mas logo em Búzios?
Parecia naquela ocasião com aquele título-pergunta, fazendo premunição de tudo
aquilo que a presente reportagem mostrando hoje aos seus leitores os absurdos
fotografados pelas nossas lentes, sobre construção em topo de morro, Área de
Preservação Ambiental, decretada pelo INEPAC, impedimento de meios de servidão
para acesso publico.
Esperamos que o IAB se pronuncie e o CREA, tome as providências
cabíveis no âmbito da Fiscalização executada pela Inspetoria local, intimando
seus projetistas e executores, cobrando-lhes o vínculo jurídico do Assentamento
de Responsabilidade Técnica do Profissional Responsável e da Construção l, bem
como o oferecimento de denuncia ao MP através do canal de relacionamento do CREA
com aquela Promotoria.
Vale lembrar que quando o nosso colaborador fez a pergunta: Mas
logo em Búzios ? certamente ele sabia o que estava perguntando. (A.R.
Cordeiro)
26-04-2007 00:00:00
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Pescadores de Búzios estão indignados com a obra que surgiu no
meio do caminho para um dos melhores pesqueiros da Península, impedindo o acesso
ao local. Ontem pela manhã, o presidente da Colônia Z-23, Amarildo Chita Sá
Silva esteve no Canto esquerdo da Ferradura, acompanhando as denúncias. Ele
aplaudiu a ação da Feema e disse que os pescadores vão ajudar na fiscalização
dos costões de Búzios.
- Vamos ficar em atenção permanente. Búzios não pode perder mais
nenhuma área verde. Esse crime ambiental que presenciamos aqui hoje [ontem], é
um dos maiores que já vimos acontecer. É um absurdo, muita falta de respeito com
o nosso patrimônio ambiental. Retiraram cactos que só existem aqui em Búzios e
demoram centenas de anos para crescer. Fecharam o caminho dos pescadores, um
acesso que utilizamos há gerações, e fizeram tudo isso confiando que ia ficar
por isso mesmo. Confiaram na impunidade, mas graças a Deus veio a Justiça. De
agora em diante vamos ficar de olho. Os pescadores estão revoltados com o que se
passou na Ferradura e não vamos mais deixar coisas assim acontecerem na nossa
Cidade - afirma Chita.
O presidente da Colônia já denunciara no final de semana essa
agressão criminosa ao meio ambiente ao PH.
A retardamento do Código Ambiental à Câmara de vereadores, dizem
fontes, certamente atende aos interesses, manifestados em projetos em curso, que
pretendem fazer ocupações contrariando os comezinhos princípios da proteção
ambiental.
26-04-2007 00:00:00
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Continuação da página 1
Com as contas batendo na trave, pelo excesso de gastos,
especialmente com um quadro de pessoal inchado, em que os cargos de confiança já
ultrapassam a marca dos 700, somado às horas extras pagas a servidores, essas
mesmas contas estão na iminência de ficarem desenquadradas frente à Lei de
Responsabilidade Fiscal, que estabelece um limite de 54% do total da
arrecadação.
O vereador Alexandre Martins repetiu o que dissera da Tribuna: Um
município com o orçamento que tem, com as receitas auferidas pelos royalties,
o prefeito, se competente, deveria rearranjar as suas contas, para suportar os
investimentos no setor da iluminação pública, sem precisar recorrer a mais uma
carga de
imposto sobre os munícipes.
- O problema do governo Toninho é de gestão. De má gestão. A
Cidade já está às escuras, ainda que venham cobrando a CIP há muito tempo. É
sinal de que os recursos não estão sendo aplicados no setor. Penso que aqueles
que queiram pagar a taxa, a Prefeitura deve abrir uma conta corrente, para tais
contribuições - disse Alexandre Martins ao PH no final da tarde de ontem.
De fato as receitas cresceram, não só por imposição de novos
tributos [taxas], mas por uma fiscalização mais presente, e por uma atividade
econômica mais dinâmica.
Vários leitores do PH escreveram ao Jornal para sugerir que
houvesse corte em despesas menos prioritárias, tendo alguns até mesmo proposto
que se revisasse o quadro de comissionados, onde estariam como empregados cabos
eleitorais.
Governo cabala apoios, mesmo manipulando a opinião pública
Tem sido repetitivo o governo através dos seus órgãos de imprensa,
com exposição de opiniões de pessoas se manifestando favoráveis pela manutenção
da cobrança da Taxa de Iluminação Pública, tendo o secretário de Serviços
Públicos, o ex-vereador Isaias da Silveira vindo em sua defesa, alegando que a
Cidade ficaria às escuras, sem os recursos dessa cobrança. O secretário de
Finanças, Odair Franco, em programa da Rádio Sucesso, chegou até mesmo a sugerir
que a Educação e a Saúde poderiam ter os seus recursos reduzidos, para atender a
falta na iluminação pública.
No PH no AR, de ontem, nos estúdios de Búzios da Rádio 1530 AM,
todos os presentes se manifestaram contra a cobrança da taxa, tendo Cledi Guerra
adiantado que há muito não paga por essa taxa, porque fez valer os seus direitos
de consumidora.
- Fui a Ampla e preenchi um formulário, não autorizando fosse
lançado na minha conta de luz a taxa de iluminação pública. E assim foi feito -
falou Cledi Guerra, que é absolutamente contrária a cobrança, que, segundo ela,
só beneficia os veranistas, que não freqüentam Búzios todos os dias, e que por
isso ficam abaixo no limite de isenção.
Resângela e Laerte Câmara, assim Vinicius Gralato se disseram
contrários a cobrança. (RBF)
Pólo de Segurança na Rasa
e políticas sociais
Vinícius Gralato lidera uma abaixo assinado, a ser entregue às
autoridades municipais e estaduais, para transferir a guarnição da PM, hoje em
Mangui-nhos, para a Rasa, onde poderia ser instalado no antigo prédio da
Delegacia de Polícia Civil.
- Existe uma placa, já indicando o local como pólo de segurança.
Mas não foi ainda efetivado. Lá, estariam efetivos da PM, da Guarda Municipal e
da Polícia Civis, que j;a mantém os serviços cartorários - disse Vinícius
Gralato aos ouvintes do PH no AR. Para Vinicius, é inequívoco que com a saída da
Delegacia da Rasa, o bairro, e as áreas adjacentes ficaram órfãos, e atraiu a
prática de delitos. Com a transferência para a Rasa, este pólo poderia
desenvolver uma ação preventiva, controlando a irradiação da criminalidade de lá
para o Centro.
- A saída da Polícia abriu espaço para ocupação da criminalidade,
e por criminosos, que se deslocam de outras áreas do estado, para se estabelecer
em Búzios - acentuou Vinícius, que ainda relatou que dias desses um foi morto à
pedradas numa das ruas da Rasa. Vinícius Gralato, entretanto, quis ressaltar que
medidas policiais somente não são suficientes para resolver os problemas da
segurança, mas políticas no setor da Educação e na área
social.
26-04-2007 00:00:00
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Extremamente chateado e preocupado com a repercussão da matéria
publicada na edição de ontem no jornal do governo municipal de Búzios, sobre
uma reunião que aconteceu na última terça-feira entre os presidentes de cinco
associações de moradores da Cidade e o prefeito Toninho Branco, Gilberto
Meirelles, presidente da Associação de Moradores da Rasa, procurou o Jornal
Primeira Hora, para contar a verdade dos fatos.
- Vim aqui no Primeira Hora, porque é o único jornal da Cidade,
onde a gente pode dizer o que pensa sem que modifiquem o que a gente fala. Estou
indignado com o que aconteceu comigo após dar um depoimento para a jornalista do
governo municipal. Ela deturpou tudo e usou meu nome para dizer o que ela queria
dizer e não o que eu penso. Hoje enfrento problemas junto aos moradores que
represento. Todos conhecem a minha opinião contra a cobrança da taxa de
iluminação pela Prefeitura, e ninguém entendeu nada sobre a minha posição,
depois que a matéria no jornal do governo municipal publicou uma declaração
minha a favor da cobrança. Eles inventaram uma declaração enorme e cheia de
detalhes para mim. Colocaram palavras na minha boca. Nunca disse as palavras que
foram atribuídas a mim na reportagem e isso é muito grave, é caso de Polícia -
revela Gilberto Meirelles.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Rasa, o
único assunto da reunião foi a regularização fundiária. Nada foi dito sobre
urbanização, saneamento ou iluminação pública, conforme a matéria do jornal do
governo municipal afirma.
Gilberto Meirelles esteve inclusive na sessão em que a Câmara
derrubou o veto do prefeito ao lado do presidente do PT.
Apagão na Saúde Municipal
- Querem usar as associações de moradores, para tornar legítima a
cobrança da taxa de iluminação pública, mas isso é vergonhoso. Somos contra a
cobrança e nem tocamos neste assunto durante a reunião. O encontro era sobre a
regularização fundiária. Durante a reunião eu ainda falei sobre a precariedade
do Posto de Saúde do Cruzeiro, que funciona sem lençol e colchões nas macas. As
mulheres, para fazerem exame ginecológico, usam a cortina da janela para cobrir
a cama. Também alertei que o Módulo de Família da Rasa ainda está sem médico e
os funcionários com os salários de março atrasados. A dra. Telma Cortez,
coordenadora do Programa Saúde da Família já me prometeu acabar com esses
problemas há mais de quarenta dias e agora não me recebe mais para conversar, e
nem o secretário de Saúde [André Granado] quer ouvir a gente, já tentei mais de
dez vezes um contato com ele. Disse isso ao prefeito e ele não soube responder,
porque seus comandados não estavam trabalhando direito. Além disso, só me lembro
de ter falado que, se nos bairros de Vitória e Boa Vista não existe iluminação,
como é que a Prefeitura pretendia cobrar uma taxa de luz? - pergunta Gilberto
revoltado. Ele afirma que, se não conseguir direito de resposta no jornal do
governo municipal, vai procurar a Justiça para processar o periódico
mentiroso. A Associação de Moradores da Rasa representa as populações dos
bairros do Arpoador, Cruzeiro, Rasa, Boa Vista e Vitória.
26-04-2007 00:00:00
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Com relação ao assunto do Detro ter sido aparelhado pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Onofre afirma que tudo foi feito de forma legal e que a doação de alguns veículos não interfere no trabalho do órgão na aplicação de multas nos ônibus. Os representantes do transporte alternativo reclamaram muito da ação do Detro, queixando-se do alto valor das multas aplicadas e da perseguição aos motoristas de vans, principalmente nos municípios de Angra dos Reis e Volta Redonda, onde esses veículos não podem entrar na área metropolitana.
- A fiscalização não é igualitária. O Detro é benevolente com as empresas de coletivos. Pagamos multas altíssimas, contrariando até decretos municipais - afirmou o presidente da Federação das Cooperativas de Transporte Alternativo do Rio de Janeiro (Fecotral), Mário Sérgio Teixeira, ao que o deputado Paulo Ramos sugeriu reunir os prefeitos de cidades, onde existissem mais conflitos, para uma nova audiência.
O secretário Julio Lopes falou sobre a atuação da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos (AMTU) declarou.
- Em todas as regiões desenvolvidas do mundo, as agências planejam e financiam o transporte -
- O transporte alternativo tem que ser um sistema cooperativo e não de concorrência. É fundamental que cada município faça o seu Plano Diretor - declarou o superintendente da agência, Waldir Peres.
O deputado Ramos vai esperar uma definição do secretário estadual de Transportes e do presidente do Detro, para marcar uma nova reunião da Comissão de Trabalho. Paulo Ramos acredita na possibilidade do transporte alternativo funcionar regularmente em menos tempo que o esperado.
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O Conselho Regional de Engenharia realizou um evento em Búzios,
para tratar da responsabilidade dos profissionais de engenharia e arquitetura.
Na ocasião o presidente do CREA, eng. Reynaldo Barros, dirigiu palavras e a toda
hora expôs gráficos e dados, para explicar a preocupação daquela entidade com a
ética e a descentralização, para promover uma melhor eficiência nos trabalhos da
Fiscalização, aos engenheiros, arquitetos e demais presentes, interessadíssimos
no tema ali discutido.
- Qual era o nosso verdadeiro papel na atualidade em que vive o
País? - perguntou Reynaldo. Por fim concluía o presidente, afirmando que
precisamos reavaliar a nossa função.
Isso não faz muito tempo, pois aconteceu no outro dia, na presença
do arquiteto Francisco Salles, Inspetor Regional do CREA em Búzios e da
Coordenadora da Região Leste, Jussara Freitas Lemos, além do arquiteto Urbanista
Canagé Vilhena, respeitabilíssimo membro do Conselho de Ética. O PH, na sua
edição # 730 de 17 de abril 2007, deu ampla divulgação ao programa e acompanhou
de perto todos os trabalhos daquele evento, entendendo que tratava-se de uma
importante contribuição para ajudar a sociedade buziana acabar com os abusos e
desmandos, que tanto agridem o meio ambiente e comprometem imagem dos
profissionais da engenharia e arquitetura nacional, em Búzios.
Demos todo apoio e publicamos uma exclusiva entrevista do
presidente do CREA ao Jornal Primeira Hora, porque entendemos que ali
estávamos mais uma vez fazendo o nosso papel em prol da sociedade e contra a
desordem de ocupação do solo buziano.
Nosso colaborador e também filiado ao CREA, Antonio Roberto
Cordeiro, escreveu na edição # 732 de 19.04.2007 sobre o título: CREA-RJ
discute ética e sustentabilidade. Mas logo em Búzios?
Parecia naquela ocasião com aquele título-pergunta, fazendo premunição de tudo
aquilo que a presente reportagem mostrando hoje aos seus leitores os absurdos
fotografados pelas nossas lentes, sobre construção em topo de morro, Área de
Preservação Ambiental, decretada pelo INEPAC, impedimento de meios de servidão
para acesso publico.
Esperamos que o IAB se pronuncie e o CREA, tome as providências
cabíveis no âmbito da Fiscalização executada pela Inspetoria local, intimando
seus projetistas e executores, cobrando-lhes o vínculo jurídico do Assentamento
de Responsabilidade Técnica do Profissional Responsável e da Construção l, bem
como o oferecimento de denuncia ao MP através do canal de relacionamento do CREA
com aquela Promotoria.
Vale lembrar que quando o nosso colaborador fez a pergunta: Mas
logo em Búzios ? certamente ele sabia o que estava perguntando. (A.R.
Cordeiro)
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Pescadores de Búzios estão indignados com a obra que surgiu no
meio do caminho para um dos melhores pesqueiros da Península, impedindo o acesso
ao local. Ontem pela manhã, o presidente da Colônia Z-23, Amarildo Chita Sá
Silva esteve no Canto esquerdo da Ferradura, acompanhando as denúncias. Ele
aplaudiu a ação da Feema e disse que os pescadores vão ajudar na fiscalização
dos costões de Búzios.
- Vamos ficar em atenção permanente. Búzios não pode perder mais
nenhuma área verde. Esse crime ambiental que presenciamos aqui hoje [ontem], é
um dos maiores que já vimos acontecer. É um absurdo, muita falta de respeito com
o nosso patrimônio ambiental. Retiraram cactos que só existem aqui em Búzios e
demoram centenas de anos para crescer. Fecharam o caminho dos pescadores, um
acesso que utilizamos há gerações, e fizeram tudo isso confiando que ia ficar
por isso mesmo. Confiaram na impunidade, mas graças a Deus veio a Justiça. De
agora em diante vamos ficar de olho. Os pescadores estão revoltados com o que se
passou na Ferradura e não vamos mais deixar coisas assim acontecerem na nossa
Cidade - afirma Chita.
O presidente da Colônia já denunciara no final de semana essa
agressão criminosa ao meio ambiente ao PH.
A retardamento do Código Ambiental à Câmara de vereadores, dizem
fontes, certamente atende aos interesses, manifestados em projetos em curso, que
pretendem fazer ocupações contrariando os comezinhos princípios da proteção
ambiental.
26-04-2007 00:00:00
saiba mais
Continuação da página 1
Com as contas batendo na trave, pelo excesso de gastos,
especialmente com um quadro de pessoal inchado, em que os cargos de confiança já
ultrapassam a marca dos 700, somado às horas extras pagas a servidores, essas
mesmas contas estão na iminência de ficarem desenquadradas frente à Lei de
Responsabilidade Fiscal, que estabelece um limite de 54% do total da
arrecadação.
O vereador Alexandre Martins repetiu o que dissera da Tribuna: Um
município com o orçamento que tem, com as receitas auferidas pelos royalties,
o prefeito, se competente, deveria rearranjar as suas contas, para suportar os
investimentos no setor da iluminação pública, sem precisar recorrer a mais uma
carga de
imposto sobre os munícipes.
- O problema do governo Toninho é de gestão. De má gestão. A
Cidade já está às escuras, ainda que venham cobrando a CIP há muito tempo. É
sinal de que os recursos não estão sendo aplicados no setor. Penso que aqueles
que queiram pagar a taxa, a Prefeitura deve abrir uma conta corrente, para tais
contribuições - disse Alexandre Martins ao PH no final da tarde de ontem.
De fato as receitas cresceram, não só por imposição de novos
tributos [taxas], mas por uma fiscalização mais presente, e por uma atividade
econômica mais dinâmica.
Vários leitores do PH escreveram ao Jornal para sugerir que
houvesse corte em despesas menos prioritárias, tendo alguns até mesmo proposto
que se revisasse o quadro de comissionados, onde estariam como empregados cabos
eleitorais.
Governo cabala apoios, mesmo manipulando a opinião pública
Tem sido repetitivo o governo através dos seus órgãos de imprensa,
com exposição de opiniões de pessoas se manifestando favoráveis pela manutenção
da cobrança da Taxa de Iluminação Pública, tendo o secretário de Serviços
Públicos, o ex-vereador Isaias da Silveira vindo em sua defesa, alegando que a
Cidade ficaria às escuras, sem os recursos dessa cobrança. O secretário de
Finanças, Odair Franco, em programa da Rádio Sucesso, chegou até mesmo a sugerir
que a Educação e a Saúde poderiam ter os seus recursos reduzidos, para atender a
falta na iluminação pública.
No PH no AR, de ontem, nos estúdios de Búzios da Rádio 1530 AM,
todos os presentes se manifestaram contra a cobrança da taxa, tendo Cledi Guerra
adiantado que há muito não paga por essa taxa, porque fez valer os seus direitos
de consumidora.
- Fui a Ampla e preenchi um formulário, não autorizando fosse
lançado na minha conta de luz a taxa de iluminação pública. E assim foi feito -
falou Cledi Guerra, que é absolutamente contrária a cobrança, que, segundo ela,
só beneficia os veranistas, que não freqüentam Búzios todos os dias, e que por
isso ficam abaixo no limite de isenção.
Resângela e Laerte Câmara, assim Vinicius Gralato se disseram
contrários a cobrança. (RBF)
Pólo de Segurança na Rasa
e políticas sociais
Vinícius Gralato lidera uma abaixo assinado, a ser entregue às
autoridades municipais e estaduais, para transferir a guarnição da PM, hoje em
Mangui-nhos, para a Rasa, onde poderia ser instalado no antigo prédio da
Delegacia de Polícia Civil.
- Existe uma placa, já indicando o local como pólo de segurança.
Mas não foi ainda efetivado. Lá, estariam efetivos da PM, da Guarda Municipal e
da Polícia Civis, que j;a mantém os serviços cartorários - disse Vinícius
Gralato aos ouvintes do PH no AR. Para Vinicius, é inequívoco que com a saída da
Delegacia da Rasa, o bairro, e as áreas adjacentes ficaram órfãos, e atraiu a
prática de delitos. Com a transferência para a Rasa, este pólo poderia
desenvolver uma ação preventiva, controlando a irradiação da criminalidade de lá
para o Centro.
- A saída da Polícia abriu espaço para ocupação da criminalidade,
e por criminosos, que se deslocam de outras áreas do estado, para se estabelecer
em Búzios - acentuou Vinícius, que ainda relatou que dias desses um foi morto à
pedradas numa das ruas da Rasa. Vinícius Gralato, entretanto, quis ressaltar que
medidas policiais somente não são suficientes para resolver os problemas da
segurança, mas políticas no setor da Educação e na área
social.
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Extremamente chateado e preocupado com a repercussão da matéria
publicada na edição de ontem no jornal do governo municipal de Búzios, sobre
uma reunião que aconteceu na última terça-feira entre os presidentes de cinco
associações de moradores da Cidade e o prefeito Toninho Branco, Gilberto
Meirelles, presidente da Associação de Moradores da Rasa, procurou o Jornal
Primeira Hora, para contar a verdade dos fatos.
- Vim aqui no Primeira Hora, porque é o único jornal da Cidade,
onde a gente pode dizer o que pensa sem que modifiquem o que a gente fala. Estou
indignado com o que aconteceu comigo após dar um depoimento para a jornalista do
governo municipal. Ela deturpou tudo e usou meu nome para dizer o que ela queria
dizer e não o que eu penso. Hoje enfrento problemas junto aos moradores que
represento. Todos conhecem a minha opinião contra a cobrança da taxa de
iluminação pela Prefeitura, e ninguém entendeu nada sobre a minha posição,
depois que a matéria no jornal do governo municipal publicou uma declaração
minha a favor da cobrança. Eles inventaram uma declaração enorme e cheia de
detalhes para mim. Colocaram palavras na minha boca. Nunca disse as palavras que
foram atribuídas a mim na reportagem e isso é muito grave, é caso de Polícia -
revela Gilberto Meirelles.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Rasa, o
único assunto da reunião foi a regularização fundiária. Nada foi dito sobre
urbanização, saneamento ou iluminação pública, conforme a matéria do jornal do
governo municipal afirma.
Gilberto Meirelles esteve inclusive na sessão em que a Câmara
derrubou o veto do prefeito ao lado do presidente do PT.
Apagão na Saúde Municipal
- Querem usar as associações de moradores, para tornar legítima a
cobrança da taxa de iluminação pública, mas isso é vergonhoso. Somos contra a
cobrança e nem tocamos neste assunto durante a reunião. O encontro era sobre a
regularização fundiária. Durante a reunião eu ainda falei sobre a precariedade
do Posto de Saúde do Cruzeiro, que funciona sem lençol e colchões nas macas. As
mulheres, para fazerem exame ginecológico, usam a cortina da janela para cobrir
a cama. Também alertei que o Módulo de Família da Rasa ainda está sem médico e
os funcionários com os salários de março atrasados. A dra. Telma Cortez,
coordenadora do Programa Saúde da Família já me prometeu acabar com esses
problemas há mais de quarenta dias e agora não me recebe mais para conversar, e
nem o secretário de Saúde [André Granado] quer ouvir a gente, já tentei mais de
dez vezes um contato com ele. Disse isso ao prefeito e ele não soube responder,
porque seus comandados não estavam trabalhando direito. Além disso, só me lembro
de ter falado que, se nos bairros de Vitória e Boa Vista não existe iluminação,
como é que a Prefeitura pretendia cobrar uma taxa de luz? - pergunta Gilberto
revoltado. Ele afirma que, se não conseguir direito de resposta no jornal do
governo municipal, vai procurar a Justiça para processar o periódico
mentiroso. A Associação de Moradores da Rasa representa as populações dos
bairros do Arpoador, Cruzeiro, Rasa, Boa Vista e Vitória.
26-04-2007 00:00:00
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Para preservar intacto este território reivindicado pela
comunidade quilombola em Búzios, o Incra, através de sua Superintendência
Regional do RJ, enviou ofício ao prefeito Toninho Branco no início deste mês,
solicitando o apoio da prefeitura no sentido de consultar previamente o
Instituto, antes de conceder autorizações para construções nas áreas pleiteadas,
evitando a ocupação sobre o território quilombola. No documento assinado por
Gustavo Souto de Noronha, superintendente regional substituto do Incra-RJ, é
feito o pedido de atenção especial com as áreas da Rasa, Vila Verde, Arpoador,
Fazendas Maria Joaquina, Baia Formosa, Tauá e Piraúna.
Processo de titulação das terras quilombolas promovido pelo Incra,
vai beneficiar cerca de 3 mil comunidades negras em todo o Brasil
Cinqüenta e dois por cento da população brasileira é de
afrodescendentes, levando o Brasil a ser o primeiro país no mundo com a maior
população negra, fora da África. Legado de uma economia escravocrata, que foi a
base de todo o desenvolvimento brasileiro durante séculos, esta parcela da
população se encontra hoje bem inserida na sociedade, ao mesmo tempo que ainda
guarda exemplos de comunidades que se mantiveram nos mesmos locais escolhidos
por seus bisavós, vivendo em grupos familiares com a mesma origem e
descendência, ocupando áreas geralmente distantes e isoladas, para onde se
dirigiram logo após a abolição da escravatura e permaneceram até os dias de
hoje. Essas áreas conhecidas como terras remanescentes de quilombos, abrigam
comunidades negras que conservam características culturais próprias, tradução de
um Brasil que precisa ser reconhecido, protegido e cuidado para que se
desenvolva sem perder suas características especiais.
Brasil Quilombola: Estado do Rio tem 21 comunidades
Brasil Quilombola é um projeto do Governo Federal que prevê a
titulação das terras dessas comunidades negras, que até hoje não possuem
qualquer documento de propriedade, vivendo a margem da sociedade, sem direitos
de posse garantidos.
A titulação das terras quilombolas é um direito novo que vem da
Constituição Federal de 1988, que garante que a todas as comunidades, a todos
os territórios quilombolas do Brasil, deve ser dado o título definitivo de
propriedade.
- Quilombola é o descendente nascido nessas áreas onde se tem todo
o nicho, todo o bioma, toda uma maneira própria da cultura, da religião, da
música, ritmo, dança, etc. A área quilombola a ser preservada deve incluir todo
o ambiente no qual ele vive: lagoa piscosa, área de roça, o lugar do candomblé,
jongo etc. Isto tudo é identificado por estudo antropológico que indica o que
faz parte do território em termos culturais e de sobrevivência daquele grupo.
Por isso, a titulação é sempre coletiva, não existe título individual para áreas
de quilombolas. A propriedade da terra sai em nome do grupo e não em nome de
cada um que forma esse grupo quilombola. Todos têm noção do seu espaço dentro da
comunidade e o respeitam. Um respeita o território do outro diz Celso.
Em 2003, através do Decreto 4887/03, o presidente Lula criou um
grupo ministerial para fazer estas titulações com ampla participação da
sociedade civil, movimento negro, quilombolas, Ministério Público Federal, entre
outros órgãos, no sentido de atender uma demanda que hoje gira em torno de 3 mil
comunidades de quilombos em todo Brasil. Atualmente já são mais de 300 os
processos criados em territórios quilombolas e no Estado do RJ já foram
identificadas 21 comunidades.
- No caso específico de Búzios, ali na região próxima à entrada da
cidade, existiam várias fazendas onde trabalhavam negros escravos. Com a
abolição, eles foram expulsos e formaram a periferia da Rasa. A Rasa foi criada
pelas famílias descendentes dos quilombolas. Algumas famílias pagavam
arrendamento ao proprietário das terras para continuarem a viver ali e com o
tempo também foram expulsas porque a terra valorizou muito e o local cresceu
bastante conta Celso.
25-04-2007 00:00:00
saiba mais
O delegado Dennis Rupert Hathaway Júnior assumiu o comando da 127 ª Delegacia Legal em Búzios. A transmissão do cargo ocorreu na tarde de ontem. Dennis Rupert vem para substituir o antigo delegado, Wanderley de Barros, que estava no cargo há cerca de três meses e será transferido para Departamento de Policiamento do Interior (DPI), sediado na cidade do Rio de Janeiro. Dennis Rupert afirmou que a ocupação do cargo será um grande desafio em sua carreira policial. Além disso, o novo delegado destacou o trabalho feito por seu antecessor, que de acordo com Rupert é um profissional altamente qualificado e exemplar.
- Tenho uma grande responsabilidade pela frente, já que estou assumindo o cargo de um dos mais competentes delegados do Estado. Pretendo dar continuidade a todas investigações feitas e conseguir concluir os processos ainda pendentes o mais rápido possível - destacou Rupert, que foi titular por quase quatro anos da 124ª DP de Saquarema.
O novo delegado de Búzios volta a cidade após 21 anos, como o PH noticiou na sua edição de ontem. Rupert foi o primeiro delegado da Cidade e comandou a unidade policial buziana quando esta foi inaugurada, ainda na Rasa. Para o delegado, o aumento populacional do Município e o novo dinamismo do local podem fazer com que o trabalho seja diferente do que ele realizou em 1986.
- Sei que a Cidade cresceu, que hoje tem problemas que não tinha há 21 anos trás. No entanto, contamos com uma equipe extremamente competente e vamos garantir a continuidade do bom trabalho que vinha sendo feito - destacou o novo delegado de Búzios.
25-04-2007 00:00:00
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Para preservar intacto este território reivindicado pela
comunidade quilombola em Búzios, o Incra, através de sua Superintendência
Regional do RJ, enviou ofício ao prefeito Toninho Branco no início deste mês,
solicitando o apoio da prefeitura no sentido de consultar previamente o
Instituto, antes de conceder autorizações para construções nas áreas pleiteadas,
evitando a ocupação sobre o território quilombola. No documento assinado por
Gustavo Souto de Noronha, superintendente regional substituto do Incra-RJ, é
feito o pedido de atenção especial com as áreas da Rasa, Vila Verde, Arpoador,
Fazendas Maria Joaquina, Baia Formosa, Tauá e Piraúna.
Processo de titulação das terras quilombolas promovido pelo Incra,
vai beneficiar cerca de 3 mil comunidades negras em todo o Brasil
Cinqüenta e dois por cento da população brasileira é de
afrodescendentes, levando o Brasil a ser o primeiro país no mundo com a maior
população negra, fora da África. Legado de uma economia escravocrata, que foi a
base de todo o desenvolvimento brasileiro durante séculos, esta parcela da
população se encontra hoje bem inserida na sociedade, ao mesmo tempo que ainda
guarda exemplos de comunidades que se mantiveram nos mesmos locais escolhidos
por seus bisavós, vivendo em grupos familiares com a mesma origem e
descendência, ocupando áreas geralmente distantes e isoladas, para onde se
dirigiram logo após a abolição da escravatura e permaneceram até os dias de
hoje. Essas áreas conhecidas como terras remanescentes de quilombos, abrigam
comunidades negras que conservam características culturais próprias, tradução de
um Brasil que precisa ser reconhecido, protegido e cuidado para que se
desenvolva sem perder suas características especiais.
Brasil Quilombola: Estado do Rio tem 21 comunidades
Brasil Quilombola é um projeto do Governo Federal que prevê a
titulação das terras dessas comunidades negras, que até hoje não possuem
qualquer documento de propriedade, vivendo a margem da sociedade, sem direitos
de posse garantidos.
A titulação das terras quilombolas é um direito novo que vem da
Constituição Federal de 1988, que garante que a todas as comunidades, a todos
os territórios quilombolas do Brasil, deve ser dado o título definitivo de
propriedade.
- Quilombola é o descendente nascido nessas áreas onde se tem todo
o nicho, todo o bioma, toda uma maneira própria da cultura, da religião, da
música, ritmo, dança, etc. A área quilombola a ser preservada deve incluir todo
o ambiente no qual ele vive: lagoa piscosa, área de roça, o lugar do candomblé,
jongo etc. Isto tudo é identificado por estudo antropológico que indica o que
faz parte do território em termos culturais e de sobrevivência daquele grupo.
Por isso, a titulação é sempre coletiva, não existe título individual para áreas
de quilombolas. A propriedade da terra sai em nome do grupo e não em nome de
cada um que forma esse grupo quilombola. Todos têm noção do seu espaço dentro da
comunidade e o respeitam. Um respeita o território do outro diz Celso.
Em 2003, através do Decreto 4887/03, o presidente Lula criou um
grupo ministerial para fazer estas titulações com ampla participação da
sociedade civil, movimento negro, quilombolas, Ministério Público Federal, entre
outros órgãos, no sentido de atender uma demanda que hoje gira em torno de 3 mil
comunidades de quilombos em todo Brasil. Atualmente já são mais de 300 os
processos criados em territórios quilombolas e no Estado do RJ já foram
identificadas 21 comunidades.
- No caso específico de Búzios, ali na região próxima à entrada da
cidade, existiam várias fazendas onde trabalhavam negros escravos. Com a
abolição, eles foram expulsos e formaram a periferia da Rasa. A Rasa foi criada
pelas famílias descendentes dos quilombolas. Algumas famílias pagavam
arrendamento ao proprietário das terras para continuarem a viver ali e com o
tempo também foram expulsas porque a terra valorizou muito e o local cresceu
bastante conta Celso.
25-04-2007 00:00:00
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O delegado Dennis Rupert Hathaway Júnior assumiu o comando da 127 ª Delegacia Legal em Búzios. A transmissão do cargo ocorreu na tarde de ontem. Dennis Rupert vem para substituir o antigo delegado, Wanderley de Barros, que estava no cargo há cerca de três meses e será transferido para Departamento de Policiamento do Interior (DPI), sediado na cidade do Rio de Janeiro. Dennis Rupert afirmou que a ocupação do cargo será um grande desafio em sua carreira policial. Além disso, o novo delegado destacou o trabalho feito por seu antecessor, que de acordo com Rupert é um profissional altamente qualificado e exemplar.
- Tenho uma grande responsabilidade pela frente, já que estou assumindo o cargo de um dos mais competentes delegados do Estado. Pretendo dar continuidade a todas investigações feitas e conseguir concluir os processos ainda pendentes o mais rápido possível - destacou Rupert, que foi titular por quase quatro anos da 124ª DP de Saquarema.
O novo delegado de Búzios volta a cidade após 21 anos, como o PH noticiou na sua edição de ontem. Rupert foi o primeiro delegado da Cidade e comandou a unidade policial buziana quando esta foi inaugurada, ainda na Rasa. Para o delegado, o aumento populacional do Município e o novo dinamismo do local podem fazer com que o trabalho seja diferente do que ele realizou em 1986.
- Sei que a Cidade cresceu, que hoje tem problemas que não tinha há 21 anos trás. No entanto, contamos com uma equipe extremamente competente e vamos garantir a continuidade do bom trabalho que vinha sendo feito - destacou o novo delegado de Búzios.
25-04-2007 00:00:00
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Inácio Henrique Alves, há 23 anos em Búzios, desde 1983, se filiou
no sábado ao PDT de Búzios, tendo sua ficha sido abonada pelo ex-prefeito
Mirinho Braga, que é presidente do partido em Búzios.
Inácio é líder comunitário no bairro da Rasa, e reuniu cerca de 90
correligionários na sua filiação.
- Filiei-me ao PDT, resistindo aos assédios de outros grupos,
porque reconheço que é o partido que trabalha pelo povo e pela Cidade - disse
Inácio ao PH, acrescentando que prefere ficar no seu táxi por enquanto.
Inácio é pré-candidato a vereador nas próximas
eleições.
24-04-2007 00:00:00
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