Na segunda-feira (12), o município de Búzios comemorou seus 12 anos de emancipação com muito pouco a festejar para a população. A emancipação, que a princípio foi apresentada como o início de uma nova era para a Cidade, foi vencida pela inércia e inoperância do atual governo municipal, que condenou uma pujante indústria turística, tradicional e reconhecida como um dos principais destinos do Brasil, ao abandono e prejuízos.
Mas para homenagear a todos aqueles que de alguma forma contribuíram com a cidade, no sábado (10), a Câmara Municipal promoveu no Hotel Atlântico, na Praia da Armação, a entrega dos títulos de cidadania.
Bastante aplaudido ao receber o título, Antonio Martins de Oliveira Filho, o Toninho Corrêa, agradeceu ao vereador Flávio Machado e a população, segundo ele, acolhedora, lutadora e perseverante, ressaltando que a cidade com renome internacional, encontra-se hoje desfigurada em um urbanismo desleixado, sempre em obras desnecessárias ou sem maiores proveitos, que transtornam não só o trânsito como, principalmente, emprestam à cidade um ar de abandono e tristeza.
15-11-2007 00:00:00
saiba mais14-11-2007 00:00:00
saiba maisRedação - Rosa Maria Weisman, aposentada, resolveu vir morar em Búzios, onde no momento se recupera fazendo uma série de aplicações quimioterápicas. Vive na Rua 3 no Loteamento das Acácias. É bióloga, e por isso mais perplexa fica com o tratamento que o Município está dando ao lixo e ao destino.
- Não recolhem. Há dias não o fazem. No sábado, passaram, mas não há meios de recolher o lixo. Falei com o Departamento, com Natanael Messias Xavier e Ronaldo Simas, da Limpeza Pública, mas nada aconteceu. De um ouvi que deveria ensacar com plástico os galhos. Mas não é correto. Trata-se de um lixo orgânico e que não deve ser misturado com plástico falou Rosa Maria ao PH no sábado (10), sublinhado que o lixo orgânico poderia ser usado como adubo, se devidamente manuseado, contando que fizera uma proposta pelo Instituto ECO Marapendi do Rio de Janeiro, para tratar o lixo na sua destinação, mas nada foi adiante no Município.
A moradora informou, ainda, que um cachorro seu morreu por ter sido atacado por carrapatos, e que a área está infestada de mosquitos.
- Espero que tendo na vizinhança o ex-prefeito eu não esteja sendo vítima de retaliação. Afinal vivemos numa Democracia, onde a alternância faz parte do seu funcionamento - concluiu Rosa Maria
14-11-2007 00:00:00
saiba mais14-11-2007 00:00:00
saiba mais14-11-2007 00:00:00
saiba maisMoradores da Rua dos Caracóis em Manguinhos não sabem mais o que fazer para ver normalizado o seu abastecimento de água. Há mais de quatro semanas as casas não recebem água da rede da Prolagos, embora as contas indiquem que sim.
- Toda quinta-feira cai água na minha rua, menos nas casas dos moradores que ficam na parte alta. Somos nove casas com hidrômetro e sem direito à água encanada. Mas as contas chegam e mostram valores abusivos. Se já não era direito a empresa cobrar pelo mínimo, pois não temos nem o mínimo de água, imagina cobrar valores que variam de R$ 200,00 a R$ 500,00? indaga o morador da casa de número 18, Carlos Henrique Melo.
Há cerca de dez anos no local, Carlos conta que já entrou na Justiça diversas vezes contra a Prolagos, o que vai fazer novamente, para pedir o ressarcimento dos valores das contas que considera abusivos.
- Comecei reclamando na própria agência da empresa, mas como eles sempre alegavam a mesma coisa: quedas de energia e reparos na rede, para justificar a constante falta dágua, corri pra Justiça e ganhei a primeira causa em 2005. A Prolagos teve que recalcular as contas abusivas. Num segundo momento eu ganhei novamente da empresa o ressarcimento do valor de sete pipas dágua que tive que comprar no período, e agora quero novamente o ressarcimento das pipas que estou comprando no momento. Também vou pedir que recalculem o valor das contas que voltaram a ser abusivos explica o morador. Ele acrescenta que devido ao problema da água, diversas pessoas de sua rua já pensam em se mudar e vários já colocaram a casa à venda: - Viver sem água é impossível. Sonho com o dia em que a Prolagos funcionará conforme o prometido, mas no momento não sei mais o que fazer. Vivo na Justiça para ter direito ao que já é meu direito. Procurei o Jornal Primeira Hora para gritar o meu desespero, já que não agüento mais ter que recorrer à Justiça para provar que não recebo água e não devo conta. Será que algum dia a Prolagos vai ser correta comigo? questiona Carlos. (MFQ)
14-11-2007 00:00:00
saiba maisOntem por volta das 11h30, um grande buraco tomou conta de parte da Estrada da Usina, no Centro de Búzios. Na pista que segue em direção à Manguinhos, próximo ao posto de gasolina Ale, um recalque da elevatória de esgoto da Usina rompeu, fazendo a rua ceder. Logo após o ocorrido, uma equipe da Prolagos já se encontrava no local realizando os reparos.
- Este tipo de acidente acontece de uma hora pra outra, sem previsão. É o destino, simplesmente acontece. O rompimento não foi causado pelas chuvas, nem por pressão dentro dos canos. Estes problemas fazem parte do nosso trabalho, é assim mesmo. O importante é que o problema foi detectado às 11h30 e às 12h30 uma equipe já se encontrava no local fazendo os reparos necessários explica Suely de Oliveira, gerente de operações de esgoto da Prolagos. Uma retroes-cavadeira, um caminhão e um veículo limpa-fossa trabalhavam ontem à tarde na troca da tubulação, que se encontra instalada à um metro e meio abaixo do nível da pista, e ao final do dia o problema já tinha sido consertado. A equipe pede paciência aos motoristas até que as pedras do calçamento possam ser recolocadas, o que deve demorar alguns dias, já que deve-se aguardar a acomodação natural da terra recém colocada. (MFQ)
14-11-2007 00:00:00
saiba maisUma assembléia a ser realizada no próximo dia 17, pretende unir as diversas associações de moradores existentes em Búzios. A proposta é a criação da Federação das Associações de Moradores de Búzios, nos mesmos moldes de outras já existentes, como a de Cabo Frio, cujo presidente estará presente ao evento. - Como diz o ditado: A união faz a força. É isso que nós queremos. Unir as associações significa ter mais representatividade junto aos órgãos públicos e vamos propor isso na assembléia geral do dia 17. Gostaria de convidar todos os presidentes e demais representantes das associações para estarem juntos votando esta questão, que é muito importante pra gente completa Gilberto Meireles, presidente da Associação de Moradores de Boa Vista, Arpoador, Rasa, Vitória e Cruzeiro (Ambarvic). A reunião acontece no próximo sábado às 16h00 na Escola Municipal Manoel Antônio da Costa, mais conhecida como Mudinho, no bairro do Cruzeiro. Os organizadores avisam que qualquer pessoa interessada no tema será bem vinda ao debate.
14-11-2007 00:00:00
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saiba maisRedação - Rosa Maria Weisman, aposentada, resolveu vir morar em Búzios, onde no momento se recupera fazendo uma série de aplicações quimioterápicas. Vive na Rua 3 no Loteamento das Acácias. É bióloga, e por isso mais perplexa fica com o tratamento que o Município está dando ao lixo e ao destino.
- Não recolhem. Há dias não o fazem. No sábado, passaram, mas não há meios de recolher o lixo. Falei com o Departamento, com Natanael Messias Xavier e Ronaldo Simas, da Limpeza Pública, mas nada aconteceu. De um ouvi que deveria ensacar com plástico os galhos. Mas não é correto. Trata-se de um lixo orgânico e que não deve ser misturado com plástico falou Rosa Maria ao PH no sábado (10), sublinhado que o lixo orgânico poderia ser usado como adubo, se devidamente manuseado, contando que fizera uma proposta pelo Instituto ECO Marapendi do Rio de Janeiro, para tratar o lixo na sua destinação, mas nada foi adiante no Município.
A moradora informou, ainda, que um cachorro seu morreu por ter sido atacado por carrapatos, e que a área está infestada de mosquitos.
- Espero que tendo na vizinhança o ex-prefeito eu não esteja sendo vítima de retaliação. Afinal vivemos numa Democracia, onde a alternância faz parte do seu funcionamento - concluiu Rosa Maria
14-11-2007 00:00:00
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saiba maisMoradores da Rua dos Caracóis em Manguinhos não sabem mais o que fazer para ver normalizado o seu abastecimento de água. Há mais de quatro semanas as casas não recebem água da rede da Prolagos, embora as contas indiquem que sim.
- Toda quinta-feira cai água na minha rua, menos nas casas dos moradores que ficam na parte alta. Somos nove casas com hidrômetro e sem direito à água encanada. Mas as contas chegam e mostram valores abusivos. Se já não era direito a empresa cobrar pelo mínimo, pois não temos nem o mínimo de água, imagina cobrar valores que variam de R$ 200,00 a R$ 500,00? indaga o morador da casa de número 18, Carlos Henrique Melo.
Há cerca de dez anos no local, Carlos conta que já entrou na Justiça diversas vezes contra a Prolagos, o que vai fazer novamente, para pedir o ressarcimento dos valores das contas que considera abusivos.
- Comecei reclamando na própria agência da empresa, mas como eles sempre alegavam a mesma coisa: quedas de energia e reparos na rede, para justificar a constante falta dágua, corri pra Justiça e ganhei a primeira causa em 2005. A Prolagos teve que recalcular as contas abusivas. Num segundo momento eu ganhei novamente da empresa o ressarcimento do valor de sete pipas dágua que tive que comprar no período, e agora quero novamente o ressarcimento das pipas que estou comprando no momento. Também vou pedir que recalculem o valor das contas que voltaram a ser abusivos explica o morador. Ele acrescenta que devido ao problema da água, diversas pessoas de sua rua já pensam em se mudar e vários já colocaram a casa à venda: - Viver sem água é impossível. Sonho com o dia em que a Prolagos funcionará conforme o prometido, mas no momento não sei mais o que fazer. Vivo na Justiça para ter direito ao que já é meu direito. Procurei o Jornal Primeira Hora para gritar o meu desespero, já que não agüento mais ter que recorrer à Justiça para provar que não recebo água e não devo conta. Será que algum dia a Prolagos vai ser correta comigo? questiona Carlos. (MFQ)
14-11-2007 00:00:00
saiba maisOntem por volta das 11h30, um grande buraco tomou conta de parte da Estrada da Usina, no Centro de Búzios. Na pista que segue em direção à Manguinhos, próximo ao posto de gasolina Ale, um recalque da elevatória de esgoto da Usina rompeu, fazendo a rua ceder. Logo após o ocorrido, uma equipe da Prolagos já se encontrava no local realizando os reparos.
- Este tipo de acidente acontece de uma hora pra outra, sem previsão. É o destino, simplesmente acontece. O rompimento não foi causado pelas chuvas, nem por pressão dentro dos canos. Estes problemas fazem parte do nosso trabalho, é assim mesmo. O importante é que o problema foi detectado às 11h30 e às 12h30 uma equipe já se encontrava no local fazendo os reparos necessários explica Suely de Oliveira, gerente de operações de esgoto da Prolagos. Uma retroes-cavadeira, um caminhão e um veículo limpa-fossa trabalhavam ontem à tarde na troca da tubulação, que se encontra instalada à um metro e meio abaixo do nível da pista, e ao final do dia o problema já tinha sido consertado. A equipe pede paciência aos motoristas até que as pedras do calçamento possam ser recolocadas, o que deve demorar alguns dias, já que deve-se aguardar a acomodação natural da terra recém colocada. (MFQ)
14-11-2007 00:00:00
saiba maisUma assembléia a ser realizada no próximo dia 17, pretende unir as diversas associações de moradores existentes em Búzios. A proposta é a criação da Federação das Associações de Moradores de Búzios, nos mesmos moldes de outras já existentes, como a de Cabo Frio, cujo presidente estará presente ao evento. - Como diz o ditado: A união faz a força. É isso que nós queremos. Unir as associações significa ter mais representatividade junto aos órgãos públicos e vamos propor isso na assembléia geral do dia 17. Gostaria de convidar todos os presidentes e demais representantes das associações para estarem juntos votando esta questão, que é muito importante pra gente completa Gilberto Meireles, presidente da Associação de Moradores de Boa Vista, Arpoador, Rasa, Vitória e Cruzeiro (Ambarvic). A reunião acontece no próximo sábado às 16h00 na Escola Municipal Manoel Antônio da Costa, mais conhecida como Mudinho, no bairro do Cruzeiro. Os organizadores avisam que qualquer pessoa interessada no tema será bem vinda ao debate.
14-11-2007 00:00:00
saiba maisUm hino de amor à Búzios. Esta foi a grande mensagem deixada pra platéia que lotou o restaurante Cilicos na noite de quarta-feira para o lançamento do filme A Coruja falou?... de Bo Montenegro. Com apuro visual, roteiro competente, trilha sonora própria, elenco bem formado e um carinho extremo na produção, o filme conquista o espectador logo no início. Para a comunidade buziana a surpresa é descobrir através do filme, a paisagem deslumbrante, de natureza forte e bem conservada, que existe tão próxima, à disposição de quem tiver olhos sensíveis para observar e curtir.
Contando a história de um grupo de crianças que encontra na praia de Tucuns uma lata enterrada com documentos de um terreno à beira mar, o filme traça uma ponte com as discussões travadas hoje acerca do destino da praia que serve de cenário Tucuns é o local onde o Hotel Breezes pretende se instalar. No momento as obras estão paralisadas por ordem do Ministério Público, até que peritos definam se a área é ou não de preservação permanente.
Em destaque, as famosas corujas de Tucuns, que fazem seus ninhos na areia da restinga e dão o recado da preservação, mostrando que habitam o local em total integração com a paisagem e não vivem dissociadas dela. Outra surpresa agradável do filme, as crianças que representam a nova geração de idéias e atitudes que podem mudar o rumo das coisas. Todas moradoras de Búzios com idades entre treze e sete anos, elas mostram que o objetivo do diretor Bo Montenegro de transformar Búzios num importante Pólo de Cinema, pode ser uma realidade não muito distante.
- Búzios tem tudo para ser um Pólo de Cinema. O cenário é maravilhoso, já está pronto, basta vir e filmar. Este é o nosso ideal, fomentar isso na cidade. E já começou. Este filme estará no Festival de Cinema de Búzios e em todos os festivais mundo afora. Vamos mostrar o quanto este local se identifica com a indústria cinematográfica diz Bo.
O filme A Coruja falou?... foi todo produzido em video digital e apenas R$ 4 mil. De acordo com o produtor, Guilherme Azevedo, ainda são necessários mais R$ 3 mil para a finalização técnica e edição do making off.
- Agradecemos a todos os empresários que nos apoiaram. O filme está aí e agora a gente não pára mais. A luta do momento é para ajuste de questões técnicas do filme e produção do making off, a gente vai conseguir disse.
Muito aplaudido pela platéia, o filme já é um marco na cidade e emocionou por mostrar pessoas conhecidas da comunidade atuando junto, levantando a bandeira da preservação ecológica, o assunto mais discutido no momento em Búzios. O resultado da fita também mostra a grande integração do grupo que compõe a BúziosWood, o núcleo de produção criado por Bo. Ficha técnica do filme: Atores; Camila Calçada, Patrick Montenegro, Enzo Ribeiro Dantas, Júlia Terzi, Rafael Calçada, Adriana Calçada, Gil Assis, Roberto Azevedo, Tristão Martins, Giselle Banjar e Flávio Trolly. Música: Tony Paixão. Figurino: Clarice Terzi. Técnica: Mariana Giovazzini. Produção Executiva: Denise Azevedo. Produtor: Guilherme Azevedo. Assistente de Direção: Adriana Albano. Fotografia, Roteiro e Direção: Bo Montenegro.
10-11-2007 00:00:00
saiba maisContam os historiadores que Armação dos Búzios inicialmente foi utilizada como porta de saída por traficantes de pau-brasil, que utilizavam a costa brasileira para extrair o vegetal e enviá-lo para a Europa. Logo quando chegaram, os colonizadores portugueses e outros traficantes de madeira, se depararam com dezenas de tribos indígenas, que habitavam a região e viviam em harmonia com o meio ambiente.
Com o passar dos anos, os colonos começaram a se instalar em solo nacional e a construir pequenas cidades, como Cabo Frio, inicialmente utilizadas para acelerar a extração dos recursos naturais e induzir a criação de pequenas culturas, sobretudo da cana de açúcar. A civilização estava preste a alcançar o balneário.
Pesca à baleia
A partir de 1660 a Câmara de Cabo Frio, que já havia sido constituída, incentivou o comércio de escravos para aquecer a produção de sal. O que promoveu o arrendamento temporário de várias praias da região, inclusive Geribá e Ossos. Porém, somente no século XVIII surgiu a aldeia de Armação dos Búzios, uma colônia formada pelo crescimento da pesca à baleia.
Foram construídas então fabricas para a queima da gordura e tanques para o armazenamento de óleo. Também foi erguida pelo Visconde de Brás de Pina, a Igreja de SantAnna - monumento mais antigo de Búzios.
O Visconde a havia feito em agradecimento a um milagre da Santa, que salvou um navio negreiro de um naufrágio e o levou em segurança para as águas tranqüilas da praia dos ossos. Por isso ela é considerada a padroeira da cidade.
O bairro da Rasa também possui uma história muito antiga. Ainda no império, em regime de escravidão, foi criado um quilombo na região, formado por escravos foragidos das fazendas, fábricas de óleo e salinas. Com a abolição da escravatura, os negros apossaram-se de terras em José Gonçalves e Rasa.
Cultivo da banana e pesca, alternativas para o sustento
No início do século passado a cidade, que já era chamada de 3º distrito de Cabo Frio, vivia da economia da venda de peixes salgados e da banana. O cultivo da fruta foi muito incentivado, principalmente com a chegada do engenheiro alemão Eugenne Honold, que se tornou proprietário de grande extensão das terras e empregou quase a totalidade dos moradores da época.
Após uma série de complicações e desentendimentos de caráter administrativo e operacional incluindo um incêndio criminoso que extinguiu por completo toda a plantação Honold foi embora da cidade, que apresentava infra-estrutura urbana e equipamentos comunitários em situação precária.
Alguns anos depois, os herdeiros de Honold, percebendo o valor e o potencial das terras, decidiram investir novamente na região. Criaram então a Companhia Odeon, que iniciou um projeto pioneiro de colonização, que mudaria a vida de muita gente.
A era de mudanças
Por volta da década de 1950, por iniciativa das famílias Sampaio e Ribeiro Dantas, que foram atraídas pelo projeto de colonização, foi criada a infra-estrutura básica da cidade. A primeira estrada/avenida Av. José Bento Ribeiro Dantas foi aberta, facilitando a venda dos primeiros lotes a veranistas, que construíram suas casas.
Em 1951 é implantada a primeira linha de ônibus Cabo Frio/Búzios, que facilitou o acesso aos atendimentos médico, educacional e às repartições públicas. No mesmo ano, Bento Ribeiro construiu sua casa de veraneio e começou a divulgar o nome da cidade e assim atraiu muitos turistas. Em função do empenho, ele foi nomeado administrador honorário do 3º distrito de Cabo Frio.
Com o crescimento da cidade, foi instalada, ainda na década de 50, a primeira escola em Manguinhos, que ensinou grande parte da velha guarda. Na mesma época Búzios contava com três armazéns e um sub-cartório. Neste mesmo período foi instalada a energia elétrica, fornecida por um motor a diesel, localizado na Usina. Este era acionado ao anoitecer e ficava ligado até as 22h00, nos dias de semana e até 00h00, nos sábados e domingos. Também havia, dois aparelhos telefônicos com manivela e auxílio telefonista, que eram ligados em extensão um em Manguinhos e outro na praia dos Ossos e um posto de saúde precário, equipado com água a bomba e fogão a lenha.
Modernismo e
especulação imobiliária
Depois disso a história é mais conhecida e glamourosa. A chegada de Brigitte Bardot no auge de sua carreira - em 1964, abalou as estruturas econômicas da cidade. A vinda do turismo em massa transformou a vila de pescadores em um dos maiores balneários turísticos do Brasil e do Mundo. O que de uma maneira ou de outra contribuiu muito com a independência política da cidade. Em 1980 foi a vez da especulação imobiliária, a península foi fatiada e vendida a muitos que se mostraram interessados em adquirir um pedaço do paraíso. Com o passar dos anos, no início da década de 90, moradores envolvidos politicamente decidiram lutar pela emancipação de Búzios, que aconteceu em 1995, depois de muita luta diante da Prefeitura de Cabo Frio, que não queria perder a renda, sobretudo do IPTU, que a cidade oferecia.
Hoje, 12 anos depois da emancipação, pode-se ver muito do que sobrou da cultura, dos costumes e das crenças do Búzios antigo nas pessoas e na própria cidade, que foi marcada por essas mudanças históricas.
10-11-2007 00:00:00
saiba mais10-11-2007 00:00:00
saiba maisO arquiteto Chico Sales afirmou no PH no AR nos estúdios de Búzios da Rádio 1530 AM na sexta-feira (9), que, além da preservação em terra, sobre o que muito se discutiu, as medidas legais deveriam ter contemplado o fundo do mar em Búzios.
- Precisávamos de umas APPs nas nossas costas, nas costas das nossas ilhas. Afinal, a cultura da Cidade nasce da atividade pesqueira, e não se pode ter sustentabilidade para essa atividade se não houver preservação dessas áreas - disse Chico Sales no PH no AR.
Para Chico Salles, que participou ativamente do Plano Estratégico de Búzios por ocasião da emancipação do Município, há que se resgatar muito daquelas discussões com vistas a se buscar um futuro para a Cidade.
- A cota zero deveria ser menos zero. Para que possamos preservar a vida marinha que nos cerca. Uma atividade a partir de uma pesca controlada poderia ser desenvolvida, sem o mergulho predatório, e que, ao mesmo tempo, não estaria prejudicando a pesca artesanal. Mas para isso é preciso de um ordenamento, que viabilizaria inclusive um turismo de qualidade. (RBF)
10-11-2007 00:00:00
saiba mais10-11-2007 00:00:00
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