Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Terça-feira , 22 de May 2012
  • Vereadores de Búzios mutilam Reforma

    Câmara: "Uma Ordem Rica e poucos frades com Orçamento de R$ 500 mi mês"

    12-02-2011 00:00:00

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  • Convênio com Escola de Música Villa-Lobos é renovado

    A Prefeitura de Búzios, através da recém criada secretaria adjunta de Comunicação e Cultura, promoveu a renovação do convênio com a Escola de Música Villa-Lobos, da Funarj. A partir deste ano, a Escola de Música Tom Jobim, do município, volta a funcionar seguindo a orientação pedagógica proposta pela coordenação do núcleo principal.
    Em reunião no Rio com o diretor da Escola Villa-Lobos, José Maria Braga, e a professora da equipe de coordenação pedagógica dos Núcleos Avançados, Eliete Ferrer, o secretário adjunto de Comunicação e Cultura, Alan Câmara, acompanhado do gerente de Patrimônio Histórico e Cultural, Antônio Câmara, firmaram a parceria, que vai garantir a qualidade do ensino de música em Búzios.
    - O nome Villa-Lobos agrega valor, é uma escola conceituada
    que possui pólos avançados pelo interior do Rio e todo um trabalho sério sendo desenvolvido. Nossos professores são avaliados constantemente pela equipe de coordenação pedagógica do Rio e as aulas supervisionadas periodicamente, garantindo a qualidade do ensino, e
    métodos aplicados – destaca o
    secretário Alan Câmara.   
    No próximo sábado, dia 19 de fevereiro, a Escola de Música Tom Jobim realiza a prova para admissão de novos alunos. A seleção acontece das 10h00 às 12h00 na Escola Municipal José Bento Ribeiro Dantas, com os candidatos previamente inscritos.
     

    12-02-2011 00:00:00

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  • Empresários da Turíbio sonham com Shopping a céu aberto no Centro da Cidade

    Depois de ouvir os comerciantes e empresários da Armação e dos Ossos, o PH foi até a Turíbio de Farias ouvir a opinião dos empreendedores daquele importante centro de comércio e gastronomia da Cidade. Questões pertinentes ao trânsito de carros e motocicletas em alta velocidade, bem como locais e horários para carga e descarga de mercadorias, foram pontos ressaltados, assim como o mau funcionamento da rede de esgoto. A sugestão unânime é de que o Centro de Búzios seja integrado e se transforme em um shopping a céu aberto. Vamos torcer para que isto aconteça e os negócios da Turíbio e das vias adjacentes ganhem nova vida e impulso já a partir do verão de 2012

    12-02-2011 00:00:00

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  • É mentira que grupo dos 5 privilegie Educação e Saúde; valores para esses setores permaneceram inalterados - Ruy Borba -

    A aliança em torno de Mirinho tem base em princípios e programas, e lealdade ao povo buziano

    12-02-2011 00:00:00

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  • Vice prefeito Alexandre Martins conduz reunião na Cooper Geribá

    O Esporte Clube de Manguinhos, na noite de 28 de janeiro, sediou um “jogo amistoso” entre a Prefeitura de Búzios e a CooperGeribá. A reunião, liderada pelo vice-prefeito Alexandre Martins, deve acontecer mensalmente e busca otimizar o serviço prestado pelas cooperativas de Transporte Complementar (uma das demandas dos cooperados é que sejam tratados como tal, e não mais como “Transporte Alternativo”, à semelhança do que vem acontecendo pelo Brasil). Diferentemente do que ocorreu no encontro com a CooperBúzios, no dia 12 de janeiro, a Secretaria de Ordem Pública e a Coordenadoria de Trânsito e Transporte se fez presente. Na manhã da última sexta-feira (11), o vice-prefeito falou sobre o assunto:

    - O objetivo principal é fazer esse elo de ligação. Resolver os problemas que podemos resolver, como por exemplo as irregularidades que as cooperativas cometem. Quando um cooperado comete um erro, toda a cooperativa paga. Por exemplo: andar de porta aberta, não levar idoso e estudante, etc. Tem alguns casos em que o idoso tem que fazer sinal com o dinheiro na mão, e nem assim as vans param, mesmo havendo vaga gratuita – relata o vice-prefeito.

    Os problemas continuam com a precariedade de muitos veículos (protestos antigos da população), as transferências de vagas entre os cooperados, documentação que precisa ser regularizada, e os cartões de liberação que a prefeitura precisa emitir para que os motoristas trabalhem sem ser achacados pelo Detro. Este último, uma reclamação dos cooperados. Explica Alexandre Martins:

    - Os cooperados reclamam que o cartão do ano atrasa muito, e às vezes vem o Detro pra cá, e sem esse cartão, eles têm o automóvel apreendido. Nesses casos, a Ordem Pública precisa ir avisar ao Detro que o município ainda não pôde liberar esses cartões. Essa situação já está sendo revista. 

    Para Alexandre Martins, o encontro serviu para informar a cooperativa, para que ela se enquadre naquilo que a prefeitura irá exigir:  

    - A legalização dos veículos e suas condições. Se possível, uniformizar os cooperados; capacitá-los no trato para com quem está sendo transportado, pois chega muitas reclamações de maus-tratos praticados por trocadores e motoristas para com os passageiros.

    E por falar em reclamações, também é comum que os motoristas ainda não estejam respeitando a nova sinalização do trânsito. No momento da entrevista, acabara de chegar a denúncia de que o motorista da placa LKM-1352, da CooperBúzios, a caminho do Centro parou em frente ao Supermercado Princesa para descer um passageiro. Perguntado por um ciclista se naquele lugar ainda é permitido paradas, o motorista teria dito: “deve ser”. Logo em seguida, parou em mais dois pontos proibidos. Sobre isso, fala Martins:

    - Eu deixei claro pra eles que a cooperativa não passa de uma empresa de cooperados. Eles devem se enquadrar e tirar como exemplo a Salineiras, que não para fora do ponto. Eles devem educar os passageiros a parar nos pontos. Se o passageiro quiser parar em algum lugar específico, deve pegar um táxi – avisa Martins, anotando a placa do motorista infrator.

     

     

     

     

     

    Reajuste das passagens   

    No começo do ano, após as cooperativas aumentarem por conta própria o valor das passagens, de R$2 para R$2,30, e serem obrigadas pela Coordenadoria de Trânsito e Transporte a voltar a cobrar os R$2, pois não haviam entregado uma planilha de custo para ser analisada, os presidentes das cooperativas (Geninho, da CooperBúzios; e Afonso, da CooperGeribá) decidiram tentar o aumento através do gabinete do prefeito. A planilha, aliás, traz um aumento não mais de trinta centavos, mas de quarenta: vinte por cento a mais, no que Martins prefere chamar de reajuste:

    - Eles estão há quatro anos com o mesmo preço de passagem. E nesse ínterim, tiveram vários aumentos de combustível, de veículos, etc. Isso seria um reajuste. A passagem em relação ao ônibus é uma das mais baratas, mas não sei se o prefeito dará o que eles querem. Independente do valor das tarifas, as condições dos serviços têm que ser adequadas.

    Ainda sobre o assunto ‘cifras’, Alexandre Martins explica que o município arrecada anualmente R$300 de cada transporte, de cada cooperativa, o que dá um total de R$36.000, já que cada cooperativa possui 60 transportes. Fora isso, metade do IPVA de cada veículo deve ser destinado ao município, além de taxas de legalização, de cartão de liberação, etc.

    Transferência de vagas

    Alexandre Martins constata que na CooperGeribá há dois impasses em relação a transferência de vagas, ou seja, aparecem dois donos para a mesma vaga. Sendo assim, a solução encontrada pela prefeitura foi suspender as mesmas, até a diretoria da cooperativa decidir o que será feito. Os problemas se deram ainda na gestão anterior da cooperativa, no ano passado. No caso do cooperado Eliezer de Moura Dias, que está na Justiça, ele dirigia a van de sua propriedade, usando a vaga que era de outra pessoa, há quatro anos, e hoje reivindica a vaga para si.  

    - Já o caso do cooperado Otacílio Paulo Silva é ainda mais complicado. Envolve compra de veículo, documentação, dívidas, transação entre os próprios cooperados – revela Martins.

    Para o vice-prefeito, o transporte de Búzios mudou e caminha para uma mudança ainda melhor, com as futuras licitações no lugar dos atuais decretos, e o Plano de Transporte Viário do Município, já sendo estudado pela Secretaria de Planejamento. Questionado sobre a prefeitura investir nos ônibus (Transporte Coletivo) na mesma medida em que investe no Transporte Complementar, Martins declara:

    - Estamos tentando organizar o transporte ainda mais, para que a população seja melhor atendida. O Transporte Coletivo, somente, não é a solução. Por exemplo, quando os ônibus entraram em José Gonçalves?  Os horários dos ônibus também não tendem às necessidades da população - Finaliza o vice-prefeito Alexandre Martins, adiantando que apesar das demandas apresentadas pelos cooperados, não serão liberadas mais vagas além das 60 para cada cooperativa. Ele aproveita para fazer um apelo à população:

    - Não peguem transporte que não haja numeração, nem a identificação da cooperativa.

    12-02-2011 00:00:00

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  • Comerciantes da Armação pedem mais atenção do Poder Público - II

    Na semana passada o PH publicou uma série de depoimentos feitos por comerciantes que atuam na área da Armação e Ossos. Na maioria dos casos os empresários e empresárias ouvidas pediam por soluções simples como, maior oferta de lixeiras, troca e manutenção de lâmpadas na praça e postes das ruas, construção de um banheiro público, entre outras sugestões.
    Em função do sucesso da edição, o PH decidiu ouvir mais alguns comerciantes que gostariam de ter dado sua opinião na semana passada, mas que pos algum motivo não o fizeram. Leia abaixo algumas das interessantes sugestões, como a do Dalmo, da pousada Mar de Búzios, que pergunta. ‘Por que não cuidamos da questão do cabeamento aéreo que tanto enfeia a Armação, os Ossos e diversos pontos turísticos da Cidade?’    

    Bruno do “Artesanato Brasileiro” e “Sunrise Turismo e Viagens” – ‘Faltam banheiros públicos’
      O impacto de passageiros desembarcando aqui na Armação diariamente é positivo; ajuda a incrementar as vendas. Estou aqui há 8 anos e depois de mim vieram outros comerciantes, que viram que dá certo. Os navios ajudam, criam um pouco de confusão, mas este ano melhorou muito em relação aos outros. Quando proibiram o aumento do cais prejudicaram o andamento do embarque e desembarque dos passageiros, causando demora, e grandes filas. Agradar a todos é quase impossível, tem sempre um do contra...o povo nunca está satisfeito, por isso estamos numa democracia.. O poder aquisitivo do brasileiro aumentou bastante; hoje ele gasta mais enquanto que o estrangeiro nem tanto. Búzios está um pouco cara comparado a outros lugares e o cambio nos desfavorece. Apesar do meu comércio estar voltado para Argentinos e Chilenos, que é o publico maior de Búzios, e que sofre com o Real sobre valorizado, sinto que este ano o movimento melhorou ‘geral’..
    Estou querendo colocar na minha loja um caixa do Banco 24 Horas capaz de receber contas já que nesta área é impossível fazer este tipo de transação o que obriga o morador, e o comerciante, se deslocar até o Centro.
    Penso que a municipalidade precisa ouvir as sugestões,  por exemplo: estão pedindo banheiros públicos, as pessoas ficam em pânico quando não encontram um sanitário. Não cobro por este tipo de serviço desde que a pessoa consuma na loja. Faltam lixeiras, telefones públicos funcionando, e melhor iluminação. Outra crítica é que as podas são realizadas de qualquer maneira; mutilam as árvores.
    Já existe uma Associação Comercial em Búzios, tudo bem que com aquela imagem... Tínhamos seis empresas associadas a ela; pagávamos as mensalidades etc. Saí por causa da patotinha da Rua das Pedras. Já que conseguimos reunir os comerciantes da Armação e Ossos, num número significante, temos que novamente nos filiar à Associação Comercial e tentar modificar alguma coisa, já que agora poderemos ter poder de voto. Uma nova associação criará polêmicas, desentendimentos, o comércio de Búzios vai ficar dividido.
    Na minha opiniãoas pessoas que são contra o projeto da Marina Porto Veleiro, são contra porque querem aparecer na mídia, ou porque tem inveja, ou porque gostariam de ter feito esse projeto, mas não tiveram o empreendedorismo necessário, não pensaram nisso antes, agora querem atravancar o progresso de quem fez...

    Dalmo da Pousada Mar de Búzios – ‘Cabeamento subterrâneo já!’
    Penso que esta Associação Comercial que está sendo criada, deve ter além da preocupação principal que é fomentar a atividade econômica, a de resgatar a história de Búzios, que está esquecida;  foi aqui onde tudo começou, ´justamente nesse local  que está mal cuidado, abandonado, mobiliário urbano em péssimas condições. Tome exemplo do cabeamento de energia e telefonia aéreo: isso é pavoroso. Cidades que tiveram uma preocupação maior com sua história, trataram a questão do cabeamento aéreo como uma de suas prioridades. Exemplos? Gramado, Canelas, e Paraty. Nestes três destinos turísticos o cabeamento é subterrâneos, mandaram fazer  cópia dos lampiões históricos e utilizam esse tipo de iluminação, que embelezam, dão um ar bucólico e visualmente é muito mais bonito do que esses milhões de cabos embolados, caindo em cima das cabeças... uma poluição visual.
    É muito bom que o turista venha, mas é muito melhor que ele encontre uma cidade agradável, limpa. Olha a beleza natural que nós temos aqui, é fantástica. Porque não ter uma mobília urbana compatível com a cidade que a gente vive? Porque não tem o cuidado de preservar melhor nossas praias, enfim, oferecer uma cidade mais organizada para o nosso turista?
    Uma coisa que, a meu ver, descaracteriza demais a Cidade é aquele ensaio de escola de samba de novembro a março, justamente no sábado, onde os turistas e os moradores  que estão nessa área, não conseguem dormir antes das 4 horas da manhã; no dia seguinte o chão está coberto de sujeira, de cacos de vidro, camisinhas penduradas nos galhos de árvore, até nos fios, copos jogados ao chão, o pós ensaio, é uma coisa que você só vê em filme de terror..tudo entulhado, lixo, mas muito lixo.e muitas vezes quando o navio chega, o limpeza urbana ainda não passou, então dá pena , quando você vê os turistas que desembarcam, andando sobre lixo... o que é que eles vão pensar dessa cidade? Eles são recebidos com montanhas de lixo... Não sou contra o samba, contra o carnaval, que é a cara do Brasil, é tudo de bom, agora ordenar isso é imprescindível, por uma cidade  melhor, uma cidade que respeita o sono do turista que quer descansar e não pode...o nível do barulho é ensurdecedor, estamos numa área que é hoteleira e residencial, a solução, criar um espaço do samba, uma quadra mais afastada  onde eles possam ensaiar em paz, e deixar a gente em paz também... chegamos até a participar financeiramente, para a compra de material para a construção de uma quadra e até hoje nada... ninguem sabe onde foi para o dinheiro ou o material...

    Poly– Polyana Biquinis  - ‘Em cada esquina uma lixeira’
    Visitei recentemente o Porto Veleiro e fiquei encantada com o que vi...  acho fantástico o trabalho que eles fizeram, lá dentro tudo funciona muito bem, você vê a entrada do cais como está organizada mas quando o turista sai de lá, ele fica desapontado, você nota a diferença entre a iniciativa  particular e o poder público. Está faltando lixeiras, muitas lixeiras, mais flores, jardins cuidados,  um lugar que está completamente sujo, cheio de sacolas espalhadas pelo chão.
    Sinto vergonha quando o turista da Europa ou de Saõ Paulo, me pede para colocar o lixo deles na  minha lixeira porque não encontram uma lixeira pra jogar seu lixo. Em cada esquina uma lixeira, isso sim... e de cimento,  para que os guris não quebrem...
    Não tenho nada contra o artesanato; apóio a atividade, mas todos os anos, na época dos navios chegam muitas barraquinhas vendendo cangas, que é industria têxtil. Vendem tops, chapéus, tudo industrializado,  a diferença está nos gastos, eles não tem nenhum gasto, acabam a temporada eles vão embora,eles ficam por 3 meses e vão embora,  e nós ficamos, ansiosos com o inverno, se vamos dar conta de manter a loja aberta ou não. É uma concorrência super desleal.
    Acho que o Prefeitura poderia ter uma programação de turismo para o ano inteiro.Temos os melhores dias no inverno; se está muito frio em São Paulo, aqui está agradável, dá pra curtir praia.
    A minha conclusão é que tudo que faço no verão, é pra manter os meses de inverno. Não dá pra investir, não dá pra comprar um lote, porque precisamos pensar no inverno... Estamos trocando 6 por meia dúzia.
     

    05-02-2011 00:01:00

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  • "Concurso público vai profissionalizar e incrementar ainda mais a cidadania do buziano" - Rafael Mika

    A Comissão do Concurso Público se reuniu mais uma vez nesta semana para discutir a realização do concurso público em Búzios, ainda este ano, como determina a Constituição Federal.
    Este será o terceiro concurso publico a ser realizado na Cidade; os dois anteriores foram realizados pelo prefeito Mirinho durante seu primeiro e segundo mandato.
    Apesar de compromissos assumidos perante o Ministério Público e mesmo diante de decisão judicial, o governo de Toninho Branco não chegou a realizar a seleção, apesar de ter cobrado inscrições para um concurso que iria ser realizado dois meses antes de seu governo terminar.   

    - Quando assumimos, o prefeito encarregou a secretaria de Planejamento de desenvolver um projeto para o concurso público. Este projeto consistia em fazer um levantamento geral da legislação de pessoal, diagnosticar a realidade presente, levando-se em conta as necessidades dos serviços, que estão sendo oferecidos, e o compromisso dos órgãos da administração para com o cidadão. Este trabalho produziu um conjunto de leis vitais para a realização do concurso - disse Rafael Mika, chefe do Gabinete do Prefeito, acrescentando que uma sólida base legal é condição para o sucesso do concurso.

    O chefe do Gabinete do Prefeito, Rafael Mika esclareceu, durante o encontro da Comissão do Concurso Público, que algumas das medidas previstas no projeto já aconteceram, mencionando o Plano de Carreira da Guarda Municipal e do seu Regimento Interno, objeto que foi de Lei Complementar, já em vigor, e do projeto de lei encaminhado à Câmara de Vereadores em 2010, sobre o Regime Próprio da Previdência - o Fundo da Previdência.
    Sobre o Fundo da Previdência, matéria que está no Legislativo, Mika ressalta que, após audiência pública realizada na Câmara, ficou claro as vantagens em adotar-se o regime próprio.
    - Dos 92 municípios fluminenses, apenas dois não instituíram o regime próprio. Uma das maiores vantagens, é que com o Fundo próprio, o servidor não estará sujeito a nenhum redutor nas suas aposentadorias, e se aposentará com o seu último salário - defende Rafael Mika. Para o secretário de Governo, a
    Comissão do Concurso Público dá os últimos retoques em projetos de lei necessários para a realização do certame, cuja efetivação o prefeito determinou se realizasse ainda no primeiro semestre deste ano. Os projetos que estão no prelo são os do Plano de Carreira e o que dispõe sobre o Quadro de Cargos e Salários. Segundo Rafael Mika, pela primeira vez o Município contará com uma legislação completa, em que constarão entre outras coisas as atribuições de cada um dos cargos e funções. Assim, os cidadãos, e o próprio servidor, saberão quais são seus deveres e direitos.
    - O prefeito busca a profissionalização dos quadros funcionais, para que o cidadão possa ser mais bem servido. Afinal servidor público é servidor do público. Assim o governo ao mesmo tempo estará contribuindo com o aperfeiçoamento da cidadania, seja porque o cidadão contará com melhor serviço, seja porque saberá como cobrar esses mesmos serviços - salientou Rafael Mika.
    O secretário lembra que o governo tem levado esse projeto sempre em meio ao diálogo com as categorias, como procedeu com a Guarda Municipal, sem, contudo, perder de vista o interesse coletivo. O secretário lembra também que ‘o prefeito busca a capacitação do corpo funcional da administração pública, para que se evite o chamado aparelhamento da máquina e que os custos dessa implementação respeitem a Lei de Responsabilidade Fiscal’: em outras palavras, o que se quer evitar é que as despesas com pessoal não venha a inviabilizar as contas públicas.
    Mika acentua que o concurso, da maneira como está sendo concebido, deve alcançar uma boa seleção, com gente competente para os cargos oferecidos.
    - Haverá carreiras, cujos candidatos devem se submete a varias fases, como provas objetivas, discursivas, de títulos, e até com um período de formação, que será também eliminatória, como é o caso dos advogados do Município, tempo em que o candidato terá que demonstrar na prática a sua capacitação para as funções - exemplificou Rafael Mika.
     

    05-02-2011 00:01:00

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  • Delegado aponta dados indicando que criminosos do Rio não migraram para Búzios?

    Para o chefe da 127ª Delegacia Legal de Búzios, delegado Mario Lamblet, a expectativa de que as ações de combate ao crime ocorridos na cidade do Rio, transferiria grupos de criminosos para a Região, não se realizou.
    - O crime que tem sido praticado em Búzios, tem como autores, na grande maioria dos casos, os moradores da própria Cidade. Tivemos 280 ocorrências em Janeiro passado, um número que não causa estremecimento, especialmente porque a Cidade neste período de férias multiplica a sua população várias vezes - afirmou o delegado Lamblet na última reunião do Conselho Comunitário da Segurança, acrescentando que houve nesse mesmo período 13 prisões, por porte de arma e entorpecentes, sempre envolvendo moradores de Búzios, entre trabalhadores, que enfatizou várias vezes que ‘a criminalidade está entre nós buzianos’, tendo identificado entre esses autores caseiros e até garçons, para citar exemplos.
    Para o delegado Lamblet o consumo de drogas deve ser combatido, porque os usuários acabam dando sustentação ao tráfico.
    Mário Lamblet quer trabalhar mais sintonizado com a Guarda Municipal, reconhecendo que já há grande interação, o que lhe permite liberar os seus inspetores para as ações de polícia e de inteligência, lembrando que fará pressão sobre a atividade dos flanelinhas, fichando aqueles que se encontram em ação, e dizendo que alguns podem ser enquadrados em crime de extorsão, como foi um caso recente em João Fernandes.
    O delegado colocou na pauta a necessidade de se monitorar a Cidade via rede de câmeras, e a aprimorar um sistema de informação, em que a população participe alimentando com informações, ressaltando que as Polícias Civil e Militar trabalham de forma muito articulada, afirmação feita na presença do tenente Lima e Silva, comandante da 5ª Cia da PM em Búzios.
    O tenente, também presente na reunião do Conselho, informou os números do Disque Denúncia: (22) 2623.1464 ou 2623.4734 em Búzios, na 5ª Cia da PM; (22) 2643.0190 em Cabo Frio no 25º BPM, enfatizando que em qualquer situação é assegurado o sigilo para quem fizer a denúncia.
     

    05-02-2011 00:00:00

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  • Família procura desaparecido

    Osvaldo Alves Cabral está desaparecido da cidade de Loureiro, em São Paulo, há sete anos. A última informação que a família teve a seu respeito é de que ele foi visto em Búzios no último dia 14 de janeiro. Sendo assim, duas irmãs e um irmão se hospedaram na Cidade, no último fim de semana para procurá-lo, e ao mostrarem suas fotos às pessoas pelas ruas e nas praias, algumas afirmaram já tê-lo visto por aqui. A família, no entanto, teve que retornar a São Paulo sem conseguir localizá-lo. A mãe de Osvaldo, Adalgisa, faz um apelo emocionado:

    - Meu filho Osvaldo, te suplico por notícias. Se você não quiser voltar, não tem problema, meu filho, mas pelo amor de DEUS me ligue, me dê alguma noticia sua para que eu tenha paz e possa morrer tranquila. Meu sonho, filho, é saber se você está bem. Liga para mim. 

    Osvaldo é moreno claro, tem cinquenta anos, 1.80 de altura, cabelos grisalhos, e uma mancha escura no braço direito. Se alguém tiver informações sobre seu paradeiro, pode entrar em contato com Mara Suellen (irmã), pelos telefones: (19) 8163-7682,   begin_of_the_skype_highlighting(19) 3878-9716, (19) 3848-4483, (19) 78105-468, ou ainda pelo email: mara.suellen@hotmail.com.        

    05-02-2011 00:00:00

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  • Banana perto da praia

    No final de semana passada (30) uma banama-boat que trabalhava na praia de Geribá, por algumas vezes passou muito próximo a praia assustando aos banhistas. Segundo informações a banana veio de Cabo Frio para trabalhar em Geribá.

    05-02-2011 00:00:00

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  • "2011 será o ano da Educação em Búzios" - Carolina Rodrigues, secretária de Educação

    Ano letivo começa no próximo dia 9. Horário Integral só em março

    05-02-2011 00:00:00

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  • "O mar em Búzios é um faroeste que precisa ser organizado" - Cadu Bueno

    No Centro das atenções desde que começaram a desembarcar na Cidade os milhares de turistas provenientes dos transatlânticos, o empresário Cadu Bueno tem recebido algumas críticas e vários elogios pelo trabalho realizado à frente do ?Porto Veleiro?, principal ponto de desembarque de turistas na Cidade. Falante e com vasto material de consulta ao redor, Bueno não faz segredo sobre uma série de documentos e informações, que acredita, se melhor divulgadas, serviriam para esclarecer a população e governantes a respeito da importância de se ter um cais com condições mínimas de recebimento deste extrato de turistas, como é o seu. Em rápida entrevista realizada em seu escritório, este empresário carioca, apaixonado por Búzios a mais de 40 anos repete de certa forma o que já vem dizendo informalmente há muito tempo. ?O mar de Búzios é um faroeste que precisa ser organizado?, defende, garantindo que a Marinha do Brasil enxerga no seu plano de expansão do cais um ?gancho? para o ordenamento náutico no município. - por Dora Barndão

    05-02-2011 00:00:00

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  • Búzios ajusta os ponteiros da Prolagos

    Prefeito orientou concessionária como direcionar os investimentos que estão para serem feitos na Cidade

    05-02-2011 00:00:00

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  • Comerciantes da Armação esclarecem que não são contra a venda de artesanato

    Na Cidade em que vivemos podemos claramente observar inúmeros artigos postos à venda nas barraquinhas ao ar livre: não é difícil identificar quem é artesão e quem revende produtos industrializados. 
    Os comerciantes estabelecidos na Armação e Ossos procuraram o PH nesta semana para esclarecer que não são contra a arte manifestada de diferentes formas. O mal entendido surgiu após a publicação na edição passada de algumas opiniões a respeito do comercio na Armação e Ossos, e a influência do Turismo Náutico naquela área.
    -Não somos contra o artesanato das barraquinhas. Somos contra a atividade oportunista e ilegal de compra e revenda de produtos industrializados nas barraquinhas da Orla e demais locais públicos da Cidade, sob o pretexto de serem, tais produtos, artesanato...  Há que se notar essa diferença, e valorizar o que é feito à mão. O mundo inteiro valoriza o artesanato; em Búzios não é diferente’, afirmou na tarde de quinta-feira ao PH, o empresário Bruno, proprietário das lojas ‘Artesanato Brasileiro’ e da ‘Sunrise Turismo e Viagens’.

    05-02-2011 00:00:00

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  • Geribá, Manguinhos e Centro recebem mais uma edição do Projeto ?Búzios In Canta?

    A programação de sábado do projeto “Búzios In Canta” deste sábado (5) terá
    o grupo “Blues ao Pôr do Sol”, se apresentando com guitarra e saxofone em Geribá a partir das 18h00. Quem for até Manguinhos poderá curtir um Flashback com teclado e violão e a voz de Ernani Maller, previsto para ter início às 18h30.
    Na Rua das Pedras, Davi Jos dá o tom do início da noite: com violão, contrabaixo e voz o show de MPB, começa às 19h30 e é tido como excelente opção de inicio de noite.  Ainda no Centro da Cidade Josué Jeffer começa a noite (19h30) com voz e teclado, mostrando o melhor do tango na Turíbio de Farias.
    O projeto “Búzios In Canta” tem como objetivo principal oferecer mais uma opção de lazer e entretenimento para quem visita ou mora em Búzios.
    Os locais onde serão realizados os shows estão identificados por um totem com a marca Búzios In Canta; os músicos iniciam suas apresentações sempre ao final da tarde, na hora do pôr-do-sol. Todos os artistas que se apresentam no projeto fazem parte da Associação de Músicos de Búzios.
     

    05-02-2011 00:00:00

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  • Menores presos por tráfico e furto no Centro de Búzios

    Na madrugada da quinta-feira (3) a equipe do GIC da 127ª DP – Armação dos Búzios, chefiada pelo Delegado Titular Mário Lamblet, realizou a apreensão do adolescente-infrator C. S. R, de 15 anos, quando este realizava tráfico de drogas na Praia da Armação no Centro de Búzios.
    A apreensão se deu no conjunto de investigações sobre o tráfico de drogas que ocorre no Centro da Cidade com a modalidade de “estica”, situação em que o pequeno traficante compra  entorpecentes no morro e revende por um preço bem mais alto em centros urbanos ou com grande afluência de turistas; com o adolescente foram apreendidos 15 “sacolés” de maconha.
    De acordo com o delegado, essa foi a segunda apreensão de adolescente infrator em três dias, já que na segunda-feira dia (31) o adolescente L.G.S.S., também de 15 anos, foi apreendido por policiais da 127ª DP, após ter subtraído R$ 600,00 de um turista alemão, sendo parte do dinheiro recuperado e entregue a vítima.
    Os adolescentes foram encaminhados ao Ministério Público junto à Vara de Infância e Juventude desta Comarca.
    Editor Chefe - Jornal Primeira Hora

    03-02-2011 00:01:00

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  • Melo é o novo presidente da ALERJ

    Com 66 votos favoráveis, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) elegeu na quarta-feira (2) a Mesa Diretora que regerá seus trabalhos pelos próximos dois anos. Intitulada “O Parlamento de Todos”, a chapa vitoriosa foi liderada pelo deputado Paulo Melo (PMDB), que será o novo presidente da Casa. Os dois deputados do PSol se abstiveram da votação e apenas a deputada Clarissa Garotinho (PR) votou contra a chapa, que foi única. O deputado Pedro Augusto (PMDB) não compareceu à votação.

    Abaixo, a composição da nova Mesa Diretora:

    Presidente: Paulo Melo (PMDB)

    1º Vice-presidente: Edson Albertassi (PMDB)

    2º Vice-presidente: Gilberto Palmares (PT)

    3º Vice-presidente: Paulo Ramos (PDT)

    4º Vice-presidente: Roberto Henriques (PR)

     

    1º Secretário da Mesa: Wagner Montes (PDT)

    2º Secretário: Graça Matos (PMDB)

    3º Secretário Gerson Bergher (PSDB)

    4º Secretário José Luiz Nanci (PPS)

     

    1º Suplente: Samuel Malafaia (PR)

    2º Suplente: Bebeto do Tetra (PDT)

    3º Suplente: Alexandre Corrêa (PRB)

    4º Suplente: Gustavo Tutuca (PSB)

     

    03-02-2011 00:01:00

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  • Operação conjunta flagra crime ambiental em APA do Pau-Brasil

    Na sexta-feira (25), o INEA recebeu denúncia anônima sobre um desmatamento que estaria acontecendo na Área de Proteção Ambiental (APA) Pau-Brasil, na Serra das Emerências, no bairro de José Gonçalves. A denúncia foi feita às 5h e algumas horas depois o INEA, Batalhão Florestal e Secretaria de Meio Ambiente de Búzios estavam no
    local aonde foi confirmada a queixa. 
    O local da devastação já é conhecido, foram feitas diversas ocorrências, inclusive com matéria publicada no PH, no entanto em nenhuma delas houve o flagrante, diferente desta última operação da qual foi encontrado um homem com ferramentas, identificado como Marcelo Gonçalves.
    Segundo Marcelo ele estava ‘limpan-
    do o terreno’ a mando de uma terceira pessoa, Odilson Silveira. Alegou que ganharia de Odilson um terreno de 10x20m naquela localidade para limpar o terreno todo.
    O local além de ser APA é uma ZPVS, que proíbe qualquer tipo de intervenção humana, e na área foi localizada a presença de Aroeira, Maminha de Porca, Saputiaba (Quixadeira Rosa), Cajá Mirim, Cubi, Cactos, Bromélias, Pitanga, Goiabeira do Mato, entre outras. Os delitos apurados foram: Supressão de Vegetação em área ZVPS e queimada. Outras ações caracterizariam ‘invasão’. Todos foram prestar depoimento na 127ª DP e um inquérito foi aberto para apuração até se chegar aos responsáveis pelo crime ambiental.
     

    02-02-2011 00:00:01

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  • Comerciantes da Armação pedem mais atenção do Poder Público

    O ano começa com uma boa notícia para os comerciantes. Está sendo criada a Associação dos Comerciantes da Armação congregando cerca de 40 empresários divididos entre bares, restaurantes, boutiques, mercearias, e outras atividades  presentes naquele importante bairro. A associação tem por objetivos reivindicar e sugerir soluções efetivas para os diversos problemas que afligem o comercio e a população daquela área. Em um trabalho de campo desenvolvido ao longo de quatro dias o PH ouviu dos comerciantes a afirmação de que a Praia da Armação está abandonada, mal organizada, com carência de serviços públicos básicos para atender bem os milhares de turistas que passam por ali diariamente.
    O porta voz da comissão organizadora da nova associação é o empresário José Wilson, proprietário da loja Comando Búzios que funciona no terminal do Porto Veleiro. O PH foi até lá ouvir o que Wilson tem a dizer sobre a polêmica envolvendo o turismo náutico.

    PH – Afinal, o turista que chega de navio é bom consumidor?
    José Wilson -  Vejo diariamente os turistas desembarcando dos tenders sem sacolas, mas quando retornam aos navios voltam carregando bolsas de lojas do Centro, como Bee, Farm, Animale, e também bolsas de muitas lojas que estão localizadas aqui na Armação. O comerciante que fala que não nunca vendeu para o pessoal do navio, ou que está vendendo mal, faz isso para esconder o jogo. Não revelar aos concorrentes que está ‘arrebentando a boca do balão’ em vendas é mania de certos comerciante. Os turistas dos navios compram, e muito bem.


    PH - Quais seriam as principais reivindicações do comercio da Armação?
    José Wilson -  Nós comerciantes da Armação e  dos Ossos, até hoje não entendemos como é que num local onde se recebe durante 7 meses do ano, 3.mil cruzeiristas, quase que diariamente, não tem um centro de informações turísticas. Na Orla Bardot, a quantidade de ambulantes que ocupam a calçada acaba deixando o  turista sem espaço para caminhar. Gostaríamos de sugerir ao prefeito a  ampliação da Orla, a exemplo do que foi feito em Cabo Frio. Esse ano a postura, a fiscalização estão funcionando muito bem, apesar da falta de sinalização. A atuação da Guarda Municipal que controla a entrada e saídas das vans está funcionando: quero dar os parabéns ao secretário de Ordem Pública, Coronel Rodolpho Lyrio; isso está melhorou bastante em relação a outros anos.
    O que os comerciantes dos Ossos desejam, é que continuem com esse esquema de fiscalização, e que este esquema alcance também o comercio de produtos industrializados que ocorrem em muitas barracas que deveriam estar destinadas a artesanato. Esses empresários de rua vendem produtos mais baratos porque não pagam aluguel, impostos, funcionários, conta de luz etc; é uma concorrência desleal, porque eles vendem o mesmo artigo mais barato, e  quando o turista que comprou na loja, vê o mesmo artigo na barraquinha pela metade do preço, volta na loja exigindo a devolução do dinheiro. Não somos contra o artesanato, acho que a fiscalização deveria selecionar o que é artesanato e o que é produto industrializado, e permitir expor somente artesanato. E num lugar fora da orla Bardot, a calçada já é muito estreita...Tem muitas barraquinhas que só aparecem nos dias que tem navios. Assim que o Prefeito Mirinho assumiu, ficou combinado, estava presente também o secretário de Planejamento, Ruy Borba, que  não haveria mais venda de produtos industrializados nas barraquinhas da orla Bardot e só seria permitido o artesanato, isso foi combinado exaustivamente, até assinaram um decreto lei, o decreto numero 008 que proíbe a venda de produtos industrializados fazendo concorrência com os comerciantes estabelecidos. Funcionou por pouco tempo e depois, voltaram todos; desandou. Esta concorrência desleal e antiética causa constrangimentos e prejuízo. Isso não é justo. Quando chega maio, junho, julho venta demais; nestes meses temos que fechar as portas, pois não aparece ninguém para comprar. Aguentamos bravamente até a temporada... precisamos da compreensão dos vereadores, do Prefeito Mirinho, para que eles não troquem o espaço publico por votos, prejudicando os comerciantes da Armação.
    Eu não consigo entender como a Búzios Convention Bureau, e a Associação de Hoteis,  fiquem vendo 5 a 6 mil pessoas desembarcando diariamente dos transatlânticos na Cidade e não defendam o centro de informações turísticas aqui, não distribuem uma folheteria, imaginando que entre elas não tem pessoas interessadas em voltar e se hospedar na rede de hoteis

    PH Existe uma mentalidade  ‘imediatista’ em relação ao turismo náutico, já que este turista passa apenas algumas horas aqui?
    José Wilson - A Associação comercial de Búzios contratou uma pesquisa, com o Centro de Pesquisa da Universidade do Rio de janeiro, e nessa pesquisa, 96 % das pessoas entrevistadas disseram que querem retornar a Búzios. Recebo diariamente muitas pessoas que pedem informações turísticas, locais turísticos para visitar, praias,  como fazer, o que fazer na Cidade, o que comer, e eu não tenho condições de prestar esse serviço. Os hoteleiros que reclamam dos navios deviam parar de reclamar e passar a aproveitar essa oportunidade, que a médio e longo prazo pode vir a dar retorno para eles. Isso é um desperdício; o turista que chega aqui fica completamente a ‘Deus dará’, completamente abandonados. Não fosse o Cadú Bueno, que recebe muito bem, e tem o melhor receptivo do Brasil não sei como seria. Não consigo entender a quem interessa esse descaso aos turistas. Está faltando muita infra estrutura urbana para poder receber esses cruzeiristas.

    PH - Dizem que Búzios não se resume a Rua das Pedras. O que acha disto?
    José Wilson -  Precisamos formar pessoas para dar informações necessárias sobre Búzios, pessoas que conheçam as tradições e a história da Cidade. Aqui na Armação, por exemplo, os turistas desembarcam e não sabem das praias que tem no entorno; não sabem que existe a Azeda, Azedinha, as praias que podem ser visitadas a pé, não sabem que existem uma igreja do século XVIII aqui ao lado, que é a Igreja de Santana, de 1748, não tem uma placa informando, não tem uma placa dizendo que tem ali a Praia dos Ossos.
    Foi aqui que a Cidade começou: a companhia da Armação das Baleias começou aqui, por isso que se chama Armação, Armação dos barcos para a caça às baleias, e o capelão  da igreja de Santana tocava o sino, avisando que havia entrado uma baleia na Baia Formosa então quando eles viam as baleias em rota de imigração entrando, os pescadores pegavam os barcos e iam à pesca. O turista chega aqui, coitado, não tem nenhuma informação.

    PH - Seria sonhar muito, imaginar em que os governantes tivessem uma visão holística de Búzios?
    José Wilson -Seria o ideal. O Mirinho pode chegar lá, estamos aqui para ajudá-lo com idéias e sugestões de quem está aqui vivendo o problema diariamente.
    Gostaríamos de convidar o Prefeito Mirinho e secretários para participarem da nossa primeira reunião, da Associação dos Comerciantes da Armação e Ossos em data ainda aser definida e que certamente será divulgada pelo PH.

    Maurício - Fishland
    “Eu acho que taxi e van aqui na esquina não funciona porque tumultua, sai todo mundo do navio fica ali aglomerado, fica um brigando com o outro, qual van que vai entrar, gera aquele reboliço, vem o caminhão pra descarregar  mercadoria e não pode parar... o turista que quer estacionar o carro pra comprar, não pode, quando o comerciante chega com seu carro pra descarregar mercadoria tem 15 minutos e o guarda fica ali marcando o tempo, passou um minuto, multa...já as vans e os taxis podem ficar parados ali a manhã inteira e nada acontece, é um absurdo.
    O navio dá retorno, dá dinheiro, mas esse ano não está igual ao ano passado; o poder aquisitivo do pessoal caiu muito.

    Dominique - Larocca
    “Tem navios demais; é uma sobrecarga que está ocorrendo. Búzios que não tem  estrutura para tanta gente de uma só vez, está poluindo as praias e o mar: é um formigueiro de gente mal educada, acham tudo caro; uma camiseta de R$ 15 acham caro...popularizou demais.
    .A Praia da Armação e os Ossos, estão muito abandonadas, em comparação ao Centro. Os taxis pegam os turistas e levam para o Centro; eles nem chegam aqui. A respeito das barraquinhas da Orla, penso que deveriam estar na periferia, como tinham falado. Aqui tem de tudo: eles compram na rua da Alfândega e vem para cá vender roupas. Parei de vender pareôs, biquínis, e outros artigos, além de ter que abaixar preços das minhas mercadorias.
    A primeira camiseta, que foi feita em Búzios foi a nossa, feita pela minha mãe a Negra Blanca, nos anos 70. Penso que não está valendo mais a pena ficar aqui.
    As poucas lixeiras que tem, estão superlotadas; com lixo caindo pelo chão, eles jogam onde podem, inclusive nos meu vaso de plantas.
    A gente quer ser amável com os turistas, mas chega uma hora que não dá. Já falei que ia cobrar R$ 1 por cada informação; chego a ficar afônica, exausta, de tantas perguntas. Onde está o Centro de Informações Turísticas?.
    Os turistas que estão em Pousadas nos Ossos e em João Fernandes, reclamam que as Pousadas já tem os seus próprios transfers que os levam diretamente para o Centro. Esse turista quando vem caminhando até os Ossos e Armação, ficam surpresos; “poxa vida, que lugar legal! não conhecia esse lado.” Isso acontece porque eles monopolizam o turista e os levam onde querem. O turista, não conhecendo a Cidade, confia na indicação e vai onde eles querem.
    Esta faltando charme; as lojinhas estão muito bregas. Outro dia, coloquei um ombrelone branco nesse espaço da esquina: veio a postura e mandou tirar. Mesas nas calçadas, pode; freezer na calçada, pode; deck no restaurante da esquina, pode; meu guarda sol, não pode...
    O que é proibido pra um, tem que ser proibido para todos...
    .
    Urlan - Porto dos
    Pescadores
    As escunas têm que estabelecer um preço bom, único, porque o que está acontecendo é que o turista está sendo maltratado nesse embate entre as escunas, pra ver quem leva o turista pra passear. Muitas vezes acontecem discussões na frente dos turistas; um vexame. A guerra de preços tem que acabar; onde está o profissionalismo, a organização? Uma vergonha. Os vendedores de passagens têm que se preocupar com o turista e não apenas em ganhar dinheiro. Neste embate o turista fica descontente e pode acabar procurando outro lugar para visitar.

    Ivan - Captains
    Estou aqui desde 1984! O que está faltando é uma guarda municipal presente, porque quando o navio vai embora somem todos. Isso aqui é uma praça pública, vem turistas aqui pra tirar fotos, estacionam, pedem um drink, uns petiscos, ficam vendo o por do sol, e os bancos da praça estão todos quebrados, abandonados.
     O turista está mal amparado. Não existem placas de sinalização; perguntam toda hora. “Onde é a Azedinha, onde é a Azeda”?
    Este ano não posso me queixar do movimento. O público está diferente em relação ao ano passado; o poder aquisitivo caiu muito, meu faturamento caiu.
    Você está vendo alguma lixeira por aqui? Dentro do balcão tenho várias. Fui falar com o Henrique Gomes (secretário de Serviços Públicos) ele me disse para eu mandar fazer...

    Ivone R - Atelier
    Através da formação da Associação dos Comerciantes da Armação vamos ter um respaldo legal, a reclamação é geral.
     Quanto ao turismo náutico, penso que, olhando pelo lado financeiro é positivo; para Búzios, como Cidade, acho péssimo. Acho que nem deveria ter vindo o primeiro navio... depois que veio o primeiro, e o pessoal começou a ganhar muito dinheiro, começou a ganância. A Cidade perdeu aquela coisa bonita, bucólica; estamos tendo uma invasão violenta de um ‘monte’ de gente por causa da televisão... saiu na Globo: arrasou.
    Você entra no metrô no Rio e nota que ele é limpinho, apesar de transportar todo tipo de gente. Por que ele é limpinho? Porque a pessoa fica com vergonha de sujar o que está limpo. O turista chega aqui e encontra esse horror que você está vendo (apontando para o lixo espalhado na rua). Precisamos de varredores limpando os logradouros o tempo todo, como ocorre no  Centro. No meu entendimento a Cidade está abandonada; a rua onde o turista desce já é horrorosa, imunda, suja e feia. É uma vergonha não ter isso aqui arrumado, a porta de entrada da Cidade agora é aqui.
    Estamos virando uma cidadezinha de merda. O Mirinho precisa entender uma coisa: minha crítica é construtiva, porque gosto dele. Quero que Búzios dê certo. Não posso ver a Cidade afundando e ficar calada. Quero que o governo dele seja marcado por um período de transformações para o bem da Cidade.Mirinho precisa viajar mais, abrir os horizontes. Ele me vê e foge de mim; sabe que vou reclamar, botar a boca no trombone. Mas se falo é porque gosto dele, porque sou amiga dele, e não puxa saco.
    Recentemente vi um programa sobre Búzios exibido por um canal de televisão Francês.  O programa falava sobre a Marina que será construída na Rasa, mais bonita do que a de Saint Tropez. No programa o Mirinho foi entrevistado sobrte o projeto. Se sair do papel esta marina vai ser um ‘arraso’. Muitos migrarão para lá; será uma maravilha.
    Só sinto pena de ver que o lugar onde Búzios começou (Armação) abandonado, largado, entregue a Deus dará. Corta o coração.

    Vanina Nemer - Ponto Aleph
    Quem chega de navio tem pouco tempo para desfrutar de nossas praias e da nossa Cidade, devemos dar uma boa primeira impressão.
    O Navio mostra pela primeira
    vez para os nossos turistas a praia de Armação, “Cartão Postal de Búzios” e tanto o Pierre do Centro quanto Porto Veleiro estão dentro dela e devem ser acrescentados à paisagem com segurança, serviço, estética, cuidados ambientais...
    Devemos mostrar e oferecer o melhor serviço; a paisagem nós já temos, porém há muito  a ser feito. A Orla deve ser uma caminhada na qual os visitantes se sintam confortáveis, respeitados e bem atendidos.
    Esta é a nossa atitude em Ponto ALEPH, tentando oferecer algo diferente, único, de Búzios em forma cordial e respeitosa em relação aos turistas e a gente toda, tentando merecem estar no “Cartão Postal de Búzios”, o mundo nos vê.

    Marcio - Restaurante Porto Veleiro
    A Prefeitura barra a entrada de carro lá na Rua das Pedras a partir das 19h00, impedindo que os turistas cheguem motorizados até a Praia dos Ossos; isso prejudica o comércio da Armação e dos Ossos, porque não tem ninguém para informar esses turistas um outro caminho alternativo para poder vir aqui, então, depois das 7 da noite isso aqui fica isolado do movimento de Búzios, que fica restrito ao Centro e Manguinhos. De dia os turistas têm as praias, e à noite a Rua das Pedras e entorno. Para chegar aqui, só a pé.
    Famílias com crianças e (ou) idosos não vão caminhar toda esta distância; por falta de opção ficam por lá enfrentando filas para serem atendidas. Nosso restaurante fica aberto até as 10 da noite e depois que o navio vai embora isso aqui morre. O pessoal da Prefeitura não dá informações de nada; durante o dia os turistas vêm aqui, conhecem, pó lugar, gostam, e quando querem voltar a noite para jantar não podem passar.
    A falta de iluminação gera insegurança. Se tiver mais policiamento a noite, mais movimentação, acho que o turista chegaria. Sinto como se os Ossos fosse abandonado a noite. 

    azai - Loja de Biquinis
    Eu vejo muitos ambulantes nas praias, vendendo biquínis, cangas, produtos industrializados, acho que na praia só deveriam vender artesanatos genuínos. Vejo pessoas reclamando dos preços das lojas porque na praia vendem muito mais barato, acho uma concorrência ‘super’ desleal. Acho também que o poder aquisitivo dos turistas caiu e que pessoas com alto poder aquisitivo estão deixando de vir para Búzios; preferem lugares mais tranqüilos, mais isolados. Tenho 2 filhas e tenho que levar minhas filhas a Cabo Frio pra brincar nas praças porque aqui não tem uma praça para meus filhos brincarem. A dos Ossos é uma praça linda, mas não tem iluminação nem brinquedos para as crianças. A noite, só tem casaizinhos aos ‘amassos’, e uma galera fumando maconha; não tem fiscaliza-
    ção então a turma fica a vontade.
    As barraquinhas tem sair da Orla Bardot e ir para outro lugar. Escolham um terreno da prefeitura e coloquem todas as barraquinhas lá, longe do comércio. Muitas pessoas que tem barraquinhas tem lojas alugadas, 2 ,3 lojas; vão para as barraquinhas e alugam suas lojas, com os mesmos produtos. Recebem dos alugueis e somam aquele ganho ao que arrecadam na barraquinha.

    Cintia - Barraza
    Aqui é meu primeiro verão; achei que seria mais vantajoso, mas está igual a um fim de semana normal. Os turistas são levados a passear na hora que chegam e quando voltam, já está na hora de embarcar...todo mundo reclama quando eu cobro 2,00 pra usarem meu banheiro, mas gasto 6 litros pra cada descarga, tenho que usar desinfetantes, cloro, sabonetes, e tudo mais. Por que não tem banheiro público? Banheiros públicos iriam facilitar a vida de todo mundo.

    Alfredo Razuck  - Sheik surf
    Na gestão anterior do prefeito Mirinho Braga, havia um equilíbrio de todos os interessados, e ninguém reclamava nada. Isso graças a atuação do atual Vereador Lorran, cumprindo rigorosamente as orientações recebidas. Hoje ficou muito mal para os moradores e comerciantes.

    Ana Carla - Cia. Da Terra
    Acho que melhorou bastante a organização aqui na frente em relação ao ano passado. Não estão deixando os ambulantes, está mais organizado. Precisamos de uma sinalização aqui na esquina, pois o turista fica com medo de se arriscar. Já vem da cidade grande com medo de assaltos... não tem ninguém para informar. Não adianta ficarmos abertos até às 22h00; não entra nem mosquito. Depois das 19h00 é melhor fechar pra diminuir os gastos Búzios a noite é só Rua das Pedras, e acabou.

    Florência – Neon
    Estou nos Ossos há 3 anos, mas vivo em Búzios há 10. Com relação às vendas, o 1º ano foi bom, o 2º pior; este agora está péssimo. Um verão péssimo... O mês de Dezembro foi pior do que Outubro, não passa ninguém aqui, quando passam é pra ir à Rua das Pedras. Ou então pegam a Van da Pousada e vão direto para o Centro, Ninguém fala da Armação, os turistas não sabem nem que existe a Igreja de Santana, eu que tenho que falar da história de Búzios para eles.
    Escolhi Búzios para viver; amo estas praias, meus filhos foram criados aqui, investi todo meu capital, tudo que eu tinha foi investido aqui, e agora a cada ano que passa, vou diminuindo meu negócio, demitindo funcionárias, me revezando entre loja e atelier, pra cortar gastos, para não fechar de vez. Estou muito triste, mas não posso manter a loja no inverno. Deixa muito pouco lucro, estou trocando 6 por meia dúzia.

    Euzenir - Sapori d’Italia
    A municipalidade esqueceu dos Ossos, que foi onde Búzios começou. Está totalmente abandonada. Para que a Praça não ficasse às escuras, muitas vezes peguei lâmpadas do meu estoque e coloquei nos postes; estas lâmpadas são invariavelmente levadas no dia seguinte. Quantas ponho, tantas levam. É do interesse de alguns que isso aqui fique um breu e os turistas querem um lugar pra jantar com vista bonita, gostam de ficar na varanda, mas aqui não tem para onde olhar, uma escuridão.
    Se houver policiamento nessa área, principalmente a noite, voltam as famílias, com suas crianças...e vai deixar de criar insegurança nas pessoas...ninguém vem aqui por causa da escuridão.
    O fechamento da via, que começa na Rua das Pedras faz com que ninguém passe por aqui. A prefeitura não dá informações sobre acessos alternativos. Estamos resistindo, mas há esperança de que Mirinho vai entrar no caminho correto em relação ao nosso bairro. Temos que acreditar nisso.

    Rubens Setúbal - Rayane Artesanato e Mercearia 
    Tenho 80 anos e moro em Búzios há 50 anos... Já vi muita coisa, hoje estou descrente...  Mas eu vou falar sim...Eu encabecei um abaixo assinado de 1500 nomes na época que começou o movimento contra a construção da Marina, os atritos, partindo dessas pessoas negativas.. Esse povo da administração que é contra porque estão contra, sem saber nada, sem conhecer...fazem uma campanha negativa, prejudicando um empresário que está investindo muito em Búzios, fazendo uma obra maravilhosa, que é essa Marina, e seria maravilhoso se tivesse mais empresários fazendo obras desse porte, para valorizar a Cidade que tem um nome internacional e para que as pessoas, chegando aqui não tenham uma decepção. Essa é a realidade.
    A Cidade vive de turismo e se esses navios pararem de chegar a Cidade vai falir. Búzios não tem indústria, não tem fábricas, Búzios vive do Turismo...A pesca acabou em Búzios, porque o esgoto na praia acaba com os peixes. Tenho fotografias daqui com cardumes enormes aqui em frente e foi acabando, acabando, o esgoto tomando conta de tudo e as ‘autoridades’ não tomam as devidas providências sobre isso. Gostaria que tivéssemos uns 4 Cadús Buenos por aqui, pois ele é um homem dinâmico, conhece bem de administração, tem visão de comércio, viaja o mundo todo pra conhecer as Marinas e vender Búzios como destino turístico. 
    As coisas boas aqui não prosperam por causa de meia dúzia de pessoas mal informadas, negativas.
    Fizeram um ponto de taxi que, durante a semana e a noite, não funciona; só vem taxi quando tem navio. Estaciono meu carro num local próprio, mas com freqüência sou  multado e recebo ameaças de que meu veículo será rebocado; tudo isso para dar vaga às   vans, muitas das quais ilegais. Caminhões não podem parar e a gente fica sem mercadoria para vender por conta da desorganização das vans e táxis durante a temporada de navios.  Vândalos quebram impunemente os bancos da Orla. Tive que cimentar os bancos em frente da minha loja;  cansei de cuidar do jardim daqui da calçada, não cuido mais.
    Tinham que facilitar a vida do comerciante, ajudar. Faço ao PH o meu protesto registrado sobre tudo isso aí, porque Mirinho tem que tomar uma providência; tem que acabar com esses esgoto aqui m frente, você não pode tomar um banho na praia.
    Quero dizer mais uma coisa: é uma mentira dizer que a orla aqui é cheia de coral; minha filha é bióloga formada, trabalha no INEA, ela mergulhou isso tudo aqui com seu barquinho, foi até o cais do Centro e disse: “pai; aqui não tem coral nenhum, só lama e argila” Essa história de coral é uma farsa, uma mentira pra tumultuar o processo. Mostro para quem quiser ver a documentação que eu tenho.
    Se o comércio fatura alguma coisa aqui é por causa dos navios, sem navio, não fica uma loja aberta.

    Manoel - Restaurante dos Pescadores
    Para começar, está faltando ordenamento. As vans e os taxis deveriam ficar na Praça dos Ossos, ou na rua da igreja, para desafogar a Orla. Os turistas têm que ter o direito de escolher onde querem ir, caminhar livremente, sem barraquinhas, sem fila dupla de taxis e vans. A gente fica aqui o ano inteiro esperando a alta, amargando no inverno, e quando chega o verão eles levam os turistas pra Arraial do Cabo.
    Sou completamente a favor dos navios, eu acompanho a luta do Cadú, hoje a gente como comerciante, a gente conseguiu uma vitória que é a revitalização do bairro, que até então não existia,  ...falta um pouco de carinho do poder público  no sentido de ordenamento, na hora que eles se organizarem, na hora que eles lembrarem que Ossos também é Búzios isso aqui vai começar a funcionar. O bairro dos Ossos tem representatividade; circula diariamente por aqui – mesmo sem navios - um número considerável de turistas durante o dia, porque é caminho para a Praia de João Fernandes. O governo tem que olhar com mais carinho para cá, tem que alargar a Orla, tirar as barraquinhas, iluminar; o turista fica inseguro nessa escuridão.
    Sou a favor da união entre o comércio, do ordenamento, mas a Associação Comercial  de Búzios não olha por nós, não faz questão nenhuma que nós façamos parte dela, porque eles não querem que a gente tenha poder de voto lá dentro. A Associação Comercial não é de Búzios é da Rua das Pedras. Ponto.
    Espero que todos esses depoimentos, que representam a necessidade de um grande número de pessoas, sejam recebidos, não como crítica, mas como sugestão para que se resolvam todos esses problemas. A municipalidade precisa se organizar, legislar, fiscalizar.
     

    29-01-2011 00:01:01

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  • Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente faz cumprir a lei: instituições têm que se registrar

    Começou no último dia 24 e vai até 14 de março o prazo para que as entidades governamentais e não-governamentais que trabalham com crianças e adolescentes em Armação dos Búzios (mesmo as não localizadas na Cidade, mas que realizam atividades aqui) se registrem no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e dos Adolescentes (CMDCA). Esse prazo foi decidido na última reunião do conselho, que aconteceu no dia 19, em sua sede, na Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda.

    Na verdade, o conselho nada mais está fazendo do que cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que traz tal determinação em seu artigo 90, inciso primeiro. Uma vez de posse dos registros, o CMDCA deverá comunicar ao Conselho Tutelar e à Autoridade Judiciária sobre os mesmos. O presidente do conselho, Sergio Naves, explica:

    - Nós estamos colocando em prática de forma mais incisiva esse artigo da lei. Esse registro serve tanto para que as entidades possam ser fiscalizadas, quanto para que possam ter seus projetos conhecidos por nós e assim serem possivelmente beneficiadas com verbas para desenvolverem seus trabalhos. Quem não se regularizar, o conselho não vai permitir funcionar – resume o presidente Sérgio.

    Já a vice-presidente do conselho, Claudina Lopes, revela que é comum que, erradamente, algumas entidades procurem o conselho somente na hora que precisam do registro.

    - E não é assim que funciona. É aberto um processo administrativo, com um número. Quando a entidade entrega a documentação, nós enviamos um ofício para o Conselho Tutelar, para depois fazermos o registro – relata Claudina, complementando que a Resolução N°2 do CMDCA foi editada no dia cinco de maio do ano passado, convocando às instituições para se regularizarem. Neste período, apenas uma instituição compareceu. Além desta, apenas as entidades que fazem parte do conselho estão devidamente registradas.    

    Apresentação de projetos

    O prazo estabelecido pelo CMDCA também serve para que as instituições apresentem projetos, sejam novos ou já em execução, para serem analisados. Um dos membros do conselho, o professor Alexandre Nabuco, lembra:

    - Hoje, por lei, qualquer instituição que lance algum projeto para arrecadar recurso financeiro, é obrigada a ter o registro no CMDCA. Se não tiver o registro, não recebe o recurso.

    Para Sirlei de Souza, outra representante do conselho, a exigência do registro não tem a ver com "podar" nenhum projeto, tampouco entidades governamentais terão quaisquer privilégios:

    - Nós estamos dando apoio a todas essas instituições, pois acreditamos que esses projetos são sérios. Mas, para tornassem mais sérios ainda, é necessário a legalidade, fazendo esse registro. Os próprios projetos realizados por qualquer secretaria do município de Armação dos Búzios terão que ser

     

     

     

    registrados. Assim como qualquer projeto que venha do governo do estado ou federal, que envolva criança e adolescente, deve ser passado pelo conselho, e acompanhado da mesma forma. Por exemplo, nós temos que averiguar as condições em que esses projetos serão executados: se o local é viável, sob quais circunstâncias as crianças e adolescentes estão ali. Para saber qual documentos são necessários que as entidades possam ter registro, acesse o site jornalprimeirahora.com.br  

    Documentos necessários para que as entidades se registrem

    1 - Requerimento por escrito do representante legal das entidades (Próprio do Conselho)

    2 - Cópia da ata de fundação com respectivo registro em cartório

    3 - Cópia do Estatuto da entidade com respectivo registro em cartório

    4 - Cópia do comprovante de endereço da sede da entidade ou do local onde ela funcionar

    5 - Cópia da cédula de identidade e CPF do presidente e do tesoureiro da entidade

    6 - Projeto ou programa de indicação dos trabalhos desenvolvidos pela entidade

     

    Já as entidades que queiram inscrever seus projetos, devem apresentar a cópia do registro da entidade no CMDCA-AB e uma cópia do projeto a ser inscrito. Os projetos serão avaliados na reunião extraordinária do dia 16 de março, às 10h00.

     

    Tanto os registros quanto as inscrições dos projetos serão feitos das 9h00 às 12h00, ou das 13h30 às 16h00, na sede do CMDCA, que fica na Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda. O endereço é Portal da Ferradura, S/N° (ao lado da Delegacia Legal).

    29-01-2011 00:01:00

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