Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • O Buddha brasileiro em Búzios

    Chega a Búzios nesta segunda-feira (20), o Lama Michel Rinpoche que estará inaugurando o novo centro de meditação e apresentando preciosos ensinamentos. Lama Michel nasceu em São Paulo, em 1981. Aos cinco anos de idade encontrou-se pela primeira vez com Lama Gangchen Rinpoche e sua aproximação com o Budismo Tibetano tornou-se evidente.

    Aos 12 anos, por decisão própria, tornou-se monge e passou a viver no Monastério de Sera Me, no Sul da Índia, onde se dedicou ao estudo da filosofia budista tibetana. Em 1994, foi entronizado tanto no Monastério de Sera Me como no Monastério de Tashi Lhunpo, do sul da Índia, reconhecido pela sociedade tibetana como a reencarnação de Guelong Wanguiela Lobsang Chöpel.

    Reside na Itália desde 2004, onde trabalha em vários projetos da Lama Gangchen World Peace Foundation. Junto com Lama Gangchen orienta o Buddha Dharma Meditation Center de Búzios entre outros centros e grupos no Brasil.

    Programação em Búzios

    20/04, às 18h, no Buddha Dharma Meditation Center

    Inauguração do Buddha Dharma Meditation Center e ensinamentos sobre Autocura Tântrica NgalSo do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente. O Budismo Tântrico é mais um método de ciência interior do que uma religião, pois não há dogmas nem catecismos. A confiança nos ensinamentos de Buddha nasce de sua própria descoberta da verdade e de sua própria experiência dos resultados benéficos que esses ensinamentos trazem. A Autocura Tântrica é a investigação e o desenvolvimento da ciência interna, e está disponível a todos que desejam se curar, curar os outros e o meio ambiente. Será abordado: Origem da Autocura Tântrica - O equilíbrio dos cinco chakras e desenvolvimento das sabedorias dos Cinco Curadores Supremos - Anatomia e fisiologia do corpo sutil – Mandala interno e externo - Purificação e harmonização dos 5 elementos - Estágio de geração: detalhamento das etapas da prática - Estágio de realização, as Três Transformações. Através das bênçãos dos Cinco Grandes Elementos, as energias do espaço, terra, água, fogo e vento são harmonizadas e potencializadas nos meio ambientes internos e externos, promovendo a Autocura do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente. Ao equilibrarmos a energia interna dos cinco elementos, teremos mais saúde física e emocional, diminuindo e até eliminando o poder de possíveis doenças latentes que poderiam se manifestar no futuro. Além disso, contribuímos diretamente com a cura do Meio Ambiente em nosso planeta.

    21/04, às 11h, no Centro de Dharma Kuru Jamtse Sa

    Cerimônia de Cura de Tara Chittamani. Com as bênçãos de Tara Chittamani, esta cerimônia tem o potencial de nos ajudar a desenvolver a cura para as dificuldades emocionais e problemas físicos.

    Por 2500 anos Tara ali tem estado para aqueles que, budistas ou não budistas, tenham pedido sua ajuda e, com certeza, se fizermos essa prática ela ali estará para nós também, dia e noite, até a Iluminação. Uma vez que não haja mais medo, não haverá mais bloqueios para a realização de todos os nossos desejos e ações. (T.Y.S. Lama Gangchen Rinpoche).

    Tara é a emanação feminina da energia iluminada de todos os Buddhas. Tara foi a principal divindade de meditação do grande mestre Atisha do séc. XI, assim como de inúmeros outros mestres e praticantes em todos os tempos. A energia especial de Tara é a chave para a superação rápida de todos os nossos medos internos, externos e secretos. Nesta iniciação vamos nos conectar com a energia curadora de Tara, no aconchego do Centro de Meditação no Alto de Búzios.

    Meditações dirigidas. Recitação do mantra de Tara para purificação e acumulação de méritos. Prática da Autocura NgalSo de Tara Chittamani. A história da origem de Tara, o significado do mantra, conhecendo as 21 Taras, o mandala do corpo.

    Venha conhecer e participar destas praticas milenares. Informações e inscrições:

    Buddha Dharma: (22) 2623-1080 – Rua das Pedras, 04/101

    Kuru Jamtse Sa: (22) 2623-8129 – Av. José Bento Ribeiro Dantas, 196

    Tashi Delek. Que seja tudo auspicioso!

    18-04-2009 00:00:00

    saiba mais
  • O Buddha brasileiro em Búzios

    Chega a Búzios nesta segunda-feira (20), o Lama Michel Rinpoche que estará inaugurando o novo centro de meditação e apresentando preciosos ensinamentos. Lama Michel nasceu em São Paulo, em 1981. Aos cinco anos de idade encontrou-se pela primeira vez com Lama Gangchen Rinpoche e sua aproximação com o Budismo Tibetano tornou-se evidente.

    Aos 12 anos, por decisão própria, tornou-se monge e passou a viver no Monastério de Sera Me, no Sul da Índia, onde se dedicou ao estudo da filosofia budista tibetana. Em 1994, foi entronizado tanto no Monastério de Sera Me como no Monastério de Tashi Lhunpo, do sul da Índia, reconhecido pela sociedade tibetana como a reencarnação de Guelong Wanguiela Lobsang Chöpel.

    Reside na Itália desde 2004, onde trabalha em vários projetos da Lama Gangchen World Peace Foundation. Junto com Lama Gangchen orienta o Buddha Dharma Meditation Center de Búzios entre outros centros e grupos no Brasil.

    Programação em Búzios

    20/04, às 18h, no Buddha Dharma Meditation Center

    Inauguração do Buddha Dharma Meditation Center e ensinamentos sobre Autocura Tântrica NgalSo do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente. O Budismo Tântrico é mais um método de ciência interior do que uma religião, pois não há dogmas nem catecismos. A confiança nos ensinamentos de Buddha nasce de sua própria descoberta da verdade e de sua própria experiência dos resultados benéficos que esses ensinamentos trazem. A Autocura Tântrica é a investigação e o desenvolvimento da ciência interna, e está disponível a todos que desejam se curar, curar os outros e o meio ambiente. Será abordado: Origem da Autocura Tântrica - O equilíbrio dos cinco chakras e desenvolvimento das sabedorias dos Cinco Curadores Supremos - Anatomia e fisiologia do corpo sutil – Mandala interno e externo - Purificação e harmonização dos 5 elementos - Estágio de geração: detalhamento das etapas da prática - Estágio de realização, as Três Transformações. Através das bênçãos dos Cinco Grandes Elementos, as energias do espaço, terra, água, fogo e vento são harmonizadas e potencializadas nos meio ambientes internos e externos, promovendo a Autocura do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente. Ao equilibrarmos a energia interna dos cinco elementos, teremos mais saúde física e emocional, diminuindo e até eliminando o poder de possíveis doenças latentes que poderiam se manifestar no futuro. Além disso, contribuímos diretamente com a cura do Meio Ambiente em nosso planeta.

    21/04, às 11h, no Centro de Dharma Kuru Jamtse Sa

    Cerimônia de Cura de Tara Chittamani. Com as bênçãos de Tara Chittamani, esta cerimônia tem o potencial de nos ajudar a desenvolver a cura para as dificuldades emocionais e problemas físicos.

    Por 2500 anos Tara ali tem estado para aqueles que, budistas ou não budistas, tenham pedido sua ajuda e, com certeza, se fizermos essa prática ela ali estará para nós também, dia e noite, até a Iluminação. Uma vez que não haja mais medo, não haverá mais bloqueios para a realização de todos os nossos desejos e ações. (T.Y.S. Lama Gangchen Rinpoche).

    Tara é a emanação feminina da energia iluminada de todos os Buddhas. Tara foi a principal divindade de meditação do grande mestre Atisha do séc. XI, assim como de inúmeros outros mestres e praticantes em todos os tempos. A energia especial de Tara é a chave para a superação rápida de todos os nossos medos internos, externos e secretos. Nesta iniciação vamos nos conectar com a energia curadora de Tara, no aconchego do Centro de Meditação no Alto de Búzios.

    Meditações dirigidas. Recitação do mantra de Tara para purificação e acumulação de méritos. Prática da Autocura NgalSo de Tara Chittamani. A história da origem de Tara, o significado do mantra, conhecendo as 21 Taras, o mandala do corpo.

    Venha conhecer e participar destas praticas milenares. Informações e inscrições:

    Buddha Dharma: (22) 2623-1080 – Rua das Pedras, 04/101

    Kuru Jamtse Sa: (22) 2623-8129 – Av. José Bento Ribeiro Dantas, 196

    Tashi Delek. Que seja tudo auspicioso!

    18-04-2009 00:00:00

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  • Lama Michel inaugura novo centro de meditação em Búzios

    Lama Michel Rinpoche nasceu em São Paulo em 1981. Aos cinco anos de idade encontrou-se pela primeira vez com Lama Gangchen Rinpoche e sua aproximação com o Budismo tibetano tornou-se evidente.

    Nos anos subseqüentes Lama Gangchen Rinpoche e outros mestres reconheceram Lama Michel como reencarnação de uma linhagem de Lamas tibetanos. A conexão de Lama Michel com o Budismo aprofundou-se ao viajar a lugares sagrados no Tibete, Índia, Nepal e Indonésia.

    Aos 12 anos, por decisão própria, tornou-se monge e passou a viver no Monastério de Sera Me, no Sul da Índia, onde se dedicou ao estudo da filosofia budista tibetana. Sera Me é uma universidade monástica que conta hoje com quatro mil monges. Lama Michel, um dos únicos ocidentais a estudarem em Sera, destacou-se em seus estudos, despontando entre os primeiros de sua classe.

    Em 1994 foi entronizado tanto no Monastério de Sera Me como no Monastério de Tashi Lhunpo do sul da Índia, reconhecido pela sociedade tibetana como a reencarnação de Guelong Wanguiela Lobsang Chöpel.

    Lama Michel tem viajado com Lama Gangchen pelo mundo, desde cedo dando palestras e ensinamentos, aplicando e transformando sua sabedoria e conhecimentos de maneira muito amorosa e próxima aos seus amigos e discípulos.

    Em 1996 foi lançado o seu primeiro livro – Uma Jovem Idéia de Paz, uma compilação das palestras dadas por ele durante a sua primeira visita como monge ao Centro de Dharma da Paz em São Paulo em 1995. Seu segundo livro, Coragem para seguir em frente, foi publicado em 2006 pela Editora Gaya.

    Reside na Itália desde 2004, onde trabalha em vários projetos da Lama Gangchen World Peace Foundation. Junto com Lama Gangchen orienta o Buddha Dharma Meditation Center de Búzios entre outros centros e grupos no Brasil.

    Programação em Búzios

    20/04, 18h - Buddha Dharma Meditation Center

    Inauguração do Buddha Dharma Meditation Center e ensinamento sobre Autocura Tântrica Ngal-so do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente.  

    21/04, 11h - Centro de Dharma Kuru Jamtse Sá

    Cerimônia de Cura de Tara Chittamani. Com as bênçãos de Tara Chittamani, esta cerimônia tem o potencial de nos ajudar a desenvolver a cura para as dificuldades emocionais e problemas físicos.

    Venha participar e inscreva-se:

    Buddha Dharma: (22) 2623-1080/(22) 2623-9888, Rua das Pedras, 04/101

    Kuru Jamtse Sa: (22) 2623-8129, av. José Bento Ribeiro Dantas, 196

    10-04-2009 00:00:00

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  • Lama Michel inaugura novo centro de meditação em Búzios

    Lama Michel Rinpoche nasceu em São Paulo em 1981. Aos cinco anos de idade encontrou-se pela primeira vez com Lama Gangchen Rinpoche e sua aproximação com o Budismo tibetano tornou-se evidente.

    Nos anos subseqüentes Lama Gangchen Rinpoche e outros mestres reconheceram Lama Michel como reencarnação de uma linhagem de Lamas tibetanos. A conexão de Lama Michel com o Budismo aprofundou-se ao viajar a lugares sagrados no Tibete, Índia, Nepal e Indonésia.

    Aos 12 anos, por decisão própria, tornou-se monge e passou a viver no Monastério de Sera Me, no Sul da Índia, onde se dedicou ao estudo da filosofia budista tibetana. Sera Me é uma universidade monástica que conta hoje com quatro mil monges. Lama Michel, um dos únicos ocidentais a estudarem em Sera, destacou-se em seus estudos, despontando entre os primeiros de sua classe.

    Em 1994 foi entronizado tanto no Monastério de Sera Me como no Monastério de Tashi Lhunpo do sul da Índia, reconhecido pela sociedade tibetana como a reencarnação de Guelong Wanguiela Lobsang Chöpel.

    Lama Michel tem viajado com Lama Gangchen pelo mundo, desde cedo dando palestras e ensinamentos, aplicando e transformando sua sabedoria e conhecimentos de maneira muito amorosa e próxima aos seus amigos e discípulos.

    Em 1996 foi lançado o seu primeiro livro – Uma Jovem Idéia de Paz, uma compilação das palestras dadas por ele durante a sua primeira visita como monge ao Centro de Dharma da Paz em São Paulo em 1995. Seu segundo livro, Coragem para seguir em frente, foi publicado em 2006 pela Editora Gaya.

    Reside na Itália desde 2004, onde trabalha em vários projetos da Lama Gangchen World Peace Foundation. Junto com Lama Gangchen orienta o Buddha Dharma Meditation Center de Búzios entre outros centros e grupos no Brasil.

    Programação em Búzios

    20/04, 18h - Buddha Dharma Meditation Center

    Inauguração do Buddha Dharma Meditation Center e ensinamento sobre Autocura Tântrica Ngal-so do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente.  

    21/04, 11h - Centro de Dharma Kuru Jamtse Sá

    Cerimônia de Cura de Tara Chittamani. Com as bênçãos de Tara Chittamani, esta cerimônia tem o potencial de nos ajudar a desenvolver a cura para as dificuldades emocionais e problemas físicos.

    Venha participar e inscreva-se:

    Buddha Dharma: (22) 2623-1080/(22) 2623-9888, Rua das Pedras, 04/101

    Kuru Jamtse Sa: (22) 2623-8129, av. José Bento Ribeiro Dantas, 196

    10-04-2009 00:00:00

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  • Relaxe com a meditação

    Você pode fazer uma ou duas vezes por dia. A duração varia de 10 a 30 minutos, e deve obedecer ao tempo em que se sinta confortável. Calma mental e relacionamento mais tranquilo com as pessoas e consigo mesmo são alguns dos benefícios. Tais efeitos podem ser sentidos a partir da primeira semana.

    A principal atividade mental usada nas meditações sobre a respiração é a concentração, a habilidade de manter a atenção focalizada sobre o que quer que se esteja fazendo, sem se esquecer ou vagar para outros objetos. Aqui, o objeto de concentração é a própria respiração. Em sua forma mais efetiva, a concentração é acompanhada pela atenção discriminativa, outra função da mente que, como um guarda, está alerta contra distrações e pensamentos perturbadores.

    A concentração é essencial para uma meditação ter sucesso; e em nossas vidas cotidianas, ela nos mantém centrado, alerta e consciente, ajudando-nos, a saber, o que está acontecendo com nossa mente - assim que algo acontecer - e, deste modo, a lidar habilmente com os problemas - assim que surgirem.

    Portanto, a meditação sobre a respiração é importante tanto para os iniciantes quanto para os meditadores avançados: para aqueles que querem uma técnica simples para relaxar e acalmar a mente, e para aqueles meditadores sérios que devotam suas vidas ao desenvolvimento espiritual.

    Parar para refletir, parar para respirar, parar para sentir, parar para viver melhor. Meditação inclui realmente uma parada, um tempo, um espaço, uma abertura, que nos leva a um momento de reencontro com nós mesmos. Os benefícios são imensos, na medida em que através dela aprendemos a observar principalmente nossos pensamentos, como se eles fossem uma paisagem! Tal atitude permite que nossa mente se ‘acalme’ e esse é o principal objetivo da meditação: ‘acalmar a mente’.

    O resultado? ‘Tornamos-nos mais conscientes de todos os nossos processos internos e consequentemente da nossa vida exterior. Permite rever valores, avaliar condutas, controlar reações e evoluir no relacionamento com nós mesmos e com o mundo. E mais: nossa energia circula, nosso corpo vibra com ela e respiramos profundamente e melhor’, relaciona Cris Maia, professora do Buddha Dharma Meditation Center, de Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, recém aberto. Acompanhe, agora, uma prática básica de meditação denominada Shine (Calma Mental), que se fundamenta nos ensinamentos do budismo tibetano.

    Posição de Buddha

    Sente-se num local silencioso, tranquilo e confortável. Pode ser no chão com as pernas cruzadas, na posição de lótus, numa cadeira ou poltrona, mas é importante que a coluna vertebral esteja ereta. Acomode uma almofada na região lombar para dar sustentação à coluna. Deixe os olhos semiabertos e focalize um ponto imaginário à sua frente, seguindo a linha do nariz. Não precisa observar nada em especial, deixe a vista descansar naturalmente. Concentre-se primeiro na postura ereta da coluna, depois na respiração tranquila e profunda, sem forçar. Após haver se acomodado e sentindo-se confortável, faça a seguinte visualização:

     Três vezes...

    1 - Na inspiração imagine que uma luz branca, clara e límpida penetra todo o seu corpo pelo topo da cabeça, lenta e suavemente.

    2 - Na expiração, imagine que uma fumaça negra, sai pelas narinas, e por todos os poros do corpo, mentalizando que, junto com ela, vai embora toda a tristeza, o mau humor, as toxinas, doenças, etc.

    Depois da terceira vez...

    Acalme a respiração e procure manter a imagem da luz dentro e fora do corpo, por 10 minutos, observando os pensamentos que surgem, sem se prender a eles. Isso é muito importante. Não se apegue a nenhum deles. Deixe-os passar simplesmente. Você vai ver que eles vêm e vão como ondas. Seu foco de atenção deve pairar entre a postura, a respiração e a imagem da luz interior. A cada vez que se pegar divagando nos pensamentos retorne a mente, pacientemente, para os pontos de concentração. Relaxe, abra os olhos, esfregue uma mão na outra para aquecê-las e coloque suavemente as palmas sobre os olhos fechados. Massageie um pouco o rosto, o pescoço, a região dos rins e boa vida para você!

    Venha meditar conosco

    Nos próximos dias 20 e 21 estaremos recebendo em Búzios o Venerável Lama Michel Rinpoche, que estará inaugurando oficialmente o Buddha Dharma Meditation Center e passando preciosos ensinamentos.

    Programação em Búzios:

    Dia 20, às 18h, no Buddha Dharma Meditation Center

    Inauguração do Buddha Dharma Meditation Center e ensinamento sobre Autocura Tântrica Ngal-so do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente.  

    Dia 21, às 11h, no Centro de Dharma Kuru Jamtse Sá

    Cerimônia de Cura de Tara Chittamani. Com as bênçãos de Tara Chittamani, esta cerimônia tem o potencial de nos ajudar a desenvolver a cura para as dificuldades emocionais e problemas físicos.

    Venha participar e inscreva-se:

    Buddha Dharma: (22) 2623-1080/ (22) 2623-9888 – Rua das Pedras, 04/101

    Kuru Jamtse Sa: (22) 2623-8129 - Av. José Bento Ribeiro Dantas, 196

    04-04-2009 00:00:00

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  • Relaxe com a meditação

    Você pode fazer uma ou duas vezes por dia. A duração varia de 10 a 30 minutos, e deve obedecer ao tempo em que se sinta confortável. Calma mental e relacionamento mais tranquilo com as pessoas e consigo mesmo são alguns dos benefícios. Tais efeitos podem ser sentidos a partir da primeira semana.

    A principal atividade mental usada nas meditações sobre a respiração é a concentração, a habilidade de manter a atenção focalizada sobre o que quer que se esteja fazendo, sem se esquecer ou vagar para outros objetos. Aqui, o objeto de concentração é a própria respiração. Em sua forma mais efetiva, a concentração é acompanhada pela atenção discriminativa, outra função da mente que, como um guarda, está alerta contra distrações e pensamentos perturbadores.

    A concentração é essencial para uma meditação ter sucesso; e em nossas vidas cotidianas, ela nos mantém centrado, alerta e consciente, ajudando-nos, a saber, o que está acontecendo com nossa mente - assim que algo acontecer - e, deste modo, a lidar habilmente com os problemas - assim que surgirem.

    Portanto, a meditação sobre a respiração é importante tanto para os iniciantes quanto para os meditadores avançados: para aqueles que querem uma técnica simples para relaxar e acalmar a mente, e para aqueles meditadores sérios que devotam suas vidas ao desenvolvimento espiritual.

    Parar para refletir, parar para respirar, parar para sentir, parar para viver melhor. Meditação inclui realmente uma parada, um tempo, um espaço, uma abertura, que nos leva a um momento de reencontro com nós mesmos. Os benefícios são imensos, na medida em que através dela aprendemos a observar principalmente nossos pensamentos, como se eles fossem uma paisagem! Tal atitude permite que nossa mente se ‘acalme’ e esse é o principal objetivo da meditação: ‘acalmar a mente’.

    O resultado? ‘Tornamos-nos mais conscientes de todos os nossos processos internos e consequentemente da nossa vida exterior. Permite rever valores, avaliar condutas, controlar reações e evoluir no relacionamento com nós mesmos e com o mundo. E mais: nossa energia circula, nosso corpo vibra com ela e respiramos profundamente e melhor’, relaciona Cris Maia, professora do Buddha Dharma Meditation Center, de Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, recém aberto. Acompanhe, agora, uma prática básica de meditação denominada Shine (Calma Mental), que se fundamenta nos ensinamentos do budismo tibetano.

    Posição de Buddha

    Sente-se num local silencioso, tranquilo e confortável. Pode ser no chão com as pernas cruzadas, na posição de lótus, numa cadeira ou poltrona, mas é importante que a coluna vertebral esteja ereta. Acomode uma almofada na região lombar para dar sustentação à coluna. Deixe os olhos semiabertos e focalize um ponto imaginário à sua frente, seguindo a linha do nariz. Não precisa observar nada em especial, deixe a vista descansar naturalmente. Concentre-se primeiro na postura ereta da coluna, depois na respiração tranquila e profunda, sem forçar. Após haver se acomodado e sentindo-se confortável, faça a seguinte visualização:

     Três vezes...

    1 - Na inspiração imagine que uma luz branca, clara e límpida penetra todo o seu corpo pelo topo da cabeça, lenta e suavemente.

    2 - Na expiração, imagine que uma fumaça negra, sai pelas narinas, e por todos os poros do corpo, mentalizando que, junto com ela, vai embora toda a tristeza, o mau humor, as toxinas, doenças, etc.

    Depois da terceira vez...

    Acalme a respiração e procure manter a imagem da luz dentro e fora do corpo, por 10 minutos, observando os pensamentos que surgem, sem se prender a eles. Isso é muito importante. Não se apegue a nenhum deles. Deixe-os passar simplesmente. Você vai ver que eles vêm e vão como ondas. Seu foco de atenção deve pairar entre a postura, a respiração e a imagem da luz interior. A cada vez que se pegar divagando nos pensamentos retorne a mente, pacientemente, para os pontos de concentração. Relaxe, abra os olhos, esfregue uma mão na outra para aquecê-las e coloque suavemente as palmas sobre os olhos fechados. Massageie um pouco o rosto, o pescoço, a região dos rins e boa vida para você!

    Venha meditar conosco

    Nos próximos dias 20 e 21 estaremos recebendo em Búzios o Venerável Lama Michel Rinpoche, que estará inaugurando oficialmente o Buddha Dharma Meditation Center e passando preciosos ensinamentos.

    Programação em Búzios:

    Dia 20, às 18h, no Buddha Dharma Meditation Center

    Inauguração do Buddha Dharma Meditation Center e ensinamento sobre Autocura Tântrica Ngal-so do Corpo e da Mente e do Meio Ambiente.  

    Dia 21, às 11h, no Centro de Dharma Kuru Jamtse Sá

    Cerimônia de Cura de Tara Chittamani. Com as bênçãos de Tara Chittamani, esta cerimônia tem o potencial de nos ajudar a desenvolver a cura para as dificuldades emocionais e problemas físicos.

    Venha participar e inscreva-se:

    Buddha Dharma: (22) 2623-1080/ (22) 2623-9888 – Rua das Pedras, 04/101

    Kuru Jamtse Sa: (22) 2623-8129 - Av. José Bento Ribeiro Dantas, 196

    04-04-2009 00:00:00

    saiba mais
  • Caminho das Índias

    O Brasil, como o resto do mundo, encantou-se com esse país continental que combina uma das mais antigas civilizações do planeta com uma das sete maiores economias do mundo. Os brasileiros se fascinam com as tradições milenares indianas, das belas roupas, como o sári, às diferentes práticas religiosas do hinduísmo e do budismo como o ioga e a meditação. A cultura espiritual indiana, que deu ao mundo o budismo, o ioga e a meditação tem sido consumida com avidez pelos brasileiros.

    Em 1980, resolvi fazer uma viagem a Índia com um grupo de amigos. Visitei um ashram, uma espécie de comunidade espiritual, de Sai Baba, um dos mais cultuados gurus indianos. Eu era totalmente cético e perdido nesta época, em busca de um caminho. Minha vida se transformou completamente, pois tudo o que eu percebia e sentia começava a fazer sentido para mim e a viagem de dez dias acabou se transformando num retiro espiritual de três meses. Depois de uma longa caminhada através dos mistérios desta cultura me tornei um professor de ioga tibetano e praticante do budismo tibetano. A compreensão dos princípios desta cultura milenar me trouxe uma nova forma de pensar e agir. Estudei psicologia e filosofia budista, passando a entender melhor o outro, as diferenças. Hoje, sou mais tolerante comigo mesmo e com o próximo. Passei a compreender melhor a impermanência, a interdependência dos fenômenos e a real natureza da mente iluminada.

    As culturas e filosofias indianas e budistas reverenciam valores éticos, como o respeito à vida, uma oportunidade única e especial, o respeito aos idosos, a compaixão, sede de conhecimento, entre tantos outros. Os povos orientais pensam e agem em grupo, na sangha, e têm na família o seu eixo principal. Pelos seus costumes, a família é responsável pelos casamentos de seus filhos e por pesquisar os antecedentes dos futuros pretendentes. A maior parte dos casamentos é arranjada entre os familiares e respeita o sistema de castas. A casta é determinada pela origem do indiano (ele morre e nasce com ela) e não pode ser confundida com classe social. Podemos assistir a isso tudo na novela da Rede Globo.

    Das seis maiores religiões da Índia a maior é o hinduísmo seguido por 83% da população. Temos o islamismo com 13% e, a seguir, em menores proporções, estão presentes o budismo, o siquismo e o janaísmo. O Budismo teve seu berço na Índia e espalhou-se por outros países do mundo. Ganhou força nas décadas de 80 e 90 na figura do líder espiritual tibetano e prêmio Nobel da paz, Dalai Lama. O hinduísmo é tão antigo quanto à própria Índia e confunde-se com ela. Ele se baseia nos Vedas, uma tradição oral transformada em textos escritos em sânscrito. Dele derivam inúmeros credos e práticas religiosas representadas pelos gurus ou mestres e a meditação aparece em todas estas derivações. Na Índia, o ioga e a meditação não são práticas isoladas da religião, o que acontece no Brasil, onde podemos encontrá-las nas academias. Aqui o ioga tornou-se uma forma de ginástica ritualizada, mais suave, mais tranquila, que se baseia nos preceitos de autoconhecimento e devoção dos indianos e budistas. Mesmo enxugada de muitos de seus valores religiosos, essa ioga à brasileira ainda beneficia seus praticantes dos conhecimentos físicos e mentais de uma prática de mais de três mil anos, anterior ao budismo e ao cristianismo.

    Quanto ao aspecto devocional do brasileiro ao hinduísmo e ao budismo podemos observar que ele se apegou ao seu lado emocional, e não quer discutir as questões filosóficas, mas realizar as práticas que as religiões oferecem, como a ioga e a meditação.

    Venha conhecer e praticar esta cultura milenar no novo Centro de Meditação Budha Dharma, recém-inaugurado em Búzios, na Rua das Pedras, 04 – sobreloja.

    Informações sobre horários dos cursos e práticas de meditação pelo tel. (22) 2623-1080 e 2623-9888.

    Namastê!

    21-03-2009 00:00:00

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  • Caminho das Índias

    O Brasil, como o resto do mundo, encantou-se com esse país continental que combina uma das mais antigas civilizações do planeta com uma das sete maiores economias do mundo. Os brasileiros se fascinam com as tradições milenares indianas, das belas roupas, como o sári, às diferentes práticas religiosas do hinduísmo e do budismo como o ioga e a meditação. A cultura espiritual indiana, que deu ao mundo o budismo, o ioga e a meditação tem sido consumida com avidez pelos brasileiros.

    Em 1980, resolvi fazer uma viagem a Índia com um grupo de amigos. Visitei um ashram, uma espécie de comunidade espiritual, de Sai Baba, um dos mais cultuados gurus indianos. Eu era totalmente cético e perdido nesta época, em busca de um caminho. Minha vida se transformou completamente, pois tudo o que eu percebia e sentia começava a fazer sentido para mim e a viagem de dez dias acabou se transformando num retiro espiritual de três meses. Depois de uma longa caminhada através dos mistérios desta cultura me tornei um professor de ioga tibetano e praticante do budismo tibetano. A compreensão dos princípios desta cultura milenar me trouxe uma nova forma de pensar e agir. Estudei psicologia e filosofia budista, passando a entender melhor o outro, as diferenças. Hoje, sou mais tolerante comigo mesmo e com o próximo. Passei a compreender melhor a impermanência, a interdependência dos fenômenos e a real natureza da mente iluminada.

    As culturas e filosofias indianas e budistas reverenciam valores éticos, como o respeito à vida, uma oportunidade única e especial, o respeito aos idosos, a compaixão, sede de conhecimento, entre tantos outros. Os povos orientais pensam e agem em grupo, na sangha, e têm na família o seu eixo principal. Pelos seus costumes, a família é responsável pelos casamentos de seus filhos e por pesquisar os antecedentes dos futuros pretendentes. A maior parte dos casamentos é arranjada entre os familiares e respeita o sistema de castas. A casta é determinada pela origem do indiano (ele morre e nasce com ela) e não pode ser confundida com classe social. Podemos assistir a isso tudo na novela da Rede Globo.

    Das seis maiores religiões da Índia a maior é o hinduísmo seguido por 83% da população. Temos o islamismo com 13% e, a seguir, em menores proporções, estão presentes o budismo, o siquismo e o janaísmo. O Budismo teve seu berço na Índia e espalhou-se por outros países do mundo. Ganhou força nas décadas de 80 e 90 na figura do líder espiritual tibetano e prêmio Nobel da paz, Dalai Lama. O hinduísmo é tão antigo quanto à própria Índia e confunde-se com ela. Ele se baseia nos Vedas, uma tradição oral transformada em textos escritos em sânscrito. Dele derivam inúmeros credos e práticas religiosas representadas pelos gurus ou mestres e a meditação aparece em todas estas derivações. Na Índia, o ioga e a meditação não são práticas isoladas da religião, o que acontece no Brasil, onde podemos encontrá-las nas academias. Aqui o ioga tornou-se uma forma de ginástica ritualizada, mais suave, mais tranquila, que se baseia nos preceitos de autoconhecimento e devoção dos indianos e budistas. Mesmo enxugada de muitos de seus valores religiosos, essa ioga à brasileira ainda beneficia seus praticantes dos conhecimentos físicos e mentais de uma prática de mais de três mil anos, anterior ao budismo e ao cristianismo.

    Quanto ao aspecto devocional do brasileiro ao hinduísmo e ao budismo podemos observar que ele se apegou ao seu lado emocional, e não quer discutir as questões filosóficas, mas realizar as práticas que as religiões oferecem, como a ioga e a meditação.

    Venha conhecer e praticar esta cultura milenar no novo Centro de Meditação Budha Dharma, recém-inaugurado em Búzios, na Rua das Pedras, 04 – sobreloja.

    Informações sobre horários dos cursos e práticas de meditação pelo tel. (22) 2623-1080 e 2623-9888.

    Namastê!

    21-03-2009 00:00:00

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  • A força curativa da ecologia interior

    Em tempos de crise como o nosso, procuramos fontes de inspiração lá onde estiverem. Uma delas é a ecologia interior. Para avaliar sua relevância precisamos nos conscientizar do fato de que nossa relação para com a Terra, pelo menos nos últimos séculos, está baseada em falsas premissas éticas e espirituais: antropocentrismo, negação do valor intrínseco de cada ser, dominação da Terra, depredação de seus recursos naturais. Tais premissas produziram o atual estado doentio da Terra que repercute na psique humana. Assim como existe uma ecologia exterior, existe também a ecologia interior feita de solidariedade, sentimento de re-ligação com o todo, cuidado e amor com o próximo. Ambas as ecologias estão ligadas umbilicalmente. É o que se chama de psicologia ambiental ou, na expressão de E. Wilson, de biofilia. Sua base não é só antropológica, mas também cosmológica, pois o próprio universo, segundo renomados astrofísicos, teria uma profundidade espiritual. O universo não é feito do conjunto dos objetos, mas da teia de relações entre eles, fazendo-os sujeitos que trocam entre si informações e se enriquecem.

    A partir da ecologia interior, a Terra, o sol, a lua, as árvores, as montanhas e os animais não estão apenas ai fora, mas vivem em nós como figuras e símbolos carregados de emoção. As experiências positivas ou traumáticas que tivermos feito com estas realidades deixaram marcas profundas na psique. Isso explica a aversão a algum ser ou afinidade com outro.

    Tais símbolos fundam uma verdadeira arqueologia interior, cujo código de decifração constituiu uma das grandes conquistas intelectuais do século XX com Freud, Jung, Adler, Lacan, Kapra, Campbell, Hellinger e outros. Jung trabalhou o arquétipo da Imago Dei, do Absoluto. Frankl trabalhou esta dimensão que ele chama de inconsciente espiritual e os modernos de mente mística ou ponto Deus no cérebro. Esse inconsciente espiritual, em última análise, é expressão da própria espiritualidade da Terra e do universo que irrompe através de nós porque somos a parte consciente do universo e da Terra.

    Este espírito de mútua pertença urge ressuscitar porque o perdemos pelo excesso de individualismo e de competição que nos levaram à crise atual.

    O sistema imperante anseia o desejo de ter, à custa de outro mais fundamental que é o de ser e o de elaborar a nossa própria singularidade. Este sistema demanda capacidade de vivermos segundo os valores dominantes, ao invés de vivermos ideais ligados à vida, à amizade, à compaixão e ao amor.

    A ecologia interior também chamada de ecologia profunda, procura acordar o xamã que se esconde dentro de cada um de nós. Como todo xamã, podemos entrar em diálogo com as energias que trabalham na construção do universo há 13,7 bilhões de anos.

    Sem uma revolução espiritual será difícil sairmos da atual crise que exige um novo acordo com a vida e com a Terra. Caso contrário, seguiremos errantes e solitários.

    Hoje, nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estão regressando à Casa Comum, à mãe Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente.

    Vamos rir, chorar e aprender juntos. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra.

    Coaching e aconselhamento à Rua das Pedras,

    04 – sobreloja, Búzios - Tel.: (22) 2623-1080

    14-03-2009 00:00:00

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  • A força curativa da ecologia interior

    Em tempos de crise como o nosso, procuramos fontes de inspiração lá onde estiverem. Uma delas é a ecologia interior. Para avaliar sua relevância precisamos nos conscientizar do fato de que nossa relação para com a Terra, pelo menos nos últimos séculos, está baseada em falsas premissas éticas e espirituais: antropocentrismo, negação do valor intrínseco de cada ser, dominação da Terra, depredação de seus recursos naturais. Tais premissas produziram o atual estado doentio da Terra que repercute na psique humana. Assim como existe uma ecologia exterior, existe também a ecologia interior feita de solidariedade, sentimento de re-ligação com o todo, cuidado e amor com o próximo. Ambas as ecologias estão ligadas umbilicalmente. É o que se chama de psicologia ambiental ou, na expressão de E. Wilson, de biofilia. Sua base não é só antropológica, mas também cosmológica, pois o próprio universo, segundo renomados astrofísicos, teria uma profundidade espiritual. O universo não é feito do conjunto dos objetos, mas da teia de relações entre eles, fazendo-os sujeitos que trocam entre si informações e se enriquecem.

    A partir da ecologia interior, a Terra, o sol, a lua, as árvores, as montanhas e os animais não estão apenas ai fora, mas vivem em nós como figuras e símbolos carregados de emoção. As experiências positivas ou traumáticas que tivermos feito com estas realidades deixaram marcas profundas na psique. Isso explica a aversão a algum ser ou afinidade com outro.

    Tais símbolos fundam uma verdadeira arqueologia interior, cujo código de decifração constituiu uma das grandes conquistas intelectuais do século XX com Freud, Jung, Adler, Lacan, Kapra, Campbell, Hellinger e outros. Jung trabalhou o arquétipo da Imago Dei, do Absoluto. Frankl trabalhou esta dimensão que ele chama de inconsciente espiritual e os modernos de mente mística ou ponto Deus no cérebro. Esse inconsciente espiritual, em última análise, é expressão da própria espiritualidade da Terra e do universo que irrompe através de nós porque somos a parte consciente do universo e da Terra.

    Este espírito de mútua pertença urge ressuscitar porque o perdemos pelo excesso de individualismo e de competição que nos levaram à crise atual.

    O sistema imperante anseia o desejo de ter, à custa de outro mais fundamental que é o de ser e o de elaborar a nossa própria singularidade. Este sistema demanda capacidade de vivermos segundo os valores dominantes, ao invés de vivermos ideais ligados à vida, à amizade, à compaixão e ao amor.

    A ecologia interior também chamada de ecologia profunda, procura acordar o xamã que se esconde dentro de cada um de nós. Como todo xamã, podemos entrar em diálogo com as energias que trabalham na construção do universo há 13,7 bilhões de anos.

    Sem uma revolução espiritual será difícil sairmos da atual crise que exige um novo acordo com a vida e com a Terra. Caso contrário, seguiremos errantes e solitários.

    Hoje, nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estão regressando à Casa Comum, à mãe Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente.

    Vamos rir, chorar e aprender juntos. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra.

    Coaching e aconselhamento à Rua das Pedras,

    04 – sobreloja, Búzios - Tel.: (22) 2623-1080

    14-03-2009 00:00:00

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  • Mulheres deusas

    Outro dia, Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo. As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para ver. O que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?

    Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo

    metafísico, para o qual os homens não estão preparados... As mulheres dançam frenéticas na TV, na Sapucaí, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das mulheres-liqüidificador.

    O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser é a mulher-robô, a Valentina, a Barbarela, a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os malhados, os turbinados geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.

    A atual revolução da vulgaridade, regada a funk, parece libertar as mulheres. Ilusão à toa. A libertação da mulher numa sociedade escravagista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são areia demais para qualquer caminhãozinho.

    Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens. Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme jamesbondiano dos anos 60. Não há mais o grande conquistador. Temos apenas os fazendeiros de bundas como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeurs ou

    gays babando por deusas ou deuses impossíveis.

    Ah, que saudades dos tempos do amor romântico, das bundinhas e peitinhos normais e disponíveis. Pois bem, com certeza a televisão tem criado sonhos de consumo e dá-lhe novela.

    Mas ainda existem mulheres de verdade. Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que têm dentro de casa. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo do homem parecer um chato ou um cara metido a intelectual. Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber flores, cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos! Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees, do Chico ou um cd do Kenny G. Tão bom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!

    Mulheres do meu Brasil! Não deixem que criem estereótipos! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês malharem e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de TV: façam-nos sumirem da sua vida!

    Mulheres do meu Brasil, parabéns pelo seu dia!

    Coaching e aconselhamento à Rua das Pedras, 04 – sobreloja – Búzios Tel.: (22) 2623-1080

    07-03-2009 00:00:00

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  • Mulheres deusas

    Outro dia, Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo. As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para ver. O que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?

    Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo

    metafísico, para o qual os homens não estão preparados... As mulheres dançam frenéticas na TV, na Sapucaí, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das mulheres-liqüidificador.

    O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser é a mulher-robô, a Valentina, a Barbarela, a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os malhados, os turbinados geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.

    A atual revolução da vulgaridade, regada a funk, parece libertar as mulheres. Ilusão à toa. A libertação da mulher numa sociedade escravagista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são areia demais para qualquer caminhãozinho.

    Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens. Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme jamesbondiano dos anos 60. Não há mais o grande conquistador. Temos apenas os fazendeiros de bundas como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeurs ou

    gays babando por deusas ou deuses impossíveis.

    Ah, que saudades dos tempos do amor romântico, das bundinhas e peitinhos normais e disponíveis. Pois bem, com certeza a televisão tem criado sonhos de consumo e dá-lhe novela.

    Mas ainda existem mulheres de verdade. Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que têm dentro de casa. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo do homem parecer um chato ou um cara metido a intelectual. Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber flores, cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos! Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees, do Chico ou um cd do Kenny G. Tão bom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!

    Mulheres do meu Brasil! Não deixem que criem estereótipos! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês malharem e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de TV: façam-nos sumirem da sua vida!

    Mulheres do meu Brasil, parabéns pelo seu dia!

    Coaching e aconselhamento à Rua das Pedras, 04 – sobreloja – Búzios Tel.: (22) 2623-1080

    07-03-2009 00:00:00

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  • Carnaval, a maior festa popular do Brasil

    Nesta semana, durante cinco dias seguidos, milhões de pessoas estarão se esbaldando horas a fio em diferentes pontos do país em uma das comemorações mais esperadas do ano: o Carnaval! Maior festa popular do planeta, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejadas em todo o território nacional.O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países nos dias que antecedem o início da Quaresma. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas diferentes cidades em que se popularizou.

    Período de duração. Os dias exatos do início e fim da esta-

    ção carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. No Brasil, a comemoração cresce durante a passagem de ano e atinge o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.

    Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular.

    O Zé-Pereira. Em todo o Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasquez elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira.

    As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos – sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés, etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos, da fuga à insolação do período mais quente do ano, até a exposição e culto do corpo sarado.

    Bailes de carnaval. O primeiríssimo baile de máscaras aconteceu em 22 de janeiro de

    1840, no hotel Itália, no largo do Rocio, no mesmo local em que se ergueria depois o teatro e depois cinema São José, na Praça Tiradentes, no Rio. No entanto, a voga dos bailes carnavalescos em casas de espetáculos só se generalizou na década de 1870. Em 1918 iniciou-se a tradição do baile dos Artistas, no teatro Fênix; em 1932, o primeiro grande baile oficializado, o do teatro Municipal, abriu caminho para muitos outros; e logo vieram os do Glória, Copacabana Palace, Cassino da Urca, Cassino Atlântico, Quitandinha (em Petrópolis) e Automóvel Clube do Brasil, entre outros.

    Batalha de confete e corsos. O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas.

    Blocos, ranchos, grandes sociedades. No carnaval de rua era comum o trote e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. A grande concentração popular se fazia na Avenida Rio Branco, da Cinelândia até a Rua do Ouvidor.

    Escolas de samba. As escolas de samba nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negra. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. No entanto, a denominação escola só vai surgir em 1928, com a criação da Deixa Falar, no bairro do Estácio. Posteriormente surgem diversas outras escolas, entre as quais Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca. Com o tempo, transformam-se em associações recreativas, abertas, cuja finalidade maior é competir nos desfiles carnavalescos, transformados em atração máxima do turismo carioca. De tal forma agigantam-se, que seus encargos — a partir da década de 1960 — equivalem aos de uma empresa, o que as obriga a funcionar por todo o ano, promovendo rodas de samba e ensaios com entrada paga, maneira de amenizarem os gastos decorrentes da preparação dos desfiles.

    Se você pretende cair na folia muita calma nesta hora, divirta-se, mas evite excessos e lembre-se que sua vida é preciosa.

    Bom Carnaval!

    21-02-2009 00:00:00

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  • Carnaval, a maior festa popular do Brasil

    Nesta semana, durante cinco dias seguidos, milhões de pessoas estarão se esbaldando horas a fio em diferentes pontos do país em uma das comemorações mais esperadas do ano: o Carnaval! Maior festa popular do planeta, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejadas em todo o território nacional.O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países nos dias que antecedem o início da Quaresma. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas diferentes cidades em que se popularizou.

    Período de duração. Os dias exatos do início e fim da esta-

    ção carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. No Brasil, a comemoração cresce durante a passagem de ano e atinge o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.

    Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular.

    O Zé-Pereira. Em todo o Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasquez elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira.

    As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos – sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés, etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos, da fuga à insolação do período mais quente do ano, até a exposição e culto do corpo sarado.

    Bailes de carnaval. O primeiríssimo baile de máscaras aconteceu em 22 de janeiro de

    1840, no hotel Itália, no largo do Rocio, no mesmo local em que se ergueria depois o teatro e depois cinema São José, na Praça Tiradentes, no Rio. No entanto, a voga dos bailes carnavalescos em casas de espetáculos só se generalizou na década de 1870. Em 1918 iniciou-se a tradição do baile dos Artistas, no teatro Fênix; em 1932, o primeiro grande baile oficializado, o do teatro Municipal, abriu caminho para muitos outros; e logo vieram os do Glória, Copacabana Palace, Cassino da Urca, Cassino Atlântico, Quitandinha (em Petrópolis) e Automóvel Clube do Brasil, entre outros.

    Batalha de confete e corsos. O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas.

    Blocos, ranchos, grandes sociedades. No carnaval de rua era comum o trote e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. A grande concentração popular se fazia na Avenida Rio Branco, da Cinelândia até a Rua do Ouvidor.

    Escolas de samba. As escolas de samba nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negra. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. No entanto, a denominação escola só vai surgir em 1928, com a criação da Deixa Falar, no bairro do Estácio. Posteriormente surgem diversas outras escolas, entre as quais Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca. Com o tempo, transformam-se em associações recreativas, abertas, cuja finalidade maior é competir nos desfiles carnavalescos, transformados em atração máxima do turismo carioca. De tal forma agigantam-se, que seus encargos — a partir da década de 1960 — equivalem aos de uma empresa, o que as obriga a funcionar por todo o ano, promovendo rodas de samba e ensaios com entrada paga, maneira de amenizarem os gastos decorrentes da preparação dos desfiles.

    Se você pretende cair na folia muita calma nesta hora, divirta-se, mas evite excessos e lembre-se que sua vida é preciosa.

    Bom Carnaval!

    21-02-2009 00:00:00

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  • Fobia afetiva

    Ela é linda! Alta, loira, já foi modelo, capa de revista, gostosa, formou-se, fala fluentemente inglês, alemão, francês e mandarim. Logo que se formou, há alguns anos, foi contratada e hoje tem um bom salário. Adora ler e assistir a bons filmes. É inteligente, carinhosa, atraente e fogosa. Sua vida profissional e familiar são exemplares, porém sua vida afetiva é um genuíno caos.

    Ela não arruma namorado, embora faça tudo que os sagrados livros de auto-ajuda ensinem. Santo Antônio, de castigo, pendurado no poço da fazenda, já fez até aniversário. E nada! A praga do namorado não vem. Amigas bem mais feias, até a gordinha da vizinha já se casou. Ela, nada. Encalhada, chupa dedo. É uma praga ficar pra titia.

    Fez plástica, pôs silicone, mudou o guarda-roupa centena de vezes, foi a todas as boates, fez todos os cursos de etiqueta imagináveis, viajou, e nada de achar seu par perfeito. O máximo que conseguiu foi uma paquerinha mixuruca, um cara que preferiu a morena de aparelho nos dentes com elástico colorido, no lugar dela.

    O que eu tenho de errado? Indaga-se a jovem mulher, desesperada por não conseguir resolver sua vida afetiva.

    Na atualidade existem muitas pessoas que vivem esse conflito de desejar, querer encontrar um parceiro, pessoas que têm um bom perfil para se relacionar, mas... nada.

    Quando o mundo todo está errado, quando tudo que se tenta não funciona, o problema não é do mundo mas do próprio indivíduo, especialmente quando o que está em pauta diz respeito a relacionamentos afetivos. O que ocorre na maior parte desses casos liga-se diretamente a um fenômeno moderno chamado fobia afetiva. Esta fobia tem várias vertentes:

    1) Excesso de expectativa - Imensidão de características que o outro deve ter para que se possa iniciar um namoro. Trata-se de uma dinâmica psíquica que se liga diretamente a alta ansiedade, ao excesso de cobrança e fantasia, uma auto-imagem distorcida e pouca tolerância à frustração. Pessoas que criam a própria vida como um script e coitado daquele que não o seguir corretamente... Certa vez, atendi uma moça para quem pedi que fizesse uma lista das características que gostaria de encontrar em um rapaz com quem gostaria de se relacionar. Na sessão seguinte ela apareceu com uma relação de 428 itens que um candidato deveria ter para tentar conquistar a referida moça. Ela vivia presa a uma série de fatores superficiais e com isto inviabilizava todos seus pretendentes.

    2) Escolhas erradas de parceiros inviáveis - Na atualidade é comum moças e rapazes criarem namoros virtuais, o que, de certa forma, garante a segurança, mas aumenta a frustração e a carência. Seja no virtual, seja no real, o fenômeno por trás disso tudo é a escolha de quem não pode se relacionar genuinamente, quem está longe, e é compromissado. São paixões utópicas, semelhantes à de crianças, por vezes não correspondidas, mas paixões seguras, ou com menor risco. Certa feita, atendi uma mulher jovem que namorava um rapaz na Itália e que, após 4 anos de namoro o conheceria pessoalmente. A ansiedade era tamanha que a paciente adoeceu: gastrite, úlcera, problemas de pele, tosse nervosa... Tudo ligado ao fato de ter de viver na realidade o que viveu no virtual;

    3) Necessidade de encontrar o relacionamento certo, não querendo sofrer, ter uma relação com garantias exatas o que na prática não existe - A pessoa com esta dinâmica por vezes se boicota, fugindo a cada dificuldade de convívio natural, a qualquer relacionamento. Nesses casos, o medo torna-se maior que o amor e o desejo.

    Em uma sociedade pautada pelo medo é natural que nos relacionamentos interpessoais isso se reflita diretamente, sobretudo em relacionamentos amorosos. Quando um indivíduo pauta sua vida pela insegurança e pelo medo, a desconfiança, o medo de traição, tudo isso se torna agente de desvalorização tanto do parceiro quanto do próprio indivíduo, o que, invariavelmente, conduz à falência do relacionamento,  ou vira uma paquera na qual rapidamente o candidato a namorado(a) desanima. Assim a fobia afetiva se traduz em um auto-boicote, no qual a sedução é vivida de forma inversa, repelindo quem possa ter interesse.

    O medo traduz-se na falta de amor próprio e, inconscientemente, na abdicação da felicidade. Tais indivíduos com fobia afetiva, embora tenham um discurso, na prática não sabem como se relacionar, e vivem de sonhos...

    Para sair deste quadro, que pode tornar-se eterno, faz-se necessário um profundo trabalho de reestruturação da personalidade. É a reestruturação de toda a estrutura afetiva de um indivíduo. Um trabalho profundo ligado ao inconsciente.

    O medo que não é combatido congela a pessoa, paralisa qual uma maçã encantada, gerando um sono eterno.

    Coaching e aconselhamento à Rua das Pedras, 4 – sobreloja – Búzios.

    Tel.: (22) 2623-1080 e (22) 8114-0223.

    14-02-2009 00:00:00

    saiba mais
  • Fobia afetiva

    Ela é linda! Alta, loira, já foi modelo, capa de revista, gostosa, formou-se, fala fluentemente inglês, alemão, francês e mandarim. Logo que se formou, há alguns anos, foi contratada e hoje tem um bom salário. Adora ler e assistir a bons filmes. É inteligente, carinhosa, atraente e fogosa. Sua vida profissional e familiar são exemplares, porém sua vida afetiva é um genuíno caos.

    Ela não arruma namorado, embora faça tudo que os sagrados livros de auto-ajuda ensinem. Santo Antônio, de castigo, pendurado no poço da fazenda, já fez até aniversário. E nada! A praga do namorado não vem. Amigas bem mais feias, até a gordinha da vizinha já se casou. Ela, nada. Encalhada, chupa dedo. É uma praga ficar pra titia.

    Fez plástica, pôs silicone, mudou o guarda-roupa centena de vezes, foi a todas as boates, fez todos os cursos de etiqueta imagináveis, viajou, e nada de achar seu par perfeito. O máximo que conseguiu foi uma paquerinha mixuruca, um cara que preferiu a morena de aparelho nos dentes com elástico colorido, no lugar dela.

    O que eu tenho de errado? Indaga-se a jovem mulher, desesperada por não conseguir resolver sua vida afetiva.

    Na atualidade existem muitas pessoas que vivem esse conflito de desejar, querer encontrar um parceiro, pessoas que têm um bom perfil para se relacionar, mas... nada.

    Quando o mundo todo está errado, quando tudo que se tenta não funciona, o problema não é do mundo mas do próprio indivíduo, especialmente quando o que está em pauta diz respeito a relacionamentos afetivos. O que ocorre na maior parte desses casos liga-se diretamente a um fenômeno moderno chamado fobia afetiva. Esta fobia tem várias vertentes:

    1) Excesso de expectativa - Imensidão de características que o outro deve ter para que se possa iniciar um namoro. Trata-se de uma dinâmica psíquica que se liga diretamente a alta ansiedade, ao excesso de cobrança e fantasia, uma auto-imagem distorcida e pouca tolerância à frustração. Pessoas que criam a própria vida como um script e coitado daquele que não o seguir corretamente... Certa vez, atendi uma moça para quem pedi que fizesse uma lista das características que gostaria de encontrar em um rapaz com quem gostaria de se relacionar. Na sessão seguinte ela apareceu com uma relação de 428 itens que um candidato deveria ter para tentar conquistar a referida moça. Ela vivia presa a uma série de fatores superficiais e com isto inviabilizava todos seus pretendentes.

    2) Escolhas erradas de parceiros inviáveis - Na atualidade é comum moças e rapazes criarem namoros virtuais, o que, de certa forma, garante a segurança, mas aumenta a frustração e a carência. Seja no virtual, seja no real, o fenômeno por trás disso tudo é a escolha de quem não pode se relacionar genuinamente, quem está longe, e é compromissado. São paixões utópicas, semelhantes à de crianças, por vezes não correspondidas, mas paixões seguras, ou com menor risco. Certa feita, atendi uma mulher jovem que namorava um rapaz na Itália e que, após 4 anos de namoro o conheceria pessoalmente. A ansiedade era tamanha que a paciente adoeceu: gastrite, úlcera, problemas de pele, tosse nervosa... Tudo ligado ao fato de ter de viver na realidade o que viveu no virtual;

    3) Necessidade de encontrar o relacionamento certo, não querendo sofrer, ter uma relação com garantias exatas o que na prática não existe - A pessoa com esta dinâmica por vezes se boicota, fugindo a cada dificuldade de convívio natural, a qualquer relacionamento. Nesses casos, o medo torna-se maior que o amor e o desejo.

    Em uma sociedade pautada pelo medo é natural que nos relacionamentos interpessoais isso se reflita diretamente, sobretudo em relacionamentos amorosos. Quando um indivíduo pauta sua vida pela insegurança e pelo medo, a desconfiança, o medo de traição, tudo isso se torna agente de desvalorização tanto do parceiro quanto do próprio indivíduo, o que, invariavelmente, conduz à falência do relacionamento,  ou vira uma paquera na qual rapidamente o candidato a namorado(a) desanima. Assim a fobia afetiva se traduz em um auto-boicote, no qual a sedução é vivida de forma inversa, repelindo quem possa ter interesse.

    O medo traduz-se na falta de amor próprio e, inconscientemente, na abdicação da felicidade. Tais indivíduos com fobia afetiva, embora tenham um discurso, na prática não sabem como se relacionar, e vivem de sonhos...

    Para sair deste quadro, que pode tornar-se eterno, faz-se necessário um profundo trabalho de reestruturação da personalidade. É a reestruturação de toda a estrutura afetiva de um indivíduo. Um trabalho profundo ligado ao inconsciente.

    O medo que não é combatido congela a pessoa, paralisa qual uma maçã encantada, gerando um sono eterno.

    Coaching e aconselhamento à Rua das Pedras, 4 – sobreloja – Búzios.

    Tel.: (22) 2623-1080 e (22) 8114-0223.

    14-02-2009 00:00:00

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  • A PONTE

     Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
    Foi
    a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
    Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poder atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.
    Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.


    Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
    Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
    Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo.
    Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
    - Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.
    Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.


    Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
    O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.
    O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!
    Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
    Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.


    No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.
    Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.
    O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: espere, fique conosco mais alguns dias;.
    E o carpinteiro respondeu: eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir.


    E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?
    Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.
    Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam os seres e causam sofrimento..
    Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.
    E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

    Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.

     

    Coaching e aconselhamento – Atendimento com hora marcada. Tel. (22) 2623-1080.

     

    31-01-2009 00:00:00

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  • A PONTE

     Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
    Foi
    a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
    Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poder atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.
    Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.


    Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
    Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
    Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo.
    Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
    - Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.
    Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.


    Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
    O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.
    O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!
    Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
    Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.


    No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.
    Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.
    O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: espere, fique conosco mais alguns dias;.
    E o carpinteiro respondeu: eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir.


    E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?
    Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.
    Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam os seres e causam sofrimento..
    Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.
    E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

    Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.

     

    Coaching e aconselhamento – Atendimento com hora marcada. Tel. (22) 2623-1080.

     

    31-01-2009 00:00:00

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  • Pobres alunos, brancos e pobres...

    Conversava outro dia com uma amiga, ex-docente de Língua Portuguesa e Literatura do Instituto de Educação, no Rio de Janeiro. Dizia-me ela que começava suas aulas diariamente às 7h15min, pontualmente. Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados. Eram jovens de todas as camadas sociais. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.

    Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas. Enfim, relatava minha amiga, um pequeno Brasil em cada sala de aula.

    Todas estavam lá por mérito! O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências. Na verdade, era um concurso para a carreira do magistério do primeiro grau. Com nomeação garantida ao fim dos sete anos do curso.

    Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele! Esta estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.

    No final do ano minha amiga compareceu ao festejo de uma de suas antigas turmas, segundo ela, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante. Eram os 50 anos de formatura de suas alunas! Lá estavam suas normalistas, alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.  Lá estavam elas, muito felizes. Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias.

    Lá pelas tantas, toda saudosa, continua minha amiga, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais. Todas contra, esbravejava ela!

    Como experientes professoras, professoras de antigamente, fizeram a análise certa. Estabelecer igualdade com base na cor da pele?  A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.

    Uma de suas alunas hoje é titular da UERJ. Outra é desembargadora. Duas promotoras. Várias são ainda diretoras de escolas. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu. O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.

    A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam em vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres. Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas com investimentos secundários, mal instaladas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos.

    Quem viveu no governo daquela época se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado. Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após administrações deploráveis, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende somente de prédios, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo.

    Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma grande farsa. Não é verdade. Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!

    Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos. Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Pagar de forma justa aos professores.

    Para aflição nossa, essa lei é uma barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejarem que alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda governamental. Cortem as mordomias. Impeçam a corrupção e o desvio do dinheiro público. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

    O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado, bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso que as normalistas disseram em seu discurso na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas foi assim.

    Coaching e aconselhamento, atendimento com hora marcada: Tel. (22)2623-1080

     

     

     

     

     

     

    24-01-2009 00:00:00

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  • Pobres alunos, brancos e pobres...

    Conversava outro dia com uma amiga, ex-docente de Língua Portuguesa e Literatura do Instituto de Educação, no Rio de Janeiro. Dizia-me ela que começava suas aulas diariamente às 7h15min, pontualmente. Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados. Eram jovens de todas as camadas sociais. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.

    Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas. Enfim, relatava minha amiga, um pequeno Brasil em cada sala de aula.

    Todas estavam lá por mérito! O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências. Na verdade, era um concurso para a carreira do magistério do primeiro grau. Com nomeação garantida ao fim dos sete anos do curso.

    Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele! Esta estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.

    No final do ano minha amiga compareceu ao festejo de uma de suas antigas turmas, segundo ela, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante. Eram os 50 anos de formatura de suas alunas! Lá estavam suas normalistas, alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.  Lá estavam elas, muito felizes. Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias.

    Lá pelas tantas, toda saudosa, continua minha amiga, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais. Todas contra, esbravejava ela!

    Como experientes professoras, professoras de antigamente, fizeram a análise certa. Estabelecer igualdade com base na cor da pele?  A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.

    Uma de suas alunas hoje é titular da UERJ. Outra é desembargadora. Duas promotoras. Várias são ainda diretoras de escolas. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu. O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.

    A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam em vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres. Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas com investimentos secundários, mal instaladas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos.

    Quem viveu no governo daquela época se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado. Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após administrações deploráveis, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende somente de prédios, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo.

    Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma grande farsa. Não é verdade. Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!

    Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos. Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Pagar de forma justa aos professores.

    Para aflição nossa, essa lei é uma barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejarem que alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda governamental. Cortem as mordomias. Impeçam a corrupção e o desvio do dinheiro público. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

    O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado, bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso que as normalistas disseram em seu discurso na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas foi assim.

    Coaching e aconselhamento, atendimento com hora marcada: Tel. (22)2623-1080

     

     

     

     

     

     

    24-01-2009 00:00:00

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