Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • O governo e a CPMF

    NO PRIMEIRO semestre de 2007, as receitas federais bateram o recorde. Houve um aumento de R$ 27 bilhões em relação ao mesmo período de 2006. Foi um aumento de 13%, que teve muito a ver com o aquecimento das atividades econômicas.

    Tudo isso seria motivo de comemorar se as despesas do governo tivessem diminuído. Infelizmente, os dados mostram que as despesas do governo consumiram todo o aumento das receitas.

    Ainda assim, poderíamos comemorar se tais despesas tivessem se concentrado em investimentos em infra-estrutura, educação, saúde, segurança etc. Nada disso. Os investimentos nessas áreas consumiram apenas R$ 7 bilhões. O grosso da receita adicional foi para gastos correntes, especialmente, com os salários do funcionalismo e com os efeitos do aumento do salário mínimo no campo da Previdência Social e dos programas assistenciais.

    O desempenho do governo em matéria de arrecadar impostos merece aplauso. O desempenho para investir nas áreas estratégicas merece uma nota sofrível.

    Cristiano Romero, analista do jornal Valor, argumenta, com toda a razão, que o governo não precisa prorrogar a CPMF. Só o acréscimo registrado no primeiro semestre (R$ 27 bilhões) quase encostou no total arrecadado por aquela contribuição -R$ 32 bilhões em 2006 (Governo não precisa da CPMF, Valor, 1º/8/ 07).

    Mas o que se vê do lado do governo é uma nova manobra que pretende transformar a polêmica contribuição (que é exclusiva do governo federal) em um imposto (que seria rateado com Estados). Trata-se de uma estratégia eminentemente política para atrair os governadores para a tese da prorrogação.

    É nesse momento, porém, que vamos ver quem tem sangue de estadista e quem tem sangue de oportunista. O Brasil precisa crescer e, para tanto, necessita de um Estado mais leve e mais eficiente.

    Só dessa forma podemos pensar numa estimulação decisiva dos investimentos produtivos em nosso país e, portanto, em mais empregos e mais renda.

    Os problemas da infra-estrutura dependem de recursos públicos e também da facilitação de investimentos privados nos setores de energia, portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e tantos outros. Da mesma maneira, a melhoria do ensino, da educação e das condições de segurança dependem basicamente de investimentos governamentais.

    Em suma, dinheiro não está faltando para o governo. O que falta é uma boa gestão do que é arrecadado. É hora de economizar gastos correntes para reverter o excesso de arrecadação em investimentos de longo prazo.

    14-08-2007 00:00:00

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  • O governo e a CPMF

    NO PRIMEIRO semestre de 2007, as receitas federais bateram o recorde. Houve um aumento de R$ 27 bilhões em relação ao mesmo período de 2006. Foi um aumento de 13%, que teve muito a ver com o aquecimento das atividades econômicas.

    Tudo isso seria motivo de comemorar se as despesas do governo tivessem diminuído. Infelizmente, os dados mostram que as despesas do governo consumiram todo o aumento das receitas.

    Ainda assim, poderíamos comemorar se tais despesas tivessem se concentrado em investimentos em infra-estrutura, educação, saúde, segurança etc. Nada disso. Os investimentos nessas áreas consumiram apenas R$ 7 bilhões. O grosso da receita adicional foi para gastos correntes, especialmente, com os salários do funcionalismo e com os efeitos do aumento do salário mínimo no campo da Previdência Social e dos programas assistenciais.

    O desempenho do governo em matéria de arrecadar impostos merece aplauso. O desempenho para investir nas áreas estratégicas merece uma nota sofrível.

    Cristiano Romero, analista do jornal Valor, argumenta, com toda a razão, que o governo não precisa prorrogar a CPMF. Só o acréscimo registrado no primeiro semestre (R$ 27 bilhões) quase encostou no total arrecadado por aquela contribuição -R$ 32 bilhões em 2006 (Governo não precisa da CPMF, Valor, 1º/8/ 07).

    Mas o que se vê do lado do governo é uma nova manobra que pretende transformar a polêmica contribuição (que é exclusiva do governo federal) em um imposto (que seria rateado com Estados). Trata-se de uma estratégia eminentemente política para atrair os governadores para a tese da prorrogação.

    É nesse momento, porém, que vamos ver quem tem sangue de estadista e quem tem sangue de oportunista. O Brasil precisa crescer e, para tanto, necessita de um Estado mais leve e mais eficiente.

    Só dessa forma podemos pensar numa estimulação decisiva dos investimentos produtivos em nosso país e, portanto, em mais empregos e mais renda.

    Os problemas da infra-estrutura dependem de recursos públicos e também da facilitação de investimentos privados nos setores de energia, portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e tantos outros. Da mesma maneira, a melhoria do ensino, da educação e das condições de segurança dependem basicamente de investimentos governamentais.

    Em suma, dinheiro não está faltando para o governo. O que falta é uma boa gestão do que é arrecadado. É hora de economizar gastos correntes para reverter o excesso de arrecadação em investimentos de longo prazo.

    14-08-2007 00:00:00

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  • Público e Privado conceitos que se misturam em Búzios

    Democracia pressupõe o direito a defesa de opiniões, o livre debate de idéias, a negociação e os pactos de governabilidade. Deve-se buscar atingir o melhor para a população como um todo, interesses privados passam a assumir o seu lugar, a esfera privada, e cedem espaço ao interesse coletivo.

    O problema é como atingir o bom senso que estas definições resumem.

    Claro que em primeiro lugar não é cedendo a tribuna conquistada pela população para porta vozes com baixa qualificação e nenhum interesse público. Temos que assumir as nossas próprias tribunas, nós os cidadãos, através dos conselhos, associações e órgãos de classe.

    O que passou em Búzios com o nosso Plano Diretor que foi rasgado pelos nossos representantes, buscando atingir interesses outros que não os acordados em três Audiências Públicas realizadas na Câmara de Vereadores com as platéias lotadas e com um público participante, foi a demonstração do desprezo e do cinismo de prepostos que não merecem o lugar que ocupam.

    Os atos abusivos realizados em surdina, tentando depois, quando descobertos nos fazer acreditar que foram pegos de surpresa e que agem em interesse próprio por boa fé, são a demonstração clara de que acreditam na má memória e na resignação dos eleitores e das autoridades jurídicas do País.

    É por isto que a democracia passa para o plano da decepção, porque acreditamos sempre que as instituições vão funcionar, apenas porque elas devem funcionar. Elas só funcionarão se nós cumprirmos a nossa parte, pois estamos também na mesa de negociação e temos nosso peso. Não dá para deixar a balança pesar somente para o lado dos políticos, que fazem de seus cargos um balcão de negócios de seus interesses privados.

     A representatividade pública é uma conquista da cidadania. Os políticos ocupam cargos para defender os interesses e os ativos do povo, devem estar representando interesses de bairros, cidades e Estados e País de forma clara e transparente mediante reuniões com seus representados e prestação de contas.

    Cabe ao Poder Executivo, fiscalizado pelo Judiciário e pela população executar políticas e obras de interesse público, buscando a melhoria geral da qualidade de vida, a sustentabilidade e o desenvolvimento, cultural, social e econômico.

    Este é o beabá, da democracia, que de tão simples deve ser sempre lembrado, antes que a complexidade e as tortuosas transações ocultem o sentido básico das relações políticas, cuja forma como hoje conhecemos tem a sua origem na antiguidade grega e se desenvolviam no espaço público para tratar de assuntos da esfera pública. Para isto temos representantes. 

    Aqui, tivemos a antítese do que se acredita ser o papel do político. Legislaram beneficiando interesses privados, virando as costas para as conquistas da cidadania: O Estatuto da Cidade, O Plano Diretor e a Lei Orgânica Municipal, ao mudar a Lei de Uso do Solo, beneficiando a especulação imobiliária, com o aumento das taxas de ocupação dos terrenos.  

    O IAB RJ e o IAB Núcleo Búzios, estão enviando uma moção de protesto à Câmara Municipal de Armação de Búzios e ao Ministério Público, discordando da iniciativa dos vereadores que aprovaram Lei Complementar que descumpre os princípios estabelecidos no Plano Diretor do Município de Armação dos Búzios causando graves prejuízos ao equilíbrio do desenvolvimento urbano local pelo aumento indiscriminado das densidades. Estas iniciativas foram feitas sem base técnica sustentável contrariando os diagnósticos do Plano Diretor.

    O IAB cumpre com seu papel de representar a comunidade, em matéria de sua especialidade, colocando seu conhecimento na questão para afirmar que a Câmara exorbitou de suas funções ao legislar de forma contrária ao estabelecido no Plano Diretor aprovado. Temos que exercer o nosso papel, cada vez que os políticos esquecem o seu. O Ministério Público passa a ser a esfera recorrente desta cidade, uma vez que nossos políticos preferem ficar cegos, surdos e mudos, se fazem de mortos e continuam brincando de fazer política, só que com regras escritas por eles próprios.

    10-08-2007 00:00:00

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  • Público e Privado conceitos que se misturam em Búzios

    Democracia pressupõe o direito a defesa de opiniões, o livre debate de idéias, a negociação e os pactos de governabilidade. Deve-se buscar atingir o melhor para a população como um todo, interesses privados passam a assumir o seu lugar, a esfera privada, e cedem espaço ao interesse coletivo.

    O problema é como atingir o bom senso que estas definições resumem.

    Claro que em primeiro lugar não é cedendo a tribuna conquistada pela população para porta vozes com baixa qualificação e nenhum interesse público. Temos que assumir as nossas próprias tribunas, nós os cidadãos, através dos conselhos, associações e órgãos de classe.

    O que passou em Búzios com o nosso Plano Diretor que foi rasgado pelos nossos representantes, buscando atingir interesses outros que não os acordados em três Audiências Públicas realizadas na Câmara de Vereadores com as platéias lotadas e com um público participante, foi a demonstração do desprezo e do cinismo de prepostos que não merecem o lugar que ocupam.

    Os atos abusivos realizados em surdina, tentando depois, quando descobertos nos fazer acreditar que foram pegos de surpresa e que agem em interesse próprio por boa fé, são a demonstração clara de que acreditam na má memória e na resignação dos eleitores e das autoridades jurídicas do País.

    É por isto que a democracia passa para o plano da decepção, porque acreditamos sempre que as instituições vão funcionar, apenas porque elas devem funcionar. Elas só funcionarão se nós cumprirmos a nossa parte, pois estamos também na mesa de negociação e temos nosso peso. Não dá para deixar a balança pesar somente para o lado dos políticos, que fazem de seus cargos um balcão de negócios de seus interesses privados.

     A representatividade pública é uma conquista da cidadania. Os políticos ocupam cargos para defender os interesses e os ativos do povo, devem estar representando interesses de bairros, cidades e Estados e País de forma clara e transparente mediante reuniões com seus representados e prestação de contas.

    Cabe ao Poder Executivo, fiscalizado pelo Judiciário e pela população executar políticas e obras de interesse público, buscando a melhoria geral da qualidade de vida, a sustentabilidade e o desenvolvimento, cultural, social e econômico.

    Este é o beabá, da democracia, que de tão simples deve ser sempre lembrado, antes que a complexidade e as tortuosas transações ocultem o sentido básico das relações políticas, cuja forma como hoje conhecemos tem a sua origem na antiguidade grega e se desenvolviam no espaço público para tratar de assuntos da esfera pública. Para isto temos representantes. 

    Aqui, tivemos a antítese do que se acredita ser o papel do político. Legislaram beneficiando interesses privados, virando as costas para as conquistas da cidadania: O Estatuto da Cidade, O Plano Diretor e a Lei Orgânica Municipal, ao mudar a Lei de Uso do Solo, beneficiando a especulação imobiliária, com o aumento das taxas de ocupação dos terrenos.  

    O IAB RJ e o IAB Núcleo Búzios, estão enviando uma moção de protesto à Câmara Municipal de Armação de Búzios e ao Ministério Público, discordando da iniciativa dos vereadores que aprovaram Lei Complementar que descumpre os princípios estabelecidos no Plano Diretor do Município de Armação dos Búzios causando graves prejuízos ao equilíbrio do desenvolvimento urbano local pelo aumento indiscriminado das densidades. Estas iniciativas foram feitas sem base técnica sustentável contrariando os diagnósticos do Plano Diretor.

    O IAB cumpre com seu papel de representar a comunidade, em matéria de sua especialidade, colocando seu conhecimento na questão para afirmar que a Câmara exorbitou de suas funções ao legislar de forma contrária ao estabelecido no Plano Diretor aprovado. Temos que exercer o nosso papel, cada vez que os políticos esquecem o seu. O Ministério Público passa a ser a esfera recorrente desta cidade, uma vez que nossos políticos preferem ficar cegos, surdos e mudos, se fazem de mortos e continuam brincando de fazer política, só que com regras escritas por eles próprios.

    10-08-2007 00:00:00

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  • Público e Privado conceitos que se misturam em Búzios

    Democracia pressupõe o direito a defesa de opiniões, o livre debate de idéias, a negociação e os pactos de governabilidade. Deve-se buscar atingir o melhor para a população como um todo, interesses privados passam a assumir o seu lugar, a esfera privada, e cedem espaço ao interesse coletivo.

    O problema é como atingir o bom senso que estas definições resumem.

    Claro que em primeiro lugar não é cedendo a tribuna conquistada pela população para porta vozes com baixa qualificação e nenhum interesse público. Temos que assumir as nossas próprias tribunas, nós os cidadãos, através dos conselhos, associações e órgãos de classe.

    O que passou em Búzios com o nosso Plano Diretor que foi rasgado pelos nossos representantes, buscando atingir interesses outros que não os acordados em três Audiências Públicas realizadas na Câmara de Vereadores com as platéias lotadas e com um público participante, foi a demonstração do desprezo e do cinismo de prepostos que não merecem o lugar que ocupam.

    Os atos abusivos realizados em surdina, tentando depois, quando descobertos nos fazer acreditar que foram pegos de surpresa e que agem em interesse próprio por boa fé, são a demonstração clara de que acreditam na má memória e na resignação dos eleitores e das autoridades jurídicas do País.

    É por isto que a democracia passa para o plano da decepção, porque acreditamos sempre que as instituições vão funcionar, apenas porque elas devem funcionar. Elas só funcionarão se nós cumprirmos a nossa parte, pois estamos também na mesa de negociação e temos nosso peso. Não dá para deixar a balança pesar somente para o lado dos políticos, que fazem de seus cargos um balcão de negócios de seus interesses privados.

     A representatividade pública é uma conquista da cidadania. Os políticos ocupam cargos para defender os interesses e os ativos do povo, devem estar representando interesses de bairros, cidades e Estados e País de forma clara e transparente mediante reuniões com seus representados e prestação de contas.

    Cabe ao Poder Executivo, fiscalizado pelo Judiciário e pela população executar políticas e obras de interesse público, buscando a melhoria geral da qualidade de vida, a sustentabilidade e o desenvolvimento, cultural, social e econômico.

    Este é o beabá, da democracia, que de tão simples deve ser sempre lembrado, antes que a complexidade e as tortuosas transações ocultem o sentido básico das relações políticas, cuja forma como hoje conhecemos tem a sua origem na antiguidade grega e se desenvolviam no espaço público para tratar de assuntos da esfera pública. Para isto temos representantes. 

    Aqui, tivemos a antítese do que se acredita ser o papel do político. Legislaram beneficiando interesses privados, virando as costas para as conquistas da cidadania: O Estatuto da Cidade, O Plano Diretor e a Lei Orgânica Municipal, ao mudar a Lei de Uso do Solo, beneficiando a especulação imobiliária, com o aumento das taxas de ocupação dos terrenos.  

    O IAB RJ e o IAB Núcleo Búzios, estão enviando uma moção de protesto à Câmara Municipal de Armação de Búzios e ao Ministério Público, discordando da iniciativa dos vereadores que aprovaram Lei Complementar que descumpre os princípios estabelecidos no Plano Diretor do Município de Armação dos Búzios causando graves prejuízos ao equilíbrio do desenvolvimento urbano local pelo aumento indiscriminado das densidades. Estas iniciativas foram feitas sem base técnica sustentável contrariando os diagnósticos do Plano Diretor.

    O IAB cumpre com seu papel de representar a comunidade, em matéria de sua especialidade, colocando seu conhecimento na questão para afirmar que a Câmara exorbitou de suas funções ao legislar de forma contrária ao estabelecido no Plano Diretor aprovado. Temos que exercer o nosso papel, cada vez que os políticos esquecem o seu. O Ministério Público passa a ser a esfera recorrente desta cidade, uma vez que nossos políticos preferem ficar cegos, surdos e mudos, se fazem de mortos e continuam brincando de fazer política, só que com regras escritas por eles próprios.

    10-08-2007 00:00:00

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  • Público e Privado conceitos que se misturam em Búzios

    Democracia pressupõe o direito a defesa de opiniões, o livre debate de idéias, a negociação e os pactos de governabilidade. Deve-se buscar atingir o melhor para a população como um todo, interesses privados passam a assumir o seu lugar, a esfera privada, e cedem espaço ao interesse coletivo.

    O problema é como atingir o bom senso que estas definições resumem.

    Claro que em primeiro lugar não é cedendo a tribuna conquistada pela população para porta vozes com baixa qualificação e nenhum interesse público. Temos que assumir as nossas próprias tribunas, nós os cidadãos, através dos conselhos, associações e órgãos de classe.

    O que passou em Búzios com o nosso Plano Diretor que foi rasgado pelos nossos representantes, buscando atingir interesses outros que não os acordados em três Audiências Públicas realizadas na Câmara de Vereadores com as platéias lotadas e com um público participante, foi a demonstração do desprezo e do cinismo de prepostos que não merecem o lugar que ocupam.

    Os atos abusivos realizados em surdina, tentando depois, quando descobertos nos fazer acreditar que foram pegos de surpresa e que agem em interesse próprio por boa fé, são a demonstração clara de que acreditam na má memória e na resignação dos eleitores e das autoridades jurídicas do País.

    É por isto que a democracia passa para o plano da decepção, porque acreditamos sempre que as instituições vão funcionar, apenas porque elas devem funcionar. Elas só funcionarão se nós cumprirmos a nossa parte, pois estamos também na mesa de negociação e temos nosso peso. Não dá para deixar a balança pesar somente para o lado dos políticos, que fazem de seus cargos um balcão de negócios de seus interesses privados.

     A representatividade pública é uma conquista da cidadania. Os políticos ocupam cargos para defender os interesses e os ativos do povo, devem estar representando interesses de bairros, cidades e Estados e País de forma clara e transparente mediante reuniões com seus representados e prestação de contas.

    Cabe ao Poder Executivo, fiscalizado pelo Judiciário e pela população executar políticas e obras de interesse público, buscando a melhoria geral da qualidade de vida, a sustentabilidade e o desenvolvimento, cultural, social e econômico.

    Este é o beabá, da democracia, que de tão simples deve ser sempre lembrado, antes que a complexidade e as tortuosas transações ocultem o sentido básico das relações políticas, cuja forma como hoje conhecemos tem a sua origem na antiguidade grega e se desenvolviam no espaço público para tratar de assuntos da esfera pública. Para isto temos representantes. 

    Aqui, tivemos a antítese do que se acredita ser o papel do político. Legislaram beneficiando interesses privados, virando as costas para as conquistas da cidadania: O Estatuto da Cidade, O Plano Diretor e a Lei Orgânica Municipal, ao mudar a Lei de Uso do Solo, beneficiando a especulação imobiliária, com o aumento das taxas de ocupação dos terrenos.  

    O IAB RJ e o IAB Núcleo Búzios, estão enviando uma moção de protesto à Câmara Municipal de Armação de Búzios e ao Ministério Público, discordando da iniciativa dos vereadores que aprovaram Lei Complementar que descumpre os princípios estabelecidos no Plano Diretor do Município de Armação dos Búzios causando graves prejuízos ao equilíbrio do desenvolvimento urbano local pelo aumento indiscriminado das densidades. Estas iniciativas foram feitas sem base técnica sustentável contrariando os diagnósticos do Plano Diretor.

    O IAB cumpre com seu papel de representar a comunidade, em matéria de sua especialidade, colocando seu conhecimento na questão para afirmar que a Câmara exorbitou de suas funções ao legislar de forma contrária ao estabelecido no Plano Diretor aprovado. Temos que exercer o nosso papel, cada vez que os políticos esquecem o seu. O Ministério Público passa a ser a esfera recorrente desta cidade, uma vez que nossos políticos preferem ficar cegos, surdos e mudos, se fazem de mortos e continuam brincando de fazer política, só que com regras escritas por eles próprios.

    10-08-2007 00:00:00

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  • LEPTOSPIROSE IN FERRADURA

    O bairro da Ferradura, em Armação dos Búzios, tem sua origem mais recente, no Loteamento datado de 1968, cujos mapas e memorial descritivo foram registrados em cartório de Cabo Frio, e que descrevem quais áreas pertencem ao Patrimônio Municipal. Lendo a Escritura de Convenção, que também foi registrada em Cartório, fica-se satisfeito com a intenção dos proprietários da Sociedade Civil, equivocadamente nomeada de Condomínio do Atlântico, em fazer da Ferradura um verdadeiro paraíso, com terrenos grandes, construções dentro de regras de preservação ambiental, praças, jardins, iate clube, avenidas e ruas largas, calçadas, áreas reservadas de florestas, áreas para escola, alojamento para empregados, enfim, manter o condomínio estritamente residencial e florido, assim.....como se fosse, digamos, para quem gosta de vinho, pode e tem bom gosto, um Queijo Suíço.

    Mas, onde há queijo, existem ratos na espreita. Ratos Oficiais, Ratos do Local, Ratos Imobiliários, Ratos Legislativos, Ratos Políticos, Ratos de Fora, Ratos de Dentro, Ratos Estrangeiros, ratinhos cegos, surdos e mudos, que se contentam em sentir o cheiro do queijo e, o que é pior, RATAZANA.

    E como sempre acontece em lugares cuja ordem social não é reclamada, a RATAZANA, com a cumplicidade dos ratinhos, isto é, dos camundongos, conseguiu enganá-los. Os Camundongos achavam que pelo menos um pedacinho de queijo seria distribuído. Ledo engano. Esqueceram que o queijo era Suíço. Só aos nobres ratões cabe consumir.

    E, assim, o que era Paraíso, está virando um inferno. Ratos procriam-se, em velocidade alarmante, mordendo o queijo freneticamente e com tal velocidade que nem os homens da Lei conseguem parar a festa. Alegam que têm que pensar numa estratégia, pois as RATAZANAS multiplicam-se e podem atrair grupos de outras paragens para defender seu pedaço do queijo.

    Eis que atualmente o Queijo, não podendo mais ser dividido e com ratos crescendo, tomando o status de RATAZANA, bola um grande finale. Redivide o pedaço restante do queijo, usurpando o pedaço que caberia aos camundongos. Alegam que aqueles pedacinhos lhes pertenciam. Numa quase perfeita manobra, somem com um pedaço do queijo registrando o fato em cartório, sem nenhuma justificativa. Segue-se a comilança com a solicitação ao Cartório, feita por aqueles que traíram o desejo do bairro da Ferradura ser um paraíso. E diante de tamanha fome, o Cartório justifica. E assim, o que restava do queijo continua sendo devorado. Enquanto isto a população corre o risco de ser contaminada com LEPTOSPIROSE, tamanha é a quantidade de RATOS urinando no território de Armação dos Búzios, nesta festa, agora, sem queijo e sem vinho. Simplesmente diabólica e fedorenta.

    Nota do Editor - A fábula contada nesta secção é uma curta narrativa, em prosa, que trabalha com personagens animais, e que agem como se fossem humanos, e que ilustra um preceito moral.

    É notável a fábula assinada pelo colaborador Romeiro Medeiros, e por isso merece um destaque especial na seção.

    09-08-2007 00:00:00

    saiba mais
  • LEPTOSPIROSE IN FERRADURA

    O bairro da Ferradura, em Armação dos Búzios, tem sua origem mais recente, no Loteamento datado de 1968, cujos mapas e memorial descritivo foram registrados em cartório de Cabo Frio, e que descrevem quais áreas pertencem ao Patrimônio Municipal. Lendo a Escritura de Convenção, que também foi registrada em Cartório, fica-se satisfeito com a intenção dos proprietários da Sociedade Civil, equivocadamente nomeada de Condomínio do Atlântico, em fazer da Ferradura um verdadeiro paraíso, com terrenos grandes, construções dentro de regras de preservação ambiental, praças, jardins, iate clube, avenidas e ruas largas, calçadas, áreas reservadas de florestas, áreas para escola, alojamento para empregados, enfim, manter o condomínio estritamente residencial e florido, assim.....como se fosse, digamos, para quem gosta de vinho, pode e tem bom gosto, um Queijo Suíço.

    Mas, onde há queijo, existem ratos na espreita. Ratos Oficiais, Ratos do Local, Ratos Imobiliários, Ratos Legislativos, Ratos Políticos, Ratos de Fora, Ratos de Dentro, Ratos Estrangeiros, ratinhos cegos, surdos e mudos, que se contentam em sentir o cheiro do queijo e, o que é pior, RATAZANA.

    E como sempre acontece em lugares cuja ordem social não é reclamada, a RATAZANA, com a cumplicidade dos ratinhos, isto é, dos camundongos, conseguiu enganá-los. Os Camundongos achavam que pelo menos um pedacinho de queijo seria distribuído. Ledo engano. Esqueceram que o queijo era Suíço. Só aos nobres ratões cabe consumir.

    E, assim, o que era Paraíso, está virando um inferno. Ratos procriam-se, em velocidade alarmante, mordendo o queijo freneticamente e com tal velocidade que nem os homens da Lei conseguem parar a festa. Alegam que têm que pensar numa estratégia, pois as RATAZANAS multiplicam-se e podem atrair grupos de outras paragens para defender seu pedaço do queijo.

    Eis que atualmente o Queijo, não podendo mais ser dividido e com ratos crescendo, tomando o status de RATAZANA, bola um grande finale. Redivide o pedaço restante do queijo, usurpando o pedaço que caberia aos camundongos. Alegam que aqueles pedacinhos lhes pertenciam. Numa quase perfeita manobra, somem com um pedaço do queijo registrando o fato em cartório, sem nenhuma justificativa. Segue-se a comilança com a solicitação ao Cartório, feita por aqueles que traíram o desejo do bairro da Ferradura ser um paraíso. E diante de tamanha fome, o Cartório justifica. E assim, o que restava do queijo continua sendo devorado. Enquanto isto a população corre o risco de ser contaminada com LEPTOSPIROSE, tamanha é a quantidade de RATOS urinando no território de Armação dos Búzios, nesta festa, agora, sem queijo e sem vinho. Simplesmente diabólica e fedorenta.

    Nota do Editor - A fábula contada nesta secção é uma curta narrativa, em prosa, que trabalha com personagens animais, e que agem como se fossem humanos, e que ilustra um preceito moral.

    É notável a fábula assinada pelo colaborador Romeiro Medeiros, e por isso merece um destaque especial na seção.

    09-08-2007 00:00:00

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  • LEPTOSPIROSE IN FERRADURA

    O bairro da Ferradura, em Armação dos Búzios, tem sua origem mais recente, no Loteamento datado de 1968, cujos mapas e memorial descritivo foram registrados em cartório de Cabo Frio, e que descrevem quais áreas pertencem ao Patrimônio Municipal. Lendo a Escritura de Convenção, que também foi registrada em Cartório, fica-se satisfeito com a intenção dos proprietários da Sociedade Civil, equivocadamente nomeada de Condomínio do Atlântico, em fazer da Ferradura um verdadeiro paraíso, com terrenos grandes, construções dentro de regras de preservação ambiental, praças, jardins, iate clube, avenidas e ruas largas, calçadas, áreas reservadas de florestas, áreas para escola, alojamento para empregados, enfim, manter o condomínio estritamente residencial e florido, assim.....como se fosse, digamos, para quem gosta de vinho, pode e tem bom gosto, um Queijo Suíço.

    Mas, onde há queijo, existem ratos na espreita. Ratos Oficiais, Ratos do Local, Ratos Imobiliários, Ratos Legislativos, Ratos Políticos, Ratos de Fora, Ratos de Dentro, Ratos Estrangeiros, ratinhos cegos, surdos e mudos, que se contentam em sentir o cheiro do queijo e, o que é pior, RATAZANA.

    E como sempre acontece em lugares cuja ordem social não é reclamada, a RATAZANA, com a cumplicidade dos ratinhos, isto é, dos camundongos, conseguiu enganá-los. Os Camundongos achavam que pelo menos um pedacinho de queijo seria distribuído. Ledo engano. Esqueceram que o queijo era Suíço. Só aos nobres ratões cabe consumir.

    E, assim, o que era Paraíso, está virando um inferno. Ratos procriam-se, em velocidade alarmante, mordendo o queijo freneticamente e com tal velocidade que nem os homens da Lei conseguem parar a festa. Alegam que têm que pensar numa estratégia, pois as RATAZANAS multiplicam-se e podem atrair grupos de outras paragens para defender seu pedaço do queijo.

    Eis que atualmente o Queijo, não podendo mais ser dividido e com ratos crescendo, tomando o status de RATAZANA, bola um grande finale. Redivide o pedaço restante do queijo, usurpando o pedaço que caberia aos camundongos. Alegam que aqueles pedacinhos lhes pertenciam. Numa quase perfeita manobra, somem com um pedaço do queijo registrando o fato em cartório, sem nenhuma justificativa. Segue-se a comilança com a solicitação ao Cartório, feita por aqueles que traíram o desejo do bairro da Ferradura ser um paraíso. E diante de tamanha fome, o Cartório justifica. E assim, o que restava do queijo continua sendo devorado. Enquanto isto a população corre o risco de ser contaminada com LEPTOSPIROSE, tamanha é a quantidade de RATOS urinando no território de Armação dos Búzios, nesta festa, agora, sem queijo e sem vinho. Simplesmente diabólica e fedorenta.

    Nota do Editor - A fábula contada nesta secção é uma curta narrativa, em prosa, que trabalha com personagens animais, e que agem como se fossem humanos, e que ilustra um preceito moral.

    É notável a fábula assinada pelo colaborador Romeiro Medeiros, e por isso merece um destaque especial na seção.

    09-08-2007 00:00:00

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  • LEPTOSPIROSE IN FERRADURA

    O bairro da Ferradura, em Armação dos Búzios, tem sua origem mais recente, no Loteamento datado de 1968, cujos mapas e memorial descritivo foram registrados em cartório de Cabo Frio, e que descrevem quais áreas pertencem ao Patrimônio Municipal. Lendo a Escritura de Convenção, que também foi registrada em Cartório, fica-se satisfeito com a intenção dos proprietários da Sociedade Civil, equivocadamente nomeada de Condomínio do Atlântico, em fazer da Ferradura um verdadeiro paraíso, com terrenos grandes, construções dentro de regras de preservação ambiental, praças, jardins, iate clube, avenidas e ruas largas, calçadas, áreas reservadas de florestas, áreas para escola, alojamento para empregados, enfim, manter o condomínio estritamente residencial e florido, assim.....como se fosse, digamos, para quem gosta de vinho, pode e tem bom gosto, um Queijo Suíço.

    Mas, onde há queijo, existem ratos na espreita. Ratos Oficiais, Ratos do Local, Ratos Imobiliários, Ratos Legislativos, Ratos Políticos, Ratos de Fora, Ratos de Dentro, Ratos Estrangeiros, ratinhos cegos, surdos e mudos, que se contentam em sentir o cheiro do queijo e, o que é pior, RATAZANA.

    E como sempre acontece em lugares cuja ordem social não é reclamada, a RATAZANA, com a cumplicidade dos ratinhos, isto é, dos camundongos, conseguiu enganá-los. Os Camundongos achavam que pelo menos um pedacinho de queijo seria distribuído. Ledo engano. Esqueceram que o queijo era Suíço. Só aos nobres ratões cabe consumir.

    E, assim, o que era Paraíso, está virando um inferno. Ratos procriam-se, em velocidade alarmante, mordendo o queijo freneticamente e com tal velocidade que nem os homens da Lei conseguem parar a festa. Alegam que têm que pensar numa estratégia, pois as RATAZANAS multiplicam-se e podem atrair grupos de outras paragens para defender seu pedaço do queijo.

    Eis que atualmente o Queijo, não podendo mais ser dividido e com ratos crescendo, tomando o status de RATAZANA, bola um grande finale. Redivide o pedaço restante do queijo, usurpando o pedaço que caberia aos camundongos. Alegam que aqueles pedacinhos lhes pertenciam. Numa quase perfeita manobra, somem com um pedaço do queijo registrando o fato em cartório, sem nenhuma justificativa. Segue-se a comilança com a solicitação ao Cartório, feita por aqueles que traíram o desejo do bairro da Ferradura ser um paraíso. E diante de tamanha fome, o Cartório justifica. E assim, o que restava do queijo continua sendo devorado. Enquanto isto a população corre o risco de ser contaminada com LEPTOSPIROSE, tamanha é a quantidade de RATOS urinando no território de Armação dos Búzios, nesta festa, agora, sem queijo e sem vinho. Simplesmente diabólica e fedorenta.

    Nota do Editor - A fábula contada nesta secção é uma curta narrativa, em prosa, que trabalha com personagens animais, e que agem como se fossem humanos, e que ilustra um preceito moral.

    É notável a fábula assinada pelo colaborador Romeiro Medeiros, e por isso merece um destaque especial na seção.

    09-08-2007 00:00:00

    saiba mais
  • O papel da Justiça Eleitoral

    Grande parte da população tem a percepção equivocada de que o papel da Justiça Eleitoral limitar-se-ia ao planejamento e à realização das eleições, quando, na verdade, a instituição desempenha relevante missão social de fomento do sentimento de cidadania no eleitorado, através de programas implementados em nosso Estado por iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Com efeito, programas como voto consciente, eleitor do futuro e mesário voluntário têm contribuído para despertar, no cidadão, a consciência de que é ele a peça fundamental no jogo democrático, sendo também o responsável pela evolução contínua indispensável ao aprimoramento do sistema eleitoral.

    Começo tratando do programa denominado voto consciente, no qual o Tribunal, que em suas decisões tem demonstrado preocupação com a ética na política e vem coibindo as práticas abusivas que colidem com o interesse público, objetiva atuar como facilitador na apreensão de informações que contribuam para a prática efetiva da democracia e a conscientização do valor do voto. Nessa linha, a campanha abordará temas relevantes ao exercício do voto, como a cidadania no Brasil, a corrupção eleitoral, o abuso de poder econômico e político, a conscientização política enquanto elemento de fortalecimento da democracia e o voto nulo.

    O programa eleitor do futuro, em execução desde 2003, visa contribuir não só para a formação cultural e cívica dos jovens, mas transmitir às novas gerações a visão da política como uma atividade nobre, essencial à democracia e à convivência humana.

    Objetivando a conscientização do eleitorado mais jovem, o TRE/RJ lançou, em 2004, a Campanha Fala Sério: Vota!, como parte do Programa Eleitor do Futuro, com o objetivo de estimular jovens entre 16 e 17 anos a se alistarem eleitores, após um levantamento estatístico que apontou o afastamento do jovem eleitor do Rio de Janeiro do processo político, já que apenas 25% tinham título de eleitor.

    O resultado da Campanha foi bastante positivo, eis que, de março a maio de 2004, o Estado apresentou um aumento de 77.813 no número de títulos eleitorais, sendo 19.998 no Município do Rio de Janeiro.

    Desde então, nosso Tribunal tem atuado em instituições de ensino e organizações não-governamentais, através de palestras realizadas pela Assessoria de Comunicação Social juntamente com a Secretaria de Tecnologia da Informação, que fornece as urnas eletrônicas para eleição simulada, sendo que, em 24 de janeiro de 2007, foi publicada a Resolução TRE Nr. 665/07, estabelecendo a adoção de programas voltados para o caráter social da Justiça Eleitoral, como uma das finalidades da Escola Judiciária Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Oportuno salientar que, com o objetivo de otimizar os resultados obtidos com a implantação do programa eleitor do futuro no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, nosso Tribunal reformulará o programa visando atingir um número maior de jovens, familiarizando-os com os procedimentos eleitorais, com o significado e a importância do voto, plantando, assim, a semente da conscientização política na futura geração de eleitores do Rio de Janeiro.

    Já através do programa denominado Mesário Voluntário, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro vem trabalhando no intuito de buscar voluntários para o serviço eleitoral, atuando como mesários e auxiliares nos dias de eleição, evitando, assim, a convocação indispensável à realização das eleições.

    Para atingir tais fins, foi criado, no site de nosso Tribunal na Internet, o Link Mesário Voluntário, contendo informações para a realização de inscrições que são direcionadas às Zonas Eleitorais correspondentes.

    No ano de 2006, algumas Universidades aderiram à campanha e concederam horas de atividades complementares aos estudantes do curso de Direito que prestaram tais serviços e, em virtude do êxito alcançado, nossa Escola Judiciária Eleitoral pretende estender a solicitação de adesão ao maior número possível de Universidades no Estado do Rio de Janeiro, visando alcançar todos os cursos e não apenas os de Direito, já que, independente da área de estudo do voluntário, sua conduta demonstra comprometimento com o país e consciência de sua missão enquanto agente indispensável à evolução da cidadania.

    À luz de todo o exposto, percebe-se que, longe de se limitar aos trabalhos referentes à realização das eleições, a missão do Tribunal Regional Eleitoral de nosso Estado é sobremodo maior, eis que, inegavelmente, o Tribunal é a instituição responsável por garantir os meios efetivos para que a sociedade fluminense possa, de forma plena e legítima, manifestar sua vontade.

    08-08-2007 00:00:00

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  • O papel da Justiça Eleitoral

    Grande parte da população tem a percepção equivocada de que o papel da Justiça Eleitoral limitar-se-ia ao planejamento e à realização das eleições, quando, na verdade, a instituição desempenha relevante missão social de fomento do sentimento de cidadania no eleitorado, através de programas implementados em nosso Estado por iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Com efeito, programas como voto consciente, eleitor do futuro e mesário voluntário têm contribuído para despertar, no cidadão, a consciência de que é ele a peça fundamental no jogo democrático, sendo também o responsável pela evolução contínua indispensável ao aprimoramento do sistema eleitoral.

    Começo tratando do programa denominado voto consciente, no qual o Tribunal, que em suas decisões tem demonstrado preocupação com a ética na política e vem coibindo as práticas abusivas que colidem com o interesse público, objetiva atuar como facilitador na apreensão de informações que contribuam para a prática efetiva da democracia e a conscientização do valor do voto. Nessa linha, a campanha abordará temas relevantes ao exercício do voto, como a cidadania no Brasil, a corrupção eleitoral, o abuso de poder econômico e político, a conscientização política enquanto elemento de fortalecimento da democracia e o voto nulo.

    O programa eleitor do futuro, em execução desde 2003, visa contribuir não só para a formação cultural e cívica dos jovens, mas transmitir às novas gerações a visão da política como uma atividade nobre, essencial à democracia e à convivência humana.

    Objetivando a conscientização do eleitorado mais jovem, o TRE/RJ lançou, em 2004, a Campanha Fala Sério: Vota!, como parte do Programa Eleitor do Futuro, com o objetivo de estimular jovens entre 16 e 17 anos a se alistarem eleitores, após um levantamento estatístico que apontou o afastamento do jovem eleitor do Rio de Janeiro do processo político, já que apenas 25% tinham título de eleitor.

    O resultado da Campanha foi bastante positivo, eis que, de março a maio de 2004, o Estado apresentou um aumento de 77.813 no número de títulos eleitorais, sendo 19.998 no Município do Rio de Janeiro.

    Desde então, nosso Tribunal tem atuado em instituições de ensino e organizações não-governamentais, através de palestras realizadas pela Assessoria de Comunicação Social juntamente com a Secretaria de Tecnologia da Informação, que fornece as urnas eletrônicas para eleição simulada, sendo que, em 24 de janeiro de 2007, foi publicada a Resolução TRE Nr. 665/07, estabelecendo a adoção de programas voltados para o caráter social da Justiça Eleitoral, como uma das finalidades da Escola Judiciária Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Oportuno salientar que, com o objetivo de otimizar os resultados obtidos com a implantação do programa eleitor do futuro no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, nosso Tribunal reformulará o programa visando atingir um número maior de jovens, familiarizando-os com os procedimentos eleitorais, com o significado e a importância do voto, plantando, assim, a semente da conscientização política na futura geração de eleitores do Rio de Janeiro.

    Já através do programa denominado Mesário Voluntário, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro vem trabalhando no intuito de buscar voluntários para o serviço eleitoral, atuando como mesários e auxiliares nos dias de eleição, evitando, assim, a convocação indispensável à realização das eleições.

    Para atingir tais fins, foi criado, no site de nosso Tribunal na Internet, o Link Mesário Voluntário, contendo informações para a realização de inscrições que são direcionadas às Zonas Eleitorais correspondentes.

    No ano de 2006, algumas Universidades aderiram à campanha e concederam horas de atividades complementares aos estudantes do curso de Direito que prestaram tais serviços e, em virtude do êxito alcançado, nossa Escola Judiciária Eleitoral pretende estender a solicitação de adesão ao maior número possível de Universidades no Estado do Rio de Janeiro, visando alcançar todos os cursos e não apenas os de Direito, já que, independente da área de estudo do voluntário, sua conduta demonstra comprometimento com o país e consciência de sua missão enquanto agente indispensável à evolução da cidadania.

    À luz de todo o exposto, percebe-se que, longe de se limitar aos trabalhos referentes à realização das eleições, a missão do Tribunal Regional Eleitoral de nosso Estado é sobremodo maior, eis que, inegavelmente, o Tribunal é a instituição responsável por garantir os meios efetivos para que a sociedade fluminense possa, de forma plena e legítima, manifestar sua vontade.

    08-08-2007 00:00:00

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  • O papel da Justiça Eleitoral

    Grande parte da população tem a percepção equivocada de que o papel da Justiça Eleitoral limitar-se-ia ao planejamento e à realização das eleições, quando, na verdade, a instituição desempenha relevante missão social de fomento do sentimento de cidadania no eleitorado, através de programas implementados em nosso Estado por iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Com efeito, programas como voto consciente, eleitor do futuro e mesário voluntário têm contribuído para despertar, no cidadão, a consciência de que é ele a peça fundamental no jogo democrático, sendo também o responsável pela evolução contínua indispensável ao aprimoramento do sistema eleitoral.

    Começo tratando do programa denominado voto consciente, no qual o Tribunal, que em suas decisões tem demonstrado preocupação com a ética na política e vem coibindo as práticas abusivas que colidem com o interesse público, objetiva atuar como facilitador na apreensão de informações que contribuam para a prática efetiva da democracia e a conscientização do valor do voto. Nessa linha, a campanha abordará temas relevantes ao exercício do voto, como a cidadania no Brasil, a corrupção eleitoral, o abuso de poder econômico e político, a conscientização política enquanto elemento de fortalecimento da democracia e o voto nulo.

    O programa eleitor do futuro, em execução desde 2003, visa contribuir não só para a formação cultural e cívica dos jovens, mas transmitir às novas gerações a visão da política como uma atividade nobre, essencial à democracia e à convivência humana.

    Objetivando a conscientização do eleitorado mais jovem, o TRE/RJ lançou, em 2004, a Campanha Fala Sério: Vota!, como parte do Programa Eleitor do Futuro, com o objetivo de estimular jovens entre 16 e 17 anos a se alistarem eleitores, após um levantamento estatístico que apontou o afastamento do jovem eleitor do Rio de Janeiro do processo político, já que apenas 25% tinham título de eleitor.

    O resultado da Campanha foi bastante positivo, eis que, de março a maio de 2004, o Estado apresentou um aumento de 77.813 no número de títulos eleitorais, sendo 19.998 no Município do Rio de Janeiro.

    Desde então, nosso Tribunal tem atuado em instituições de ensino e organizações não-governamentais, através de palestras realizadas pela Assessoria de Comunicação Social juntamente com a Secretaria de Tecnologia da Informação, que fornece as urnas eletrônicas para eleição simulada, sendo que, em 24 de janeiro de 2007, foi publicada a Resolução TRE Nr. 665/07, estabelecendo a adoção de programas voltados para o caráter social da Justiça Eleitoral, como uma das finalidades da Escola Judiciária Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Oportuno salientar que, com o objetivo de otimizar os resultados obtidos com a implantação do programa eleitor do futuro no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, nosso Tribunal reformulará o programa visando atingir um número maior de jovens, familiarizando-os com os procedimentos eleitorais, com o significado e a importância do voto, plantando, assim, a semente da conscientização política na futura geração de eleitores do Rio de Janeiro.

    Já através do programa denominado Mesário Voluntário, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro vem trabalhando no intuito de buscar voluntários para o serviço eleitoral, atuando como mesários e auxiliares nos dias de eleição, evitando, assim, a convocação indispensável à realização das eleições.

    Para atingir tais fins, foi criado, no site de nosso Tribunal na Internet, o Link Mesário Voluntário, contendo informações para a realização de inscrições que são direcionadas às Zonas Eleitorais correspondentes.

    No ano de 2006, algumas Universidades aderiram à campanha e concederam horas de atividades complementares aos estudantes do curso de Direito que prestaram tais serviços e, em virtude do êxito alcançado, nossa Escola Judiciária Eleitoral pretende estender a solicitação de adesão ao maior número possível de Universidades no Estado do Rio de Janeiro, visando alcançar todos os cursos e não apenas os de Direito, já que, independente da área de estudo do voluntário, sua conduta demonstra comprometimento com o país e consciência de sua missão enquanto agente indispensável à evolução da cidadania.

    À luz de todo o exposto, percebe-se que, longe de se limitar aos trabalhos referentes à realização das eleições, a missão do Tribunal Regional Eleitoral de nosso Estado é sobremodo maior, eis que, inegavelmente, o Tribunal é a instituição responsável por garantir os meios efetivos para que a sociedade fluminense possa, de forma plena e legítima, manifestar sua vontade.

    08-08-2007 00:00:00

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    Grande parte da população tem a percepção equivocada de que o papel da Justiça Eleitoral limitar-se-ia ao planejamento e à realização das eleições, quando, na verdade, a instituição desempenha relevante missão social de fomento do sentimento de cidadania no eleitorado, através de programas implementados em nosso Estado por iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Com efeito, programas como voto consciente, eleitor do futuro e mesário voluntário têm contribuído para despertar, no cidadão, a consciência de que é ele a peça fundamental no jogo democrático, sendo também o responsável pela evolução contínua indispensável ao aprimoramento do sistema eleitoral.

    Começo tratando do programa denominado voto consciente, no qual o Tribunal, que em suas decisões tem demonstrado preocupação com a ética na política e vem coibindo as práticas abusivas que colidem com o interesse público, objetiva atuar como facilitador na apreensão de informações que contribuam para a prática efetiva da democracia e a conscientização do valor do voto. Nessa linha, a campanha abordará temas relevantes ao exercício do voto, como a cidadania no Brasil, a corrupção eleitoral, o abuso de poder econômico e político, a conscientização política enquanto elemento de fortalecimento da democracia e o voto nulo.

    O programa eleitor do futuro, em execução desde 2003, visa contribuir não só para a formação cultural e cívica dos jovens, mas transmitir às novas gerações a visão da política como uma atividade nobre, essencial à democracia e à convivência humana.

    Objetivando a conscientização do eleitorado mais jovem, o TRE/RJ lançou, em 2004, a Campanha Fala Sério: Vota!, como parte do Programa Eleitor do Futuro, com o objetivo de estimular jovens entre 16 e 17 anos a se alistarem eleitores, após um levantamento estatístico que apontou o afastamento do jovem eleitor do Rio de Janeiro do processo político, já que apenas 25% tinham título de eleitor.

    O resultado da Campanha foi bastante positivo, eis que, de março a maio de 2004, o Estado apresentou um aumento de 77.813 no número de títulos eleitorais, sendo 19.998 no Município do Rio de Janeiro.

    Desde então, nosso Tribunal tem atuado em instituições de ensino e organizações não-governamentais, através de palestras realizadas pela Assessoria de Comunicação Social juntamente com a Secretaria de Tecnologia da Informação, que fornece as urnas eletrônicas para eleição simulada, sendo que, em 24 de janeiro de 2007, foi publicada a Resolução TRE Nr. 665/07, estabelecendo a adoção de programas voltados para o caráter social da Justiça Eleitoral, como uma das finalidades da Escola Judiciária Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Oportuno salientar que, com o objetivo de otimizar os resultados obtidos com a implantação do programa eleitor do futuro no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, nosso Tribunal reformulará o programa visando atingir um número maior de jovens, familiarizando-os com os procedimentos eleitorais, com o significado e a importância do voto, plantando, assim, a semente da conscientização política na futura geração de eleitores do Rio de Janeiro.

    Já através do programa denominado Mesário Voluntário, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro vem trabalhando no intuito de buscar voluntários para o serviço eleitoral, atuando como mesários e auxiliares nos dias de eleição, evitando, assim, a convocação indispensável à realização das eleições.

    Para atingir tais fins, foi criado, no site de nosso Tribunal na Internet, o Link Mesário Voluntário, contendo informações para a realização de inscrições que são direcionadas às Zonas Eleitorais correspondentes.

    No ano de 2006, algumas Universidades aderiram à campanha e concederam horas de atividades complementares aos estudantes do curso de Direito que prestaram tais serviços e, em virtude do êxito alcançado, nossa Escola Judiciária Eleitoral pretende estender a solicitação de adesão ao maior número possível de Universidades no Estado do Rio de Janeiro, visando alcançar todos os cursos e não apenas os de Direito, já que, independente da área de estudo do voluntário, sua conduta demonstra comprometimento com o país e consciência de sua missão enquanto agente indispensável à evolução da cidadania.

    À luz de todo o exposto, percebe-se que, longe de se limitar aos trabalhos referentes à realização das eleições, a missão do Tribunal Regional Eleitoral de nosso Estado é sobremodo maior, eis que, inegavelmente, o Tribunal é a instituição responsável por garantir os meios efetivos para que a sociedade fluminense possa, de forma plena e legítima, manifestar sua vontade.

    08-08-2007 00:00:00

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  • EDITORIAL - A toque de caixa na terra do top-top-top

    Na sessão da quinta-feira passada, a Câmara de Vereadores aprovou regime de urgência, para tramitar na Casa com vistas à aprovação, uma Reforma Administrativa, para equipar o Executivo com uma estrutura óssea para a sua organização.

    Sem diagnóstico feito antes, nem mesmo mostrando claramente a sua estratégia governamental, ou ações futuras que quer enfatizar, o que poderia justificar uma mudança, o Executivo enviou um Projeto de Lei - o de Nr. 25/2007 -, que dispõe sobre a Reforma Administrativa, define a estrutura organizacional básica do Poder Executivo, revoga leis que menciona, e dá outras providências.

    O projeto é uma ode à incompetência, ao despreparo, e resulta num acomodograma de mau gosto. Parece ser, não só um trenzinho da alegria, mas também é um carrossel eleitoral, com direitos a fogos e muito festejo.

    A reação da Câmara de Vereadores, aprovando urgência na Reforma Administrativa cheira mal. Cheira perante a opinião pública a fisiologismo, cheira à ‘troca-troca’, cheira a conchavo em detrimento dos interesses coletivos. Com a urgência aprovada, não há tempo, para examinar os termos do projeto, e expõe os vereadores, pelo menos os vereadores, que aprovaram a medida, sob suspeita de terem tergiversado com interesses pessoais.

    Em outra oportunidade, foi chamada a atenção, que a urgência, no trato de uma matéria tão complexa, poderia levar os vereadores a confundir um coelho com uma lebre.

    Com essa correria não saberão os vereadores responder, por que regras, que dispõem sobre contencioso administrativo, ou que dizem respeito a um código de ética estão entre o emaranhado da Reforma Administrativa, que dispõe sobre estrutura organizacional.

    Em lugar de se debruçarem sobre o projeto dos Transportes Coletivos, que no Município o governo foi obrigado judicialmente a sair do estado letárgico, e encaminhar uma solução, para responder a uma das mais importantes demandas da coletividade - transporte [em breve, sequer recursos da União para esse setor o Município terá direito, se não tiver o setor funcionando sob firme regulamento]; em lugar de prosseguirem na discussão do Código Ambiental, se ocupam de uma questão absolutamente intestinal, conferindo urgência, e decidindo ‘a toque de caixa’. É desnecessário ressaltar a importância do Código Ambiental, que jaz nas gavetas, enquanto a ocupação se dá comprometendo o que há de mais valioso - a nossa natureza.

    A organização ou reorganização de uma entidade se faz primeiro a partir do rastreamento do presente cotidiano, o que se consegue depois de um programa extenso de entrevistas. Daí, se passa para o diagnóstico, identificando onde estão os gargalos, ou os ralos, se for o caso. Ao fundo disso, sempre presente os objetivos e os compromissos a serem atingidos, evidentemente, em se tratado do setor público, que esses compromissos sejam republicanos.

    Os vereadores não podem esquecer que são legisladores e fiscalizadores do Executivo, mas também, e isso não pode ser esquecido, que são co-gestores e co-responsáveis pela coisa pública na Cidade, e, por isso, serão julgados juntos com o prefeito.

    Isso, não levado em conta, é o mesmo que fazer ‘top-top-top’ para o povo buziano.

    07-08-2007 00:00:00

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  • EDITORIAL - A toque de caixa na terra do top-top-top

    Na sessão da quinta-feira passada, a Câmara de Vereadores aprovou regime de urgência, para tramitar na Casa com vistas à aprovação, uma Reforma Administrativa, para equipar o Executivo com uma estrutura óssea para a sua organização.

    Sem diagnóstico feito antes, nem mesmo mostrando claramente a sua estratégia governamental, ou ações futuras que quer enfatizar, o que poderia justificar uma mudança, o Executivo enviou um Projeto de Lei - o de Nr. 25/2007 -, que dispõe sobre a Reforma Administrativa, define a estrutura organizacional básica do Poder Executivo, revoga leis que menciona, e dá outras providências.

    O projeto é uma ode à incompetência, ao despreparo, e resulta num acomodograma de mau gosto. Parece ser, não só um trenzinho da alegria, mas também é um carrossel eleitoral, com direitos a fogos e muito festejo.

    A reação da Câmara de Vereadores, aprovando urgência na Reforma Administrativa cheira mal. Cheira perante a opinião pública a fisiologismo, cheira à ‘troca-troca’, cheira a conchavo em detrimento dos interesses coletivos. Com a urgência aprovada, não há tempo, para examinar os termos do projeto, e expõe os vereadores, pelo menos os vereadores, que aprovaram a medida, sob suspeita de terem tergiversado com interesses pessoais.

    Em outra oportunidade, foi chamada a atenção, que a urgência, no trato de uma matéria tão complexa, poderia levar os vereadores a confundir um coelho com uma lebre.

    Com essa correria não saberão os vereadores responder, por que regras, que dispõem sobre contencioso administrativo, ou que dizem respeito a um código de ética estão entre o emaranhado da Reforma Administrativa, que dispõe sobre estrutura organizacional.

    Em lugar de se debruçarem sobre o projeto dos Transportes Coletivos, que no Município o governo foi obrigado judicialmente a sair do estado letárgico, e encaminhar uma solução, para responder a uma das mais importantes demandas da coletividade - transporte [em breve, sequer recursos da União para esse setor o Município terá direito, se não tiver o setor funcionando sob firme regulamento]; em lugar de prosseguirem na discussão do Código Ambiental, se ocupam de uma questão absolutamente intestinal, conferindo urgência, e decidindo ‘a toque de caixa’. É desnecessário ressaltar a importância do Código Ambiental, que jaz nas gavetas, enquanto a ocupação se dá comprometendo o que há de mais valioso - a nossa natureza.

    A organização ou reorganização de uma entidade se faz primeiro a partir do rastreamento do presente cotidiano, o que se consegue depois de um programa extenso de entrevistas. Daí, se passa para o diagnóstico, identificando onde estão os gargalos, ou os ralos, se for o caso. Ao fundo disso, sempre presente os objetivos e os compromissos a serem atingidos, evidentemente, em se tratado do setor público, que esses compromissos sejam republicanos.

    Os vereadores não podem esquecer que são legisladores e fiscalizadores do Executivo, mas também, e isso não pode ser esquecido, que são co-gestores e co-responsáveis pela coisa pública na Cidade, e, por isso, serão julgados juntos com o prefeito.

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    07-08-2007 00:00:00

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    Sem diagnóstico feito antes, nem mesmo mostrando claramente a sua estratégia governamental, ou ações futuras que quer enfatizar, o que poderia justificar uma mudança, o Executivo enviou um Projeto de Lei - o de Nr. 25/2007 -, que dispõe sobre a Reforma Administrativa, define a estrutura organizacional básica do Poder Executivo, revoga leis que menciona, e dá outras providências.

    O projeto é uma ode à incompetência, ao despreparo, e resulta num acomodograma de mau gosto. Parece ser, não só um trenzinho da alegria, mas também é um carrossel eleitoral, com direitos a fogos e muito festejo.

    A reação da Câmara de Vereadores, aprovando urgência na Reforma Administrativa cheira mal. Cheira perante a opinião pública a fisiologismo, cheira à ‘troca-troca’, cheira a conchavo em detrimento dos interesses coletivos. Com a urgência aprovada, não há tempo, para examinar os termos do projeto, e expõe os vereadores, pelo menos os vereadores, que aprovaram a medida, sob suspeita de terem tergiversado com interesses pessoais.

    Em outra oportunidade, foi chamada a atenção, que a urgência, no trato de uma matéria tão complexa, poderia levar os vereadores a confundir um coelho com uma lebre.

    Com essa correria não saberão os vereadores responder, por que regras, que dispõem sobre contencioso administrativo, ou que dizem respeito a um código de ética estão entre o emaranhado da Reforma Administrativa, que dispõe sobre estrutura organizacional.

    Em lugar de se debruçarem sobre o projeto dos Transportes Coletivos, que no Município o governo foi obrigado judicialmente a sair do estado letárgico, e encaminhar uma solução, para responder a uma das mais importantes demandas da coletividade - transporte [em breve, sequer recursos da União para esse setor o Município terá direito, se não tiver o setor funcionando sob firme regulamento]; em lugar de prosseguirem na discussão do Código Ambiental, se ocupam de uma questão absolutamente intestinal, conferindo urgência, e decidindo ‘a toque de caixa’. É desnecessário ressaltar a importância do Código Ambiental, que jaz nas gavetas, enquanto a ocupação se dá comprometendo o que há de mais valioso - a nossa natureza.

    A organização ou reorganização de uma entidade se faz primeiro a partir do rastreamento do presente cotidiano, o que se consegue depois de um programa extenso de entrevistas. Daí, se passa para o diagnóstico, identificando onde estão os gargalos, ou os ralos, se for o caso. Ao fundo disso, sempre presente os objetivos e os compromissos a serem atingidos, evidentemente, em se tratado do setor público, que esses compromissos sejam republicanos.

    Os vereadores não podem esquecer que são legisladores e fiscalizadores do Executivo, mas também, e isso não pode ser esquecido, que são co-gestores e co-responsáveis pela coisa pública na Cidade, e, por isso, serão julgados juntos com o prefeito.

    Isso, não levado em conta, é o mesmo que fazer ‘top-top-top’ para o povo buziano.

    07-08-2007 00:00:00

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    Sem diagnóstico feito antes, nem mesmo mostrando claramente a sua estratégia governamental, ou ações futuras que quer enfatizar, o que poderia justificar uma mudança, o Executivo enviou um Projeto de Lei - o de Nr. 25/2007 -, que dispõe sobre a Reforma Administrativa, define a estrutura organizacional básica do Poder Executivo, revoga leis que menciona, e dá outras providências.

    O projeto é uma ode à incompetência, ao despreparo, e resulta num acomodograma de mau gosto. Parece ser, não só um trenzinho da alegria, mas também é um carrossel eleitoral, com direitos a fogos e muito festejo.

    A reação da Câmara de Vereadores, aprovando urgência na Reforma Administrativa cheira mal. Cheira perante a opinião pública a fisiologismo, cheira à ‘troca-troca’, cheira a conchavo em detrimento dos interesses coletivos. Com a urgência aprovada, não há tempo, para examinar os termos do projeto, e expõe os vereadores, pelo menos os vereadores, que aprovaram a medida, sob suspeita de terem tergiversado com interesses pessoais.

    Em outra oportunidade, foi chamada a atenção, que a urgência, no trato de uma matéria tão complexa, poderia levar os vereadores a confundir um coelho com uma lebre.

    Com essa correria não saberão os vereadores responder, por que regras, que dispõem sobre contencioso administrativo, ou que dizem respeito a um código de ética estão entre o emaranhado da Reforma Administrativa, que dispõe sobre estrutura organizacional.

    Em lugar de se debruçarem sobre o projeto dos Transportes Coletivos, que no Município o governo foi obrigado judicialmente a sair do estado letárgico, e encaminhar uma solução, para responder a uma das mais importantes demandas da coletividade - transporte [em breve, sequer recursos da União para esse setor o Município terá direito, se não tiver o setor funcionando sob firme regulamento]; em lugar de prosseguirem na discussão do Código Ambiental, se ocupam de uma questão absolutamente intestinal, conferindo urgência, e decidindo ‘a toque de caixa’. É desnecessário ressaltar a importância do Código Ambiental, que jaz nas gavetas, enquanto a ocupação se dá comprometendo o que há de mais valioso - a nossa natureza.

    A organização ou reorganização de uma entidade se faz primeiro a partir do rastreamento do presente cotidiano, o que se consegue depois de um programa extenso de entrevistas. Daí, se passa para o diagnóstico, identificando onde estão os gargalos, ou os ralos, se for o caso. Ao fundo disso, sempre presente os objetivos e os compromissos a serem atingidos, evidentemente, em se tratado do setor público, que esses compromissos sejam republicanos.

    Os vereadores não podem esquecer que são legisladores e fiscalizadores do Executivo, mas também, e isso não pode ser esquecido, que são co-gestores e co-responsáveis pela coisa pública na Cidade, e, por isso, serão julgados juntos com o prefeito.

    Isso, não levado em conta, é o mesmo que fazer ‘top-top-top’ para o povo buziano.

    07-08-2007 00:00:00

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  • Crematorium

    Observando a expansão da sociedade global e seus mecanismos de crédito e financiamento, tenho feito algumas reflexões sobre as novas teorias organizacionais, entre elas as conhecidas terceirização e a fidelização.

    O mercado, instituição suprema do inicio do século 21, conseguiu transformar em verbos um número e um adjetivo.

    O sistema precisa, crescentemente, da maior quantidade possível de clientes. Na medida em que cada ser humano passa ter um pouco mais de renda, é envolvido numa rede de consumo, tornando-se escravo cativo dela.

    São as contas mensais de luz, água, telefonia fixa e móvel, provedor de Internet, canais de televisão por assinatura, sistemas de vigilância, taxas de manutenção de contas bancárias, prestações da casa própria e do automóvel, impostos diversos; seguro de vida, do imóvel e outros. Enfim, o cardápio de obrigações da sociedade do crédito.

    Não bastassem as senhas, os códigos de acesso e outras formas de despersonalização, constituímos parte de uma multidão dissipada dentro dela.

    Ao sistema só interessa aqueles que têm capacidade de consumir.

    Pretender cancelar alguns dos serviços acima enumerados significa submeter-se ao martírio que nos impõem programas pré-concebidos que não podem perder nenhum de seus usuários. Aliás, a sobrevivência deles, depende de nós.

    Os critérios utilizados, para admirar um ser humano, passaram a ser tão argentários que as qualidades pessoais são recodificadas em cifras ou acumulação patrimonial.

    Alguns bancos, por exemplo, possuem um sistema de alerta na aferição diária dos depósitos, para que, quando determinado cliente deposite uma quantia superior a um limite pré-estabelecido, a gerência possa ser imediatamente notificada, a fim de que o gerente convide o correntista para almoçar.

    Na medida em que avançam estes comportamentos utilitaristas, quase todos falseados por um sorriso amigo, que também faz parte do sistema de cooptação, os homens afastam-se uns dos outros e legitimam a sociedade dos consumidores sem personalidade.

    Não duvido que dentro de algum tempo, quando o sistema não mais suportar os desocupados, improdutivos e sem capacidade de consumo, passe a considerá-los como óbices à harmonia social.

    Então, sem ter onde colocá-los ou aproveitá-los, e para que não prejudiquem o bom funcionamento da engrenagem capitalista, talvez uma das soluções seja queimá-los.

    É mais barato, não ocupa espaço e não deixa vestígios...

    04-08-2007 00:00:00

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  • Crematorium

    Observando a expansão da sociedade global e seus mecanismos de crédito e financiamento, tenho feito algumas reflexões sobre as novas teorias organizacionais, entre elas as conhecidas terceirização e a fidelização.

    O mercado, instituição suprema do inicio do século 21, conseguiu transformar em verbos um número e um adjetivo.

    O sistema precisa, crescentemente, da maior quantidade possível de clientes. Na medida em que cada ser humano passa ter um pouco mais de renda, é envolvido numa rede de consumo, tornando-se escravo cativo dela.

    São as contas mensais de luz, água, telefonia fixa e móvel, provedor de Internet, canais de televisão por assinatura, sistemas de vigilância, taxas de manutenção de contas bancárias, prestações da casa própria e do automóvel, impostos diversos; seguro de vida, do imóvel e outros. Enfim, o cardápio de obrigações da sociedade do crédito.

    Não bastassem as senhas, os códigos de acesso e outras formas de despersonalização, constituímos parte de uma multidão dissipada dentro dela.

    Ao sistema só interessa aqueles que têm capacidade de consumir.

    Pretender cancelar alguns dos serviços acima enumerados significa submeter-se ao martírio que nos impõem programas pré-concebidos que não podem perder nenhum de seus usuários. Aliás, a sobrevivência deles, depende de nós.

    Os critérios utilizados, para admirar um ser humano, passaram a ser tão argentários que as qualidades pessoais são recodificadas em cifras ou acumulação patrimonial.

    Alguns bancos, por exemplo, possuem um sistema de alerta na aferição diária dos depósitos, para que, quando determinado cliente deposite uma quantia superior a um limite pré-estabelecido, a gerência possa ser imediatamente notificada, a fim de que o gerente convide o correntista para almoçar.

    Na medida em que avançam estes comportamentos utilitaristas, quase todos falseados por um sorriso amigo, que também faz parte do sistema de cooptação, os homens afastam-se uns dos outros e legitimam a sociedade dos consumidores sem personalidade.

    Não duvido que dentro de algum tempo, quando o sistema não mais suportar os desocupados, improdutivos e sem capacidade de consumo, passe a considerá-los como óbices à harmonia social.

    Então, sem ter onde colocá-los ou aproveitá-los, e para que não prejudiquem o bom funcionamento da engrenagem capitalista, talvez uma das soluções seja queimá-los.

    É mais barato, não ocupa espaço e não deixa vestígios...

    04-08-2007 00:00:00

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